Não sabemos quantas cartas terá Gaspar na manga para amaciar a sua imagem internamente, mas isto de o ministro alemão das Finanças se encher de amores por si e de elogios ternos ao nosso Ajustamento não pode ser só bom para ele-Vítor Gaspar, para a sua carreira internacional, para a sua imagem prestigiadíssima além-fronteiras. Terá de ser bom para todos quantos não têm emprego nem rendimentos de espécie nenhuma, nem perspectivas, novos de mais para emigrar, velhos de mais para emigrar, aqui, no recanto mal frequentado de chulos e ladrões com acesso às TV. Num contexto em que internamente a coisa recrudescerá nos protestos anunciados, muitos deles justos e mais que justos, mesmo os que são fomentados pela velha e demagógica táctica política em gente a quem nada dói e a quem nada falta, soa bem que Berlim anuncie o apoio do banco público de investimento alemão Kreditanstalf für Wiederaufbau para uma avaliação da extensão de apoio financeiro às pequenas e médias empresas portuguesas e mesmo a assunção de participações indirectas nalgumas delas. Não passa ainda de uma promessa alemã de ajudar Portugal a criar um ambiente de negócios que estimule a actividade económica, basicamente ensinar a pescar, se tivermos juízo, depois de décadas de peixe dado. Mas uma promessa é melhor que nada. França, por exemplo, não tem tido músculo nem para nos ajudar concretamente em coisa nenhuma, coitada, nem para anunciar ajuda, como os alemães. Será o socialista Hollande insensível?! Infinito é o Verbo de encher dos socialistas onde quer que estejam aflitos, como em França. Continuamos à espera que a cooperação e a colaboração entre os países do Euro se traduza em menos proteccioismo, o qual explica parte da corda que trazemos ao pescoço.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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quarta-feira, maio 22, 2013
quarta-feira, dezembro 19, 2012
GASPAR, SCHÄUBLE E MOSCOVICI
Perante uma intervenção externa, toda a independência é aparente e ilusória em caso de não obediência, isto é, de incumprimento. A impotência pode ser esperançosa, mas é, enquanto o for, impotente. Por isso mesmo é muito fácil escrever isto: «O que aconteceu foi ouvirmos no Parlamento, num primeiro momento, um ministro das Finanças esperançoso de ver aplicar a Portugal as condições mais favoráveis concedidas à Grécia, para, seguidamente, assistirmos ao recuo em toda a linha perante a admoestação dos seus congéneres alemão e francês, aconselhando-o a não se colar à Grécia. Em política, o que parece, é. E, neste episódio, a postura de independência, que o Governo tanto reivindica, sai muito turvada face às vozes de Schäuble e Moscovici.» DN, Editorial
quinta-feira, setembro 20, 2012
NÃO VÁ SCHÄUBLE SUSPENDER AS PALMADINHAS
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| Para que Wolfgang Schäuble continue amiguinho há que arrepiar caminho: «A comissão política do PSD convida o CDS para uma reunião conjunta das direcções dos dois partidos com vista a “obter a indispensável manifestação de apoio ao acordo político de coligação”, celebrado após as legislativas de 2011.» Público |
quarta-feira, maio 09, 2012
WOLFGANG SCHÄUBLE MAIS PORTUGUÊS QUE SOARES
«Eu gostava de ser simpático com o Dr. Soares. Mas o Dr. Soares não ajuda. Como se vê pela sua última sugestão, de que está na hora de o PS romper com a Troika. Porque a maré está a mudar lá fora e porque o FMI e a Comissão Europeia/BCE, os outros dois integrantes da Troika, não se entendem.
É uma atitude inacreditável (Seguro esteve muito bem na resposta). Porque Portugal não pode rasgar um contrato que assinou há um ano. E porque a sugestão de Mário Soares acontece no pior momento: quando a Grécia mergulha num caos político que pode terminar com a sua saída da zona Euro. É verdade que Soares não sabe muito de Economia. Mas deve saber o bastante para perceber que se a Grécia sair, quem toma o seu lugar na linha de fogo é… Portugal.
Agora compare-se a atitude de Soares com a de Wolfgang Schäuble. O ministro das Finanças do país que manda no Euro diz em entrevista que o ministro das Finanças português (a quem Soares já qualificou de "contabilista") tem qualificações para ser o próximo presidente do Eurogrupo. Precisava de o dizer? Não. Deve favores a Gaspar? Não. Então porque o disse? É irrelevante. O que interessa é que, com esse gesto, além de reconhecer a qualidade de Vítor Gaspar, mostra o apreço da Alemanha pelos dolorosos sacrifícios que estamos a fazer. E, pelo caminho, sinaliza que a Alemanha está disposta a segurar Portugal.
Não conheço melhor serviço prestado à República Portuguesa do que este gesto de Schäuble: o que ele disse, no momento em que o disse, não tem preço. O que me deixa com esta conclusão amarga, de que o ministro das Finanças alemão fez mais por Portugal do que Mário Soares. Nunca pensei!» Camilo Lourenço
sábado, março 24, 2012
SIM, ERA UMA QUESTÃO DE CAPACIDADE
«Tenho grande confiança na vontade e na capacidade do Governo português, sob a direcção do primeiro-ministro Passos Coelho e do meu colega Vítor Gaspar, para implementar as necessárias reformas em Portugal.» Wolfgang Schäuble, ministro das finanças alemão
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