Mostrar mensagens com a etiqueta Partidos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Partidos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, agosto 01, 2013

DOS COMPARADORES DE PÉNIS

O exercício do blogger é o de manifestar algum pensamento com o máximo liberdade e verdade emocional. O que se escreve sente-se com as tripas. Daí uma linguagem mais dada ao coloquial e às interjeições e vernáculos do nosso descontentamento. Gostar do que se gosta. Detestar o que se detesta, isso passa rente à pele e como nenhum inócuo artigo de jornal o faz. A capacidade para fazer sentir ideias e seduzir intelectualmente para elas mora na bloga e noutros domínios da rede, mas os seus efeitos são imediatos e consolidam, como um fermento, as moções da grande massa de cidadãos. O socratismo percebeu demasiado bem essa importância de gerar um conjunto de blogues e de federar um conjunto de bloggers, os quais, devidamente avençados, coordenassem e sincronizassem a apresentação quotidiana da mundividência exclusivista que esses dois Governos quiseram passar, ainda que a realidade íntima das contas, das acções e das movimentações de bastidores indicassem o conhecido rumo inexorável em direcção aos cornos da realidade. Hoje vivemos noutro modelo de relação do Governo com a bloga. Não é possível vender a austeridade como se vendia o optimismo mais imbecil, rapace e charlatão. Não se pode falar bem da dor, da fome, da inactividade profissional. A política de austeridade é o que é. Uma merda. Uma necessidade. Visa corrigir as consequências de um modo de governar que resolvia problemas à superfície, atirando uma torrente de dinheiro sobre eles. Há quem diga que a austeridade tem sido extrema. Do meu ponto de vista, ela foi concentrada no tempo, nos últimos dois anos. Teria de ser. Foi uma escolha estratégica. Se se colocarem na pele de um Governo que surgiria sempre como odioso por cortar de modo extremo durante dois anos, hão-de concluir que não seria justo ficar tal Governo com todo o ónus político por ter feito o que devia e seria incontornável fazer numa legislatura: salvar o País, represtigiá-lo, recredibilizá-lo externamente; apertar a gestão das contas públicas segundo um modelo sóbrio, sólido, sustentado, realista; e, claro, com isso penalizar milhões de cidadãos. E depois?! Bom, primeiro suportar o dr. Soares, o dr. Alegre, toda a fauna de pançudos da política e do comentário político monocular, primeiro enfrentar os fogachos de rua, as maiorias minúsculas de Esquerda, o paleio da legitimidade da Esquerda. E depois perder eleições. E depois dar a vez a quem danou o País em primeiro lugar para que possa segregar, sem mudar nada, novas bancarrotas. Não faz sentido. Se houve, e pelos vistos para a Troyka houve, consolidação orçamental nestes dois anos, se houve um trabalho pelo equilíbrio das contas públicas, ele não pode parar agora. O meu desemprego tem de ter valido a pena. A fome e as carências que suportámos e ainda suportaremos têm de fazer sentido. Àqueles que chamam a essa ousadia austeritária do Governo Passos Coelho de extremismo, chame-se-lhe interesse nacional, minimização de danos, concentração temporal do esforço de saneamento das contas públicas, segundo o roteiro que as instituições internacionais negociaram para nós e connosco. Havia que corrigir uma trajectória de década e meia de incúria, eleitoralismo e covardia reformista: a austeridade também é uma pedagogia sobre indivíduos, empresas, comunidades, sociedades: se o que queremos é que o emprego se multiplique e que as empresas ganhem folga e fundos próprios, temos de olhar com confiança para a perda aparente de 300 milhões de euros por ano de receitas com a mudança gradativa que se prepara no IRC. É extremamente desonesto e redutor, coisa em que a CGTP está só, dizer-se que o efeito na economia e no bem-estar das pessoas é que tal reforma extorquirá aos mais pobres para dar aos mais ricos. Ora uma reforma bem feita terá de vincular os donos e gestores das maiores empresas à socialização dos benefícios e incluir no processo de redução desse IRC também as pequenas e médias empresas, cuja boa saúde financeira será a boa saúde financeira dos que nelas trabalham por nelas terem trabalho. É preciso acreditar, sim, trata-se, por uma vez de acreditar, que é a isso que a sensibilidade social em António Pires de Lima procederá e não a uma oferta lobista dada de bandeja em benefício dos mesmos de sempre que ele bem conhece por com eles tratar. Passaram dois anos. Dois anos a tentar higienizar e robustecer as grandes empresas, os Bancos, a fim de que o investimento, gradualmente, fosse possível. Não há retoma sem paciência e sem prudência. Se um IRC mais baixo representa empresas mais lucrativas, com mais dividendos para distribuir, com um mais sólido saneamento de dívidas e falta de liquidez, nada mais amigo de todas as possibilidades de essa margem permitir a criação de emprego e até a invenção de emprego, fenómeno que se generaliza. Se não tem havido dinheiro suficiente para investir é por termos tido Bancos com problemas complexos e riscos não negligenciáveis, conforme os recentes resultados negativos documentam. Nada funciona com uma Banca em crise ou em descrédito. Robustecê-la foi o primeiro patamar para uma economia que funcione por si mesma, sem depender dos estímulos directos e tantas vezes esconsos do Estado, logo, dos contribuintes, eternos sacrificados de todos os peditórios para os já ricos, os já prósperos, já bem sucedidos no bolso e na vida. Não é pelos consumidores que se começa, creio eu. Começa-se pela boa saúde dos Bancos ou não nos basta o exemplo de Chipre, nesse ponto?! Acredito que à baixa progressiva do IRC se poderá coordenar com o abaixamento igualmente gradual do IVA e do IRS, neste a começar pela franja mais débil e vulnerável da sociedade portuguesa. Para que tudo faça sentido e se perceba por que raio a CGTP está sempre do contra, por que motivo os três partidos de Governo não podem convergir no que fundamentalmente realmente interessa e mandar finalmente às malvas as suas questiúnculas imaturas de comparadores de pénis em frente ao espelho.

quinta-feira, julho 25, 2013

OBSOLESCÊNCIAS

Ontem, parido e empossado, surgiu o Governo Passos Coelho II. Nasceu para levar a jangada até ao fim e mostrar resultados, se houver tempo e o Daniel estiver errado. Terá de fazer violências. Apanhará provavelmente com mais greves por mês que o Governo Passos Coelho I, mais débil, muito mais medroso. Muito menos articulado do que este promete. Precisamos de greves na função pública, apesar da compressão de direitos e rendimentos, das requalificações e evacuações? O mundo europeu da Moeda Única carece delas? Claro que não. Do que precisamos mesmo é de menos Fisco, mais indústria, mais emprego, mais actividade privada e um caminho de competição directa com outros pólos planetários hoje com regras mais favoráveis para eles e que nos vão deixando mais e mais para trás e a dever-lhes dinheiro. A Ásia, sim, precisa de greves. Urgentemente. Nunca as terá. E mesmo que as tenha, delas pouco ou nada se falará. O Brasil também. Greves por mais direitos laborais, pela humanização da sua indústria e de outras estruturas produtivas, greves por condições gerais mais justas de remuneração. Cá, na pequena paróquia política portuguesa, por exemplo, pensar em greve, neste contexto em que uma hora conta, já antecipa ineficácia e cansaço levados ao limite e é um contrassenso quando no horizonte muitos aventam um novo cenário de bancarrota. As sociedades europeias que intuíram e inventaram o Estado Social e a aspiração ao bem-estar têm de redescobrir estratégias novas de protesto, mais cívicas e inteligentes, menos tiro-no-pé, à medida da massa crítica que constituem, à medida da realidade demográfica e cultural que habitam, e sobretudo à medida da nova consciência ambiental que se traduz em novas práticas individuais libertadoras, minimalistas, capazes, só elas, de engendrar uma felicidade pouco compatível com a loucura consumista, a ganância e a ambição competitivas que trucidam a concorrência e pisoteiam as caveiras dos derrotados e menos capazes. Há outras formas de protestar com eficácia. Não tem de nem pode passar obrigatória e monotonamente pela greve: note-se que, de 2007 para cá, as greves, todas as greves, demonstraram que qualquer Reforma do Estado explicável e entendível pela Opinião Pública só passará com um tipo de apoio bem maior que aquele que cada Governo consegue mesmo em maioria: trata-se de uma mudança de princípios e de relação entre a política e a cidadania e que os partidos terão de abraçar, sob pena de desaparecerem a bem ou a mal. O que revolta as pessoas? A opacidade das decisões e a nítida consciência de que o rendimento das famílias está sob sequestro por parte dos Governos e dos decisores transgovernamentais, acima deles em benefício sistemático da Banca. Há cortes de que não poderemos escapar, por mais que o Partido e o Sindicato anunciem o inverso lutando pelo inverso. É o caso do PS com as propostas ridículas, simuladoras, que ousou levar à célebre Távola da Salvação Nacional: o que é que, por exemplo, Carlos Silva pensa dos cortes de apenas 2 mil milhões sugeridos aí pelo Partido Socialista?! Concorda ou não concorda? E como é que se pode, por um lado, cortar 2 mil milhões e, no mesmo passo, apresentar a sugestão do aumento de despesa e, portanto, da diminuição de receita dos mesmos 2 mil milhões?! Como? Repondo pensões, actualizando salários congelados, congelando os despedimentos encapotados na função pública?! Dou de barato a utilidade de proceder ao abaixamento do IVA da restauração, uma imbecilidade troykista que pouco ou nada trouxe de bom à actividade económica, ao emprego e à receita. Mas gostava que Carlos Santos, o socialista-sindicalista, comentasse isto. O seu PS, ainda com a psique formatada para a existência de dinheiro e a possibilidade de o esbanjar, negociou na dita Ronda objectivos miríficos, não foi, Carlos?! Pagar é verbo que ninguém nesse partido quer conjugar no futuro, faltando à realidade da verdade e à verdade da realidade, não é, Carlos?! Que sugestões propõe o socialista-sindicalista Carlos Silva para o nosso delicado problema de défice e de dívida?! Na verdade, as alternativas à austeridade só promovem mais austeridade por mais tempo: o PS acha que nos convence de que a saída para a crise se faz com aumento da dívida e do défice, conservando um Estado Opaco, Rançoso, encavalitado na iniciativa privada, sufocando-a. Mais do mesmo. O mesmo parasitismo. Empresas públicas monopolistas a secar, como eucaliptos, quem ao lado possa fazer melhor. Não. Não acredito na eficácia das greves nem na eficácia do crescimento assente novamente em investimento público, segundo critérios mais que duvidosos, impressionistas, simpatiquistas, amiguistas. Essa retórica já era. O principal inimigo de Portugal e dos Portugueses não é a Direita Austeritária nem é a Esquerda Mãos-Largas Vazias. É a corrupção e a incompetência político-económica. A corrupção a pretexto da política para as pessoas; a incompetência incrustada na distorção das relações humanas a partir de um complexo de superioridade moral da Esquerda sem bases económicas sólidas para sustentar a viabilidade de direitos impossíveis de garantir, umas vezes saindo do Euro, outras rasgando o Memorando, outras renegociando unilateralmente com a Troyka, outras vociferando o «Não pagamos!» do deputado socratista não me lembro agora o nome e que jurava que os alemães se cagariam de terror. A julgar pela grande capacidade de insultar adversários de argumentos e de ideário, dir-se-ia que, para a Esquerda, ninguém fora da Esquerda e do braço socialista impostor dela, é democrata o suficiente para merecer conservar os dentes intactos. Só a Esquerda em geral e em Bloco é democrata; e só ela, com o Partido Socialista a Reboque, garante a defesa da Constituição, da legitimidade e legalidade democráticas com que se enchem barrigas e se oferece empregos. Quem não pense como esta Esquerda Talibã merece morrer, ser cuspido e destratado. Dá-me por isso um infinito prazer acontecer-me ser tratado segundo essa democracia sublime que quer fuzilar o adversário para ter razão e espezinhá-lo, caso ele defenda que a greve já não funciona nem convence, que o irrealismo dos socialistas desmobiliza eleitorados, e que ter de suportar o visco rançoso dos Sócrates anti-Salvação Nacional, dos Alegre ou dos Soares anti-Salvação Nacional é como frequentar a paralisia, a hipocrisia, a estagnação mais torpe e mentirosa, assente nas estratégias de insistência mediática do tipo nazi ou estalinista. O País tem o dever de caminhar na direcção oposta desses figurões mais democratas que eu e mais democratas que qualquer um, se quiser sobreviver. É preciso fugir, como quem foge da peste, do exclusivismo fechado e faccioso dessas vozes anacrónicas, conspurcadoras da rectidão, do interesse nacional e de um sentido de união pluralista e multicultural. É preciso rejeitar a manutenção das rendas, ganhos e recursos quase ilimitados que títeres como esses garantiram para si apenas porque tomam o Regime como seu, tutelado por si, coisa para eles. Os que não querem rupturas e se mostram incapazes de uma mudança de vida [desafiante e dolorosa, é certo] estão petrificados em si mesmos. As greves, os berros, as palavras de sonsa impaciência eleitoral que a Esquerda e a Impostora Ala Socratista corporizam, neste momento, são um serviço de traição aos mais altos desígnios do País, de interesse egoísta da pequena política, de destruição de Portugal. Não é preciso muito para perceber isto: todo o alívio de condições e maior favor que as potências ingerentes possam vir a conceder-nos acontecerão no patamar da lealdade. Não no do lodaçal da ruptura.

quarta-feira, março 06, 2013

DA CRISE TERMINAL DOS PARTIDOS PORTUGUESES

Os partidos valem zero a partir do momento em que constroem meticulosamente uma vida tão própria que se impermeabiliza ao clamor das gentes. Há muito que as aspirações das pessoas [mais participação directa e consequências imediatas dos nossos debates e das nossas escolhas] e a lógica ronceira dos partidos nada têm a ver. Muito por culpa da agenda medíocre destes últimos, das lutas intestinas pela escada e a chave do Poder interno ao fraccionamento interminável das suas facções e fracções: ironicamente, o carunchoso statu quo governativo ora PS ora PSD favorece o ganha pão prosaico e funcionarizado dos demais partidos, sem excepção, representados na AR, pelo que o facto de a contestação na rua visar virulentamente um membro do sistema representa na verdade uma séria ameaça ao sistema como um todo. Mas, ainda que inconsciente disso, o sistema dos partidos faliu. Não nos revemos nele nem nele cremos. Sinal disso o triste e melancólico diagnóstico do que é hoje o Bloco de Esquerda, rebate autojustificativo e tardio com que Daniel Oliveira explica a saída desse partido entorpecido e bizantino. Ele adequa-se à consabida escória da restante partidocracia em Portugal, pesada, estanque, um cancro: perpassados de corruptos, carreiristas medíocres, responsáveis por escolhas devastadoras, gestão danosa continuada do Estado, não nos reflectem. Nenhum nos reflecte. Se com os partidos, tal como estão, não vamos lá, reforme-se a forma como elegemos quem e o que elegemos. Reforme-se já. Para lá de qualquer aqui-d'el-Rei aflitivo e derrotado pelo desespero, nas ruas, comecemos pela remoção desta nossa vã, vil, singela e viciada forma de votar às cegas. Voltaremos às ruas. Vez após vez. Em massa. Com os nossos slogans desfocados, angustiados e álacres. Sem líderes. Sem alternativas. Uma mole sofredora. Para quando também com um caderno claro de reivindicações democratizadoras do sistema onde os partidos apodrecem, empurrando com a impávida barriga um monstruoso divórcio do Povo?!

quarta-feira, setembro 12, 2012

NOJO UNÂNIME NOS SOFÁS E NAS RUAS

Não me apetece atirar-me à jugular de Miguel Relvas, agora no Brasil, em manobras de charme cujo fedor divino ainda não sentimos e talvez não sintamos: nada mais insensível e alheado dos Portugueses e de Portugal que quantos supõem que prosperarão indiferentes à nossa falência e acrescida miséria. Isto é um castelo de cartas. Há muitos pescoços a que nos devemos atirar todos os dias, gente para quem o apoio aos mais desfavorecidos é tão preocupante como arrancar pêlos dos colhões, no sofá sossegado. Relvas e Passos são os capatazes que elegemos. Quanto mais capatazes, mais elogiados são por quem tem o dinheiro e no-lo pode ou não emprestar. A sua surdez, incivilidade e serviço delegado pela Troyka prestado ao País são iguaizinhos ao serviço, incivilidade e surdez de outro bando de filhos da puta que criou todas as condições para ser possível um tal confisco impune do trabalho de milhões de nós com remissão ao desemprego de outros tantos. Não será por deixar de ser insensível e menos bando de filhos da puta que qualquer filho da puta que venha a ser Governo evitará a redução do salário mínimo. Não a queremos. Não é por ser masoquista que este Governo apanha com a nossa raiva de ânimo leve. É o Mundo, alheio às nossas dores de corno, que quer e fará tudo por que sejamos mais pobres e sem outras ilusões que as que o PIB raquítico permitam e paguem. A Grécia ajoelhou-se e não chegou. Nunca chega. Ou perdemos tempo ou atiramo-nos de bruços, já. Há uma guerra pela sustentabilidade dos estados e pela resistência à supremacia económica chinesa que não nos poupará em nada, iludamo-nos como quisermos. Este bando de filhos da puta acaba por ser muito diferente do bando de filho da puta que abriu a porta a esta agiotagem: é pelo menos um bando de filhos da puta que não se escondeu dos nossos olhos em Paris, bando a cujo cabecilha nenhuma palavra, nenhum comentário, nenhuma conta, são pedidos. Um e outro bando de filhos da puta mandam, em diferido ou em directo, um País inteiro para o caralho que o foda, em parte porque a maioria absoluta do pessoal não votou nos sucessivos bandos de filhos da puta que nos enganam e oprimem, nunca se importou demasiado, enquanto a culpa toda era dos professores ou dos juízes ou de qualquer outra corporação sob esbulho selectivo. Agora podemos encher as praças, babar de raiva, assistir à voz beata do Partido Merda Socialista a chorar e a imprecar o Partido Merda Social Democrata: ninguém, nenhum Governo, nenhum Poder Interno Alternativo, inverterá a decretada transferência de dinheiro dos trabalhadores para as empresas, apesar da abissal, cultural e idiossincrática diferença portuguesa entre Ricos e Miseráveis, sem qualquer esperança de mais emprego, sem sentido de responsabilidade dos que mais têm. Teremos mais violência. Teremos mais desespero. Depois de levantarmos a voz nessas praças apertadas do País para manifestar o nojo unânime por estes filhos da puta, voltaremos derrotados ao sofá. Sempre fui professor. Não me deixam ser, talvez não mais volte a incendiar de paixão e fervor uma sala de aula, como o fiz nos dezasseis anos passados. A minha única esperança é cultivar umas couves em casa, cuidar das minhas árvores, das minhas filhas e que Cristiano Ronaldo [risos!], qualquer espécie de cristiano tristonho [obesos por oportunismo histórico, como Mário Soares, obesos por mérito e instinto de predador social, como Belmiro, ou obesos do roubo mais desavergonhado e onanista graças às punhetas da política, como Dias Loureiro], me transfiram cinco euros para comprar uns pães e uns iogurtes. Não há mais nada.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

quarta-feira, janeiro 18, 2012

COMPLACÊNCIA LUSOBRASILEIRA COM CORRUPTOS

«O deputado Paulo Pereira da Silva, o tal Paulinho da Força, acaba de mostrar quantos neurônios tem, ao pronunciar a seguinte frase: "Não dá para aceitar que a imprensa fique derrubando ministro de 15 em 15 dias." Uma frase histórica, digna de placas a serem fixadas na CUT e na Câmara. Nobre deputado, quem derruba ministro não é a imprensa, não lhe informaram isso? Eles estão caindo porque são ladrões do erário e foram denunciados por uma imprensa não comprometida com esse governo corrupto. E mais, um rato decapitado a cada 15 dias é pouco. Se o Judiciário fosse independente, se o Legislativo não tivesse sido comprado e o Executivo perdesse a chave do cofre, todo o governo seria derrubado em um só dia. E as quadrilhas (inclusive a sua), eufemisticamente chamadas de partidos políticos, seriam imediatamente extintas para o bem do Brasil e em respeito ao cidadão.» Humberto de Luna Freire Filho

terça-feira, janeiro 17, 2012

PROENÇA E O VELHÍSSIMO TRUQUE

«Cada partido em Portugal, cada um daqueles que se rendem no Poder mas também daqueles que esfregam o cu pela AR há 37 anos, moldou paulatinamente o Estado e o seu funcionamento às suas conveniências próprias e às suas ânsias particulares de comida. O Orçamento, mesmo de um País pobre, era 'largo' o suficiente; e era a maior concentração conhecida de dinheiro visível e palpável ao alcance das suas manápulas: ir para onde está o dinheiro, eis o velhíssimo truque. A vergonha do constante compadrio  só possível num Estado cujo peso na economia é absurdo e com um Povo débil de Moral e de Educação  é antiga e tem vindo a ser deliberadamente hipertrofiada; a bem do vastíssimo pessoal-das-legislaturas que não sabe fazer nada, nem nunca soube. Proença é advogado (do Diabo?). Segundo 'aquela piada' americana, ele vai para o Inferno  onde todos os advogados têm um lugar especial (se Dante os tivesse conhecido, em vez dos 'benignos' Príncipes, Prebostes, Cobradores, Regedores e Juízes-de-Fora, teria arranjado mais um círculo, mais um nível de negrura e de penas-eternas no seu Inferno). Proença faz em público aquilo que devia estar recatadamente — a bem da saúde pública  exclusivamente dentro de uma sala de audiências. Proença não é um agente da Justiça, não é um respeitável membro dos Tribunais, mas um político  que também é "homem de negócios". Dividir dinheiro, Poder e proventos futuros  eis a questão. É fácil, para mim que sou dado a paranóias, imaginar as estratégicas conversas havidas entre Proença e o seu 'constituinte'. Quanto a mudar leis iníquas, a suprimir truques, artigos e diplomas 'encomendados' propositadamente  jamais sem uma revolução violenta. Não acredito "... na reforma das Instituições, principalmente quando são os seus beneficiários a discuti-la e a decidi-la".» Besta Imunda

segunda-feira, junho 20, 2011

O LOBISMO LEVOU A MELHOR

Está visto que o velho lobismo dentro do Parlamento levou a melhor sobre Fernando Nobre. Estou desiludido com o PP e, naturalmente  mas isso não pode mudar sem que tal partido acabe ou mude de sexo , com o PS cabotino. A rejeição prévia do nome de Nobre afronta a velha praxe, em início de uma nova legislatura, de acatamento à 'propositura' do partido vencedor, mas não afronta as velhas negociatas, a lei de financiamento dos partidos e toda a velha corrupção. Hoje, derrota minha!, essa corrupção, esse directório dos mesmos para os mesmos, leva a melhor sobre um homem recto, ideal para a reforma dos vícios, costumes, luxos, sumptuosidades, abusos, desproporções e más habituações parlamentares. Cambada de cretinos! Ai de quem lhes ameace ou afronte os interesses. Outro ismo de mau cheiro: o lobismo da deputação. Não admira que, no Parlamento, não tenhamos deputados fora dos partidos e que os partidos não dêem satisfações a ninguém. Vamos lá continuar como dantes, isto é, sem qualquer esperança, porque o velho ranço parlamentar dura e dura e dura.

sexta-feira, março 04, 2011

CONVERGÊNCIA DESIDEOLOGIZADA

Não sei se é erro político ou não a anulação da "reorganização" curricular determinada pelo Governo. O que me parece evidente é que o André Azevedo Alves diminui o facto de a apreciação parlamentar do PCP, que pedia a cessação do decreto em causa, ter sido aprovada com os votos do PSD, BE, PEV e com a abstenção do CDS. Por outras palavras, não acredito que uma convergência tão lata e desideologizada como essa possa ser errónea perante a evidência de o socratismo-socialismo alijar nos professores-costas-largas e no contribuinte-sanita todas as sucessivas e insuficientes soluções finais, menos atacar o desperdício, o clientelismo, a tribo intocável de gestores públicos quadrúpedes agregada ao poder político que não têm sentido a crise nem os cortes nem coisa nenhuma.

quarta-feira, dezembro 29, 2010

O PAPÁ PS

Umas das instituições mais eloquentes da vida pública portuguesa é o Tribunal de Contas. Eloquente mas inconsequente. Mais uma a pregar no deserto da Ética. Por mero acaso encontrou motivos para a demissão dos gestores da CP, da REFER ou do Metro. Porquê? Por violação da lei, uma vez que colocaram o dinheiro na banca comercial em vez de no Tesouro. O Estado-PS, porém, nunca demite ninguém. Os seus gestores, os seus Vara, os seus Rui Pedro Soares estão e estarão sempre a salvo. Ninguém se importa. Ninguém se choca. Ninguém protesta. E mesmo que se importem, choquem, protestem, se importem, o tempo passa, tudo passa, tudo se esquece. Os socialistas têm uma reserva ilimitada de água do rio Letes. Mais a mais trata-se do precioso pessoal político do PS. Tem inteira e absoluta imunidade por inerência. Essa aristocracia da transgressão de tantos filhos do PS enche-nos de nojo: não se percebe como é que um povo inteiro se demite de protestar, que transija com isso e já não transija com clamorosas injustiças ou certos protestos a medo. Há sempre papá para eles, os meninos da política colocados a mamar estrategicamente, financiadores afinal dos partidos de poder e base de todos os apoios, estes gestores. Até quando suportarás, pachorrento leitor, o Papá PS, esse estado dentro do Estado, essa moralidade à parte no concerto das instituições?!

sábado, agosto 07, 2010

OBESO E CORRUPTO

Carlos Ferreira Madeira, no editorial de hoje do i, analisa um problema  O Estado Obeso  que nem PS nem PSD têm enfrentado, mesmo quando se "entenderam" para nos fornicar fiscalmente e operar a cortes desesperados e obscenos na Saúde e na Educação, sectores que já não são alvo nem de Paixão nem da devida Dignificação pelos Políticos. Estes partidos gémeos, uma vez agarrado o Estado pelos colhões, só se distinguem no grau de despudor e de incompetência, sendo que, de zero a dez, o PS rebenta com a escala, numa e noutra coisas, ao passo que o PSD, devidamente apertado pela Sociedade Civil, pode ser muito menos corrupto que o PS, menos despudorado que o PS e sobretudo menos incompetente que o PS. Porquê? Apenas por isto: porque ali a componente maçónica, absolutamente ávida e perversamente corporativa, nem está organizada na habitual horda de hienas nem roça o abominável apodrecimento institucional que temos testemunhado nestes tempos. Contraditório no Discurso e na Praxis, o PS é o lixo que encontramos na Venezuela de Chávez e no Irão de Ahmedinejad ou na Coreia do Norte de Kim-Jong Xunga. Entretanto, nada refreia o devoramento que o "socialismo" opera no Estado, conduzindo-o aceleradamente ao colapso, uma vez que os vícios continuam oportunisticamente intocados. São esses mesmos vícios que sustentam um Poder indecoroso, para ser benévolo. Interessa-lhe exaurir o Estado ao máximo e enriquecer corporativamente à conta do estrangulamento dos contribuintes. O País, nas sondagens e no conhecimento da Situação, como segue paixões e não lê uma linha do que lhe deveria interessar, já assumiu o papel de Burro que os carrega. Nestas coisas a iliteracia e o absentismo joga a favor dos cabrões que nos sugam e não mudam: «Se o Estado fizer uma dieta rigorosa pode poupar dinheiro e aliviar a carga fiscal sobre as pessoas. Com dieta, o Estado pode tornar-se forte - coisa que hoje não é. E se for forte e competitivo não precisa de devorar metade do PIB. Nem de manter um regime fiscal que o impede de receber 510 milhões de euros quando a PT vende a Vivo à Telefónica.»

sábado, fevereiro 27, 2010

DO ESTERTOR REGIMENTAL

«Os regimes começam a cair pelos seus partidos. Portugal é um exemplo claro. Quando os partidos tradicionais da monarquia constitucional, o Partido Regenerador e o Partido Progressista, perderam qualquer espécie de identidade ideológica e programática, falharam sucessivamente no governo e se desintegraram em facções sem significado e sem destino, a República chegou. E, na República, quando o Partido Democrático de Afonso Costa, depois de 1918, deixou o seu jacobinismo original e passou a ser um conjunto de pequenos ranchos que se guerreavam, nada podia já impedir o 28 de Maio e a Ditadura. Mesmo a Ditadura se desfez, quando Salazar morreu, em bandos de "notáveis" que se detestavam e que pouco a pouco conseguiram paralisar Caetano. A agonia desta II República, sob que vivemos, também está hoje à vista no calamitoso estado dos partidos parlamentares. O PC há 20 anos que não acredita na revolução e só quer impedir o governo de governar - seja ele qual for: da direita, do centro ou do PS. É um apêndice maligno, que dura contra todo o senso e toda a lógica. O Bloco, que não passa do PC da nova classe média, não serve para nada. Acabou por se tornar num grupo de protesto vociferante e vão, incompreensivelmente instalado em São Bento. E o PS, que Sócrates transformou numa tropa calada e reverente, vai desaparecendo agora, afundado (com razão ou sem ela, não importa) em escândalos de vária ordem e gravidade, e numa crise que não previu e não soube tratar. Como pode ele, sozinho, sustentar o regime?Quanto ao PSD, Santana Lopes disse ontem que é, literalmente, uma "casa de ódios". Não vale a pena insistir na balbúrdia eleitoral em curso e na irremediável mediocridade dos candidatos. Ou no congresso extraordinário, que se reunirá em Março, ninguém percebeu ainda por quê e para quê. O PSD "precisa de salvação", como explicou Santana? Com certeza que sim. Mas, "precisando de salvação", como se propõe esse náufrago salvar o país? Falta falar do CDS ordeiro e laborioso de Paulo Portas, que não sai e parece que nunca sairá do seu cantinho. Por muitos méritos que lhe atribuam ou que, de facto, tenha, contar com ele não é realista. Na II República já não existem partidos. Existem sombras de partidos, restos de partidos, destroços de partidos. O regime não irá durar muito.» VPV

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

VASELINA DA MENTIRA

O PSD impera na Madeira e quer vingança por causa da célebre retaliação socialista, logo em 2005, com as igualmente célebres restrições ao bolo orçamental sobre a Região por motivações políticas, beneficiando os Açores. Nada como artificializar um novo César na Madeira com o torniquete apertado dos recursos. Correu mal. Toda a gente se recorda. O PSD tem medo. Vem andando com o Governo nas palminhas das mãos para que se não irrite, ali ninguém se demita a propósito das vírgulas embebidas em vaselina do Onírico Orçamento. A trupe socratista, sôfrega como é, faz o seu número: chora, espuma, vitima-se, ameaça, chantageia, quer mais Poder, ainda que, para o obter, liquide, conforme está a liquidar, a credibilidade nacional no plano Exterior: a vaselina da mentira interna converte-se em atrito de areia no plano externo e por isso mesmo os mercados e o mundo agitam-se ao nome de Portugal. Temos um problema ainda maior. Os socratistas conseguem reverter contra as Oposições factos que lhes incumbem, como aquele machão efeminado espancador da mulher que a culpa por apanhar dele. O mal que o Governo fez e o desastre que gerou no País convertem-se em algo com que se culpa a Oposição, o que é obra em matéria de virar o bico ao prego. Também o espancador fêmeo se justifica da sova infligida à mulher com a gravidade de ela ter pestanejado. Despesista e ajustista directista, multi-caciquista, este PS não tem qualquer moral para ultimatos a propósito de despesismo dos cinquenta milhões autonómicos. O Orçamento de este Socratismo é todo um embuste despesista com as velhas futilidades e onerosas flatulências habituais: parecerística de encher os grandes escritórios da advocacia do Regime, ajustes de nojo directo, negócios e tachos intactos só para amigalhaços, fantasias com palanque e púlpito, powerpoint e teleponto, espectáculo multi-anunciante, circo tecnopsicótico, saldos na aquisição barata-balúrdios dos media intimidáveis e das opiniões conformadas e obedientes. Mentir e cevar a clientela política é cada vez mais caro e parece exigir o velho poder absolutamente parvo dos últimos quase cinco anos.

domingo, setembro 27, 2009

ELEITORES ENTRE COMOÇÃO E SUSTO

Quando os cidadãos se sentem assustados com os actores políticos, quer pelo respectivo excesso atoleimado quer pelo respectivo défice totó de voluntarismo, já não podem encarar este tipo de eleições nem com o frequente desportivismo nem com o frequente desprendimento alheado. Sentem-se em jogo a par do futuro do País. Sentem que há malfeitorias a que só eles podem pôr cobro. Só eles podem clarificar uma linha política desejada. Daí que a abstenção vá talvez emagrecer de um modo expressivo ou nem tanto, sendo que esse "nem tanto" poderá ser ao mesmo tempo trágico e irrelevante. Logo mais veremos com que efeitos o factor abstenção pesará nos resultados. Há um caminho inexorável a trilhar e por que lutar em Portugal: resgatar o âmbito decisório estrito, deferido pelos Cidadãos nos Políticos, processo hoje injustificadamente arcaico, novamente para a esfera e sob escrutínio da própria cidadania. Mesmo os media terão de inflectir da alçada do poder político para a do cidadão leitor, eleitor e comentador, no seu imenso e determinante poder de escrutínio e controlo da acção política. A decisão é sempre nossa. Por muito que no-la usurpem os nossos abusivos representantes eleitos, quando nos não prestam contas, quando obscurecem decisões somente boas para interesses inconfessáveis e quase sempre más aos interesses de um Estado sustentável. Nos meios locais mais pequenos continuam os velhos fenómenos de caciquismo entre os velhos grande partidos enraizados no poder local. Votos por alimentos. Votos por subsídios. Votos por qualquer tipo de compensação ou apoio directo. É assim que certos autarcas permanecem no poder por décadas, alargando uma espécie de patronato público que assiste, mas também cobra em géneros. O voto. Mas, enfim, são 9.490.680 eleitores com o poder de manter ou mudar tudo. No sítio oficial das Legislativas 2009, acompanhe-se o evoluir dos acontecimentos com o máximo de rigor, presume-se: «Apesar de ter aumentado o número de votantes até ao meio-dia, o responsável do CNE sublinhou à agência Lusa que em termos percentuais a diferença não é tão notória, já que em 2005 existiam menos 600 mil votantes inscritos.»

terça-feira, agosto 25, 2009

GENITÁLIA PARTIDÁRIO-COMPARATIVA

Na tabela da credibilidade dos Partidos deveria constar a proporcionalidade dos seus gastos tendo em conta a escala e as debilidades do País, hoje postas a nu com a desactivação económica massiva a todo o instante noticiada. Insensíveis à miséria em que inscientemente mergulham milhões de portugueses, essas anquilosadas estruturas gastam de mais, quando por via da Rede há formas bem menos despesistas de levar a persuasão e o argumentário a todos os recantos nacionais. O show off do PS, por exemplo, requinta-se e esmaga milionariamente o portuguesinho impressionável, embora de nada tenha valido para salvar o desastroso Vital, o que é sintomático do quão supérflua é hoje essa parafrenália: arruadas pré-fabricadas, ecrãs gigantes de aluguer/compra astronómicos, transporte massivo e carneiroso de vulneráveis e tristonhos figurantes do interior para os comícios com tudo pago, refeições, brindes. Comícios sem clareiras, comícios estilo reality-shows, com auditórios murchos e sorrisos amarelos, sincronização do aplauso e do apupo. A falta de respeito pelos cidadãos é, portanto, múltipla e deve ser punida eleitoralmente. Enfrentem os partidos as clareiras nos comícios que são absolutamente naturais, menos quando o PS e o PSD se põem aí a comparar os pénis. A cidadania exige o máximo de transparência dos partidos bem como dos Executivos contra o vergonhoso escândalo despesista com que nos mimoseiam: «O PS é o partido que apresenta maior orçamento para a campanha das eleições autárquicas de 2009: são 30,5 milhões de euros contra os 21,9 milhões do PSD, embora esteja ainda por explicar se os gastos nos locais em que os sociais-democratas têm coligações (mais de seis milhões de euros) já estão incluídos nestas contas. A situação inverteu-se face a 2005: os socialistas prevêem gastar agora mais três milhões, os sociais-democratas fizeram um corte radical de metade da verba.»

segunda-feira, agosto 17, 2009

ESSE AFIAR DE FACAS ROMBAS

Juventudes, programas, dicotomias parolas esquerda/direita, bichice anacrónica cujo verdadeiro elo fracturante é a sôfreguidão por tachos, a parafernália e a infernália partidárias estão por aí a afiar as facas rombas. Mais retórica vã a estercar de inconsequente as nossas psiques. Portugal precisa de votar em massa, apostando sem medo nos Partidos e Movimentos Cívicos das margens. O Centro esgota-se no seu desígnio Clientelar e Devorista, dos Ajustes Directos e da Incúria. Seria por isso mesmo redentor punir, finalmente e por uma vez, esses perigosos partidos do Poder Habitual que estupidificam desprezivamente o Povo e cumprem directórios económicos de génese globalista internacional, fazendo perigar gravemente a continuidade da aventura nacional. Qual dos partidos habituais no Poder promete uma guerra sem quartel à Corrupção?! Nenhum deles. Provavelmente, o desemprego político dispararia. Urge votar por nós abaixo: «A política vai aquecer o último fim-de-semana de Agosto, com os partidos a dividirem-se entre “rentrées” e apresentações de programas eleitorais.»

domingo, maio 10, 2009

MAIS FUNDO. MAIS NEGRO. MAIS OBSCENO

Quanto à lei de financimanto de partidos:Não me impressiona por saber uma coisa: antes desta lei, nenhum financiamento deixou de entrar. Agora, nenhum financiamento vai deixar de entrar.A Entidade das Contas é um verbo de encher e o seu presidente demitiu-se por causa do entendimento sui generis do presidente do Tribunal Constitucional que achava que estavam a entrar no seu eido. [...] O Ministério Público português NÃO quer investigar os partidos a sério, como fez o Publicco ministerio italiano, originando então a conhecida operação Mani Pulite. Este PGR já o disse e nem era preciso: não vejo ninguém no DCIAP ou no DIAP (mesmo a Morgado que prefere entreter-se com o futebol com o fracasso que está à vista) que queira verdadeiramente entrar por aí. E era exactamente por aí que era preciso entrar. Até para perceber melhor o caso Freeport. Mas não vai suceder. A denúncia do Sindicato do MP e de João Palma tem unicamente a ver com uma coisa: a ameaça do poder político em espetar com processos de indemnização cível aos magistrados que investigam o caso. Foi isso, no meu entender, o único motivo para o estrilho que por aí anda. Quanto ao resto e ao essencial estamos na mesma ou pior ainda.» José, Caixa de Comentários, Portadaloja

quarta-feira, abril 01, 2009

SELVÁTICA POLÍTCA DO VAZIO


Uma das coisas mais odiosas do socratismo e altamente danosas para a clareza das políticas e das principais opções no plano do 'investimento público inteligente' é perder-se o PM em retórica rasteira, fustigando as oposições e ignorando completamente o País nos seus problemas mais prementes. Não há, nunca houve!, um discurso galvanizador de absolutamente ninguém em quem se perde num achincalhamento dos adversários em plena Crise. Só mesmo em Portugal, devido ao atraso cultural e à nula preparação, nula densidade do cidadão sr. Sócrates, que as forças políticas não se encontrem pelas melhores ideias e pelas melhores saídas. A corrupção das instituições é também essa incapacidade de ouvir seriamente a sociedade e deixar as baixas tricas partidárias para trás. Com raros exemplos, os partidos são monstros extintos. Talvez tenhamos necessidade de Revolução Séria que esventre todos os vícios instalados, mobilizadora dos corações e das mentes, uma vez estarem podres e falhos os fundamentos actuais: nem amor aos portugueses concretos, nem sentido de Estado, nem sentido ético da alteridade para quem se governa. Em quatro anos, apenas o fermento-gémen da lei da selva foi introduzido. O pseudo neo-liberalismo governamental de favorecimentos selectivos, além de altamente desmoralizador de quem trabalha, implicou perdas tão massivas de direitos sociais, de protecções tão garantidas e coesivas que é como se a frio fosse necessário inventar um novo país. Agora agudizam-se e complicam-se os problemas em virtude das duas Crises, a Estrutural Portuguesa, que Sócrates agravou profundamente, ele e o seu private fetiche propagandesco caríssimo e onerosíssimo, e a Conjuntural Planetária: «O deputado do PSD Hugo Velosa acusou hoje o secretário-geral do PS, José Sócrates, de fazer "política no condicional", ao criticar propostas dos social-democratas, nomeadamente na área da segurança social, em vez de comentar "a situação grave do país". Hugo Velosa reagia ao ataque ao modelo de segurança social proposto pelo PSD hoje feito por José Sócrates no seu discurso de encerramento dos três dias de Jornadas Parlamentares do PS, em Guimarães