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segunda-feira, outubro 27, 2014

AUTO DA PORCA DO REGIME IV

[As Aventuras do Santa Alcoveta] 

SóCrash, o Santa Alcoveta, o grande herói do gamanço nas governações, o mega mago das comissões, ficou inusitadamente inspirado com o grande colóquio mantido e mentido com o Diabo Nu, especialmente depois da festa no Gambrinus, onde os amigos do Diabo vão amiúde. Já mais refeito, e perante a impopularidade difusa que vai recobrindo o seu Gajo, o Costa, agora chamado o Pluvioso Costa, resolve reunir-se com o seu clone e sósia, o Beato Silva Clone Pereira. A reunião é agendada nas catacumbas do Corporações, onde se giza todos os dias formas de compilar informação de foder adversários, entalar marcelos e chantagear oponentes. O Beato Clone é o primeiro a abrir a habitual conversa de merda. 

— SóCrash, meu querido líder e espelho de trejeitos, o Pluvioso Costa está a ser vítima do tempo e a perder popularidade. Os nossos media fazem o que podem, a SIC e a Constança louvam-no, evitam o contraditório, poupam-no à crítica e a qualquer mácula, como o passivo da CML de mais de 1000 milhões... mas as redes sociais vergastam-no todos os dias... Sobretudo quando chove. 
— Eu quero que as redes sociais se fodam. Já estou farto de mandar dizer que é para não recordarem os negócios que mais me envaidecem. Fala-se no BES, falam em mim. Fala-se na PT, falam em mim. Em vez de criticarem e derrubarem este Governo da Direita Decadente, é a minha obra, o meu legado e a minha herança... Desejem-me, porra, mas esqueçam a gasolineira que fali e a Chafarica da Pátria, que fodi. 
— Acalma-te, Santa Puta! Olha que ainda serás o nosso Presidente da República. E tens de pensar que a Direita anda assustada. E assustada com a própria Direita. Por exemplo, olha o Mendo Castro Henriques. 
— O que tem ele, Clone? 

sexta-feira, outubro 26, 2012

FAZERAM O MAL E HOJE FAZEM A CARAMUNHA

Passos pode ser mau, mas Sócrates era mau e o absoluto corrupto meticuloso. A Justiça sabe-o, mas nada sucedeu. Basta um x-acto e lata. O facto de não ter sido constituído arguido atesta apenas a dualidade bipolar da nossa Justiça politizada: oprimir e perseguir o pequeno infractor que não tem carta e anda de vespa. Proteger e acautelar o ladrão em ponto grande que multiplica contratos, negociatas, luxos, dívida, dívida, dívida. É do nosso partido? É da nossa omertà. Não se moleste o seu optimismo e o desastre que perpetre contra a ralé. A ralé papa tudo. Não houve nem há Justiça feita aos Contribuintes e aos Cidadãos do lado dos quais nem Passos e o seu Governo se colocaram efectivamente. Não há respeito pelo nosso sofrimento. Há Paris, entre as delícias de um exílio calculado. Há um consequente País à míngua. Cumpre a alguma imprensa compensar com a ostentação de quanto escandaloso e escabroso o socratismo pariu. Só assim se mitiga esta sensação de aviltamento e uma ânsia de sangue se nos apazigúe porque ao que parece, em Portugal, jamais será a Justiça a fazer-nos justiça. Passos pode mentir e contradizer-se em face das dívidas terríveis do Estado Português, mas Sócrates era muito mais que mentiroso, era um mero charlatão, sodomizando o verbo, subvertendo a verdade, multiplicando dívida a um ritmo vertiginoso, com vantagens para si e para os seus. Passos pode ser sonso e cortar a mil %, mas Sócrates foi absolutamente insolente para com todas as instituições e para com os cidadãos, infrene a endividar Portugal a mil %. Sócrates e os seus merdas, muitos deles anónimos e na sombra, como amantes machos com vergonha, transportados, para dentro e para fora de portas, na mala do carro oficial, fizeram o mal. Hoje fazem a caramunha

quarta-feira, agosto 29, 2012

O VIRGINAL-VESTAL SILVA PEREIRA

No meio de tantos interesses enumerados e omitidos, muitos interesses em grupos de comunicação social e em grupos económicos, e alguns deles com ligações políticas para a privatização da RTP, Pedro Silva Pereira esqueceu-se obviamente de sublinhar o interesse de quantos apostam em que tudo fique na mesma, na mesma babugem, no mesmo alterne de instrumentalização política, na mesma fábrica de nababos nacionais, intocável, na mesma pouca vergonha. Raros são os socialistas-socratistas viciados no Poder, como leões ou ursos em carne humana, que prescindirão da instrumentalidade manipulatória a que a RTP sempre se prestou.

sexta-feira, março 09, 2012

DESESPERO NO ENCLAVE DA RAPINA

Quero crer, embora com dificuldade, que uma coisa é o Partido Socialista e outra quem o usa ou usou para outros voos pessoalmente muito rentáveis, rapidamente rentáveis, enriquecendo ilicitamente, enquanto nós, cidadãos pobres de Portugal, naufragamos sem apelo nem agravo. Os derradeiros efeitos dessas garras em riste para outras rapinas associadas ao Poder sentimo-los bem hoje. Tais espécimens foram colocados muito além de nós mesmo pela obscura e suposta independência do Poder Judicial para todo o serviço: inacessíveis na sua intocabilidade de Aristocratas da Corrupção. Isto enquanto notícias fruto de exaustiva investigação documentam anos de sobejos lixos por desenterrar e esclarecer. Lello, Silva Pereira, Zorrinho, podem ser os homens de mão caninamente leais a quem quiserem, embora devam saber que certas lealdades sujam. Por isso tomar a peito as palavras definidoras com que Cavaco caracteriza Sócrates é fundir e confundir as coisas: o PS não pode ter nada a ver com a deslealdade do Freeport, com a deslealdade do conspirativo condicionamento mediático no Face Oculta, com a deslealdade rançosa da Licenciatura Falsificada, com a deslealdade anti-Portugal das múltiplas PPP urdidas criminosamente [porque esmagadoras do contribuinte agora, mais tarde e para sempre], com a deslealdade do caso Cova da Beira. Lealdade com o CEO pastante em Paris, personagem política principal de tanta lixeirada, não é, não pode ser, lealdade. Só pode ser burrice crassa.

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

ARMÉNIO DEVERIA IR A PARIS NAMORAR

Por que motivo o palhaço Arménio Fóssil não vai a Paris pedir conselhos ao Sócrates que deve estar radiante com a ideia de ver o mais acabado louco, inflamado de fervor orginário, a foder ainda mais o País com paralizações, retórica, treta a rodos e montes de merda, como no abrilismo embusteiro?! Teríamos dois: Sócrates e Arménio. Um lixa Portugal pelas décadas e sai a rir. Outro lixa Portugal quando lhe dá na veneta, para descargo de consciência de classe e dos piqueniques da luta. Já agora, Pedro Elvis Mouth Silva Pereira, hoje convenientemente seráfico, repleto daquela bonomia de mega-aposentado, vem defender as virtudes curativas do famigerado PEC IV, em entrevista à RTP, e admite conversar amiúde com o mentor Primadonna. Por que não se organiza uma higiénica comissão de inquérito ao quadriénio fatal 2008-2011, só para ficarmos conversados acerca de responsabilidades pelo Estado de carência actual?!

segunda-feira, janeiro 16, 2012

QUASE DE CERTEZA

Quase de certeza que o facto mais extraordinário a respeito da Tralha Socratista Fumegante, e da oposição ultra-comunista de terra queimada que levou o PS à perda absoluta de qualquer credibilidade, sacrificando na refrega politiqueira, os melhores interesses de Portugal, seja verificar a negação de tantos acerca desta evidência ofuscante: Sócrates e Pedro Silva Pereira são a clonagem interpretativa um do outro. Não consta que tenham almoçado juntos no Presuntos.

quinta-feira, abril 14, 2011

INFANDA PROEZA E SOEZ QUEBRANÇA

A crise de valores e a indecência institucional que os socialistas aprofundaram nos últimos anos infames possui matizes cada vez mais kafkianas dado o perpétuo labirinto de fugas e desculpas, muito na senda autojustificativa benfiquista, verdadeira sarna que não consente a realidade nem o mérito a quem o tem. Às segundas e terças demonizam as agências de rating, as quais, com todos os seus defeitos, só podem ter virtudes quando é do interesse do scipt socialista. Às quartas e quintas, execram-se países e governos que perderam a paciência com a má gestão corrente socialista de Portugal e já não confiam nas boas intenções infernais de um Governo gastador e incapaz de manter a palavra dada. Gosto dos finlandeses. Acho-os inteligentes. Não é para todos a dupla proeza socialista de não apenas desgraçarem o nosso País como, ainda assim, se prepararem para uma votação altamente lisonjeira, no próximo dia cinco de Junho. Às sextas, sábados e domingos a Máquina Socialista recorda-nos que Passos ou comete erros ou é um impreparado ou é irresponsável ou não apresenta medidas ou recebe negas para as listas ou afinal também mente. Os finlandeses olham para isto, para a soez quebrança de esse mar socialista oleado a demolir a esperança e a rumorejar desânimos, enchendo de propagandesco erróneo e dolo maligno a opinião do vulgo, e pensam: «Estes tugas não são de fiar, eleitores e eleitos. Uns elegem mal. Outros comprometeram a União Económica e Monetária e engordam a sua nomenclatura deixando o País à mercê dos corvos. Não se pode arriscar.» Eu voto PP, apoio o PCP [partidos mais patrióticos e mais limpos] e torço por que Portugal se liberte de quem o traz cativo, vexado e maltratado. Ao PSD falta somente ser impiedoso e mortífero na crítica política, pois os media estão vendidos a quem mais lhes pague e não à cristalina e meridional verdade dos factos.

sábado, março 26, 2011

SILVA PEREIRA E SÓCRATES

Estive a ver Pedro Silva Pereira na TVI24. Indiciava uma enorme tensão e um nervosismo ansioso. Pelo ritmo do palavreado deveria estar encharcado em café. A falta de paz era crassa. Por isso espumava, enquanto o olhar dardejava violências, a voz tremia, e toda a sua cinética dramatizava uma hiperbólica gravidade. Ao falar de Passos Coelho adjectivava-o numa explosão depreciativa para além de todos os limites do passional. Não é possível que haja ali uma pessoa individual perfeitamente individualizada, passe a redundância. Dir-se-ia que a doentia sombra solipsista e egolátrica de Sócrates formatou Silva Pereira para que fosse nada mais que um reflexo pálido das fúrias e tiques daquele. Nenhum traço distintivo. Nada de seu. Desaparece Silva Pereira. Nasce um Duplo em pior, um Sósia Moral, um Clone em Mau. 

quarta-feira, janeiro 26, 2011

VIDEIRUNHA À PORTUGUESA

Tinha de ser. O PS não governa, previne embaraços à sua brutal incompetência e dá entrevistas. À Renascença, por exemplo. PSP, ministro da Presidência e sobretudo administrador dos interesses e da conversa de encher PS, acredita, isto é, emite preventivamente a crença coerciva de que Cavaco Silva não se torne uma «força de bloqueio» como se o bloqueio não fosse um esforço auto-induzido socialista e uma forma explícita de vida do socialismo aldrabão, segundo o que se infere cristalinamente da leitura de este diagnóstico. E o PS, pela sua boca, mafiosamente, insiste nisto que nós vimos a burocracia de domingo desunhar-se por que acontecesse: «que Cavaco foi eleito com menos votos do que na primeira eleição e é o Presidente reeleito que obteve menor percentagem de votos», o que cheira a forte e espessa e porca conspiração eleitoral, tendo em conta os trabalhos que centenas de milhar tiveram em votar no já referido domingo, num bloqueio eleitoral estranhíssimo e democraticamente porcalhão. Mas eis o registo de um partido perigoso e obsceno cuja finalidade suprema parece ser ele mesmo, entidade supraPortugal, e que se fodam os portugueses. Para que serve um ministro socialista senão para dizer isto igualmente sonso?! «Este mandato de Cavaco Silva marcará um ritmo diferente do seu primeiro mandato... governo minoritário que enfrenta circunstâncias nacionais muito difíceis». Nem poderia faltar a facada final a Manuel Alegre: «foi o candidato escolhido pelo PS porque não apareceu ninguém melhor para se candidatar.» Isto é, foi o que se pôde arranjar. Politicamente, isto parece a videirunha à portuguesa, como grafou O'Neill.

quinta-feira, julho 22, 2010

O CLONE CLOWN

Hoje, os media deram-me o desprazer de engolir a pastilha Pedro Silva Pereira, clone clown de Sócrates, em directo, a partir do Ratazanal e através de quase todas as TVs, para supostamente responder, com ar funéreo ou lutuoso, às propostas de revisão passos-coelhinas da CRP. A gravidade do tom e o papismo constitucional foram ali absolutamente comoventes. Mas enfardei também com a pastilha Alfredo Barroso, esse insigne clown determinador do clone João Soares, agora mesmo, na SICN, com Ana Lourenço, gralhando e grasnando para melhor coitinterromper o pensamento alheio, sobretudo ao pobre do Henrique Monteiro que se deixou cair nessa velha armadilha coitinterruptora. Em suma, e há que dizê-lo com frontalidade, o "normal funcionamento das instituições democráticas", hoje, Julho de 2010, não está nada assegurado, segue violado e trucidado, à vista de quem quiser abrir os três olhos, já que se acaba de evocar Buda. Bem pelo contrário, o "normal funcionamento das instituições democráticas" está absolutamente ameaçado desde há seis anos. O clown-clone de Sócrates, Pedro Silva Pereira, lembra-no-lo cada vez que abre a sua Elvis-mouth. Talvez por isso, a propósito de heresia do PSD, estejam todos os Ratos, Ratinhos e Ratões tão nervosos, escamoteando que o Estado Social está efectivamente moribundo e soluções escasseiam; passando ao de leve no facto de a Despesa Pública seguir descontrolada, mas sobretudo fingindo que a palhaçada governamentalesco-partidocrata não soma e segue à custa de um saque geral ao Portugueses.

domingo, novembro 08, 2009

AGUARDANDO QUE ALGUÉM SE DEMITA

Está tudo aqui: «Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport. Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.» Mário Crespo

quinta-feira, junho 25, 2009

SÓSIA PEREIRA FAZ DE VITALINO


A tremideira governamentalesca das últimas horas não tem remédio arrastando para uma floresta labiríntica de trapalhadas o nome de gestores fabulosamente pagos e supostamente competentes como Zeinal Bava e Henrique Granadeiro. Há algo de tão desastrado e moribundo neste Governo que por muito que venham os sucessivos Vitalinos novos, entre os quais Pedro Silva Pereira, nada mais que um Vitalino, enfatizar ideias e sublinhar a ausência de suspeições, está aí mesmo Ricardo Costa e tantos outros a clamar que não é verdade, que há um facto político grave subjacente a tudo isto entre a PT e a Media Capital/TVI. Portugal é sacudido por um tsunami de absurdos governamentalescos que nos não dão tréguas. Ontem a Fundação Esconsa para as Comunicações Móveis deu estrilho, demonstrando o vão de escada para onde se atiram os dinheiros públicos e se inventam Fundações e Observatórios de perder recursos, hemorragia contínua, filha da lógica desonesta e corrupta com que se praticam todos os desmandos que danam Portugal. Ontem também foi notória a contradição ou mentira em directo com o Jaiminho Silva dessintonizado em directo e em simultâneo com a versão socretinesca relativa à demissão do embaraço em pessoa, Carlos Guerra. Depois é assim: quanto mais Vitalino o PS arremeda, pior fica o soneto, alguém desmentiu ter estado Granadeiro, presidente da PT, com o Ainda-PM no dia em que a PT comunica à CMVM a intenção de compra das acções da TVI?!: «O ministro da Presidência acusou hoje a líder do PSD de “arrogância” ao lançar “suspeições totalmente infundadas”, tentando envolver o Governo num negócio que ainda não se confirmou entre a Portugal Telecom (PT) e a Media Capital.Pedro Silva Pereira falava aos jornalistas no final do Conselho de Ministros, depois de confrontado com a polémica em torno da possível compra pela PT de 30 por cento do capital da Media Capital, que controla a TVI.»

quinta-feira, abril 02, 2009

CHORADINHOS DE UM MEGACLONE


"Ninguém no Governo pressiona. Ninguém no Governo pressiona". Ninguém no Governo pressiona". Acho curioso este caminho retórico que concebe que só pelo facto a língua articular enunciados negacionistas a realidade se transforma como por magia. Bem caracterizou esta caterva Helena Matos hoje mesmo. Subjaz-lhe, a este porreirismo do socratismo, um perigo inusitado e inesperado em Portugal. E não é de admirar serem enormes quer a comiseração quer o temor entre muitos europeus bem informados sobre o destino de Portugal nas mãos de este grupo maquiavélico, disposto a tudo para se garantir e para se prolongar, nas mãos do qual tudo e todos são instrumentalizáveis. Péssima a imagem e pior ainda o teor e a natureza de esta gente inaudita governamentalesca. Por isso mesmo, em 2009, pelas obras e pelos frutos jaz muitíssimo mais claro quem são estes porreiros e compreendemos como se manifestam, quais os seus tiques, modus operandi, acção sorrateira; linguagem manobrista. Sabemos o seu inédito apego ao Poder a ponto de rasurar legalidades mínimas ou máximas e não olhar a meios. Em nada nos tranquiliza que Lopes da Mota e Pedro Silva Pereira neguem e reneguem a proveniência, autoria moral e concretização das tais pressões: «No início, ninguém dá nada por eles. Mas, pouco a pouco, vão conseguindo afirmar o seu espaço. Não se lhes conhece nada de significativo, mas começa a dizer-se deles que são porreiros. Geralmente estes tipos porreiros interessam-se por assuntos também eles porreiros e que dão notícias porreiras. Note-se que, na política, os tipos porreiros muito frequentemente não têm qualquer opinião sobre as matérias em causa mas porreiramente percebem o que está a dar e por aí vão com vista à consolidação da sua imagem como os mais porreiros entre os porreiros. Ser considerado porreiro é uma espécie de plebiscito de popularidade. Por isso não há coisa mais perigosa que um tipo porreiro com poder. E Portugal tem o azar de ter neste momento como primeiro-ministro um tipo porreiro. Ou seja, alguém que não vê diferença institucional entre si mesmo e o cargo que ocupa. Alguém que não percebe que a defesa da sua honra não pode ser feita à custa do desprestígio das instituições do Estado e do próprio partido que lidera. O PS é neste momento um partido cujas melhores cabeças tentam explicar ao povo português por palavras politicamente correctas e polidas o que Avelino Ferreira Torres assume com boçalidade: quem não é condenado está inocente e quem acusa conspira. Nesta forma de estar não há diferença entre responsabilidade política e responsabilidade criminal. Logo, se os processos forem arquivados, o assunto é dado por encerrado. Isto é o porreirismo em todo o seu esplendor.» Enfim, quantas mais vezes e de que modos será necessário caracterizar estes viscosos espécimens?: «O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, repudiou hoje a existência de "suspeições totalmente infundadas" sobre pressões exercidas pelo Governo junto dos magistrados que estão a investigar o processo Freeport. Segundo a edição de hoje do "Correio da Manhã", o procurador Lopes da Mota, suspeito de pressionar os investigadores Paes Faria e Vítor Magalhães, é apontado como "portador de um recado" do Governo. De acordo com o mesmo jornal, "vários contactos, telefónicos e pessoais, entre os quais uma conversa num gabinete do DCIAP - que terá sido ouvida por outras pessoas - sustentam a tese de que Lopes da Mota, defensor do arquivamento [do processo Freeport], agiu a pedido de um membro do Governo de Sócrates".»

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

GRANDE APREÇO DA MENTIRA FALSÁRIA


Portugal vem sendo muito mal servido e mal tratado pela legislatura. Isto é algo que não se sente entre os COEs colocados pelo Governo à frente do BCP e da CGD, mas nas ruas, nas filas e multidões que se aglomeram nos Centros de Emprego e da Segurança Social assim como nos que foram eliminados de estes suportes sociais. De resto, «as taxas As taxas de juro que servem de indexante ao crédito à habitação continuam em queda, com a Euribor a três meses a atingir hoje novo mínimo histórico, nos 1,927 por cento», mas isso é grupos no bolso imediato das pessoas. Não faltam estratagemas bancários para remeter para os mesmos bolsos o mesmo ónus e deixar o mesmo vazio. Os cidadãos, habituados a dobrarem a cerviz aos homens de fato e gravata, habituados às piruetas histéricas e à rivalidade destrutiva dos políticos, transmitidas em directo ou em diferido pelas TVs, esmorecem. Gente desorganizada e incapaz de intervir com veemência a não ser pelo voto, sabe que é enganada e arrolada com a própria vida dificultada para o vórtice mentiroso da Trapalhada Governamental. Porque a legislatura e o PM têm feito da Mentira e do Fingimento Demagogizante pontos de desHonra, será muito difícil convercer os mesmos cidadãos de que outra coisa diverso a actual realidade terrível vigora em Portugal. Mentir antes e mentir depois é tudo a que nos habitou a legislatura e é tudo o que há a esperar do melhor Discípulo de Chávez, Sócrates. E se ainda encontramos uns escassos imbecis a defenderem com unhas e dentes o meritório descalabro socialista isso é porque estão a defender as suas sinecuras e mordomias com tanto denodado serviço prestado à Mentira. Senão, veja-se: a economia lusa afundou-se 2% no último trimestre de 2008 e estagnou no conjunto do ano, mas no dia 14 de Novembro do ano passado, quando o crescimento no terceiro trimestre era nulo, Manuel Pinho, ministro da Economia, afirmava que estes brilhantes números mostravam que a economia nacional estava a resistir à crise e realçava o facto de muitos outros países já haviam entrado em recessão. A Mentira Oficial não se limitava a Manuel Pinho, também um grande órfão da Verdade e da Competência, claramente a milhas de distância de Campos e Cunha, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, tarde, muito tardiamente foi capaz de reconhecer que afinal errou na pasta, no ministério e na decisão peregrina de suceder a uma mente muito mais lúcida e certamente mais independente e não politizável como o Ministro das Finanças já referido e logo demissionário no início de esta legislatura. Mentir. Mentir sempre. Fazer acreditar ao eleitorado desesperado, distraído e abstencionista que é melhor voltar a apostar nos Mentirosos e no Clube da Mentira circense, malabarista que fazer uma opção séria pela Verdade, pela honestidade, pela clareza. Tenho de concordar com Ribeiro Ferreira: «É por isso que tresandam a hipocrisia as críticas e os ataques desenfreados dos mentirosos do costume à política de verdade da líder do PSD. É por isso que não deixa de ser sintomático o incómodo de muita gente, dentro e fora do maior partido da Oposição, mesmo no seio do todo-poderoso PS, com as repetidas afirmações de Manuela Ferreira Leite sobre a verdade na política e a sua recusa em alinhar nos tristes e obscenos espectáculos de marketing. Numa altura em que o sítio está rapidamente a caminho de bater no fundo, o que faz falta é falar verdade e apontar o dedo às muitas sereias que engordaram e enriqueceram nesta triste democracia da treta à custa de muita mentira, de muita miséria e de muita corrupção. Moral e material.» Naturalmente, que o desespero de esta Crise Nacional agudizada e exposta pela Crise Internacional põe a nu um conjunto de irregularidades preocupantes e indiciadoras de que, como bem sabemos, os muito zangáveis clones recíprocos, Sócrates e Silva Pereira, não olharão a meios para consumar o grande fim de arrastar para um abismo ainda mais cavado o País, com ainda mais despesismo de estado, mais opressão fiscal para compor um défice que logo adiante se vai malbaratar e reduzir a nada porque basicamente usado para pagar o devorismo e as sinecuras de uma clientela apátrida e sôfrega, capaz de nos foder couro e coirato para conservar intactos os seus privilégios e ganhos pornográficos que alegremente se transpõem para os off-shores desavergonhados do Regime: vencer eleições. Sintomático de isto mesmo é o motivo pelo qual o líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, anunciou hoje em Bruxelas ir requerer a audição do ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira. Para quê? «Para esclarecer a questão das listas de elementos dos serviços secretos militares. Paulo Rangel justificou o requerimento com o facto de se tratar de uma "matéria extremamente delicada e grave", que deve ser esclarecida pelo ministro e não pelo secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, acrescentando que as declarações prestadas por Jorge Lacão "não esclareceram nada". Jorge Lacão negou sábado a existência de acesso indiscriminado à lista com a identificação de elementos dos serviços secretos militares no sistema informático, embora admitindo que "a situação é delicada e exige apuramento de responsabilidades", o que em linguagem socratês e PSês quer dizer empurrar com a barriga, bloquear por anos como o Freeport, controlar e debelar a situação sobretudo quando o cheiro de nauseabundo ameaça a vigência do sono geral. Estes bombeiros do PS Governamental e Monolítico comportam-se como lixeiros: vêm com cara pesada e séria esclarecer ponta de corno nenhum, prometer interesse a anuir à gravidade da contaminação do que é secreto e do que jamais deveria ser tutelado ou telecomandado directamente por pasta governamental absolutamente nenhuma, dado o que de gravoso poderemos inferir e que deveria dar demissão pois por muito menos, se demitiram homens e servidores públicos muito mais sérios. Vêm como lixeiros, mais ágeis que Hermes, a varrer o esterco da nossa vista e a passar um flash anedótico sobre o assunto, que a máquina de propaganda encarregar-se-á de abafar a matéria por muito e infinitamente muito tempo. Ainda e sempre a exímia arte de mentir do PS e o modo como um descarado especialista na matéria conduziu, com grande 'pulso' e grande lata, um governo, uma câmara parlamentar, uma relação institucional à bruta com o PR manso e uma vasta legião de mentecaptos incapazes de exergar um boi à frente e cheios de tesão pelo pensamento único de Sócrates, a ditadura não oficial, mas oficiosa de Sócrates, a qual se isntalou e se vai instalando, apodrecendo consciências, energias, acção cívica e a honestidade e lisura como base sem a qual tudo se desmorona e desmoraliza na Vida Pública.

quinta-feira, setembro 04, 2008

ESTAS LEIS DESCARTÁVEIS


Quem estivesse a ouvir atentamente um homem íntegro, Rui Rangel,
uma de estas noites com Mário Crespo no seu Jornal das Nove,
compreenderia o mal-estar gerado nos juízes pelo tique avulsivo e a avulsividade
das adendas e corrigendas legislativas do PS, quando no Governo,
como factor de confusões e de atritos no plano da sua actuação quotidiana,
criando desânimo e perplexidade para não dizer um sentimento de desumanização.
lkj
Esse bailinho de alterações legislativas labirynticas e contraditórias
passa-se deliberadamente também na Educação
e não foram raros os professores que desejariam ou dar um tiro na cabeça
ou rir a bom rir das contradições, encavalitamentos paradoxais de sucessivos despachos
sôfregos e de outro material legislativo destinado a embrutecer,
queimar tempo precioso, útil para lançar ao lixo.
lkj
Sem entrar na dicotomia sem dicotomia preso por ter cão e preso por não ter,
é inevitável recordar que quaisquer ajustes aos Códigos no passado recente
desagravaram as condições da prisão preventiva,
visando com isso significativos cortes nos custos inerentes.
Se agora se regressa ao endurecimento de um ou outro aspecto dos Códigos
com o Novo Regime Jurídico das Armas, sabe deus com que relutância
e sob que pressões?, cabe-nos pensar que se são os acontecimentos e a sua gravidade
a rebocar o Governo e os seus legisladores com intervenções pontualísticas,
não será esta a última vez, mas mais uma de muitas outras,
abrindo uma séria possibilidade de uma Babel legal em Portugal.
Se nada se faz por uma estabilização de estes instrumentos
não se esperem milagres de celeridade na processualidade jurídica.
lkj
Ora todos sabem que o resultado de uma Babel legal ou outra é o colapso.