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terça-feira, novembro 11, 2014

AUTO DA PORCA DO REGIME XI

[As Aventuras do Santa Alcoveta]

SóCrash, o grande candidato a todas as candidaturas impossíveis do favor popular, o grande monte de verborreia de mentir, o carisma negativo da mitomania e da charla política na História de Portugal, teve uma ideia presidencial. Algo genialmente inovador germinou-lhe na mona. Se o Rato não o quer por perto nem o quer como candidato presidencial para 2016, imaginou que poderia avançar alguém que, não sendo ele, fosse quase como se fosse ele. Carlos César. «Que tal, calhordas do Corporações?!» — esganiçara o Santa Puta em plenas catacumbas ultrassocialistas, o bunker do Rato. Os Calhordas estacaram e ensaiaram uma resposta. Foi assim que se iniciou um esplendoroso debate sem ataques pessoais entre o Santa Alcoveta e os Calhordas do Corporações e que haveria de ficar nos anais da debatologia nacional.

— Calhordas, é o que vos digo. Caso Guterres não queira concorrer nas presidenciais de 2016, o melhor candidato, excluindo eu mesmo, passa a ser Carlos César.
— Mas, ó Santa Puta, nada sabemos da disposição de Guterres. O que sabemos é da disposição favorável a Guterres do teu Gajo, o Costa.
— O meu Gajo, o Costa, anda entretido a afastar-se de mim, a criar taxas para turistas na Capital, a fazer uma recolha de economistas e a ter trocas de palavras com o Maduro. Ouvi-o dizer que apoiava António Guterres como candidato à Presidência. Empalideci de raiva.

— Sim, Santa Puta. Nós também espumamos de raiva por amor de ti.
— Calhordas, Guterres é um fraco. Demitiu-se em plena fulguração da minha rapina, quando os meus negócios e as comissões com o Euro 2004, mesmo o Fripór estavam a bombar, estupendamente encaminhados e sob o grande biombo santificador da Governação.
— ... Que ele destapou, abrindo caminho à Direita Decadente.

terça-feira, março 10, 2009

A FALÁCIA FALACIOSA DE SAMPAIO


Dá arrepios que uma classe política simbolizada, por exemplo, em Jorge Sampaio, venha fazer pedidos à sociedade. Essa, que beneficia de um estatuto 'aristocrático' que lhe permite lugares na banca automáticos e equivalentes transições imediatas para os filhos. Essa, que lhe permite auferir de reformas magnificentes; essa, a das posições sociais no topo de este regime de castas que a República reproduz e alimenta, onde não há oportunidades, mas o velhor e ronceiro rodízio dos mesmos e onde placidamente se envelhece, como Almeida Santos, na mesma ordem de privilégio e cinismo. Como é possível que esta gente, e gente como esta!, fale da necessidade de Maiorias Absolutas em Portugal, elas que, é bom que se lembre, estouraram com o País e, descontroladas assim como largamente desescrutinadas, falharam em toda a linha o nosso bem-estar e a nossa convergência com os parâmetros desenvolvimentais europeus?! Por que nos vende tal ideia de Maiorias os Soares e Sampaios?! Gente provinda da Corporação mais perigosa e sôfrega em Portugal, os políticos do Aro do Poder?! De novo, forcejam por nos fazer de parvos. Despudoradamente. E mentem. O que é preciso é o contrário. Se as maiorias mentirosas e assanhadas de cio, como a de Sócrates, falharam a economia; se mentiram com anúncios e simularam acção, enquanto na verdade viviam de verbo, se mostraram a massa inculta, brutal e antidemocrática, anticonstitucional e antilegal de que eram feitas, por que no-las vende o Cônsul do PS, Sampaio?! Depois afirma que há decisões a tomar bloqueadas ou bloqueáveis por corporações pouco interessadas no bem geral. Mas que diabo, eu só vejo uma corporação responsável pelo estiolamento nacional. Uma corporação que traz corrompidas as autarquias, o Estado em todas as suas ramificações; uma corporação que possibilita a usurpação das funções governativas como plataforma para negócios e posições administrativas privilegiadas, como a que aconteceu a Jorge Coelho, a Joaquim Ferreira do Amaral ou mesmo, o melhor exemplo, a Armando Vara. Dr. Sampaio, em que país é que vive e de que país está a falar?! Abafa-se de dificuldades. A tendência é que se trabalhe quase de graça, sem alegria e sem esperança, graças a uma classe política voraz e devorista que assalta as carreiras e negligencia as funções mais nobres e não-lucrativas do Estado, a Saúde e a Educação, causticando-as e desistimulando-as nos seus profissionais, enquanto essa classe política na verdade se ceva e ceva os seus: «O ex-Presidente da República Jorge Sampaio pediu uma maioria para governar Portugal, para se combater a instabilidade em tempo de crise."Sofri como Presidente da República o que é a instabilidade, o que é a precariedade dos actores políticos quando estão num conjunto de processos de instabilidade absoluta. É fundamental, numa crise que estamos a atravessar - que não se resolve até ao fim do ano, como toda a gente já percebeu - se não houver uma estabilidade governativa, que tome as suas decisões na sequência de um sufrágio popular que deve, pelo menos, conduzir a que essas soluções possam ser encontradas”, indicou Jorge Sampaio aos microfones da Rádio Renascença. “Qualquer Governo que saiu de umas eleições – tem o seu programa sufragado e legítimo, tem que ouvir os interessados – mas, tem que decidir”, defende Jorge Sampaio, sublinhando que a decisão não pode ficar paralisada, “em grande parte, impedida por esta proliferação de interesses cooperativos, em que o interesse geral está muitas vezes posto de lado”, frisou ainda o ex-governante ao programa “3 Dimensões”, para ouvir mais logo na Edição da Noite da Renascença.» Não, dr. Sampaio. Precisamos, não de uma maioria, mas da liberdade para dar ao Parlamento e a um futuro governo um perfil fraccionado, miniaturizado e minoritário. Pare de fazer diplomacia em favor de uma ideia esgotada em Portugal. As maiorias foram uma merda que vocês nos venderam, um produto enganoso, de feira, de loja dos trezentos. Nada como equilíbrio, equidistância, pluralismo e, portanto, um PS mais humilde, remetido à crise identitária, que o ter poder sublima, e um PSD posto em sossego. Já agora, dado o cheiro nauseabundo que a governação PS exala, digamos que Santana foi exonerado por muitíssimo menos que o que merecia este governo. Se pudéssemos, ia o governo e ia o regime fazer uma recauchutagem ali, no rei dos pneus ou como um lixo para a triagem dos lixos. Já é a segunda vez que vem dar recados à sociedade, Dr. Sampaio. Era de fazer uma pausa nesses fretes e macacadas que a aflição governamental lhe encomenda.