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quarta-feira, agosto 12, 2015

MEGAMÂNFIO E O NOSSO VOTO ÉTICO

Enquanto o País Político parece acalmar-se, passada a espuma das polémicas de polichinelo, o velho mafioso MegaMânfio parece não ter paz, mostra não ter paz, agita-se como um adolescente que ronda a casa onde se interna moça apetecida. Zela, mais cioso que um corno ciumento, pelo silêncio de Salgalhado, pelo silêncio do Histérico 44, incitando este a resistir aos factos, a ser insolente com os magistrados, a continuar mal-educado, aguardando que o Systema Maligno, que controla Portugal desde o 25 de Abril, o possa libertar e matar as investigações, como foi regra de ouro milhares de outras vezes de há quarenta e um anos para cá.

Portanto, Mânfio, esta gente, zelosa e ciosa não do nosso bem, mas dos interesses que toda a vida tachista apascentou, odeia a independência da Justiça e o que mais quer é que toda esta imundície desenterrada por ela-Justiça nos últimos tempos, como nunca se viu! — verdadeiro crime organizado no seio do Estado e que de há décadas, décadas de rebaldaria pseudoDemocrática e roubo à fartazana, sufoca o País —, se desmorone e volte ao nada, ao zero, oculta, como é timbre sob ‪#‎GovernosPS‬.

Ironicamente, o reforço dos esforços nacionais por mais e mais Justiça vem do ‪#‎Brasil‬ que também se debate contra o mesmo tipo de lastro corrupto ao mais alto nível: o facto de a Procuradoria da República em Brasília — e os Juízes que por lá agem contra qualquer sujidade — possuirem informação bem detalhada sobre irregularidades gravíssimas relativas a Lula, Dilma, Dirceu e aos cúmplices de empresas como ‪#‎Petrobras‬, ‪#‎CamargoCorrea‬, ‪#‎Odebrecht‬, e outras, com vínculos a Portugal, promete agitar ainda mais as águias nacionais.

Já não será mais possível, por exemplo, esconder o negócio PT/VIVO/OI que significou verdadeira engenharia de luvas e arrola nomes como os de Salgalhado, SóCrash, Vara, Lula, Dirceu, pois permitiu distribuir luvas e comissões no valor de mais de 300 milhões de euros. Razões, pois, mais que suficientes para se pensar muito bem no valor ético do nosso voto, a 4 de Outubro.

Não, isto não é tudo a mesma coisa. Pelos frutos, pelos efeitos e consequências sobre nós, vemos bem onde reside o Ápice da Malignidade no Regime. O grande problema será não querer ver, lavar as mãos, permitir que o Mal regresse e o Passado se fortaleça contra nós. Abstenção?! Jamais!

segunda-feira, agosto 10, 2015

OS ANIMAIS DO ANIMAL

Onde está o Crime? Os animais do Animal dizem que crime é que o Ministério Público, sob a direcção de Joana Marques Vidal, supostamente divulgue informação sigilosa com a cumplicidade de jornalistas e meios de comunicação social que putativamente lucram com essa actividade. No Brasil, por exemplo e pelo contrário, tudo se divulga, todos os factos atinentes aos processos, como por exemplo a Operação Lava Jato que se intercecciona intimamente com a Operação Marquês. Já os crimes de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais imputados ao Animal passam ao lado e faz-se de conta que não são o busílis. Que ao Animal se imputem os crimes de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais isso é actividade difamatória e caluniosa a par de determinadas informações reveladas que visam influenciar politicamente a opinião pública. Os animais do Animal seguem raivosos e não seguros.

Os animais do Animal andam aflitos, dizem-se vítimas da Justiça em ano eleitoral, em pré-campanha e a poucos meses de eleições legislativas por intermédio do Correio da Manhã e da Sábado, que os vitima, e do que por lá se ventila e divulga. Para eles, o problema é a procuradora-geral da República que não lida com o assunto como lidavam Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento. Sim, animais do Animal, só no final do processo é que se saberá quantas das informações reveladas na imprensa estavam mesmo na posse da Justiça, ainda que se saiba perfeitamente pelas peças processuais tornadas públicas que o que foi aparecendo pode perfeitamente constar textualmente das teses da acusação, mas isto faz todo o sentido, tendo em conta a gravidade dos actos imputados ao ex-PM, animais do Animal. O Estado de Direito em Portugal ressurge das cinzas porque não há nem pode haver abébias no lidar com o Animal dos animais, ó animais. A verdade dói, mas é a verdade: a decência e da Constituição, o fim da impunidade, a caça sem quartel a políticos corruptos, ultramanhosos e daninhos a milhões de portugueses, ex-governantes socialistas delinquentes inveterados criminalizados, a oligarquia mafiosa que medrou maligna sobretudo entre 2005 e 2011, mas que vem de antes, muito antes, a exemplaridade da Justiça para com o cidadão Sócrates, multisujo, o qual acumulava com ser ex-secretário-geral do PS e ex-primeiro-ministro: o Regime regenera-se e limpa-se de caudilhos negros e negras bestas, menos de Soares, cuja verdade toda que nos devorou presente e futuro talvez só transborde vergonhosamente após o seu passamento.

Sócrates foi o ápice da degradação do Regime e conforme sucede com José Dirceu no Brasil, é  cada vez mais plausível que Sócrates não queira cair sozinho. Sem fontes de rendimento legítimo, recusou a perneira electrónica porque jamais teria liquidez para fazer face às suas despesas desproporcionadas. Mesmo preso, perturbou, insultou, aviltou,  a Justiça em qualquer oportunidade que os Media lhe outorgaram para evacuar a fúria. Mais que risco de perturbação de inquérito, o que o País tem são provas de crassa perturbação do processo deste arguido: sabe-se que a qualquer momento outros ex-governantes socialistas, outros Varas e outros Sócrates, poderão vir a ser constituídos arguidos dada a quantidade de suspeitas de corrupção que parecem tanger inúmeros actos governativos dos Governos Sócrates.

O dinheiro de Sócrates à guarda de Santos Silva denuncia o político sem escrúpulos e o cidadão sem amor nem respeito pelos portugueses, comportamento que, uma vez investigados e denunciados, purificam a democracia e refazem a coesão da comunidade: o Estado de Direito afinal tão maltratado, trucidado e espezinhado pelo PS de Sócrates, o de Seguro, o de Costa, está em processo de revigoramento: ninguém se atravessa em defesa de um Louco Absolutista, que cilindrou o pluralismo e a liberdade das mais diversas instâncias e forças vivas nacionais. Ningué. Nem partidos, nem tribunais, nem magistrados, nem organizações cívicas, nem órgãos da imprensa, nem académicos, consideram valer a pena interceder por tamanha inclinação criminosa. Menos ainda um povo civicamente esmagado pelas consequências da pré-bancarrota, atrofiado pelos dictat mediáticos que o poder do dinheiro, com Salgalhado, determinava em agenda, enfoques e tópicos. Pela primeira vez, em quarenta e um anos, o Regime respira Justiça, a impunidade freme, treme, cessa. Mas há, ainda, uma montanha de trabalhos por completar, por muito que os animais do Animal estrebuchem e argumentem com os pés pelas mãos.

sexta-feira, setembro 13, 2013

E VERGASTAREM-LHE AS NÁDEGAS, NÃO?!

Notícias sobre Isaltino são como notícias sobre a morte. Cansam. Ninguém as quer. Não nos fazem bem. Chega de notícias sobre Isaltino, quer o ilibem, quer o acusem, quer o recomendem, quer o enterrem. Chega. Passemos a outros ainda na penumbra... Isaltino... Isaltino... Com que então o acórdão dos juízes do paço Ratton impede o ex-autarca, a cumprir pena de prisão, de se candidatar nas eleições de 29 de Setembro à Assembleia Municipal de Oeiras?! A sério? E que tal vergastarem-lhe as nádegas dez vezes, todas as semanas, durante um ano ou fazerem o Estado recuperar grossas maquias isaltinadas?! Cassete do caralho! Ou Isaltino ou Vale e Azevedo, ou Vale e Azevedo ou Isaltino. Dois presos. Centenas de soltos. Onde diabo param os outros, todos os outros?! 

segunda-feira, junho 17, 2013

PPP SOCRATESIANAS — ALTA TRAIÇÃO

De relatórios arrasadores está o inferno da impunidade cheio. Estamos milhões de portugueses à espera de consequências justiciárias administrativas e políticas à medida das conclusões que arrasam o crime político de dano grosseiro, de abuso de Poder, e de incúria pornográfica na gestão maliciosa das contas públicas. Até agora, nada. Entretanto, Sua Obscenidade continua a perorar as suas pérolas repletas de brilho baço e moralidade anal aos Domingos, como um Padre Beato, na RTP. Pode o Povo Português suspirar por esta Merda-em-Gente sub specie Seguris à frente da Governação em Portugal?!

Seja como for, habemus relatório da comissão de inquérito às parcerias público-privadas. Está no Parlamento. Arrasa as decisões tomadas por membros do Governo de José Sócrates e, logo, a caução socratinesca. A administração da Estradas de Portugal é acusada de ter sido conivente com a opção política vigente e o regulador dos transportes considerado incapaz de exercer as funções de supervisão destes contratos. Nenhuma surpresa. São 500 páginas e amanhã vai doer. 

A utilização massiva de PPP em Portugal como forma de financiamento do Estado desvirtuou o seu objectivo fundamental que era reduzir custos para o Estado e melhor satisfazer as necessidades públicas. Os estudos encomendados pelo Estado-PS para suportar a celebração destes contratos assentaram em cenários inflacionados e pouco realistas. O recurso excessivo às PPP teve por base a necessidade de os agentes políticos realizarem obra sem formalmente se endividarem obtendo com isso o devido aproveitamento político pernicioso, dado este tipo de encargos não ter impacto na dívida pública, naquela altura. 

As PPP  rodoviárias são simplesmente criminosas: Lusoponte é um dos piores exemplos. Os acordos de reequilíbrio financeiro desta concessão já custaram aos contribuintes portugueses quase 847 milhões de euros. Quanto às ex-SCUT, nas renegociações ocorridas em 2010, durante o Governo de José Sócrates, foi assumido e aceite crescimentos elevados de tráfego que não eram de todo previsíveis e que, não se concretizando, obrigaram à compensação financeira dos concessionários. Os ex-secretários de Estado dos Transportes, Paulo Campos, e das Finanças, Carlos Costa Pina, o qual é repudiado politicamente pela desresponsabilização que evidenciou na renegociação destas PPP. A anterior gestão da EP, liderada por Almerindo Marques, foi conivente com as opções políticas na massificação das PPP, pelo que os administradores devem ser chamados a assumir as responsabilidades a par dos governantes da altura, especialmente no que toca à contratação de subconcessões rodoviárias, como a obra do Túnel do Marão, parada desde 2011, porque foram assumidos encargos que puseram em causa a sustentabilidade da Estradas de Portugal, apesar dos alertas do Tribunal de Contas e da Inspecção-Geral de Finanças. IMTT, que supervisiona o sector dos transportes, foi incapaz dr exercer na plenitude a sua função de regulador, no que se refere às PPP do sector ferroviário, com a última renegociação feita pelo actual Governo com uma poupança de 300 milhões de euros ao longo da vida dos contratos, os contribuintes vão ser onerados em mais de 12 mil milhões de euros por causa das PPP. Por força dos pedidos feitos por autoridades judiciais, este relatório será remetido ao Ministério Público.

A CORRUPTA RAIZ DOS NOSSOS MALES

quinta-feira, junho 13, 2013

O EMARANHADO GREGO E O NOSSO

Há demasiadas e demasiado assustadoras similitudes entre o dramático caso grego e o angustioso caso português, não ainda na plenitude dos efeitos dramáticos do ajustamento, mas na matriz cívica, política e mental das elites e das bases que possibilitou a bancarrota e a longa e próspera vida da corrupção ao mais alto nível. Em Portugal, tivemos bandalheira nas governações, legislatura após legislatura, sem sentido de Estado ou qualquer pressa para moralizar e tornar viável o que ao Estado caberia viabilizar e morigerar no seu seio. Impossível. Tendo em conta as carradas de afilhados que os partidos, especialmente o socialista, carrearam para o Aparelho de Estado em quinze anos de poder quase ininterrupto, as negociatas sucessivas, centrais e locais, com ganhos e lucros dos que, pela política, enriqueceram, não era de esperar senão o que nos coube. Na Grécia, pelos vistos, para grandes males, grandes remédios. Por cá, é a zurrada e a covardia dos insultos sem um diagnóstico mais fundo dos males pátrios dos que se deixam manipular pelos agitadores esquerdóides. Todos somos culpados e não podemos demitir-nos. Em grau, a culpa dos políticos é suprema. A culpa dos sindicatos incontornável porque sempre exigiram ao Estado o que só a dívida e não a riqueza produzida lhes proporcionaria, contribuindo também eles para a pantanosa situação que hoje se avoluma. À vista dos males profundos das duas sociedades, as greves gerais lá, como cá, são uma loucura e um suicídio que se tomam gota a gota.

TEMOS CORRUPÇÃO A SÉRIO

terça-feira, junho 11, 2013

UM ESCÂNDALO É UM ESCÂNDALO

Qualquer de nós, cidadãos, percebe que tudo permanece igual no capítulo inacabado da irreformanda Justiça Portuguesa. A Maçonaria manda na Justiça. Os partidos do Arco da Governação mandam na Justiça. Ela é lenta para os Dias Loureiro, para os Oliveira e Costa, inexistente para os Sócrates e os Paulo Campos, cujo dolo está na cara-de-pau e na lata infinita, lenta e nula, portanto, para os que controlam a sociedade portuguesa e a asfixiam despudoradamente. Tudo corre bem aos que perpetram toda a espécie de malfeitorias contra os Portugueses. Palmas.

terça-feira, junho 04, 2013

ESQUEMAS QUE O REGABOFE DE ESQUERDA TECE

«[...] Ora estas empresas municipais não existiam há uns anos. E as autarquias funcionavam. Agora existem e graças a elas as câmaras têm um poder local paralelo que duplicou o número real de funcionários públicos. E os gastos também. Há empresas municipais que até se dedicam a abrir discotecas de Verão e a organizar eventos, engordando as contas bancárias dos artistas pimba e de estrelas da TV. Isto é uma vergonha e ninguém tem coragem de acabar com o regabofe. Tenho um tio cuja mulher é irmã de um presidente pelo PS. O senhor criou há anos uma empresa municipal, e passou a acumular o salário de autarca com os mais de 3000 euros de director da dita empresa. Estes abortos são a coutada das elites políticas locais e o ninho dos jovens licenciados sem emprego ou incapacidade para estarem na economia real. Muitos um bando de inúteis que nem a licenciatura merecem. E simultaneamente jovens que estudaram, com médias de curso elevadas, em boas faculdades, estão no desemprego. A Esquerda, sempre tão preocupada com as injustiças sociais, não fala disto. Nem os movimentos bloquistas e comunistas, nem as associações de estudantes. As autarquias em Portugal são das principais responsáveis pela nossa desgraça mas permanecem intocáveis. Porquê? Até quando?» Zephyrus

quinta-feira, maio 30, 2013

NOTAS SOBRE O PS E A SUA MISSA DE ESQUERDA

Vamos lá ver se nos entendemos: Portugal só tem de se queixar dos bloqueios corruptos e tacticistas do PS e, agora também, do activismo falido e curto-prazista dos seus sindicatos, sempre dispostos a matar a galinha, os ovos e a ração, com estas greves que se antevêem no horizonte. O PS não passa de um Partido-problema, preso de movimentos e encalacrado pela ganância dos que o controlaram recentemente. Pode ter fodido largamente com Portugal, mas não o reconhece nem pede desculpa por isso. Vai em frente. Ao ataque. Nunca imaginou que um Gaspar lhe aparecesse pela frente afirmando as horrendas responsabilidades pela situação financeira e económica pré-resgate. Mas o PS, os seus deputados, as suas inanidades, têm um discurso absolutamente desonesto quer sobre a Crise, quer sobre o seu papel activo na sua génese. Não foi o PS que governou com gula, sofreguidão e um espírito comissionista e controleiro dos dois últimos Governos. Foi crise internacional que encalacrou Portugal. Não foi o PS a apontar para mais despesa, mais novo aeroporto, mais TGV às moscas, mais Parque Chular com items de luxo, mais PPP rodoviárias, mais ajustes directos pré-eleitorais, mais dinheiro atafulhado na indústria de petas, de marketing político e soundbytes ao serviço do optimismo e da dormição das massas imbecis. Foi a rejeição pela Oposição do PEC IV, após o Golpe de Estado Teatral de Cavaco, na cerimónia de empossamento do nove de Março, 2011 e na sessão solene do 25 de Abril do mesmo ano. Não foi o PS que colocou em maus lençóis a credibilidade externa do País junto dos mercados e das instituições internacionais financeiras: a gestão incompetente deste Governo, projecto oculto de empobrecer os portugueses, é que é a fonte de todas as nossas agruras. Sócrates, o abominável Homem-Merda, criminoso político de baixo quilate é mais um que, agora travestido em comentador, procura lavar-se todos os Domingos da imundície horrorosa que promoveu, praticou e foi, Missa de Esquerda da Boca Para Fora. Um País encalacrado, tramado e sufocado pela linha trágico-socialista? Claro, mas para os narradores da própria inocência, a culpa é sempre deste Governo. Um País até aqui governado segundo o desígnio mesquinho próximo-eleitoral e não o da sustentabilidade e das boas contas? Claro, mas os dois últimos anos é que estão completamente errados. À volta, ruído, conspiração, malícia, injustiça, descabelamento, com criminosos, corruptos, aqueles que acedem aos media quando querem, como querem, a contribuirem para a grande nuvem de merda e confusão que mais lhes convém. Porém, não se pode perder a memória: Sócrates  fodeu com Portugal fria e alegremente. Fodeu-o com descaro por ser um mau carácter. Fodeu-o porque pôde. Porque se rodeou de almas gémeas um grau abaixo da sua sem-vergonha pois não queria parecer foder o País sozinho, que até parecia mal. Fodeu Portugal apertando os colhões ao pluralismo no PS, submetendo as suas damas e os seus barões com o absolutismo dos déspotas. Tudo em silêncio, pôde desbaratar, usar de dolo e malícia, despeito e insolência fosse pelos demais partidos, fosse pelo Ministério Público, um brinquedo com um fantoche nas suas mãos, Pinto Monteiro. Num País que não crescia nem gerava riqueza, PIB, tornou-se ele próprio rico, cevou os amigos. Todos os recordes de decisões estranhas e em contra-ciclo, dada a Crise instalada, adjudicações, ajustes, negócios, manobras, movimentações controleiras nas administrações dos bancos, todos os bancos, tudo isso foi possível e tudo fez para deter na palma da mão um imenso poder chavista. Os media, nesse transe, foram outra Merda Colaboracionista: acríticos, subservientes, fretistas, fracos, covardes, responsáveis em grande parte pelo prolongamento abominável do Homem-Merda no Poder exercido sem honra nem grandeza nem custos de popularidade do lado da decisão, senão do lado da pesporrência, da histeria, do controlo abusivo de tudo e de todos, da concentração africana, sul-americana, da Coisa Pública na sua excelsa e incontornável pessoa pública. Uma fase horrível da vida pública em liberdade em Portugal. Uma fase horrenda de total ausência de escrúpulos num cargo público. E ninguém foi para a prisão. A gestão danosa de Portugal dá prémios e sinecuras. Constâncio foi para o BCE supervionar como um super-herói da eficácia e da competência. Sócrates é comentador na RTP, entretido num obsceno vaivém semanal Paris-Lisboa, malicioso e incompetente enquanto Primeiro-Ministro, incompetente e malicioso enquanto comentador. Estica o dedo acusador a Cavaco, o grande insultado do Plutossocialismo, e a um Governo que pelo menos, em dois anos, reverteu a descredibilização em deixara o País. O Homem-Merda e todos os homúnculos-merda do Partido Socialista não constroem nada, não debatem nada. O que fazem é atribuir todas as culpas à Crise Internacional, à morte da era dos PEC rechaçados por toda a Oposição, à Troyka, com a qual nada têm a ver, mesmo gorada a esperança Hollande, o qual, tal como o Executivo Espanhol, se lhe submetem oficiosamente. Sim, todos sofremos por causa da Austeridade e do Resgate, mas esse sofrimento era necessário e nasceu como efeito da gestão calamitosa socialista do Estado Português até ao momento do Resgate. Para o PS não existe causa e efeito. Só efeito e o efeito nada tem a ver consigo. Mas seria bom mudarem de estratégia, de narradores e de historieta, abraçando a realidade e acolhendo suficientemente um olhar autocrítico honesto senão a pensar nos benefícios eleitorais ao menos de olho nos benefícios objectivos de uma boa leitura dos desafios com que nos confrontamos e nalguma redenção pela História. Ainda há semanas, Gelatina Seguro enrouquecia por eleições antecipadas. Hoje desliza em silêncio, a média luz e a média voz. Menos mal. O pior são os outros em torno: nunca acabaremos de espancar com os argumentos da História Recente e da Culpa Evidente esses nababos socialistas cuja memória é demasiado curta e o dedo acusador demasiado longo. Um Partido Socialista mentiroso e desonesto, tacticista e hipócrita pode seguir solitariamente a sua via populista e demagógica. Vá, PS, vai lá ganhar eleições com o teu canto das sereia e as palmadinhas nas costas populares tipo «connosco não vai doer» ou «acabou a austeridade» que não acaba nem pode acabar. Quem é que suporia possível qualquer forma de convergência e consenso com um cortejo de mentirosos crassos, grosseiros incompetentes na sua ladroagem reles e contumaz?! Houvesse colhões para lhes dar ordem de prisão, saneá-los das administrações públicas, varrer toda peçonha conspirativa do Parlamento, das Empresas Públicas e talvez então, finalmente, Portugal começasse a respirar sem auxílio das máquinas, saindo do longo coma a que estes vampiros o induziram. É uma pena que o Governo PSD-CDS-PP não promulgue uma lei anti-enriquecimento ilícito que escrutinasse retroactiva e escrupulosamente as contas bancárias de todos estes caramelos danosos, crivando cêntimo a cêntimo, offshore a offshore, todos os movimentos bancários socialistas em década e meia de desmandos decisórios, estagnação económica do País, ilimitada prosperidade dos amigos e correligionários. Havia imenso dinheiro nos anos Sócrates atirado para a fogueira psudo-keynesiana de conveniência e de bolso. Onde pára ele? Por que é que não sentimos nada nas nossas vidas, na economia, no PIB? Bem pelo contrário. Por que motivo Portugal tem mais carros de luxo em média que a maioria dos países do Euro? Por que motivo terei de ver a minha geração condenada entre o desemprego e a ausência ou compressão do subsídio de desemprego? Como se vive com 323 euros/mês, Abominável Homem-Merda?! Explica-me como se eu tivesse quatro anos.

quarta-feira, abril 17, 2013

ODEIEM ISTO

O ambiente da bloga e da opinião em geral anda muito raivoso. Um radicalismo pouco respirável e ainda menos recomendável emerge como a mais recente forma de pólvora seca. A raiva, porém, é um acto mal direccionado da razão, especialmente quando não quer ver a realidade como qualquer coisa de bem mais complexo que o monocromatismo dos nossos ódios e ascos. Em geral, a cegueira sectária mostra-se má conselheira, quer naqueles que apontam o dedo ao papão do neoliberalismo, quer naqueles que muito justamente espumam e sofrem pela morte anunciada do Estado Social tal como o conhecemos, como se não tivesse sido antes de mais o definhamento económico consentido nas governações passadas a matá-lo, processo de há muito mais que um bom par de anos.

terça-feira, março 12, 2013

BÁRCENAS E O SEU APOCALIPSE DE MERDA

«Imagina que te comes dos ollas de fabada asturiana, cinco burritos con salsa picante, un par de litros de kalimotxo peleón, una botella de horchata, dos cafés, y luego vas al lavabo mientras te fumas un cohibas. Pues la diarrea que saldría parecería una caquita de conejo al lado del APOCALIPSIS DE MIERDA que hay en los papeles de Bárcenas. En ellos figuran donaciones irregulares al PP por parte de algunos de los más grandes empresarios españoles, así como regalos y sobresueldos dirigidos a eminentes políticos. En los papeles de Bárcenas hay tanta mierda que parecen la receta de un pastel de Ikea.» El Jueves

terça-feira, março 05, 2013

A CORRUPÇÃO ESTERILIZA

Diga-se o que se disser, se Portugal hoje é um País a esvair-se, o Regime corrupto e fechado, por acaso uma república medíocre, explica-o de sobejo. Explica que não se nasça. Explica que se parta em massa. Enquanto Povo, tolerámos a corrupção da Política e da Banca, contentámo-nos com a opacidade da decisão em proveito dos decisores, com a desactivação industrial e agrícola. A riqueza não foi partilhada. As injustiças sedimentaram-se. A Justiça tornou-se a principal miragem e fonte de desânimo colectivo. Regredimos. Vamos regredir ainda mais. Mas não está previsto que alguém pague pelo mal que nos fez, por mais que nos manifestemos.

quinta-feira, janeiro 24, 2013

MATAR SÓCRATES? NÃO!

Matar, não. Mas dar-lhe o desafio de ter de nadar para a praia mais próxima a partir de uma distância de mil metros, num mar encrespado, isso já seria bem tramado. Olha, da Berlenga a Peniche, por exemplos. Há quem cegue de paixão por causa de um partido político, defendendo-o mesmo no que não tem defesa possível: nos seus trastes comissionistas, nos seus corruptos endémicos, nos seus ladrões devastadores. 

É necessário cegar de paixão pelas pessoas comuns e pelo País inerme perante Políticos e Banqueiros sem escrúpulos. Amar as Pessoas comuns e sentir o País com Fome, no seu sofrimento e estado de exaustão anímica e financeira. Ladrões e desonestos ficarem a rir de nós, seja no Parlamento, como o super-aldrabão mete-ao-bolso Paulo Campos, cretino acabado, ou como o Mega-Burlão de Paris, ultra-desonesto, irascível — isso tolere-o quem puder. 

Quem passa fome e sabe porquê, a fundo, não pode abstrair-se desportivamente do facto de ter havido filhos da puta como esses que ganharam balúrdios especialmente a foder-nos o couro e a destroçar-nos o futuro.