Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Morais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Morais. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, julho 30, 2013

MAQUIAVEL ESTÁ VIVO

«Ao não aceitar a demissão de Portas e ao promovê-lo na hierarquia do governo, Passos Coelho protagonizou a mais maquiavélica jogada da política portuguesa. Liquidou o futuro e a autonomia do CDS. Complementarmente, ao vincular os centristas a uma futura coligação pré-eleitoral, compromete a possibilidade de vitória do Partido Socialista nas próximas legislativas e aniquila Seguro.» Paulo Morais

terça-feira, outubro 16, 2012

CONTRA ISTO A CANALHA NÃO INCENDEIA NADA

Se a canalha quer soltar a testosterona e espumar de raiva,
espume contra as injustiças do Sistema Político e do Regime,
solte a testerona contra o vale tudo parasitário.

quarta-feira, setembro 26, 2012

TRÊS ROUBOS INSTITUCIONALIZADOS

«Há privilégios em que nenhum governante teve até hoje coragem de tocar. São despesas públicas inatacáveis, sagradas, as mais onerosas das quais são os juros da dívida pública, as rendas das parcerias público-privadas e as regalias da EDP. Os juros de dívida são actualmente a maior despesa do estado e consomem cerca de nove mil milhões de euros por ano. Representam mais do que todo o serviço nacional de saúde, equivalem ao valor de salários de toda a função pública. Apesar de conseguir hoje financiamentos a taxas inferiores a dois por cento, o governo continua a pagar os juros agiotas contratados na Banca nos tempos negros de Sócrates. Poderia colocar dívida internamente através de certificados de aforro a uma taxa de três por cento, mas prefere pagar ao FMI a cinco. A esta iniquidade juntam-se as rendas pagas pelas PPP, em particular as rodoviárias. Neste modelo de negócio, garantem-se rentabilidades obscenas às concessionárias, da ordem dos 17%. A renegociação dos contratos constitui uma exigência da Troika, mas os privados mantêm os seus privilégios intactos, até hoje. O governo deveria suspender de imediato os pagamentos e obrigar à redução das rendas. Em alternativa, poderia nacionalizar, pelo seu justo valor, os equipamentos concessionados; ou até alargar os prazos da concessão, desde que passasse a receber rendas, em vez de as pagar. O terceiro dos roubos institucionalizados consiste na extorsão, através da factura da electricidade, de rendas para financiar negócios na área de energia. Hoje, apenas 60% do valor da factura corresponde a consumos. O remanescente é constituído por impostos e outras alcavalas, pomposamente designadas de serviços de interesse económico geral. Estes tributos enriquecem os parceiros da EDP, subsidiando nomeadamente as eólicas e tornam o preço da energia incomportável. Assim, as famílias mais humildes passarão frio no Inverno, algumas empresas deixam de ser viáveis e encerram. Impõe-se a redução dos custos energéticos. É também urgente a diminuição dos gastos com as PPP e com os juros de dívida. Mas, por falta de coragem, os governantes preferem deixar o povo à míngua, enquanto alimentam estas autênticas vacas sagradas.» Paulo Morais

terça-feira, setembro 18, 2012

ESTADO GERAL DO ROUBO EM PORTUGAL

Ver e ouvir pelo menos mil vezes. Talvez um Povo Lento Amedrontado Encornado, compreenda finalmente que o Estado está Falido. Está Falido para Pensionistas. Está Falido para Funcionários Públicos. Está Falido para mais Educação e mais Saúde. Mas não está Falido para as PPP. Não está Falido para os Parasitas Soares, Júdice, Proença, Tantos e Tantos. Não está Falido para os Amigos. Isto é bem pior que uma Ditadura, cujos rostos e nomes eram aqueles e pronto. Ora foda-se, Portugueses! Ora foda-se, Portugal! E está tudo ligado. Pedro Passos Coelho faz parte do longo rol de coirões, os quais mal se vêem eleitos, logo se fazem esquecidos de Gente, alheados de Povo, sem um pingo de coragem para nos defender com unhas e dentes, e só coragem de nos foder pela máxima medida. Isso é cretino e fácil, não é Pedrinho?!

terça-feira, julho 17, 2012

UM REGIME INJUSTO, DEVASSO E EXECRÁVEL

Eis o que escreve um raro varão honesto e probo, um lutador pela causa cívica, pelos interesses da grande massa de portugueses de segunda, há décadas traídos pela porca política: «O destino do país está na mão de aposentados. O presidente Cavaco Silva, a primeira figura do Estado, é reformado. A segunda personalidade na hierarquia protocolar, Assunção Esteves, é igualmente pensionista. Também nos governos nacional e regionais há ministros que recebem pensão de reforma, como Miguel Relvas ou até Alberto João Jardim. No Parlamento, há dezenas de deputados nesta situação. Mas também muitas câmaras são presididas por reformados, do Minho, ao Algarve, de Júlia Paula, em Caminha, a Macário Correia, em Faro. É imensa a lista de políticos no activo que têm direito a uma pensão. Justificam este opulento rendimento com o facto de terem prestado serviço público ao longo de doze anos ou, em alguns casos, apenas oito. Esta explicação não convence, até porque uma parte significativa deste bando de reformados não só não prestou qualquer relevante serviço à nação como ainda utilizou os cargos públicos para criar uma rede clientelar em benefício próprio. Foi graças a esta teia que muitos enriqueceram e acederam a funções para que nunca estiveram curricularmente habilitados. A manutenção até hoje destes privilégios e prebendas é inaceitável, em particular nos tempos de crise que atravessamos. Sendo certo que a responsabilidade por este anacronismo não é de nenhum destes políticos e ex-políticos em particular - também é verdade que todos têm uma culpa partilhada por não revogarem este sistema absurdo que atribui tenças milionárias à classe que mais vem destruindo o país. Urge substituir este modelo pelo único sistema admissível que é o de que os titulares de cargos públicos, quando os abandonam, sejam indemnizados exactamente nos mesmos termos que qualquer outro trabalhador. E que passem a reformar-se, como todos os restantes cidadãos, quando a carreira ou a idade o permita. É claro que dirigentes habituados a acumular reformas de luxo com bons salários jamais compreenderão os problemas dos que têm de viver com salários de miséria; ou sequer entenderão as dificuldades dos que sobrevivem apenas com pensões de valor ridículo. Não serão certamente estes reformados de luxo que conseguirão proceder às reformas estruturais de que Portugal tanto está a precisar.» Paulo Morais

terça-feira, maio 29, 2012

PPP: PATO PARA PAGARES

«Os contratos das parcerias público-privadas são negócios ruinosos para o Estado. É hoje evidente que os valores pagos pelas PPP têm de ser brutalmente reduzidos. Não se entende por isso a inacção do governo e do Parlamento, que permitem que continue a sangria de verbas que jorram, sem controlo, dos cofres do Estado para os bolsos dos concessionários. Ao longo de anos, sucessivos governos assinaram contratos em que garantiram rentabilidades milionárias para os concessionários. Ao mesmo tempo, colocaram todos os riscos do negócio do lado do Estado. Se não há trânsito nas Scut, é mesmo assim devida uma taxa de disponibilidade diária, garantida pelo ex-secretário de Estado Paulo Campos aos privados. Se as taxas de juro sofrem variações, o Estado indemniza, como aconteceu com a ponte Vasco da Gama, com compensações da ordem das dezenas de milhões. Em suma, em qualquer circunstância... os concessionários ganham e o povo paga. Neste cenário, a paralisia do governo é angustiante. Há já um ano, o memorando assinado com a troika exigia a revisão do valor dos contratos, mas até hoje o governo nada fez, a poupança é até agora nula. Já ao nível da Assembleia da República, foi recentemente constituída uma comissão para avaliar as PPP, mas esta não dá garantias de independência. Sem qualquer pudor, os partidos nomearam para seus membros deputados como o social-democrata Emídio Guerreiro, o socialista Manuel Seabra ou o centrista Altino Bessa, parlamentares cujos interesses no imobiliário os torna parceiros num sector cujos actores dominantes são exactamente os concessionários das PPP. Governo e Parlamento dão assim sinais claros de quererem que tudo fique na mesma. Até porque a reavaliação das PPP nem sequer seria um processo complexo. Para cada caso, basta comparar o valor agregado de todas as rendas, vencidas e vincendas, com o duma avaliação independente das infra-estruturas. A confrontação de verbas obrigará a que as rendas sejam fortemente reduzidas. Enquanto as negociações não forem conclusivas, os pagamentos devem ser imediatamente suspensos e, não se chegando a acordo, o Estado pode expropriar por utilidade pública.» Paulo Morais

terça-feira, abril 24, 2012

ADEUS, GASPAR! VENHA BALTASAR!

Efectivamente, os agentes do Regime não têm em grande conta os cidadãos. Têm-nos em nula conta. Marca do Regime, aliás, é o profundo desprezo por quem é fraco e vulnerável a malfeitorias fiscais ou ao jogo económico proteccionista das clientelas, principal desporto dos Governos deste Regime. No Grande Centrão de Interesses e Gamelas Habituais, esse comportamento é-lhe transversal. Uns porque roubam à fartazana entre espectáculos de circo retórico e braçadas de pães com farinha de pedra. Outros porque implementam medidas implacáveis, conducentes à morte, à fome, à peste e à guerra de muitos, dentre tantas outras escolhas possíveis. E bastaria aqui ser-se simplesmente justo: «O ministro Vítor Gaspar veio para o governo com dois objectivos: empobrecer os portugueses e equilibrar as contas públicas. E se o primeiro está praticamente conseguido, o segundo redundou num estrondoso fracasso. Os portugueses estão mais pobres, não há dúvida. O aumento das taxas de imposto e a redução generalizada de pensões e salários degradaram o nível de vida. Com empresas a fechar diariamente, o desemprego atingiu um valor recorde. Enquanto isso, as medidas de Gaspar são comunicadas de forma ambígua, como a do prazo de supressão dos dois subsídios aos funcionários; ou são anunciadas de supetão, como foi com a proibição das reformas antecipadas. A ambiguidade e a surpresa provocam um ambiente de incerteza que paralisa os investimentos e gera o pânico nos cidadãos. Entretanto, todas as medidas fiscais tomadas pelo governo relevaram-se contraproducentes. O aumento das taxas de imposto levou à redução da colecta. Ao contrário do que previa Gaspar, a receita fiscal está em queda livre. O IVA caiu 3,2% no primeiro trimestre, por comparação com 2011; o imposto sobre veículos teve uma redução de 47,5%! Ao mesmo tempo, os cofres da segurança social estão a esvaziar-se ao ritmo de três milhões de euros por dia, com o subsídio de desemprego a subir 23%. As contas saíram furadas. As finanças públicas estão a derrapar e sem controlo. Além do mais, Gaspar falhou as promessas de cortar nas enormes gorduras do Estado, de terminar com os negócios em que o Estado favorece os grupos económicos do regime e de combater a corrupção. Gaspar não renegociou as escandalosas parcerias público-privadas, para não incomodar as concessionárias. Não reestruturou a dívida pública, o que pouparia milhares de milhões, optando por continuar a favorecer os bancos. As finanças nem sequer ousaram reduzir os valores de alugueres e rendas de favor que o Estado paga pelas suas instalações, muito acima do valor de mercado. Até agora, os únicos beneficiários destas políticas desastrosas são os grupos económicos do regime, que continuam, intocáveis, a lambuzar-se na gamela do Orçamento do Estado. Está pois na hora de mudar de políticas nas finanças e trocar de protagonista.» Paulo Morais

terça-feira, março 15, 2011

PRIMADONNA ATÉ AO FIM

A permanência artificial e precária de Sócrates à frente das ruínas do País, diligentemente escarvadas por ele ao longo de 2192 dias mostra-se penosa. De pé, sobre a jangada do seu último PEC, o IV, percebe-se que nada lhe detém a lábia, a lata, traiçoeiro bicho desembestado contra a parede dos Factos, contra o muro da Verdade. Pode mesmo custar aos portugueses ainda alguns engulhos e amarguras até que se ponha a milhas dos nossos sagrados destinos. A loucura, a vaidade, o orgulho, quando não têm limites, arrasam tudo à sua passagem, sacrificam tudo a uma boa pose prá fotografia. Os apelos multiplicam-se e convergem num só desenlace. Basta! Não parecem poder ser escutados. As Primadonnas da ópera e da política não escutam senão a melodia exclusiva do próprio ego adoecido: «Os governos de José Sócrates conduziram o país a uma situação deplorável, a pior de que há memória. Em tudo que mexe, o Governo estraga. A carga fiscal não pára de aumentar. O desemprego atingiu uma dimensão socialmente insuportável. São já 600 mil os afectados, cerca de metade dos quais não dispõe sequer de qualquer rendimento. A dívida pública chegou aos piores valores desde os alucinantes tempos da Primeira República, o país ameaça bancarrota. Perante cada nova dificuldade, o Governo agrava os problemas, em vez de os minorar. Sócrates é inapto, sacrifica desfavorecidos, preserva uma estrutura de poder inútil, beneficia os amigos do regime com negócios, é caprichoso e mimado. Para mim, BASTA! Despeçam-no.» Paulo Morais

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

IRREGULAR BANDALHEIRA DAS INSTITUIÇÕES

«As instituições políticas estão completamente desacreditadas. O Parlamento, sede da democracia, teria por missão legislar e fiscalizar a actividade governativa. Mas a Assembleia da República está instrumentalizada pelo Governo e pelos aparelhos partidários. Sem funções relevantes, os deputados entretêm-se a fazer negócios. Temos assim dezenas de deputados a acumular a função parlamentar com a de administradores, directores ou consultores de empresas que têm negócios privilegiados (e que negócios!) com o Estado português. Será um funcionamento "regular" do Poder Legislativo? O Poder Executivo, por sua vez, envergonha-nos. Sócrates diz-se e contradiz-se, está envolvido em sucessivos escândalos, escolhe para aliados internacionais os maiores ditadores. Não hesita no favorecimento às empresas amigas do regime. Será isto, também, o "regular" funcionamento do Poder Executivo? Por último, estará em situação regular o Poder Judicial, a maior disfunção da nossa democracia? Para que serve esta justiça, incapaz de combater a corrupção, apenas ágil a perseguir os mais fracos?» Paulo Morais

IRREGULAR BANDALHEIRA DAS INSTITUIÇÕES

«As instituições políticas estão completamente desacreditadas. O Parlamento, sede da democracia, teria por missão legislar e fiscalizar a actividade governativa. Mas a Assembleia da República está instrumentalizada pelo Governo e pelos aparelhos partidários. Sem funções relevantes, os deputados entretêm-se a fazer negócios. Temos assim dezenas de deputados a acumular a função parlamentar com a de administradores, directores ou consultores de empresas que têm negócios privilegiados (e que negócios!) com o Estado português. Será um funcionamento "regular" do Poder Legislativo? O Poder Executivo, por sua vez, envergonha-nos. Sócrates diz-se e contradiz-se, está envolvido em sucessivos escândalos, escolhe para aliados internacionais os maiores ditadores. Não hesita no favorecimento às empresas amigas do regime. Será isto, também, o "regular" funcionamento do Poder Executivo? Por último, estará em situação regular o Poder Judicial, a maior disfunção da nossa democracia? Para que serve esta justiça, incapaz de combater a corrupção, apenas ágil a perseguir os mais fracos?» Paulo Morais