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sábado, dezembro 22, 2012

DOIS SUPER-SECRETÁRIOS DE ESTADO

«...gostaria de deixar uma nota de apreço quanto ao trabalho que a senhora secretária de Estado do Tesouro tem vindo a realizar neste seu ano e meio de Governo. A sua acção governativa, especificamente no Tesouro, com todas as dificuldades envolvidas, tem sido (até agora) de grande eficácia e sucesso. A redução das yields nas Obrigações do Tesouro, as emissões de BT’s cujos prazos de reembolso se vão alargando e a própria extensão de maturidades de emissões ainda não reembolsadas são a prova do seu bom trabalho. O mesmo se aplica ao senhor secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, que tem sido outro governante de valor acrescentado, nomeadamente na forma como tem contribuído para equilibrar a operação do sector público dos transportes e pela forma tentativa como vai conseguindo alguma coisa (ténue) nas renegociações das PPP (sendo que, neste caso, Sérgio Monteiro poderia e saberia fazer bem melhor.…). Mas, enfim, tanto um como outro, ao contrário de tantos outros e apesar das minhas (várias) críticas ao Governo, estão entre os membros do executivo que merecem a minha admiração pela forma como têm logrado os objectivos a que se têm proposto.» Ricardo Arroja

quinta-feira, novembro 29, 2012

SEREMOS OU NÃO SEREMOS A GRÉCIA?

«As medidas pré-aprovadas esta semana incluem reduções de juros nos empréstimos concedidos pela ‘troika' à Grécia, incluem também o alargamento dos prazos de reembolso, e consta que também permitirão canalizar algumas mais valias, realizadas pelo Banco Central Europeu sobre a dívida pública grega no programa de recompra de obrigações, em benefício do tesouro grego. Ou seja, de uma só penada, a Grécia renegoceia as condições do seu empréstimo e recebe uma transferência (permanente) dos seus parceiros europeus. O problema é que não chega. O Estado grego, que só agora parece ter chegado a uma balança primária (antes de juros) equilibrada, continua por reformar. E o défice externo segue imparável, indicando que a dependência externa (económica e financeira) continua a ser um dos traços marcantes da economia grega. Está visto que a Grécia vai necessitar de um terceiro programa de resgate, e que tão cedo não regressará aos mercados para emissões de longo prazo. A austeridade será prolongada, sem esperança à vista. E, portanto, voltando ao polícia bom e ao polícia mau, creio que o objectivo dos credores não é mais do que manter os gregos em lume brando, até que um dia estes fervam e tomem a decisão que ninguém quer tomar por eles: a saída do euro.» Ricardo Arroja