Há que dizer e repetir isto: o Dr. Vasco Graça Moura não está só, neste combate. Somos muitos milhares de apaixonados, assistidos pelo bom senso e por argumentos de puro bom gosto.
Infelizmente, a grande maioria, perante o que nos fazem na economia, nas contas públicas, na cultura ou na Língua, é uma massa dormente e alienada.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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quinta-feira, abril 04, 2013
domingo, junho 27, 2010
HELENA MATOS MATA-ME!
O português de Helena Matos "mata-me" pela omissão de preposições obrigatórias ou pela falta de esmero nas concordâncias e na boa sintaxe nas suas postas de pescada. Ressuscita-me de imediato o facto de ela ter razão contra os mesmos do costume. E bem sei que os reles anónimos Abrantes também pegaram por isto do-português-de-Helena-Matos. Mas foi para serem reles. «Vós, diz Jesus Senhor nosso, sois o sal da terra...» A gente que nos apascenta se não leu Vieira e Camões, para além da prescrição curricular, não leu nada. Camões denunciou o "paneleirismo" político de D. Sebastião, a tirania com que os putos nobres, com ele-Sebastião-Rei e à volta dele, infernizavam os simples de Lisboa e abusavam dos pequenos instilando o medo e a discricionariedade. Conviria ao Primadonna ler EM TORNO DAS IDEIAS POLÍTICAS DE CAMÕES, de António Sérgio e, do mesmo, CAMÕES PANFLETÁRIO. Ali se fala abundantemente que o descalabro moral promovido pelo socratismo grunho é igualzinho ao que fora promovido pela imberbidade feminil do mancebo Sebastião. Feminil, mas, infelizmente para Portugal, nos antípodas do mulherengo, sublinhe-se.
domingo, fevereiro 10, 2008
MEU MANIFESTO VIEIRIANO

Aqueles portugueses que te não leram e te não lerem
não merecem a cidadania portuguesa
e a cidadania portuguesa, sem te ter conhecido,
é uma mentira e uma usurpação.
lkj
Porque o que disseste não ficou a apodrecer nesse teu ultimador coligir do sermonário,
último esforço por que te perdurasse um pouco d'alma
na matéria tinta ressecada sobre a página.
É, pelo contrário, uma linfa viva e uma lâmina que perfura igualmente
e igualmente corta e disseca este Tempo Pardo Português,
tudo isso tanto e tão bem que disseste,
Tempo onde o Roubo Disfarçado de Lei, na Lei Camuflado,
se tolera e silencia covardemente e a Nação parece encalhada no Pauís da Apatia,
parva com quem lhe sai na rifa governá-la,
e parece engelhada de medíocre
como aqueles jogos que se perdem sempre contra a Itália e a França
num qualquer deslumbramento momentâneo distraído
e num não querer estar ali-jogadores a sério.
ljlkj
Tu, Padre, que em tudo surpreendeste, porque era belo ouvir-te trovejar,
num português amplo, vocálico, brilhante,
trovejar contra os sôfregos,
trovejar contra os coveiros dos nobres ideais e do Futuro,
tu és a Língua Portuguesa em Movimento Esmagador,
exigindo Acção e Aventura, exemplificando-a!
É porque é belo o que palpita ainda e sempre da tua escrita,
que és afinal tão vivente e respiras
tal como é vivente e respira a ressurreição de uma frase tua,
quando a lemos boquicheios:
«Vede, Peixes, um homem desses que andam perseguidos de pleitos [...]
come-o o meirinho,
come-o o carcereiro,
come-o o escrivão,
come-o o solicitador,
come-o o advogado,
come-o o inquiridor,
come-o a testemunha,
come-o o julgador, e ainda não está sentenciado, já está comido...»
e é urgente ler-te de novo numa revisitação inconformista
à luz do teu ousado inconformismo.
lkj
Tu, Padre, insecticidarias esses tecnicozecos de este Tempo de Medíocres,
de Cagadores de Despachos Educativos Erróneos e Vesgos,
Mesquinhos e Torpes, atropelando o Momento,
esses tecnicozecos tais porventura competentes tecnicozecasmente,
mas crassos grunhos no que conta à derradeira,
gente que este tempo regurgita e temos de aturar,
coisa que nunca aturarias nem regurgitada.
São esses que vão simplificando e banalizando em snac
o banquete lauto total da Nossa Língua.
São esses que combatem que se explore a sua riqueza na longitude da Luz,
na latitude do Clarão dela, Língua Toda,
pecado hoje tão exorcizado e excomungado,
como se usar a nossa Toda-Língua atrapalhasse o lado prático de tudo
e o lado prático de tudo fosse tudo
e nada mais houvesse a fruir na Língua que o lado Prático enquanto Tudo.
lkjlkj
Tu, Padre António, não tinhas só a argúcia conceptual, a subtileza da argumentação,
a invenção das razões, a adequação das palavras,
o equilíbrio da disposição,
a novidade e o vigor das imagens,
a imaginatividade das situações, a capacidade de intervenção,
a oportunidade da denúncia, por isso vale-nos e regressa,
o que tinhas era simplesmente o Sal e a Especiaria do Dizer em Português,
Sinfonia Completa, para quem o ame!
lkj
Se foste capaz de ser o Índio
e de ser o Judeu e de ser o Negro, reclamando em sua defesa,
vestindo-lhes a condição perseguida e oprimida,
- essa vera vocação do Português
que é reencontrar-se, vestir-se no Ouro-Humano do Outro,
vem então ser o insígne Português novamente,
cloniza-te, faz-te neonosso e regressa!
Revive o teu sonhar com o Império do Espírito,
e vem ser blogger, porque já eras protoblogger,
que é nisso que laboramos cósmicos hoje!
lkj
E vem, de novo, ensinar a estes que vejo vomitarem no final das madrugadas,
alienados do Brio de serem Portugueses,
a esses que vejo álcool-beberem por todas elas, sem ninho e nulo afecto,
e andam nesta solidão terrível deprimente de órfãos de Mulher,
e andam em desejos de ser desportugueses,
vem ensinar-lhes que há Pátria em combater os Esponjas e reclamar incansável por Justiça.
Vem ensinar-lhes a ver Além, como tu,
Visionário de uma Coisa Nova Portuguesa!
lkj
Não tenho mais encómios que te ofereça extra:
tenho sempre o teu Verbo à minha mão
para me encher a boca
e inspirar-me no Verbo meu por Coisa Nova Igual!
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