«A voragem e a vertigem do poder do PS é tão grande e tão necessária para prosseguir os ruinosos negócios de estado que levaram o país à falência e ao pedido de assistência, que até repugna. A fome desenfreada quase hardcore do partido socialista e deste protagonista, que mais não é que uma canino mandante íntimo de Sócrates, é absolutamente nojenta. Para estes paus mandados de Sócrates, é preciso sacar o poder a qualquer custo e até o PR acenou inconstitucionalmente com um prazo de eleições ao novel e infante secretário geral porque o menino quer eleições. Logo os vampiros Sócrates e Silva Pereira com a cáfila do costume atrás se precipitam em intervenções sedentos de poder e desejo de voltar à magistratura mais corrupta desde o 25 de Abril e que nos levou à miséria.» Isabel Steinlesser
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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sexta-feira, julho 19, 2013
sábado, abril 06, 2013
DO ESCANDALOSO PORTUGAL
«O problema de fundo, não é sabermos, se os actores dos diversos poderes de estado são mais da direita ou da esquerda, pelo estado social ou pelo neoliberal. Do que se trata, é que os cidadãos* – empresários fiscalmente cumpridores e trabalhadores por conta de outrem – que realmente pagam os custos da manutenção das funções de soberania do Estado, estão cada vez mais sob sequestro, de TODA a classe política, administração do estado e empresas do setor público.
terça-feira, novembro 06, 2012
NÃO HAVER QUEM DEMITA O HONESTÍSSIMO SOARES!
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| No DN, a esmagadora maioria dos comentadores abomina o Sr. Soares e está farto das suas aparições permanentes. Por que será?! |
Hoje, e isto é vil, há mais Soares: «Olá, camarada, continuas em grande forma. [...] Como o povo tem a memória curta, já não se lembra quem assinou o memorando da Troika, quem nacionalizou o BPN, quem deixou o País numa lástima, quem deixou as empresas públicas com buracos gigantescos, quem deixou o País na bancarrota. Camarada Mário, como sempre, continuas a empurrar os problemas com a Barriga para frente, à espera que alguém os resolva. Continuas a dizer para ninguém se lembrar das tuas mordomias que só com Segurança custas mais de 600 mil euros anuais, fora o carro topo de gama, chauffer, secretária, Fundação, os empregos que arranjaste para os amigos que foram às centenas de milhares. O povo não se lembra e o José Seguro também se esqueceu.» Sócrates in DN
segunda-feira, outubro 29, 2012
segunda-feira, janeiro 30, 2012
TRUE, SO TRUE
«Mr. Lynn should learn little bit more about European history. Portugal contribution to history were numerous. If was first European nation to circumnavigate around south Africa and establish colonies in India. The Great Earthquake of Lisbon in 1755 put a fatal blow to Christian theocracy controlling the Baroque thought of Europe. It was a vital event for questioning Christian dogma in the new, Enlightenment light, in which American and French Revolution occurred. Also Portugal refused to comply with Napoleon's Continental Blockade against Britain, and wars in Iberian peninsula bled Napoleon's army in time when it needed against Russia.» mysak
sábado, janeiro 14, 2012
SUBSIDIOCRACIA NABABOS DO BANDO DE PORTUGAL
«Eu trabalhei com uma empresa de informática que fornecia bastantes equipamentos aos funcionários do BdP, comprados com subsídios para o efeito. Só para teres uma ideia: um funcionário chegava lá, propunhamos um computador com TUDO maximizado (um gravador de dvds interno e outro externo, se fosse preciso), colocávamos uma margem extremamente generosa — e ainda sobrava dinheiro. Quando era um casal a trabalhar no BdP, levavam portáteis para os dois, para os filhos, e ainda sobrava dinheiro para comprar plasmas. iPads, foram às dúzias. Raios, até fogões chegámos a fornecer àquela gente, só para poderem gastar todo o subsídio.
Além do subsídio para informática, havia subsídios para livros, dentistas, pousadas... aquela gente praticamente só tinha que comprar a comida. E o pior é que nunca cheguei a perceber ao certo o que faziam ali — pois, com frequência, já não os conseguia apanhar depois das quatro da tarde.» João Sousa
quarta-feira, janeiro 11, 2012
ESTADO CORRUPTO SOMA E SEGUE
«Sabe, fala-se tanto em sinais aos mercados.
O facto de Portugal e outros países deixarem passar em branco o facto de muitos governantes terem feito uso dos dinheiros públicos e do dinheiro dos contribuintes como se se tratasse do fundo de maneio lá de casa, não assacando responsabilidades a esses governantes, é muito mau sinal.
Sinal de que no fundo nada mudou e, reunidas as mesmas condições, volta tudo ao mesmo.
Um sinal de uma catastrófica falta de seriedade que continua a ser a praga da política em muitos países.» Virgínia
sábado, janeiro 07, 2012
A BOLHA DE VALUPI, GUEIXA DE SÓCRATES
«Há duas coisas que me fazem espécie no comentário desse Valupi. (1) A associação entre civilização e progresso científico, técnico, tecnológico e, por conseguinte, cultural. (2) A concepção do BE e PCP como partidos que têm de andar a reboque do PS, isto porque o PS é o mal menor (na óptica de quem escreve).
Estas ideias formulam uma concepção etnocêntrica do mundo. Diria, até, auto-centrada. De mim para o outro. Cria-se (ou define-se) uma bolha. Não inclusiva, mas exclusiva. Ao mesmo tempo não se compreende os que estão próximos, porque a nossa bolha é fenomenal.
«O que eu defendo é que é correcto, civilizado e os outros têm de a seguir». Eis a moral da história.
Prefiro aprender a abraçar a diferença de opiniões, de comportamentos: que eu não tenho o direito de achar o que é correcto para o outro, que os outros não têm de fazer aquilo que eu acho que eles têm de fazer. Prefiro possuir um quadro comum de princípios, na lógica dos dez mandamentos. Prefiro lutar para que os outros compreendam e adiram à minha opinião, não lutar porque a não aceitam (e por isso são «imbecis», porque eu sou bestial!).» Miguel
sábado, dezembro 24, 2011
DEFENDER E RESPEITAR OS CONTRIBUINTES
«Para mim o problema não está nas portagens em si, até porque sou defensor do princípio do utilizador-pagador. Podemos discutir o valor das mesmas, mas, apesar disso, o essencial é discutir os acordos ruinosos que as ex-scut (e outras auto-estradas) representam para os contribuintes. As auto-estradas não são de graça, seja com ou sem portagens. Agora, auto-estradas que assentam em antigos IP's «modernizados» pelos concessionários é um roubo ao contribuinte. Pode não passar um único carro que o concessionário tem o dele garantido. Mais um negócio, mais uma renda, mais um factor para diminuir a competitividade. Tudo graça aos últimos governos e deputados desta nação. Obrigado Paulo Campos, obrigado Sócrates, obrigado Mota-Engil, BES... Só são mais umas pontes sobre Tejo (outro grande negócio!).
Por bom que seja ter as contas em ordem (ao contrário do anterior governo), um governo, para ser de sucesso, só pode ir mais além. Agradecia-se que este governo, em 2012, fosse capaz de defender e respeitar os contribuintes da fazenda. Não acredito nisso, vamos ver.» Miguel
quarta-feira, dezembro 21, 2011
CONTRA A RETÓRICA COITADINHA
«Curioso como se olha para um caso e se tende generalizar ou a culpar tudo o que não sejamos nós.
Comecei a trabalhar em 1989. Ainda na faculdade deitei a mão a um estágio numa área que nada tinha a ver com a minha formação. Aprendi. Recebia uma verdadeira miséria, mas pelo menos ajudava o meu pai nas despesas que suportava para me ter a estudar em Lisboa.
Comecei a achar que podia fazer mais algum dinheiro com o que sabia. Assim foi. Estive a recibo verde durante dois ou três anos. A levar calotes. Fui notado e fui trabalhar para outra empresa por uma miséria. Mas não levava calotes. O curso começou a sofrer. Não o acabei. Mas aprendi o suficiente para ser notado por uma multinacional. Fui trabalhar para essa empresa 3 meses depois de ter casado. 9 meses depois veio o 1º filho. Passámos necessidades. Muitos meses o dinheiro chegava para o essencial. Mas aprendi mais. O meu salário melhorou um pouco. Em 9 anos passei a ser reconhecido como uma autoridade na minha área. Fui convidado para outra empresa multinacional. Por muito mais salário. A minha mulher também progrediu na carreira. Veio o segundo filho. Durante 3 anos esteve longe da família. Eu fiquei com o mais velho, ela com a mais nova. 400Km, 500Km 140KM. Ora ficava mais longe ora ficava mais perto. Víamo-nos de 15 em 15 dias. Veio a necessidade e uma casa maior. O dinheiro já nos permitia poupar alguma coisa. Mudei de novo de empresa com uma melhoria salarial. O meu tempo é vendido caro e os clientes não o dão por inútil.
Não fiz crédito ao consumo e comprei uma TV de LCD quando elas ficaram baratas. Não contrato pintores para pintar a casa. Pinto-a eu. Gasto uma parte do que tenho. Não o que não tenho. Pago impostos por mim e para que os outros tenham algo mais. Porque também pago o seguro de saúde e a escola dos filhos. Sai-me do pelo. Não tenho a licenciatura e trabalho há 22 anos. Estou casado há 20 anos e feliz. Tenho um filho que entrou para o curso que quis. Sempre foi bom aluno e sempre foi apoiado por nós. Tenho uma filha que vai pelo mesmo caminho. Há muito tempo que lhes digo que considerem trabalhar no estrangeiro. Para se valorizar. Sou bom no que faço e não sou eu que o digo. Chegam-me licenciados sem capacidade para eu orientar, sem chispa, com ambição mas sem esforço. Só ambição. Mas chegam cheios de si com um diploma de merda. Com um mestrado em merda nenhuma.
Eu sou o mau. Eu nem tenho uma licenciatura. Eles são os coitadinhos. Eles acham que por terem uma licenciatura têm direito a ganhar o mesmo que eu. Não sabem falar, não sabem escrever. Olhamos para os olhos e vemos bem lá no fundo a merda dum iPhone 4S e dum iPad 2 no meio dum deserto.
Se me visse sem emprego cá, iria imediatamente para fora. As minhas capacidades são pretendidas em todo o lado e pagam bem. Não tenho 25 anos não tenho medo de aprender nem tenho medo de sacrifícios. Já os fiz. O que eu não faria era ficar a lamentar-me por ser um desgraçadinho sem tentar tudo por tudo para ter uma vida decente.
Feitios...
As escolhas que fazemos determinam como somos e em grande medida como é a nossa vida. Eu terei feito muitas escolhas certas. Será isso?» Anónimo
quarta-feira, novembro 16, 2011
«AQUELA EXPRESSÃO DE QUEM CAGA MÁRMORE»
«Está tudo a esvoaçar. Na cultura, na educação, em todo o lado. Este secretário de estado anda em carro de ministro e já ganhou aquela expressão de quem caga mármore, como diz o Amadeus. Estamos fritos.» Silvares
sexta-feira, outubro 28, 2011
DA UNIDADE ARTIFICIAL DA ESPANHA
«A Espanha continua a não ser unitária do ponto de vista cultural. Ora vejamos. Em primeiro lugar há uma grande diferença de PIB entre o terço oriental e o resto da Espanha. A Catalunha, Navarra, País Basco e Aragão são grosso modo a Espanha rica, excluindo obviamente a capital, Madrid. A Espanha pobre está a ocidente, em parte devido à exclusão feita pela própria capital. Vimos as diferenças económicas. Depois há as climáticas. Temos a Espanha atlântica, do País Basco, das Astúrias, Cantábria, Galiza. E a Espanha mediterrânica, quase tudo o resto. Há ainda as diferenças linguísticas, essas bem marcadas. Temos o galego, ou galaico-português, o castelhano, o catalão, o basco, e ainda vestígios do asturiano, leonês ou aragonês. O castelhano afasta-se de todas estas línguas, tal como o basco. Há tempos vi um velho livro inglês sobre raças europeias. Os portugueses faziam parte das raças atlânticas, a par dos galegos, asturianos, cantábricos, bascos, ingleses, irlandeses, escoceses ou bretões. Enfim, tanta conversa para dizer que a unidade cultural da Espanha é artificial, e na minha opinião, todos estaríamos melhor com a Ibéria separada em pequenos estados, Portugal e Galiza unidos, País Basco e Catalunha independentes, e quiçá Cantábria e Asturias ligados a nós ou também independentes.» Zephyrus
domingo, outubro 23, 2011
NOVAS ACERCA DO "MONSTRO"
«Atacar o monstro é atacar a pouca produtividade no trabalho e o querer ter mais direitos que deveres; é atacar o vício de viver além das possibilidades e não ter vergonha de pagar o que se deve. É atacar o amiguismo, o nepotismo, a cunha... O petit Bloco é sempre muito generoso com aquilo que não é dele! São irmãos da cigarra palradora e odeiam a formiguita trabalhadora...» João Lopes
sexta-feira, outubro 21, 2011
«INTELLIGENCE GOES WITH LOVE AND COMPASSION»
«(...) quão miserável pode ser a espécie humana. Perante gente tão falha de solidariedade e compaixão (...)» Esta sua capacidade de por o dedo, a mão toda até ao cotovelo na ferida, na praga mesmo do que acontece em toda a parte à nossa volta eu não tenho visto em mais ninguém. Não vejo ninguém que sinta estas coisas assim com esta intensidade. E, sabe, «compaixão» é um termo fora de moda que nunca se ouve mas que o mundo está desesperadamente a precisar como de pão para a boca. Sei que o Joshua é muito católico. Eu não. Mas acho que encontrei aqui um 'common ground' Só por curiosidade, veja o que diz J. Krishnamurti da compaixão: «You may be very clever in your studies, in your job, in being able to argue very cleverly, reasonably, but that is not intelligence. Intelligence goes with love and compassion, and you cannot come upon that intelligence as an individual. Compassion is not yours or mine like thought is not yours or mine. When there is intelligence, there is no me and you. And intelligence does not abide in your heart or your mind. That intelligence which is supreme is everywhere. It is that intelligence that moves the earth and the heavens and the stars, because that is compassion.» Virgínia
terça-feira, outubro 18, 2011
TEMPO DE COMER O FENO
«Joaquim, não foram 6 anos, antes pelo menos 10. Sem Economia não há Estado Social que aguente. Ponto. As despesas com o Estado Social aumentam exponencialmente ao mesmo ritmo que as Economias decrescem de vigor. Não há dinheiro para continuar este estado de coisas. 88% dos impostos recebidos são para pagar o Estado Social. Não há gorduras que consertem este problema. Temos duas hipóteses, ou pomos a Economia a crescer ou temos de cortar nas despesas. Ora se não dependemos só de nós para colocar a Economia a crescer o caminho só pode ser cortar onde se gasta. Estado Social. Temos pena mas não há alternativa. A Europa esta desindustrializar-se. Não irá começar a produzir desmesuradamente e a crescer como já cresceu. Sendo o Estado Social um produto da Revolução Industrial e da geração de riqueza, parece mais ou menos óbvio que se não se gerar riqueza, não se pode manter um Estado que tudo pague. Os portugueses sentem-se enganados, e com razão. Durante uma crise não seria a melhor altura para cortar no Estado ma sem cortar na Despesa Pública não sobreviveremos. Desde 2000 que este destino era perfeitamente identificável. Ninguém fez a ponta de um corno. Todos foram uma cambada de românticos que não quiseram enfrentar a realidade. O resultado está à vista. Vão-nos tirar ao prato na altura em que menos temos para comer, mas a culpa não é da mão que nos tira. É daqueles que, quando podiam e deveriam, nada fizeram. Perdemos 10 anos e agora atravessaremos o deserto, queiramos ou não, custe-nos ou não, não há mais nenhum caminho, podem vir comunistas, bloquistas, marxistas, trotskistas, maoistas, pode vir o Papa que a verdade não muda. É injusto? Sim. Há alternativa? Lamento, mas não. Vai doer? Oh se vai! E resolverá o problema? Não se sabe. Há que falar verdade aos Portugueses. Enquanto foi tempo não se fizeram manifestações e indignações. Andámos todos mansos? Agora é tempo de comer o feno porque não há dinheiro para ração.» André Couto
segunda-feira, outubro 17, 2011
ANEDOTAS MUITO SÉRIAS
«A anedota da semana começa com a pergunta: “Sabes onde está o antigo secretário de Estado que tutelou a negociata com uma construtora que custou ao erário público 600 milhões de euros?” A anedota termina com a resposta: “Está na Assembleia da República, a representar o PS na Comissão de Obras Públicas.” Tem graça, não tem? Pensando melhor, nem por isso. O ex-secretário de Estado em causa é Paulo Campos, que sozinho já protagonizou imensas piadas do género, desde aquela em que um governante colocou na administração dos CTT dois velhos sócios de uma empresa aliás unicamente criada para aceitar serviços de uma autarquia amiga. Ou aquela em que um dos administradores nomeados pelo governante vinha acusado de falsificar a licenciatura. Ou aquela em que o governante (falo invariavelmente do sr. Campos) encomendou os chips de identificação nas Scut a uma multinacional gerida aqui por um sujeito que fora seu assessor. Etc.. A anedota mais recente versa o consórcio Ascendi, dominado pelos fatídicos Mota-Engil e Banco Espírito Santo, o qual detinha as concessões de umas auto-estradas e de uns itinerários complementares a troco do rendimento das respectivas portagens. Dado que o rendimento ficou aquém do esperado, o Governo de então, sempre respeitador das regras, alterou a lei (o Código dos Contratos Públicos) e, sempre respeitador dos peritos, requisitou a alteração a escritórios de advogados ligados às construtoras. Após notáveis cambalhotas legislativas, a Estradas de Portugal viu-se obrigada a assumir o défice entre a realidade e o optimismo da Ascendi, compensando o desanimado grupo com 1864 milhões de rendas fixas e recebendo 1267 milhões provenientes das portagens. Contas feitas e desfeitas, o Estado acabou delapidado em quase 600 milhões, que seria interessante descobrir onde param, a quem serviram e, eu sei lá, quantas famílias alegraram.Também seria interessante que o caso tivesse consequências. Mas esperar semelhante excentricidade neste país é a anedota do mês, do ano, da década, do século e, se calhar, do milénio.» Anónimo
sábado, outubro 15, 2011
RECONSTRUIR PORTUGAL COM BASES SÓLIDAS
«Eu não vou, estarei a trabalhar, aliás como o fiz no 5 de Outubro. E ainda por cima estudo, só tive 3 semanas de férias em casa, que passei em parte a estudar. É que também sou estudante. Amanhã vou fazer uma viagem de quase sete horas para ir trabalhar na segunda de manhã, logo fresquinho. A minha profissão, por vezes, leva-me a estas jornadas. Parece mau, mas não é, sou um dos sortudos desta geração. Fruto do meu esforço pessoal, hoje sou um produto mais valioso e competente que soube agarrar as oportunidades que lhe deram. Aliás o meu contrato acaba em dias e vai ser renovado. Acho que aprendi com o meu pai. Funcionário público, pouco mais ganha que o salário mínimo. Muitas vezes fez horas extras até às 21h, em muitos sábados (quando havia trabalho) ia trabalhar, nem que fosse por conta própria. O resto do tempo, enquanto não escurece, passa-o a cultivar o seu campo e a tratar dos seus animais. À noite têm o seu descanso, janta, vai beber o seu café e volta a casa para ver os seus filmes e séries na tv. Amo-o profundamente. Posto isto os sacrifícios são imensos (especialmente para a classe média endividada), se não forem feitas reformas estruturais, se os vários processos de clientela existente não forem atacados, estas medidas servirão de pouco. Estaremos cá para analisar e ver o que sai deste Governo. Há sinais negativos nesse ponto, mas a paciência ainda não atingiu o limite. Quanto a mim, para o ano, o ano de todas as crises, fruto da minha poupança vou fazer uma grande viajem para comprovar a mim mesmo que os sacrifícios que fiz valeram a pena. Gastar sempre menos do que se tem, foi algo que aprendi de pequeno. Gastei muito menos do que tinha. E se não fizer a viajem do meu sonho, agora, corro sempre o risco de que aquilo que penso ter desapareça :D Em Moçambique quando acontece um cataclismo e as casas esvaem-se, os locais voltam a reconstruir. O mais importante é isso, reconstruir Portugal com base mais sólidas. Esperemos que o governo tenha essa preocupação e não se fique pelo "normalização" do deficit.» Miguel
quinta-feira, outubro 13, 2011
MAKE NO MISTAKE
«No limite podemos até argumentar que se nos afundamos tanto foi porque demoramos demasiado a reagir. Digo-o da minha consciência, não sofro de clubite partidária, embora, até já tenha sido militante socialista. Devíamos ter encarado a realidade mais cedo. Sejamos sinceros. Estávamos à espera de quê? Figos? Confesso que admiro a honestidade de me olhar nos olhos enquanto me apertam um testículo. É de Homem. O estado do Estado é calamitoso, podemos afirmar que o sabemos, ainda que por apenas no-lo terem dito. Estamos falidos. O empréstimo que pedimos chega em controladas fatias e só se nos portarmos bem. Qual seria a alternativa? Uma solução exequível, entendamo-nos? Há pouco tempo os media ejaculavam tumultos e revoluções, greves e procissões, o rebentamento do dique que contém os vândalos e cabrões. Nada disso, para já, acontecerá. O Povo português é extremamente singular. Tem características únicas moldadas pela sua História. Sim, o fado. Sim um trauma carneirista fascizóide, pois claro. No entanto somos um povo determinado. Encornado, se quiserem. Não vamos para onde os outros querem, não seguimos, muitas vezes, pelo caminho que só a nós mesmos beneficiaria seguir. Não somos muito espertos. Mas somos teimosos. Encornamos. Nas passadas eleições o memorando de entendimento com a troika foi subscrito por todos os eleitores, não tenhamos a mais pequena dúvida. Se PS, PSD e CDS firmaram, com tinta, o documento, no último acto eleitoral o Povo de Portugal rubricou esse mesmo tratado, não com tinta, mas com o seu sangue. Os Partidos que escolheram a errada estratégia de se porem de parte na negociação com o triunvirato foram, sem o esperar, postos de parte nos votos dos eleitores. Sim temos os votos no PCP, mas esses sempre os mesmos. (Não critico, notem bem, apenas o constato.) Por tudo o que expusemos até ao momento a conclusão a retirar é por demais evidente: A margem de manobra deste Governo é total. Não tenho medo de o afirmar. Reitero-o, pois! Estamos, enquanto nação, dispostos a sangrar por este país. Não haverá tumultos, a não ser os politicamente organizados. Não haverá pilhagens e anarquia. Portugal está encornado em seguir o rumo que a maioria diz ser o único. Até ao último limite. A crença. Quando e se os portugueses entenderem que tanto sacrifício não serve para resolver o problema, meus amigos, a reacção será explosiva e incontrolável. Não haverá cacete capaz de segurar um luso enrabado e sem esperança. Como diria o Bush (pai ou filho, é indiferente): Make no mistake.» André Couto
sexta-feira, outubro 07, 2011
«NESTA MARMELADA HÁ MILHARES DE ANOS»
«Vejo alguma futilidade nestas manifestações. A sério. Qual é o verdadeiro problema aqui? Vamos à raiz de tudo, vamos ? A raiz humana é que a ganância varre tudo neste mundo. Mas as razões da ganância, essas, o próprio ser humano não tem inteligência, seriedade, integridade, pertinácia, clareza, equilíbrio interior e firmeza suficientes para encarar e tentar extirpar. Por isso nada muda. Nada mesmo. Anteontem eram os tiranos, o absolutismo monárquico, ontem o comunismo, o Vietname, o que for. Hoje é o terrorismo, os abutres da alta finança outros vândalos que tais: é tudo igual. A matriz é sempre igual. O pano de fundo nunca muda. O homem não muda. O resto é pura demagogia. O desespero dá jeito e é aproveitável ora para isto ora para aquilo. De resto, reinam a indiferença e a hipocrisia. A única diferença entre um cão que tenta morder a própria cauda e a humanidade é que o cão cansa-se. Nós, ao contrário, andamos nesta marmelada há milhares de anos.» Virgínia
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