Mostrar mensagens com a etiqueta Regime. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Regime. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, agosto 10, 2015

VOU!

Desde Outubro de 2012 ao dia presente, pastei mal e mal apascentei uma vida digna, tendo-me ela, a vida, feito confluir a crise pessoal de rendimento com a crise nacional de insolvência e desequilíbrio macroeconómico, entretanto vencida ou numa clara trajectória de superação. Crato cortou nos custos, emagreceu o Ministério da Educação pelo lado mais tenro — o pessoal docente periférico e descartável —, e eu sofri as naturais consequências como, julga-se, outros trinta mil. É muita gente de uma vez chutada pela biqueira de aço da Troyka e do Equilíbrio-Orçamental-a-quanto-obrigas, Maria de Lurdes Rodrigues por outros meios. Tudo bem. Fiquei sem rede. Estava sem rede. Continuo sem rede. Tenho concorrido anualmente e conservo um fiozinho de esperança em, finalmente, ter escola. É uma réstia de nada para 2015-2016. Se, pelo terceiro ano consecutivo, não tiver escola, não obtiver um horário anual, conforme me sucedia até 2012, vou! Vou para fora. Saio de Portugal. Viro costas. Reinicio. E seja o que Deus quiser. Destino já o tenho. E já decidi.

De 2012 até ao presente, contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que me vi obrigado a solicitar dinheiro a conhecidos e a amigos: uns 5€ ou 10€, em situações-limite. Constato que, em cinco dedos, só dois foram capazes desse tipo de generosidade metálica pontual. Um mais, outro menos, mas capazes. Os outros três, não. De todo. Se tudo correr bem, tenciono reembolsar desses trocos quer os amigos e conhecidos que me valeram e me não faltaram pontualmente, quer aqueles que não foram capazes, antes se afastaram de mim, após tantas vezes entabularem conversa comigo em chat, numa iniciativa unilateral e recorrente que sempre soube acolher. Pedir dinheiro humilha. Recusar dar avilta e vulgariza o avaro porque tudo passa, todos morremos: encher o coração de Amor e generosidade é imensamente mais desafiante e gratificante que encher os cofres de ouro, conforme no pós-morte se verá.

Passaram quase três anos. Fiz escolhas. Aguardei melhores dias. Intervim publicamente com o meu máximo satyrico, contundente e criativo, atento aos factos, lendo a realidade nacional. Enganei-me na minha crença pura em Luís Filipe Menezes. Sondei uma hipótese brasileira de vida. Adiada. Tive sempre esperança no meu País. Confiei no núcleo macroeconómico, cerne das políticas da Coligação PSD-CDS-PP; tal como entre 2005 a 2011, continuei a sentir-me tapado, boicotado, tolhido pelo poder dos empregadores de clientelas do Regime com força bloqueadora sobre os que escrevem de mais e lutam de mais contra tal poder pardo no Regime. Combati o sarro corrupto e mentiroso dos velhos rendeiros, dos velhos chupistas, portugueses à parte, na sua casta excepcional e intocável, os proenças, os salgalhados, os sócrates, os soares, o diabo que os carregue; bati-me contra as ideologias-fóssil da miséria, das venezuelas sem cerveja nem papel higiénico, dos syrizas dos multibancos raccionados, da fome e do esmagamento económico por inércia e inacção deliberadas à maneira varoufakisiana, combati o Acordo Mortográfico, Merdográfico. Mas já não suporto mais a minha situação de desemprego, as dificuldades pessoais e familiares de liquidez, a penhora perpétua que o BES inventou para a minha vida, nem suporto sobretudo o ostracismo-exclusão-morte social que representa para mim, como para milhões de outros seres humanos, uma tal situação prolongada. De 1995 a 2012 ensinei — tal como de 1985 a 2005 catequizei —, pensei, escrevi, inseminei paixão por Portugal, pela Cultura e Literatura Portuguesas, lutei pela Fé, pelo Cristianismo Constitutivo da Alma Nacional, hoje Insipidez Cultural e Miséria Identitária, Sordidez Mediática.

Cá, não me chovem convites para nada nem coisa nenhuma, a não ser petas, burlas, charlas, escravidões, submissões. Cá, não me abordam para oportunidades pequenas, médias ou grandes. Cá, não há absolutamente merda nenhuma para mim, estou a ver. O quê?! Deveria procurar mais?! E como é que só de fora do País me chega uma, válida, em três anos?! Pois para mim chega. Chega disto. O Beco Nacional faz-me mal.

Vou!
Se tiver mesmo de ir, vou! 

OS ANIMAIS DO ANIMAL

Onde está o Crime? Os animais do Animal dizem que crime é que o Ministério Público, sob a direcção de Joana Marques Vidal, supostamente divulgue informação sigilosa com a cumplicidade de jornalistas e meios de comunicação social que putativamente lucram com essa actividade. No Brasil, por exemplo e pelo contrário, tudo se divulga, todos os factos atinentes aos processos, como por exemplo a Operação Lava Jato que se intercecciona intimamente com a Operação Marquês. Já os crimes de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais imputados ao Animal passam ao lado e faz-se de conta que não são o busílis. Que ao Animal se imputem os crimes de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais isso é actividade difamatória e caluniosa a par de determinadas informações reveladas que visam influenciar politicamente a opinião pública. Os animais do Animal seguem raivosos e não seguros.

Os animais do Animal andam aflitos, dizem-se vítimas da Justiça em ano eleitoral, em pré-campanha e a poucos meses de eleições legislativas por intermédio do Correio da Manhã e da Sábado, que os vitima, e do que por lá se ventila e divulga. Para eles, o problema é a procuradora-geral da República que não lida com o assunto como lidavam Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento. Sim, animais do Animal, só no final do processo é que se saberá quantas das informações reveladas na imprensa estavam mesmo na posse da Justiça, ainda que se saiba perfeitamente pelas peças processuais tornadas públicas que o que foi aparecendo pode perfeitamente constar textualmente das teses da acusação, mas isto faz todo o sentido, tendo em conta a gravidade dos actos imputados ao ex-PM, animais do Animal. O Estado de Direito em Portugal ressurge das cinzas porque não há nem pode haver abébias no lidar com o Animal dos animais, ó animais. A verdade dói, mas é a verdade: a decência e da Constituição, o fim da impunidade, a caça sem quartel a políticos corruptos, ultramanhosos e daninhos a milhões de portugueses, ex-governantes socialistas delinquentes inveterados criminalizados, a oligarquia mafiosa que medrou maligna sobretudo entre 2005 e 2011, mas que vem de antes, muito antes, a exemplaridade da Justiça para com o cidadão Sócrates, multisujo, o qual acumulava com ser ex-secretário-geral do PS e ex-primeiro-ministro: o Regime regenera-se e limpa-se de caudilhos negros e negras bestas, menos de Soares, cuja verdade toda que nos devorou presente e futuro talvez só transborde vergonhosamente após o seu passamento.

Sócrates foi o ápice da degradação do Regime e conforme sucede com José Dirceu no Brasil, é  cada vez mais plausível que Sócrates não queira cair sozinho. Sem fontes de rendimento legítimo, recusou a perneira electrónica porque jamais teria liquidez para fazer face às suas despesas desproporcionadas. Mesmo preso, perturbou, insultou, aviltou,  a Justiça em qualquer oportunidade que os Media lhe outorgaram para evacuar a fúria. Mais que risco de perturbação de inquérito, o que o País tem são provas de crassa perturbação do processo deste arguido: sabe-se que a qualquer momento outros ex-governantes socialistas, outros Varas e outros Sócrates, poderão vir a ser constituídos arguidos dada a quantidade de suspeitas de corrupção que parecem tanger inúmeros actos governativos dos Governos Sócrates.

O dinheiro de Sócrates à guarda de Santos Silva denuncia o político sem escrúpulos e o cidadão sem amor nem respeito pelos portugueses, comportamento que, uma vez investigados e denunciados, purificam a democracia e refazem a coesão da comunidade: o Estado de Direito afinal tão maltratado, trucidado e espezinhado pelo PS de Sócrates, o de Seguro, o de Costa, está em processo de revigoramento: ninguém se atravessa em defesa de um Louco Absolutista, que cilindrou o pluralismo e a liberdade das mais diversas instâncias e forças vivas nacionais. Ningué. Nem partidos, nem tribunais, nem magistrados, nem organizações cívicas, nem órgãos da imprensa, nem académicos, consideram valer a pena interceder por tamanha inclinação criminosa. Menos ainda um povo civicamente esmagado pelas consequências da pré-bancarrota, atrofiado pelos dictat mediáticos que o poder do dinheiro, com Salgalhado, determinava em agenda, enfoques e tópicos. Pela primeira vez, em quarenta e um anos, o Regime respira Justiça, a impunidade freme, treme, cessa. Mas há, ainda, uma montanha de trabalhos por completar, por muito que os animais do Animal estrebuchem e argumentem com os pés pelas mãos.

segunda-feira, março 24, 2014

CIRCENSE MÁXIMO

O Show...
Só-Crash voltou a emocionar a Nação. Não temos gladiadores. Nem sempre o futebol excita. Há, por isso mesmo, ainda uma enorme expectativa de que um dia Só-Crash habite uma cela ou tropece nas próprias palavras trapaceiras, no tronco caído na estrada da própria antítese em movimento. Enquanto isso não é possível, enquanto o tempo da cela não chega, o desporto disponível é vê-lo no grande Circo que montou para si: ou a cavalgar póneis, ou a fazer de bailarina no dorso do puro-sangue, ou no trapézio, moça que voa de trapezista em trapezista, ou na figura de palhaço rico ou na figura do palhaço pobre, ou a apresentar a entrada dos leões, ou a fazer de domador de tigres, ou a conduzir uma manada de elefantes ou a ser um desses elefantes. Só-Crash é o espectáculo e pelo espectáculo. Não lhe interessa nada a montanha de famílias que a sua pré-bancarrota arrojou para o vazio e a morte social. Importa somente que o Show tem de continuar, como aliás o Regime que o pariu.

quinta-feira, novembro 28, 2013

CADA PAÍS COM OS BERLUSCONAS QUE MERECE

Estão a ver Berlusconi? 

1. Alguém que nunca se toca, alguém que nunca se enxerga? Estão a ver? 

2. Estão ver bem esse mitómano milionário a quem não chega ter dinheiro e poder directo sobre os media e algumas forças negras e avençadas da sociedade italiana, a) mas também necessita organizar bunga-festas para alimentar o vício em prostitutas adolescentes? 2. b) mas também necessita de fugir ao Fisco? Estão a ver alguém a quem não chega alimentar o vício em prostitutas adolescentes e fugir ao Fisco, mas também 

3. precisa de alimentar vício do Poder, da influência política, da corrupção, da mentira, da chantagem, e da conspiração explícita e implícita? Estão a ver Berlusconi? Então olhem bem para Soares e para Sócrates e colem-lhes na testa os pontos 1. e 2. sem a alínea a) e b), e o ponto 3. 

E digam-me se as Esquerdas não deveriam corar de vergonha por consentirem rever-se nesses dois auto-arvorados caudilhos delas com excesso de Antena por neles encontrar a voz grossa que lhes falta, voz que nenhum Louçã, Semedo, Catarina, Jerónimo, Tavares, alguma vez corporizarão.

quarta-feira, novembro 27, 2013

REVOLTA CONTRA O REGIME E O PASSADO

XVIII Governo Constitucional
No artigo de opinião a seguir citado, eis vários pontos em que insisto há largas semanas: 

1. Os Governos Passados não podem ser desconvocados dos gravíssimos problemas presentes;
  
2. Os apelos da elite Privilegiada do Regime [Soares e outros] à revolta e à rebelião dos simples e contra meros incumbentes eleitos [Governo e Presidente] suscitaria, no mesmo turbilhão revoltoso gerado, o ataque a essa elite privilegiada, à sua corrupção de décadas, aos seus vícios, bem como a revolta contra manifestos ladrões em Governos passados e manifestos decisores danosos do passado mais recente. 

«O verdadeiro responsável pelas agruras do presente não é o actual governo, mas os anteriores executivos, que acumularam uma factura que agora é preciso pagar Uma das questões mais inquietantes do momento em que vivemos é verificar que demasiada gente - com responsabilidades - pensa que as medidas aplicadas pelo actual governo são da exclusiva responsabilidade deste executivo e da troika. 
O que se passou nas últimas décadas até sermos empurrados para a troika parece que entrou num buraco negro de memória. É verdade que a profunda inépcia deste governo, e também a sua megalomania ("vamos para além da troika"), ajudou a criar aquela imagem, mas não é por isso que ela passa a ser verdadeira. 
Há um grupo de privilegiados do regime que pretende que o povo se rebele, não para impor justiça, mas para que o actual governo caia na rua, em total contradição com os princípios da Terceira República. 
Uma rebelião da turba tem todas as condições para agravar todos os males presentes. Sem um governo capaz de cumprir as condições dos nossos credores, terá de haver uma redução drástica do défice público, por manifesta incapacidade de financiamento. Poderemos mesmo ser expulsos do euro ou ser forçados a sair, sem qualquer garantia de ajuda, e então é que entraríamos num inferno. 
Em termos económicos, seria uma desgraça; em termos políticos, teríamos o caminho aberto para todos os desmandos e injustiças e é bom não esquecer como as revoluções comem os próprios filhos; em termos de ordem pública, seria uma calamidade. 
Mas temos uma alternativa, em moldes semelhantes aos da Islândia: pôr o regime no banco dos réus ou, no mínimo, pôr os últimos governos em tribunal. Porque, mais do que qualquer outra coisa, precisamos de uma tomada de consciência, para não repetirmos todos os erros do passado. 
No entanto, começamos com um grave problema: o descrédito da justiça portuguesa. O risco de assistirmos a um descarado branqueamento dos últimos executivos é elevado. 
Para escolhermos os acusados, temos de fazer um inquérito aos problemas mais graves. 
Quais foram os governos que tomaram medidas de destruição da nossa competitividade e com isso deram uma machadada brutal no nosso potencial de crescimento? É importante recordar que até final dos anos 90 a economia portuguesa crescia a 3% ao ano, mas que na década seguinte não conseguiu nem um terço disso. Não há nada que mais tenha destruído a capacidade de Portugal de ter um Estado social forte do que isto. 
Que governos estiveram omissos na degradação da nossa natalidade, outra valente causa do enfraquecimento do Estado social? 
Quais os governos que conduziram ao descalabro das contas públicas e à explosão da dívida pública? Quais foram os governos que assinaram contratos de PPP, que são dívida pública escondida (só para enganar Bruxelas), com o dobro do custo? Em particular, quais os governos que se comprometeram com PPP com cláusulas frontalmente contrárias ao interesse do Estado e dos contribuintes? 
Que governos tomaram medidas eficazes para enfrentarmos a globalização e que governos assobiaram para o lado? Quais os governos que assistiram impávidos à explosão da dívida externa? 
Mário Soares, no seu apelo a uma rebelião, esquece duas coisas. A primeira é que aquilo que o actual governo tem sido forçado a fazer é aquilo que, grosso modo, qualquer governo no momento presente teria de fazer, em consequência dos desmandos das últimas décadas. 
A segunda coisa que Soares esquece é que a linha que separa o país não é entre a esquerda, que continua a julgar-se dona do regime, por obséquio da Constituição não democrática de 1976, e a direita; a linha que divide profundamente o país é a que separa a classe política da Terceira República, que se auto-atribuiu as mais luxuosas mordomias, e o resto do país. 
Por isso Soares está do lado errado e, se apelar muito à violência (que desaprovo completamente), corre bem o risco de ser uma das principais vítimas.» 

quinta-feira, novembro 21, 2013

A GRANDE VERDADE DO DIA

Mensagem urgente ao Congresso das Esquerdas, demais Fraldas e Aparadeiras do Regime:
«Barroso fez muito bem em referir que o tribunal constitucional pode inviabilizar a saída para um programa de retorno organizado aos mercados. É um facto. Podemos preferir que o pais vá todo pelo cano porque nos cortaram o ordenado (é o meu caso e da minha mulher) ou porque os nossos pais tem uma pensão menor (também se aplica a mim). Mas o facto é que destruir um país porque a vida está mais difícil, usando toda a espécie de disfarces e mentirolas, a começar pelo apego a uma constituição jurássica que não dá de comer a ninguém, não é de gente de bem. É de gente mimada pelo regime, enriquecida e sustentada pelo esforço de todos, apostada em continuar a viver à grande à conta de todos. Não é justo nem é ético.» 

quarta-feira, novembro 13, 2013

O PCP E O REGIME

O PCP faz sentido quando a Corrupção atira com Portugal para a valeta. Dizem que nada têm tido a ver com ela. E é verdade. O fogo fátuo da narrativa comunista baixa de volume e de intenções de voto assim que a sociedade se organiza, se acalma e se faz mais justa nos salários, no emprego, no bem-estar. Bastarão desempenhos formidáveis na nossa Economia, bons sinais e boas notícias, mês após mês, bastará a justa homologação da nossa vida laboral e económica à dos países mais competitivos e prósperos da Europa e o PCP esvazia o tesão protestatório: na Suécia e na Noruega, por exemplo, não é preciso o cenho sisudo e grave do nosso PCP, a sua falta de humor ou gravitas política, a grande toada dolente e trágica dos grandes pretextos para se zangarem. Ali bastam sindicatos e patronatos construtivos, federadores, do lado da riqueza e não dos direitos a ela antes dela o ser, sem ela, para além dela, como cá, tiques do PREC e das grandes expropriações desastrosas e desastrosas nacionalizações. Num Estado carcomido de corrupção e injustiça crassa, como o nosso, o PCP faz todo o sentido antes de eleições. Sob eleições, o PCP perde sempre com grandes vitórias de décimas em comparação com eleições passadas homólogas. A verdade é que há um reduto de protesto, de patriotismo, de ética, no PCP, valores que foram desbaratados pelos partidos do alterne do Poder, na sua avidez, incompetência e dano ao País. O velho dinossauro europeu PCP, o grande resistente à pátina da História e das suas avaliações europeias, terá saúde e muitos anos pela frente, como reduto do nosso descontentamento, enquanto os partidos do poder continuarem a acertar na dose e na receita das sucessivas desgraças políticas e nos escândalos e vergonhas em que nos têm mergulhado. Dir-se-ia que esta crise e esta pré-falência nacionais são a última oportunidade para o Bloco Central se Ajustar ao Severo Juízo que a História e as Gerações querem e podem fazer. Se eu fosse Passos, Portas e Seguro, não perderia a oportunidade.

terça-feira, outubro 29, 2013

DIAS DE MORDAÇA VOLUNTÁRIA

Nenhum tumulto à vista em Portugal? É natural. Há raiva e sofrimento na mesma, entre nós, mas a maioria vai percebendo como é ridículo consentir em variadas formas de manipulação colectiva ou pela cúpula do Regime, que tem em Soares um instigador de magnicídios, ou pelo BE e a Ala Socratista do PS, apenas apostados em retirar dividendos políticos de curto prazo à custa do fragoroso colapso dos dois Governos, o Europeu e o Nacional. 

Sem a protecção desses Governos, sem solidariedade proveniente de lado nenhum [a sociedade portuguesa é hermética e sádica com pobres e excluídos], já é batalha suficiente termos de nos desenrascar para sobreviver com as parcas migalhas e parcos trocos de cada dia. A nossa frustração, raiva, impotência, sensação de fome presente e futura, queixumes do Presente e do Passado Recente Políticos, transforma-se em vernáculo e em palavras de fúria onde as possamos pichar, nas redes sociais e nas paredes, bendita catarse. As vitrinas podem descansar. 

Todos os dias colocamos uma mordaça voluntária e abstemo-nos da Rua apenas para prosseguimos alimentando os nossos filhos e esperando um milagre que não chega.

domingo, outubro 20, 2013

ANDAM FASCISTAS A PASSEAR NAS PONTES

Infelizmente, é absolutamente vital para o progresso e a liberdade do País que o Orçamento do Estado para 2014 seja aprovado e posto em vigor. Qualquer um, menos o beatífico e parcial Bagão Félix, menos a privilegiadíssima social Ferreira Leite e estafermo mediático, menos o ronhoso Pacheco Pereira, menos o grande emissor de perdigotos Daniel Oliveira, menos a perene indignada Clara Ferreira Alves, menos o alarve castrato Pedro Marques Lopes, qualquer um que não tenha trabalho e não seja funcionário público, percebe o quanto a face do País está na berlinda e suspensa do dinheiro do mundo. Claro que a possibilidade de cortar unilateralmente salários e pensões é uma hecatombe social que deveria ter sido possível evitar lá atrás, no tal passado de que os meus amigos chupcialistas não querem que fale. Vemos que o regime democrático construído desde Abril de 1974 teve demasiada utopia e prisão de movimentos para nos dar o que tem sido dado ao Reino Unido, à Alemanha, à Holanda, à Dinamarca, e mesmo a França, descontando as vantagens da escala dos seus mercados: flexibilidade, menos Estado, libertação massiva de recursos para a iniciativa livre da sociedade. Em vez disso, tivemos um Estado com pendor para cubanizações retóricas e pragmáticas, muito oneroso, permeabilíssimo à influência parda e perturbadora dos grandes captadores ilegítimos dos recursos orçamentais e camarários, como a Fundação Soares, symbolo da máxima obscenização papalista do Regime Português e da mais infecta interferência sistemática e sem-vergonha nos Assuntos de Estado, conforme hoje verificamos ser e ter sido vício e recorrência. Claramente, o OE 2014 comporta injustiças e violência social, mas não há outro caminho. O empobrecimento de que se fala, sendo um facto, pode sempre ser pior se por perda de paciência o País se derrubar a si mesmo, derrubando os delegados de Bruxelas, da Troyka e do FMI. Se queremos preservar a nossa democracia infantil e a soberania nacional, é preciso eliminar o risco de um segundo resgate, é preciso aplacar os Mercados e ter menos rancor e descabelamento de Esquerda. Não há outro caminho útil e de efeitos imediatos apaziguadores dos Credores, senão a nossa submissão aos compromissos assumidos com os nossos credores: os credores, agiotas ou não, têm direitos e, de futuro, só temos de nos preparar para uma democracia não passível de governações dolosas, danosas, de catástrofe como as que vigoraram especialmente entre 2005 e 2011 que depois descarregam o seu ónus pesadíssimo na filha da mãe da Direita. Estou pessoalmente apostado, do fundo da minha miséria pessoal, em passar por reacionário, distraído ou pateta no sentido de aplicar um olhar crítico e insatisfeito às obsolescências da Constituição da República, cujo parto, a 2 de abril de 1976, determinou um excesso de Esquerda na vida prática e, portanto, tal como em Cuba e noutros paraísos do colectivismo, paralisia de movimentos, nenhum progresso efectivo de adaptação a um mundo altamente competitivo e ultraflexível e não apenas nas relações laborais. A Constituição, venha quem vier, obsolesceu e não está preparada para as exigências e inerências dos tratados europeus, da União Europeia e da nossa preservação numa nova moeda, o Euro, patamar de onde nos não convém despencar para o falhanço e a miséria a quadruplicar. Paulo Portas e a ministra das Finanças cumprem o que devem cumprir: o Estado sucumbirá senão contrair os seus gastos. E é preciso contrair 3 mil milhões de euros na despesa, recorrendo desse valor a 2 mil e 200 milhões de euros das famílias dos funcionários públicos e dos pensionistas, enquanto o BES de Ricciardi não se atravessa para o tal período de carência, nas PPP, o verdadeiro busílis da nossa dívida no próximo e pelos próximos anos. Não podemos decretar a abundância de dinheiro, coisa de que o Ratton parece não se capacitar. Do mesmo modo, a saúde, o ensino, a justiça, a segurança social e outros serviços não terão, como que por magia, todos os recursos necessários para funcionar com folga. A vida é isto. A Europa está a ser isto. Estados sob Resgate, como o nosso, ou sem ele, como ainda é o caso da Itália, ficam sujeitos a tais agruras e a tais extremos. Em suma, será com os cortes, os aumentos de impostos e as contribuições sociais que serão evacuados para as mãos creditícias dos que nos emprestam dinheiro 4 mil milhões de euros. Não devemos temer a recessão porque há dinâmicas económicas novas num Estado liberto do lóbi do betão e das grandes obras de Estado que sugavam praticamente a restante grande parte dos recursos. Há que ter paciência e esquecer por uma vez o Estado, o Governo. Os objetivos de défice e dívida são maleáveis em função dos bons sinais que dermos a tempo e a horas aos Mercados e às Instituições Estalinistas Europeias: um Estado sob resgate que tergiverse, que finja boa vontade, mas que engonhe, tem problemas muitíssimo mais gravosos. Sobejam exemplos. É por isso que este OE 2014 deverá entrar em vigor. É por isso que os cortes, estes ou outros, terão de ser feitos. É por isso que nós, as pessoas, teremos de sofrer e acatar e assim, dessa paciência e dessa entrega, teremos recuperação, a recuperação que paradoxalmente e contra todas os agouros do beatífico e parcial Bagão Félix, da privilegiadíssima social Ferreira Leite, do ronhoso Pacheco Pereira, do grande emissor de perdigotos Daniel Oliveira, da perene indignada Clara Ferreira Alaves, do alarve castrato Pedro Marques Lopes, se verificou em 2013. Temos um Regime que nunca plebiscitámos. Temos um Regime que nos traiu três vezes as expectativas de progresso e criação de riqueza, falindo três vezes, com gente chupcialista subjacente a essas três falências. Que Portugal tenha falido três vezes tem consequências. Esta última falência cuja culpa não foi de quem resvalou incompetentemente a governação, mas da filha da mãe da Direita, é o problema com que nos defrontamos colectivamente e para cuja solução nos foram dados três anos. Mais Governo, menos Governo, venha o Primeiro-Ministro que vier, o que temos democraticamente morto e em decomposição é todo o friso de agentes da suposta democracia, dos Partidos à sua casa, o Parlamento, do Tribunal Constitucional e seus habitantes bem atochados de privilégios, à Presidência da República, vértice partidarizado e sempre partidarizável do sistema. O Regime é isto, é mau, e não me recordo que andem para aí uns fascistas a pedir que se demita o Regime. Para levantar a economia, a sociedade e o país é preciso ganhar juízo e assemelharmo-nos mais ao funcionamento de Países com dinamismo, organização e retribuição em função da produção, como o Reino Unido, para onde milhares de portugueses válidos se acoitam e são reconhecidos. Não há Direita nem Esquerda, num OE. Há somente as linhas e limites com que nos temos de coser. A única ameaça ao sucesso do ajustamento e à saída iminente da Troyka provém do Tribunal Constitucional e a rigidez do Estado de Direito democrático se for de Esquerda, se for utopista e idealista, indiferente aos limites e mudanças que ter falido implicam. Dar poder aos credores é o Estado Português tergiversar. Dar poder aos credores é usar as leituras da Constituição como nós cegos às nossas prementes necessidades de tesouraria e liquidez para matar as facturas a vencer no ano do Senhor 2014 . Portugal, depois de ter sido traído pela Cúpula Política, ter sido mal gerido, ter sido miseravelmente governado por imberbes, loucos e fanáticos, corre o risco de entrar no grande sepulcro do ridículo agarrando-se a uma Constituição Datada que nos não protegeu nem salvou de rapaces loucos e sôfregas eminências pardas. Em caso de dúvida, a parte fraca e devedora deve agradar provisoriamente à parte credora, procurando suavizações progressivas de comum acordo, prémios pela boa-fé. Quero viver num País que cumpre. Quero habitar num local que não se pareça com uma Argentina ou uma Grécia nas suas rebeliões contraproducentes. Quero viver num Estado de Direito cujos direitos e liberdades fundamentais incluam o direito à não-falência de Estado, ao não-regabofe de Estado, o direito à prestação de contas por Governos despesistas e de pendor mãos-largas com amigos, favoritista com os banqueiros amigos e as construtoras amigas. Depois do mal feito, será necessário compreender e acolher todos os esforços no sentido de que as nossas condições e perspectivas não se agravem. É nos mercados que o Estado Português se financia. É graças a eles que podemos ter normalidade de vida. É da União Europeia e na sua moeda que dependemos. Havia fascistas a passear nas pontes, ontem. Fascistas de Esquerda, gente que não entende a desumanidade de abusar do dinheiro alheio e da paciência alheia, gente que não compreende a fundo as consequências de não pagar. Não temos sabido desenvencilhar-nos do excesso de Esquerda, da paralisia de Esquerda, das favas contadas de Esquerda e das grandes raivas em pólvora seca de Esquerda agregadas ao emprego que o Estado, mesmo falido, terá de proporcionar. Se vocês, fascistas dolorosos e esbulhados por este Orçamento 2014, imaginam que se resolvem problemas demitindo este Governo e realizando eleições, vão dizer isso aos franceses, aos italianos e aos espanhóis, cujos Governos se preparam, grosso modo, para fazer exactamente a mesma coisa aos salários e às pensões. Nada mais fascista na Esquerda que ignorar o quanto a única coisa que nos oprime, de momento, é pura matemática. A matemática que assiste aos interesses dos credores e nos penaliza a nós. Não há caminhos alternativos. O único progresso é produzir, poupar, empreender, exportar. E sermos livres finalmente a partir do sagrado caminhar por nossas próprias pernas e nosso próprio mérito. E sermos pessoalmente solidários com fica para trás. Contra este mínimo, andam há demasiado tempo demasiados fascistas a passear nas pontes.

terça-feira, julho 02, 2013

NÃO TER COLHÕES

As minhas filhas e os meus netos nascituros mereciam que Gaspar e Portas tivessem colhões até ao fim. Não peço colhões ao ronhoso Tribunal Constitucional ou à parasitagem que enquista o Aparelho de Estado ou aos demais partidos que berram ou aos cromos da obsolescência sindical. Mas a Gaspar e a Portas, sim. Tinham de ter tido colhões até ao fim. Não tiveram. Que se fodam! Para que serve o caralho do meu desemprego e da nossa falta de dinheiro por meses seguidos?! Filhos da puta, pedantes, pomposos, melindrosos!

terça-feira, junho 18, 2013

PARTIDOCRACIA, CORRUPÇÃO E JUSTIÇA

Não sou e nunca serei dos que vociferam serem os políticos todos corruptos. Todas as generalizações são injustas, pois o trigo e o joio crescem juntos nos partidos. O que é preciso é processar ex-governantes e ex-gestores por gestão danosa, por decisões escandalosamente lesivas do interesse público. Guilhotinar às cegas não resolve problemas. É preciso dar os nomes aos bois e ter uma Justiça actuante e isto se não acontece a bem, pode suceder a mal. A corrupção do Regime Português consiste em precisamente não termos essa Justiça, não termos partidos que se regenerem e se redignifiquem, não termos senão uma Opinião Pública passiva e frouxa que não lê, não conhece, não criva, não distingue charlatões de desprendidos e quer derrubar Governos em plena procela para ver no que dá. Dá merda.

quinta-feira, junho 13, 2013

LAICIZAÇÃO FASCIZANTE

Tenho amigos que em breve embarcarão para Benguela, Angola. Há por lá trabalho e emprego para quantos de cá arrisquem África. Fico feliz por eles. Por vezes penso que isto correu demasiado mal nestes 39 anos de placebo democrático a colonizar-nos os cornos com grandes passes de retórica-biombo democrata e outras tretas de encher. Com a chamada liberdade, entrou um fermento laicizante que fascizou moralmente a Nação, atafulhando-a de direitos e hipertrofiando o sentido de dever para com a Comunidade: o grosso da população activa ganha mal e porcamente, por mais que trabalhe: quem trabalha é explorado de um modo geral. Ponto. Na cúpula do Regime, laicos e ético-republicanos, não importa a cor formal dos sucessivos Governos, sentaram-se os soares e os soaresianos para partir e a repartir a melhor parte dos Orçamentos com arte, ano após ano após ano. Isto tem sido deles. Só deles. Não haver uma vassoura...

terça-feira, maio 28, 2013

CAÇADOR DE ELEFANTES E DE MULHERES

Sou monárquico, mas não sou simpático de uma monarquia repleta de acidentes e trapalhadas como aqueles em que a coroa de Castela se tem visto envolvida. Há erros, notícias, factos, comportamentos que uma família real, em pleno século XXI, não pode cometer, pois deve ser sublime, independente, acima de qualquer reparo, em sintonia afectiva com o seu povo, forja de estadistas a toda a prova. Os republicanos revolucionários radicais que sonharam desempoeirar Portugal trocando a forma de Regime falharam, começando por se assassinar uns aos outros, por promover purgas entre uns e outros. Chegados a esta tristeza de corrupção e desnorte, repare-se no nojo conspirativo do dr. Soares. Herdeiro da coisa republicana, da sanha anti-clerical e do exclusivismo regimental republicanista, quer o Povo queira quer não, Soares surge no ocaso da vida como a desmesura e o espernear tonto do plutossocialismo, esse socialismo muito português e ao mesmo tempo muito sul-americano, socialismo de cúpula, maçónico, manobrador, manipulador, onde um feixe de eminências pardas, promovem o que lhes convém a si, mesmo que não convenha de todo ao País. É ele o nosso caçador de elefantes. É ele o nosso escândalo subliminar, hoje a brandir a converseta de merda das Esquerdas Burras contra a Direita Estúpida.

segunda-feira, maio 27, 2013

GELATINA SEGURO E O PALHAÇO CAVACO

Foto: "O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse hoje, em Gondomar, que renegociar o défice orçamental previsto para 2014 em meio ponto percentual, de 4 para 4,5%, como pretende agora o Governo, "pode não ser suficiente".
"Há tanto tempo que eu tenho vindo a defender que é preciso renegociar e que é preciso mais tempo para nós cumprirmos com as nossas obrigações", salientou o líder socialista, à margem da apresentação pública do candidato do PS à Câmara local, Marco Martins.
"Na altura, o que é que o primeiro-ministro me respondia sempre? Isso era impossível. Pois bem, aqui está a prova de que isso é possível", observou Seguro.
O líder do PS espera que "possa haver uma boa negociação" desse objetivo, porque "não pode haver renegociação para manter a mesma austeridade".
"Tem de haver uma renegociação para aliviar os sacrifícios dos portugueses e não para tapar os erros do Governo", afirmou.
Mais adiante, insistiu que "se é exclusivamente para resolver um problema do Governo então isso é pouco".
A renegociação segundo Seguro deve ser para "cuidar melhor" da economia portuguesa e para "dar prioridade ao emprego, apoiando as pequenas e médias empresas".
O líder socialista defendeu também "uma relação direta entre a redução do défice e a evolução da economia".
"Se a economia estiver a cair nós teremos muito mais dificuldades em reduzir o défice. Se a economia estiver a crescer temos muito mais possibilidades de reduzir o défice, até de uma forma estrutural", sustentou.
Seguro repetiu que a sua prioridade são a economia e o emprego.
"Só conseguimos sair deste crise crescendo e criando riqueza", reforçou, referindo que desse modo "o défice diminui por via do aumento da receita e não o contrário".
Renegociar o défice de 2014 de 4 para 4,5% "pode não ser suficiente", salientou.
"O número é uma consequência daquilo que é a prioridade. O que temos de fazer é ligar o nosso programa de ajustamento à prioridade do emprego, porque só podemos diminuir o défice se a nossa economia evoluir positivamente", reafirmou.
Seguro recordou que "já este ano” propôs à "troika" um défice de 6%, e não de 5,5% como está contratado, "porque as medidas que o Governo tem de aplicar são de mais austeridade, o que significa menos economia e mais desemprego".
Instado a pronunciar-se, também, sobre a perspetiva de uma nova greve geral, o secretário-geral socialista afirmou "compreender muito bem a insatisfação dos trabalhadores portugueses, considerando "normal que lutem pelos seus interesses".
Seguro fechou a apresentação pública da candidatura de Marco Martins à Câmara de Gondomar, que decorreu ao ar livre, em Gramido, naquele concelho, com uma intervenção focada na necessidade de fazer crescer a economia, apoiando, "em particular, as pequenas e médias empresas", para criar emprego e gerar riqueza.
"A economia cresce se houver investimento público e se dermos confiança para haver investimento privado", resumiu."
«Camaradas, tenho muita pena, mas isto não é um vibrador!»
Essa Esquerda que aspira a incendiar os próximos meses com protestos e outros actos de rebelião disciplinada não deve estar boa da cabeça: se consente que Cavaco seja insultado à frente da própria casa institucional da República Portuguesa, apodado de gatuno isto é um completo e vergonhoso tiro no pé que na verdade decapita a nobreza moral das causas dos que protestam. E é pena. Não é com insultos reles que se argumenta. Não é com refrões baixos que se ganha alguma coisa. Conviria resistir à tentação daqueles que, perante a derrota do Sport Lisboa e Benfica, provocaram desacatos e acabaram presos. Mesmo eu, quando estou cansado de argumentar, recaio na tentação de chamar Mentiroso Supremo ao merdentador Sócrates, e Arqueológicos Mafiosos Maçónicos a Mário Soares e a Sampaio, Absoluto Parasita Glutão Democrata-nos-Colhões-e-na-Voz-Cava Caçador de Aves Indefesas a Manuel Alegre e isto não resulta nem me dá todo o consolo que mereço. Continuará tudo na mesma. Continuaremos a sofrer, a ser esbulhados pela natureza abusiva, criminosa e intrusiva do nosso Fisco e da nossa Banca. A propósito, o que pensa o Gelatina Tó Zé acerca destes abusos de linguagem contra as instituições?! Acha bem o «Palhaço» de Sousa Tavares ou os «gatuno!» dos protestantes de Esquerda Burra à frente do Palácio de Belém?!

sexta-feira, maio 24, 2013

CONTRA OS HIPÓCRITAS CONSPIRATIVOS

A democracia anda na boca de toda a gente, mas há alguns que se pensam mais democráticos que tu e eu e supõem que este é o tempo para cumprir respectivo ideal num Estado de direito, basicamente agitação social e virar a página de quem governe. Hipócritas. Que democracia vigora no nosso Regime? A democracia a que têm acesso exclusivo os bujardolas e barões socialistas? A democracia passível de torção e favoritismo dos socialistas? O nosso Regime, até prova em contrário, está mais próximo da corrupta Venezuela chavista e na sua falta de papel higiénico que da ordem e responsabilidade de uma Dinamarca ou um Reino Unido. Repare-se que a defesa dos direitos de grupos, minorias e indivíduos, tão propalada, não equivale a preservação das maiorias, das famílias, dos homens e mulheres que hoje sofrem o peso de decisões políticas daninhas. Maniqueus, estes xuxas!

quinta-feira, maio 23, 2013

SAMPAIO, FRETES DO MESMO LASTRO

Sampaio é mais um fretista do socialismo, uma das vozes do Regime Apodrecido e Corrupto que, em face da razia de muitos dos seus interesses instalados e do periclitante poder de cunha no Aparelho de Estado, dizem sempre a mesma merda. Que ele fale ou um soares ou um alegre é rigorosamente a mesma merda. São donos do Regime, figuras tutelares de quanto sempre lhes correu bem e, como são desonestos e ignorantes de boas contas, arrogam-se em consciência de alguma coisa: as sondagens, por exemplo, à abécula Sampaio servem para aferir o que fazer no plano político e negocial. Estupidez crassa. Se as sondagens determinassem a discricionaridade de um crime, teria de ser cometido?! Para esta casta de gente sorna e sonsa, as legislaturas socialistas são sempre para levar até ao fim, mas já não é uma coisa mortal este Governo cair. Da mesma forma que Há mais vida para além do défice. Como confiar num caramelo que abriu as portas ao monte de estrume Sócrates, aos seus sequazes sequiosos e a todas as circunstâncias de absolutismo no exercício bruto do Poder, ao abafamento, por todos os meios, das oposições, à obsessão mediatista-controleirista, à sofreguidão comissionista, à vertigem despesista?! 

quarta-feira, maio 22, 2013

UM PAI É UM PAI E UMA REPUBLIQUETA É ISTO

Dentro de dez anos, provavelmente ninguém perdoará a cretinice crassa de um Sócrates, a obscenidade feita política, mas também ninguém perdoará que o Governo Passos Coelho não faça o que incumbe a um Governo fazer, no meio desta crise, por muito que nos custe. Quanto a António Passos Coelho, ponham-se no lugar dele. 87 anos, sabedoria, sensibilidade, aviso. Tem como filho o mais impopular dos primeiros-ministros em Portugal, o mais odiado, o mais fiscalmente invasivo, o mais duro e impassível na diminuição do rendimento disponível dos portugueses. Nós, que em matéria de corruptos somos extremamente pacientes e condescendentes, não toleramos demasiada verticalidade decisória nem que ela nos salve as vidas. E só temos tido enguias, charlatões, fajutos. Sempre foi assim. Sempre assim será. A República Multicorrupta das Bananas, dos soares, dos vampiros, dos ladrões, dos mentirosos lustrosos, essa, como afirma o Patriarca Passos Coelho, não parece ter conserto.

segunda-feira, maio 13, 2013

O MIGUEL QUER MATAR PASSOS COELHO

É oficial. A semente merdosa do excesso foi lançada. Palavra puxa palavra e o Miguel, que só sabe assinar o próprio nome, quer matar Passos Coelho. Pediu-me, quando me viu passar esta manhã, que lhe preenchesse um formulário para receber dinheiro de um irmão, que está na Áustria. Fi-lo com gosto. O Miguel é um bom vizinho de décadas. Trabalhava na recolha dos lixos nas praias do Concelho. 47 anos. Está desempregado. Findo o preenchimento da papelada e algumas recomendações burocráticas, abracei o Miguel. Desejei-lhe sorte e mostrei-lhe que o seu barco é o meu barco. E ele, com a lágrima no canto do olho rebrilhando ao sol das onze horas, disse-me que, por vezes, se sentia meio perdido, tirando a bebedeira e a directa à conta da vitória sobre o 5LB, no último sábado. Era capaz de dar um tiro no filho da puta do Passos.

A NOSSA ELITE É UMA MERDA

«A nossa elite é intimamente avessa aos princípios básicos da democracia. Mesmo se ultimamente adoptou a versão oficial, exteriormente democrática, que por vezes até parecia sincera, a crise actual veio revelar as suas reais tendências. As origens da atitude são velhas, profundas e estruturais, manifestando-se claramente em todas as épocas. A essência da democracia, na política como na economia, é competição, alternativa, desportivismo. Que todos tenham oportunidade de se apresentarem e ganhe, não o melhor, que ninguém sabe quem é, mas aquele que a sociedade preferir. Ora, os nossos pensadores e dirigentes há séculos que são eminentemente proteccionistas, corporativos, clientelares. A sua visão é aristocrática, egoísta, manipuladora. Consideram-se geniais e desprezam as massas ignaras e o País, que nunca os mereceu. Visceralmente avessos à incerteza das eleições e mercados, preferem arranjinhos de bastidores, batota do árbitro comprado, garantia de programas de apoio.» João César das Neves