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segunda-feira, março 24, 2014

CIRCENSE MÁXIMO

O Show...
Só-Crash voltou a emocionar a Nação. Não temos gladiadores. Nem sempre o futebol excita. Há, por isso mesmo, ainda uma enorme expectativa de que um dia Só-Crash habite uma cela ou tropece nas próprias palavras trapaceiras, no tronco caído na estrada da própria antítese em movimento. Enquanto isso não é possível, enquanto o tempo da cela não chega, o desporto disponível é vê-lo no grande Circo que montou para si: ou a cavalgar póneis, ou a fazer de bailarina no dorso do puro-sangue, ou no trapézio, moça que voa de trapezista em trapezista, ou na figura de palhaço rico ou na figura do palhaço pobre, ou a apresentar a entrada dos leões, ou a fazer de domador de tigres, ou a conduzir uma manada de elefantes ou a ser um desses elefantes. Só-Crash é o espectáculo e pelo espectáculo. Não lhe interessa nada a montanha de famílias que a sua pré-bancarrota arrojou para o vazio e a morte social. Importa somente que o Show tem de continuar, como aliás o Regime que o pariu.

terça-feira, setembro 03, 2013

PASSOS, AS PERGUNTAS E OS PUNHAIS

De hoje a oito dias, 20 portugueses poderão colocar perguntas ao Primeiro-Ministro em directo, na RTP. Será o programa «O País Pergunta» o que o deixarem perguntar. Irá para o ar logo a seguir ao Telejornal, pelas 21h, e terá a duração de 90 minutos, como num jogo de futebol típico. Durante esse período, vinte pessoas na plateia vão poder questioná-lo. Será o jornalista, barra em futebol, Carlos Daniel, a conduzir a emissão. Há muito sofrimento na sociedade civil e um acúmulo de miséria que anda à procura de válvula. Se eu ao menos pudesse perguntar alguma coisa a Passos, o Calvo, formularia umas cinco ou seis questõezinhas. 1. Por que contemporizou, desde a primeira hora, com a estrutura corrupta que medula o Estado Português legada e alargada pelo socratismo? 2. Por que motivo não procedeu a uma verdadeira reforma do Estado, combatendo a corrupção? 3. Por que é que a austeridade continua obscenamente desigual? 4. Por que motivo a reorganização do Estado e o equilíbrio orçamental parecem missões impossíveis, barradas pelo Tribunal Político-Bizantino Constitucional? 5. Até quando os negócios de Estado mais lesivos, mais corruptos e mais negros, permanecerão intocáveis? 6. Por parece interminável e generosíssima a ajuda aos Bancos falidos? Afinal de contas, anos de malfeitorias políticas ditam que passemos fome. Não parece que justiça seja feita ou poupadas as duplas vítimas dos impostos e do desemprego.

quinta-feira, junho 13, 2013

QUE A RTP NÃO ESCAPE

À luz dos dramáticos sucessos recentes com a TV pública grega, onde a resistência à mudança conduziu à radicalização das partes e à decisão extrema do corte do sinal, temos mais é de olhar para a nossa RTP como uma estrutura pesada e onerosa, mais uma, a qual deverá necessariamente ser renovada e morigerada e em face da qual o que é preciso é haver autoridade moral para actuar e mudar, do que se duvida. Se o Regime Português é corrupto e as suas bancarrotas sucessivas são filhas da corrupção, a RTP não pode sair incólume num tal xadrez. Bem pode a Comissão de Trabalhadores da TV e Rádio públicas fazer olhinhos de terror a Alberto da Ponte, concitando-o a compromissos na defesa do grupo português: nós, desempregados, subpagos, ultraprecários, pais de família sem cheta, vítimas de carne e osso da malignidade corrupta do Regime Português, esperamos muito mais da lei da gravidade.

quarta-feira, junho 05, 2013

HOMEM-MERDA, DOIS MESES DEPOIS

Não se deve bulir no esterco, mesmo que o esterco insista em fazer uma escandalosa perninha política no infecto ambiente nacional como agente activo, mais um na constelação de comentadores das TV. Sócrates, o Primadonna, Estrénuo Playboy, Homem-Merda, insiste em desaparecer completamente da nossa escassa paciência. Mas há três conclusões a registar na sedimentação de uma desastrosa irrelevância passada, presente e futura:

1 – Estranhamente, o ódio pelo Homem-Merda baixou de volume. Porquê? Porque a constatação da sua nulidade e da sua impotência para agitar o já crítico ambiente social refreiam o ressentimento e o ódio. Mesmo a justíssima aversão geral pela diabólica masturbação em movimento manipulador permanente teve descanso, bastando um botão que prime a preferência pelo dr Morcego. Nós, os que abominamos fundadamente o Homem-Merda, na verdade, temos descansado do Homem-Merda: na medida em que se aproximou fisicamente, tornou-se-nos mais longínquo e inexistente no pensamento quotidiano do País político. Perante os indícios e os factos mais sujos do próprio percurso, a inanidade que hoje comenta na RTP aos domingos até desse manancial negro recbe tréguas. A inanidade insana comenta? Nós silenciamos. Ninguém fala no Homem-Merda. Praticamente nenhum media lhe dá antena. É como se não existisse. Ninguém diz: «Viste ontem o Sócras?» Para que haveríamos de dar atenção aos dislates facciosos e ambiciosos do Homem-Merda?! A mais eloquente mensagem que o Homem-Merda recebe dos media é, hoje, portanto, o desprezo. Claro que ao gigantesco desprezo pelo Homem-Merda, os adeptos do Homem-Merda chamam inveja e outras coisas só possíveis de aflorar na cornadura fantasiosa de tais esbirros. No entanto, não há redenção possível ao penúltimo Primeiro-Ministro mais decadente e traidor do interesse nacional. Pode dizer-se que regressou para desaparecer completamente.

2 – Os socratistas, que não passavam de anónimos enrustidos ou óbvios no friso parlamentar conspirativo e insultuoso de Tó Zé Seguro, ainda estrebucham aqui e ali. Os mais ciosos, os mais delambidos, os mais fanáticos, os mais tristes trastes são anónimos e infectam o ar político nacional com os valupis, os jumentos, os corporativos e as bicicletas. Há evidentemente socratistas e comportamentos socratizantes. Na análise e diagnóstico desse resto, não há cá Direitas nem Abéculas as mais estúpidas entre as mais estúpidas. Um fim de percurso político é o fim de um percurso político: Sócrates, o Homem-Merda, deu-se à maçada de intercortar as delícias de Paris com umas bojardas na Cloaca Mediática Lisbonense apenas para se dar conta que não existe, não é nada para ninguém e cada vez menos que alguma coisa. A pastilha na RTP é um flop, um fracasso triplo, em audiências, em influência, em capacidade de se justificar. Fazia-lhe falta uma prisão para passar a ter um décimo do relevo de Vale e Azevedo, mas o desprezo já é um começo de conversa. Note-se que se Seguro se deixasse condicionar pela maliciosa vampireza Soares ou pela hipocrisia conspurcadora do Homem-Merda e elogiasse a magnífica herança de um e de outro estaria a conferir importância ao senil conspirador e existência ao nulo Homem-Merda. Não. Não se lhes refere uma única vez, talvez só Soares mas num tom venerativo que vale o que vale. Para falar e elogiar o lixo, prolongar a narrativa mais conveniente, o que há é um reduto, um resto de herdeiros, basicamente um lastro, uma agremiação de detritos políticos, como Pedro Silva Pereira, Augusto Santos Silva, Viera da Silva, Maria de Lurdes Rodrigues ou Paulo Campos, entre poucos outros ex-governantes, com intervenções enviesadas e irrelevantes porque todos os vêem colados ao Homem-Merda, à sua rapina, à sua sofreguidão, à sua psicopática noção inimputável de si mesmo. Não há defesa da honra possível a quem viveu na desmesura e pela desmesura, estragando, merdificando, danando, onerando. Depois, há os abortos de Sócrates, os turcos, os queimados, os minoritários no PS parlamentar, gente com algum brilho fosco, mas demasiado devedores do fardo nojento do passado, tanto mais nojento quanto mais o cidadão anónimo sofra no presente as suas consequências: Fernando Medina [por vezes independente do lastro], Isabel Moreira, Pedro Marques, Pedro Delgado Alves, Pedro Nuno Santos [por vezes em renúncia da herança] e, claro, João Galamba, um dos mais fiéis discípulos e aprendizes de como traduzir em decibéis e em patético parlapatão todo o legado do Homem-Merda. Ei-los numa caminhada sem futuro para um projecto morto à partida, num dia em que pusermos um voto que elimine e exile qualquer colaboracionista com o saque pela política, a manipulação da Opinião Pública pela política, esse enriquecimento sossegado, por detrás do biombo dos soundbytes e das tretas de entreter, de que se fez o passado recente socialista.

3- Sócrates, o Homem-Merda, ressente-se de Cavaco, é um vingativo sem público. A prestação na RTP gera tanto asco que ninguém lhe presta qualquer atenção, repito. Mesmo assim espera da rua a rebelião que arroje os seus inimigos para fora do Poder e da representação máxima da Republiqueta, tudo isto sob o solitário patrocínio de Soares, useiro e vezeiro em sugestões obscenas desse quilate. Daí o nojo absoluto emanado pelo longo e pornográfico elogio do Homem-Merda a Soares, no último Domingo, com comitante lambidela a Pacheco Pereira, essa lambisgóia, que o execra da mesmíssima forma. Pacheco, a quem faltou coragem para dar às escutas ao Homem-Merda a gravidade que efectivamente tinham, uma vez que a conspiração controleira contra as regras de um Estado de Direito para o controlar, controlando os Media, só passam mesmo impunes numa Imitação Reles de Estado de Direito e que Pacheco, na célebre negaça, só reforçou. A única coisa que Pacheco fez foi um ameaço de acção na Assembleia da República, era deputado, e nada aconteceu. O Homem-Merda, que hoje politicamente não é ninguém e talvez menos ainda que isso, veio para atacar Cavaco e ataca o Governo quando lhe incumbiria um silêncio pudico em qualquer caso. Não tem o dom da vergonha. Mas também não pode dar vazão a todo o seu rancor, usando da linguagem chula das escutas, «... a puta, a velha», entre os sorrisos e as delicadezas hipócritas em directo. Essa linguagem fica para os valupis. Está na TV. Por isso tem as poses da TV e a treta cínica e mentirosa da TV, coisa em que se acha doutor. Graças a Deus, o Homem-Merda não impacta. Não tem qualquer valoração no espaço mediático. Porquê? Segundo os socratistas, isso é porque a sociedade é uma coisa intelectualmente debilitada [quando vota PSD, quando não ensanguenta as ruas] e onde a cidadania, que não se verga ao deus da imagem, é uma actividade de franjas e onde a iliteracia, pobreza e envelhecimento alimentam sectarismos e convidam ao populismo. Lá está. As pessoas são burras porque não apreciam o brilho ofuscante do Homem-Merda. Não gostam do Homem-Merda porque são primárias. Não aturam o Homem-Merda porque são permeáveis ao populismo. Não suportam o Homem-Merda porque estão velhas e chafurdam na iliteracia. Estes diagnósticos socratistas do porquê ser geral abominar o Homem-Merda ainda figurarão num Atlas da Imbecilidade Sectária. Hoje o que temos é Soares de um lado e o Homem-Merda do outro, ambos apostados em incendiar as ruas para fazer nascer, como chifres nas suas cabeças insolentes, a democracia espontânea e despudorada que nos faltava com muita Esquerda na boca para ser fixe. Assim ensaiam condicionar este PS, passar por cima da cabeça de Seguro, ir à frente, sem hesitações na missão patriótica de incendiar e instabilizar a barcaça nacional cujos rombos principais foram perpetrados pelos socialistas e pelas suas políticas gloriosas e triunfais com dinheiro alheio. Pobres socratistas! Para eles, o facto de a Esquerda, a Direita, o Céu e a Terra terem derrubado, concordes, o seu deus mediático, o seu deus charlatão do desenvolvimento com hiper-dívida e mega-lata, não se deveu à constatação geral de que só o Homem-Merda é que estava bem e era o único a marchar sincronizado na grande parada democrática. Não. Esse derrube deveu-se às coligações negativas. A história do Homem-Merda como líder político é muito menos que a de um enorme fracasso, de derrota passada e de ambição letal para os interesses de um Povo e as boas contas de um Estado. Prova também que a merda moral, a desmesura despesista, o excesso de ego na vida pública deixa hoje o comentador-de-merda a falar sozinho no deserto que ajudou a gerar. O tempo deslumbrado e desonesto do Homem-Merda passou. Temos pena, mas não temos pena nenhuma. O Homem-Merda tinha uma ambição do tamanho da sua barriga – era ele o pântano em pessoa de que Guterres fugira – antro de imoderação e perpetuação por todos os meios lícitos e ilícitos, mais Vara menos Vara. Acabou. Debalde vai o corporações urdindo e treslendo a realidade, último reduto torrencial do spin e completo envenenamento da Opinião Pública. Acabou. Mas a peçonha ainda rabia. Acabou. De vez em quando põe a cabeça de víbora de fora. Estamos aqui para lhe amparar a sanha passional, os golpes baixos com que estrebucha e precedem o esmagarmos-lhe a cabeça.

sexta-feira, março 22, 2013

SÓCRATES, RTP, A INSOLÊNCIA E O DESPUDOR

Não foi o cidadão hoje desempregado ou emigrado, em vias de uma rescisão amigável na Função Pública, com os subsídios decapitados ou envergonhado dos últimos capítulos de um abismo nacional anunciado por Gaspar que decidiu abominar Sócrates unilateralmente. Sócrates fez-nos o favor de mostrar o que é a corrupção moral na Governação. Foi ele que nos ensinou o que é a desonestidade. Foi ele que levou o abespinhamento à sua mais contumaz manifestação como forma estéril e estúpida de estar no Poder, fazendo da confrontação impostora e gratuita a manobra de diversão perfeita enquanto decorria o infinito abichar de comissões à pala do Poder Político, que explicam Paris e explicam o enriquecimento ilícito que a Lei não persegue.

quinta-feira, março 21, 2013

FODA-SE. REFODA-SE. TRIFODA-SE!

Sócrates regressa. Pela mão da RTP. Dá audiências? Claro. Um chimpanzé a fazer surf ou a filosofar também daria. Mas só por escárnio dos Portugueses e de Portugal pode este pseudo-engenheiro ter um 'regresso', um 'encore' mediático. Por que motivo esta republiqueta das bananas não lhe dá antes ordem de prisão e reforçada proscrição?!

domingo, novembro 11, 2012

NO MEIO DO CAMINHO

Entrevista à RTP na íntegra.
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
l
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra
l
in Revista de Antropofagia, 1928 
Incluído em Alguma poesia (1930) 
j
Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, setembro 05, 2012

SOARES, VELHO VAMPIRO PADRINHO

Soares deveria cuidar da sua fralda incontinente e fazer de conta que não existe. Por que motivo a palavra de um impostor, um velho padrinho e ainda mais velho vampiro do Estado Português tem alguma importância para os media?! Soares fez demasiado mal a Portugal. A compaixão social de Soares é pura impostura e vai toda para os afilhados. Debalde se julga uma importante sibila nesta Europa que o conhece demasiado bem e não pelo humanismo e pela abnegação, mas pela histórica deriva rapace e a tendência para uma certa majestade republicana, própria de um narcisista que sonhou ser infatigável e disfarçadamente Rei. Portugal não tem estadistas nem ex-estadistas, tirando, creio, Eanes. Um estadista leva décadas a forjar. Isabel II é, provavelmente, a única na Europa. Não fala de mais, mas simboliza tudo. Azar termos de suportar as bocas de um velho político toda a vida atrelado aos orçamentos do Estado e grande traficante de lugares, favores e cunhas. Na mesma linha criticista ao processo que arrola a RTP, oiço e acato Rui Rio. Não suporto a hipócrita impudência incrustada em Soares.

sábado, setembro 01, 2012

PASSOS E PORTAS CONTRA OS GRANDES DEBOCHES

Duvido das propaladas desinteligências entre Paulo Portas e Passos Coelho sobre seja que matéria for. Natural e desejável é que cada parte cumpra de activa sinergia na diferença, mesmo quando todo o Governo parece em Suspensão Animada como os crocodilos na estação seca, nem que para tal surjam nas janelas mediáticas em clivagem numa mesma finalidade: terminar com os grandes deboches e o vale tudo insustentável do passado, onde por razões estritamente eleitoraleiras, os Governos promoviam, permitiam e beneficiavam de gastos sumptuários, privilégios para privilegiados, variadíssimos estatutos de excepção. Agora que o conselho de administração da rádio e televisão públicas apresentou a sua demissão, aliás aceite por Miguel Relvas, o mal está feito. Veremos se o Governo, graças à pantomina da intercessão CDS-PP, não recua da concessão da RTP1 a privados e do encerramento da RTP2 para qualquer coisa próxima de uma solução de compromisso qualquer, porque qualquer solução seria uma vitória. Depois de longos meses com inúmeras administrações socialistas-socratistas magnanimamente reconduzidas pelo debutante Governo Passos, eis um começo de conversa e de ruptura, com o fim de uma liderada por Guilherme Costa anteriormente reconduzida no cargo pelo ministro da tutela, Miguel Relvas. Em Política, nem tudo o que parece, é.

quinta-feira, agosto 30, 2012

BOVINO SACRAL: DEMASIADOS TABUS SOB O CÉU

Os histéricos, os idiotas, os meticulosos, os escandalizados, escandalizam-se meticulosamente como se houvesse rios de dinheiro para as mesmas coisas e os mesmos vícios das últimas décadas. Perguntam-se não de que modo bulirá este Governo com a Vaca RTP Sagrada, mas por que quer ele-Governo, e a Troyka, bulir sequer nesse Bovino Sacral. Conviria que se distanciassem friamente, assim como o Estado, via Governos, se vem distanciando friamente dos professores, que evacuam, desempregam, ou mesmo dos médicos e enfermeiros, a quem pagam menos por mais, e tudo para salvar a face, salvando as contas que nos podem salvar de perdas e danos ainda piores: «...o Governo gasta anualmente 80 milhões de euros “nos museus, na preservação do património, no apoio à criação artística”, enquanto a RTP custa ao Estado “mais de 300 milhões” de euros. Isto não pode ser!» Pedro Passos Coelho

INTERESSES INSTALADOS E POR INSTALAR

Interesses instalados angustiam-se
perante os interesses por instalar.
E assim sucessivamente.
A equação sobre o que nos será mais lesivo e pesado, se manter os interesses instalados ou acolher novos interesses ou uma nova forma de gerir recursos, sem pesar ao Erário, não pode ser um bicho de sete cabeças. Parece evidente que os inúmeros vícios instalados, as múltiplas mordomias instaladas, os hábitos e facilidades e despesas instaladas na RTP e nessa palete interminável de empresas públicas sufocadas de excepções e gregórias facilidades, são-nos mais pesados e perigosos que tudo o que possa advir de novo. Não vale a pena vir António Borges vir bater no ceguinho: há muito sabemos evidentes os rostos repetidos que vociferam em nome dos interesses estabelecidos, por exemplo, a Sibila Soares, mas esse e todos esses que se levantam à mínima agitação das águas sempre se bateram pela satisfação de ambições e avidezes particulares. Se algum dia foram comunitários e efectivamente desprendidos, foi por acidente e por vaidade.

STONE-COLD BLUFF

É altamente duvidoso que toda a questão da RTP tenha suscitado qualquer clima de tensão entre CDS e PSD. O mais provável é que se esteja a fomentar suficiente trepidação, ruído, um bom bluff de debate e dissensão internos, contra  a sôfrega e histérica agitação em torno da putativa concessão da RTP. Quanto a uma resistência global e interpartidária ao putativo aumento da carga tributária sobre os cidadãos no Orçamento do Estado para 2013, já toda a gente percebeu que não é possível ir mais longe. Já chega.

quarta-feira, agosto 29, 2012

POR UM SERENO PROCESSO DE ALIENAÇÃO DA RTP

Houve um tempo em que prática normal e corrente seria o Governo colocar toda a gente a falar de tudo, menos do que realmente interessa. Por exemplo, dos professores, dos juízes, do pseudo e piroso choque tecnológico, mas não da dívida galopante, mas não da dívida subterrânea e eleitoraleira, instrumento de compra de opiniões e favores, instrumento de reeleição demagógica complemento solidário de artifício, assim como de megalomanias várias que redundaram em tudo o que agora é preciso pagar a doer. Hoje! Hoje, o problema da RTP coloca-se no mesmo plano que o das esperadas-inesperadas dificuldades de lipoaspiração das contas públicas. Relvas anda por Timor-Leste. O grosso do Executivo prima por ser discreto e moderado lá, onde outros no passado foram impantes desbocados e farfalhudos anunciantes de modas, vento, circo. Por exemplo, os números infelizes da execução orçamental para 2012 não são arma honesta que a Oposição-PS possa agarrar dada a responsabilidade directa do mesmo ex-Govenro-PS no cavar horrendo da maior parte das dificuldades presentes: parte do problema do défice vem detrás. Dizer o contrário é ser desonesto e reles, papelão a que praticamente só os socratistas se prestam. Criança que gastou tudo o que poderia ter ou garantir em chupa-chupas, chicletes e rebuçados, e nada pagou, agora que alguém se presta a acertas, a bem ou a mal, aquelas contas e corta com as guloseimas, não faria sentido os gritos de histeria acusadora de uma Oposição birrenta e caprichosa, e sobretudo desmemoriada, pelo facto de a execução ir nua. Seguro não se pode prestar a esse papel hipócrita, falso e cretino. Ficam os ávidos e nervosos socratistas a falar sozinhos, amestrados que estão a tudo por uma reescrita sorna do passado, dispostos, aliás, a tudo, mesmo a matar a mãe, apenas para gerar uma onda de descrédito sobre os actuais incumbentes, forma instintual e sôfrega de se ilibarem. Vale tudo. Desde insultos gratuitos ao Primeiro-Ministro à perpétua e órfã evocação soteriológica do PEC IV. As Oposições são importantes para a qualidade da governação, mas têm de ser sérias, construtivas, modernas no sentido do bem comum e não no da conspiração descomunal por uma agenda pessoal de avidez demasiado notória, tão indisfarçável que Pastar em Paris já é toda uma tese silenciosa e auto-acusatória sobre não o olhar a meios.

DA CASTRAÇÃO DA TVI À METAMORFOSE DA RTP

A RTP precisa de mudar. Que tal não seja desejado, compreende-se assim como se verifica o grau de exasperação perante esse cenário consoante a figura pública posta a bravejar contra a propalada concessão. O silêncio e a impunidade perante a castração noticiosa da TVI de Manuela Moura Guedes, esses é que não tiveram precedente e suportaram perfeita concordância e normalidade, mesmo após legítimas escutas apanharem registos absolutamente públicos e dignos de escrutínio do Nababo Parisiense Sócrates, nos seus planos abusivos, na sua impudica interferência. Daí procedeu-se à tentativa de processo judicial, tentativa de apuramento de consequências políticas, tratamento mediático do caso, bastante escandaloso por sinal. Do Ministério Público, faccioso e tomado pela arte chantagista da clique de Sócrates, nada haveria a esperar. Poderíamos ter trezentos Correio da Manhã, cinquenta TVI com Moura Guedes, que a protecção suscitada por Sócrates para si mesmo, para os seus milhões comissionistas, para a sua amizade subvencionadora de favores, tudo isso sempre o salvaguardaria de justo e exemplar tribunal. Trata-se de alguém que, como Oliveira Costa, Dias Loureiro, Vale e Azevedo, Isaltino, e tantos outros, nunca cessam de nos escandalizar, mas nunca obtêm sentença definitiva e a autopercepção realista do seu fim político, do seu fim público. Mas Justiça, Justiça, não é algo que se possa suscitar do Procurador-Geral da República e do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça. A negrura do currículo rapace de Sócrates é à prova de escândalo e de acção consequente por parte daqueles. Permanece nítido, hoje, o que foi a vigência quer da Asfixia Democrática quer da Asfixia Justiciária, ainda em vigor, tendo como invariável impune o abichador de comissões Freeport e de todas as outras comissões do costume. Agora, perante uma necessidade moralizadora de mudança de vida na RTP, toda a cáfila socratista se coloca ao lado da continuidade de tudo, para manter esse bastião de subserviência jornalística ao Partido de Governo mais dado a esse arrepanhar controleiro de colhões para mentir melhor, para manobrar melhor, para trapacear melhor as audiências, insuflando-lhe sobejo entorpecimento e desânimo. Quem já não controla a comunicação social, mas a isso se habituou e disso não abdica, fala agora do putativo controlo alheio, pelo Governo Passos, da comunicação social, quando o que a boa parte dos portugueses miseráveis deseja é que todas as PPP e quejandos negócios de chupar contribuintes urdidos, à saída de funções e à pressa, por Sócrates sejam desfeitos ou minimizados. Mesmo com a RTP o desígnio deveria ser esse e só esse. Todos vimos o efeito perverso do Poder Socratista de manipular e adulterar os media, alimentado e escudado por um sistema de Justiça absolutamente manobrável, amedrontado, impotente para investigar, sequer esclarecer, os indícios e factos que se apontam aos políticos socratistas. São sempre e só os políticos socialistas a passar impunes e a mover-se, sem carreira ou trabalho que o justifique, para exílios ofensivos de todo o Povo Português, ou remetidos ao sossego anónimo, provado ou suspeitado o dolo com dinheiros públicos. Mudar a RTP deverá ser transformar, libertar, uma instituição até passenta aos abusos de mentir e encobrir por pressão directa de governos desonestos e que talvez também por isso nos trouxeram à pré-bancarrota. A liberdade de imprensa acaba no momento em que um político muito corrupto e muito ambicioso reúne dinheiro suficiente para impedir primeiras páginas ou fomentar entorses aos factos da economia, aos factos da política, aos factos da sociedade, aos factos do seu escabroso, escandaloso, inexplicável enriquecimento pessoal.

O VIRGINAL-VESTAL SILVA PEREIRA

No meio de tantos interesses enumerados e omitidos, muitos interesses em grupos de comunicação social e em grupos económicos, e alguns deles com ligações políticas para a privatização da RTP, Pedro Silva Pereira esqueceu-se obviamente de sublinhar o interesse de quantos apostam em que tudo fique na mesma, na mesma babugem, no mesmo alterne de instrumentalização política, na mesma fábrica de nababos nacionais, intocável, na mesma pouca vergonha. Raros são os socialistas-socratistas viciados no Poder, como leões ou ursos em carne humana, que prescindirão da instrumentalidade manipulatória a que a RTP sempre se prestou.

terça-feira, agosto 28, 2012

AUTÓPSIA À VACA SAGRADA RTP

RTP2, MITOS, MEDOS E IMPASSES

Marcelo Rebelo de Sousa percebeu, eu percebi, já toda a gente percebeu que o Governo quer que a administração da RTP se demita e esta não se demite. Isto não é um impulse, é um delicioso e fecundo impasse. Quanto aos mitos envolvendo a RTP, há vários que necessitam de demolição sistemática. Comecemos pelo mito número três: «A RTP 2 é de elevado interesse cultural. Os que dizem isto não a devem ver com certeza. A RTP 2 tem 3% de share. Em cada 100 portugueses 3 vêm a 2. O que a coloca ao nível de uma televisão por cabo das más. Os seus conteúdos são quase tudo menos educativos, formativos ou culturais. Passam as mesma séries requentadas que se podem ver na AXN e FOX. Passam desenhos animados de manhã e de tarde. Passam uns documentários assim assim à noite. Aposto que muitos dos defensores da RTP2 não devem sequer saber do que estão a falar. Não devem fazer a mínima ideia da irrelevância cultural em que a 2 se tornou. Não deve ter custos disparatados é certo, mas estou seguro que com muito menos custos se faria um canal equivalente.»  Groink

O HIPÓCRITA SOARES

Há caramelos cujo direito de antena tresanda a viciação do jogo democrático, a interesse ou causa própria, a manobrismo habitual e trabalhinho de sapa. Soares é um desses caramelos, um infatigável governado. Faria um bem inestimável ao País se fosse dormir a sesta, titubear sobre um jornal aberto no regaço, sob o cantar dos melros e o rumorejar das árvores. Em vez disso, depois de décadas em exercício de gordura açambarcadora, zelo sectário e ganância, vem bolçar opinião papal acerca da RTP, dizer coisas que até podem influenciar a ganadaria nacional, mas não fazem a Primavera. O que Soares diz não interessa. Não interessa que não acredite que o Governo avance com a concessão da RTP, perante a possibilidade de ser inconstitucional. Não interessa que venha considerar, via Diário de Notícias, essa proposta, tal como foi anunciada na semana passada pelo economista António Borges, «uma pouca vergonha». Pouca vergonha foi o Fax de Macau e todo o percurso ávido de que nos dá conta Rui Mateus, nos Contos Proibidos. Só isso dava um excelente motivo para andar caladinho, exercitando os seus ébrios e insaciáveis momentos de lucidez.