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segunda-feira, dezembro 24, 2012

QUE NATAL?


Ontem cansei-me de prazer, do meio da tarde até ao começo da noite, caminhando pelas ruas do meu Porto. De comboio até São Bento, depois subindo a 31 de Janeiro, com uma cena de 'civismo' a empatar o percurso do eléctrico, Santa Catarina, Aliados, Mousinho, Ribeira, e, para findar, travessia da Luíz I para o lado de lá, Gaia, que, na verdade é o meu lado de cá, onde um autocarro veio mesmo a jeito. Éramos seis. Filhas, esposa, irmã mais nova, sobrinho. Especámos a olhar para as montras das lojas mais tradicionais no Bolhão, os queijos, os Barca Velha, os frutos secos, os enchidos, um olhar à Charles Dickens. Não me foi pago o subsídio de desemprego, não há Natal.

quinta-feira, outubro 06, 2011

MISSA NEGRA EM WALL STREET

Quando olho para a Grécia, vejo pouca inteligência e muito desespero nos protestos desde há mais de um ano. Seria desejável um grau de concertação planetário, europeu, ocidental, para passar a um tipo de protestos inteligentes, corrosivos e de efeito mais duradouro: protestar com elevação e sofisticada reflexão. Da forma como os gregos varreram turbulentos a avenidas, o turismo caiu vertiginosamente, quase tudo paralisou e o fosso alargou-se, piorando grotescamente os seus problemas. Agora, muitos norte-americanos sentem-se gregos e organizam-se para censurar anos de missa negra em WS, crimes de gravidade extrema para o equilíbrio mundial. As manifestações pacíficas são bem mais mobilizadoras, crescem na medida em que conservem o moral e permitem uma reflexão bem mais racional sobre as causas e consequências das irregularidades desreguladas da especulação. Multidões resilientes e focadas, desalojam tiranos e sistemas demoníacos. Seria bom que qualquer coisa de muito novo e unificador varresse preventivamente o mundo à beira do precipício com o novo crash que muitos anunciam iminente: «Como um número cada vez maior de pessoas na rua, o movimento Occupy Wall Street também ganhou o apoio de estudantes em várias universidades espalhadas pelo país que abandonaram as aulas em sinal de solidariedade para com os protestos de Nova Iorque.» P

quarta-feira, junho 01, 2011

ACÇÃO DIRECTA DE PUNIÇÃO ELEITORAL

Eis uma boa ideia: acção directa de punição eleitoral exemplar pelo quanto José Sócrates representa política e moralmente asqueroso, nefasto e nefando para Portugal. Pertence a este blogue que a promove. Nós aderimos porque é absolutamente justa e um imperativo de actuação mínima para quem ame Portugal!

quarta-feira, julho 08, 2009

RENDEIRO E A ABJECTA ESTIVA

Não é possível somente tecer condenação liminar e nótulas de abjecção pelo comportamento dos estivadores, censurar-lhes os modos exagerados e descompostos na rua e depois não ser capaz de uma análise equivalente ao mau comportamento humano e cívico de banqueiros e políticos, dentro e fora dos seus gabinetes, ao longo de anos e anos de silêncio e conivência supervisionista. Por que motivo as supostas injúrias dos estivadores a Sócrates são prontamente assinaladas e eventualmente medidas de coacção são tomadas pelas polícias e nada se passa com mais que putativos criminosos engravatados que enganaram centenas de pessoas, nelas semeando ruína, engano, desatino?! O esforçado ex-broker e refinado especulador Rendeiro, grande aluno do cornossimbólico Manuel Pinho, ex-Estivador recente da Política-Espectáculo, exemplifica claramente o comportamento grunho de uma outra velha espécie de Estiva. A Estiva Financeira, desbragada, aventureira, descomposta, imoral. Se é para exigir ordem, respeito e bom comportamento em manifestações de rua, então coloquem em ordem e na mesma ordem a outra gente ordinária com impacto superior nas vidas de todos [aparentemente incapaz de injúrias como «Sócrates, escuta, és um filho da puta...», de lançar petardos, e no entanto com um impacto criminosamente devastador sobre tantas e tantas vidas] que uns míseros duzentos estivadores ostentando a sua velha e tradicional virilidade em contraste com a delicadeza-passerelle do delicado lisboeta. Nota: aqueles homens parece que ouvem e cantam Xutos. As forças obscuras socratinescas parece que proibiram Xutos nas Rádios. Isto não pode ser "Diz o roto ao nu: por que não te vestes tu?!": «João Rendeiro, ex-presidente do Banco Privado Português (BPP), vai ser ouvido amanhã no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, no quadro das investigações lideradas pela procuradora Maria José Morgado.»; «afinal...foi cancelada.»