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quarta-feira, setembro 04, 2013

DIZ-ME COM QUEM TE ACOVARDAS...

... … dir-te-ei quem és. Espero que Passos não se acovarde com as pretensões pentelhistas do Santander Totta. Não se pode dar o benefício da dúvida aos Bancos. Com os Bancos, é sempre a perder, apesar do paradoxo de este Mundo não poder viver sem eles e de o seu resgate se mostrar desumano, interminável. Em geral, a Banca pré-2008 foi sacana no aliciamento do cliente e ultra-sacana no pós-2008, esmagando as suas vítimas incumpridoras até ao tutano, duas, três, quatro vezes, acima da medida justa, beneficiando ao mesmo tempo de sucessivas injecções de capital público na peida do Salgado. Nesta vida, não se pode cair uma só vez que seja nas malhas da Banca. O saque soez e a condenação económica de uma só vítima equivalem a muitas mortes muitas vezes. Pelas mãos do BES, morro mil vezes todos os meses. Ora, o Santander Totta, enchendo o peito de ar, interpõe um processo no Tribunal Administrativo de Lisboa contra o IGCP e o Ministério das Finanças à conta de supostos erros no relatório produzido pelo organismo, nomeadamente a referência a uma operação swap com a Metro do Porto que começou desde logo com um valor negativo de cerca de 100 milhões de euros, o que, de acordo com o Banco, não é verdadeiro. Seja ou não seja, relatórios podem ter erros. É humano. A informação é parca. As letras miúdas, as comissões escondidas, o articulado bizantino, blindado, blandício, os dossiês incinerados, verdade e responsabilidade sempre mortas e sempre solteiras. Quem não erra?! Agora que Bancos, quaisquer Bancos, tenham sido capazes de segregar produtos engendrados no inferno, com risco confiscatório-vexatório para os Estados, perdas colossais para os Estados, com populações comprimidas em sofrimento social e encurralamento laboral, isso não é passível de perdão nem de revisão. Quem dera pudessem os cidadãos processar o Santander Totta e quejandos por operações destas e vencer a causa. Já nem falo nos decisores políticos de topo, bem escondidos, num esforço sobre-humano de passar despercebidos. Contam que o véu do sistema os proteja e guarde. E protege. E guarda. Enquanto tu, cidadão totó-totta, quiseres.

quarta-feira, julho 29, 2009

RICARDO SALGADO, BABA MERCENÁRIA

Graças a Deus, nem todos ousam ser tão categóricos como Ricardo Espírito Santo Silva Salgado e o seu BES. Na verdade, o modo como este Banqueiro evidencia uma apetência precipitada por que se avance com os Aeroportos e TGVs, das duas, uma: ou não quer saber, don't give a fuck, don't give a shit, das consequências para o Estado e para o Povo de cujo sangue se nutre o BES e os seus interesses ou então há algo de tenebroso ainda escondido que só esses investimentos e financiamentos massivos poderão disfarçar numa nuvem de olvido. Que é estranho, é. Daí que as palavras de Nuno Amado, CEO do Santander Totta, ressoem ao bálsamo da prudência, que é o mínimo a exigir a esta gente perdida nas esferas das abstracções que são dinheiro. Quanto à construção da "Ibéria", definitivamente, o sr. Ricardo está com ideias inconfessáveis. Só os banqueiros e os seus acólitos podem ganhar "alguma coisa" com a capitulação em toda a linha de Portugal a Espanha. Os Governos do Bloco Central têm trabalhado bem, negociado como fracos com a Europa, aberto de par em par as prateleiras dos supermercados a produtos alimentares espanhóis; maus negociadores nacionais comprados como tordos por pratos de lentilhas para satelitizar e mediocrizar Portugal rapidamente. Vão com esse trabalho bem lançado, com duas décadas de enfraquecimento produtivo geral [um País de Serviços, diz Ricardo, facilitisticamente]. Para descendente de D. Afonso Henriques, parece que a Ricardo rebentou um fusível e agora quer mesmo enterrar rapidamente um equívoco chamado Portugal e assim corrigir o Sonho e Precipitação absolutamente independentistas do antepassado. Basta endividar isto até ao tutano. E já está!: «“Eu não seria assim tão peremptório [como Ricardo Salgado] a dizer que se deve fazer o mais rapidamente possível” os projectos de infra-estruturas”, considera Nuno Amado, para quem “todos os investimentos devem ser objecto, caso a caso, de uma análise rigorosa “para a avaliar o efeito na economia do país e na Balança de Pagamentos [no endividamento externo].»