Mostrar mensagens com a etiqueta crescimento económico. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crescimento económico. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, agosto 14, 2013

A RESSURREIÇÃO DO PIB PORTUGUÊS

Já aqui havia escrito que a recuperação, ténue que fosse, estaria aí, mais trimestre menos trimestre. Já havia escrito acerca de graduais boas notícias no plano económico, do fim da contracção psíquico-económica portuguesa, graças a alguma confiança acrescida, graças a uma incomparável eficácia tributária e em virtude de alguma travagem no desinvestimento, mas sobretudo por causa das exportações. Confirma-se aquilo a que aludia. 1,1 de crescimento no segundo trimestre já confirmado ainda não é suficiente e nada nos diz que 2013 não será mais um ano de recessão. Mas sinais são sinais. Não faltarão vozes a destacar essa insuficiência ou a sazonalizar o que seja estrutural, não dando a César nem a Deus o que a cada qual pertence. Benditos sinais, porém. Há demasiadas aves agoirentas e negativizantes que se intitulam de Esquerda a clamar por mais perturbação formalista, mais recrudescimento retórico e mais reles disputa facciosa, mais vitórias na secretaria, mais via gabinetóide de disputa política pela impugnação, mais eleições-já, mais pigarro soares, mais vácuo alegre, mais anúncios do fim-do-mundo, se isto não sofrer a reviravolta venezuelizante socialista-chavista à portuguesa, revolución que vai em tantas cabeças peregrinas. Tudo pela negativa. Tudo ao contrário da corrente. Como se nos não bastassem os perpétuos bloqueios decisórios no que nos é crucial; os impasses e hesitações reformistas de décadas; a treta populista que o PS derrama logo à partida acerca da dolorosa questão dos cortes nas pensões de reforma. Se fosse pelos Socialistas, Portugal ficaria sob a mais tóxica e atrevida demagogia, segregada apenas para ganhar eleições, até à próxima falência, conservando, tal como está, o Grande Guarda-Chuva Corrupto em que se transformou o Estado Português. Talhado unicamente para falhar. Talhado apenas para falências cíclicas. Nunca para um superavit. Um que seja, em quarenta, em cem anos. O que me pergunto é se, após a disputa político-partidária ter ido a banhos, aquela suposta Esquerda terá face e argumentos para negar a melhor das evidências contra a pior das aparências: uma inesperada vitória estratégica da linha seguida por Gaspar. E pergunto-me se, perante esperadas boas notícias em cascata, umas após outras, terá adesão popular qualquer veleidade revolucionária do quadro constitucional que permite à Maioria governar e seguir governando; pergunto-me se o Tribunal Constitucional terá condições para prosseguir a sanha obstaculizadora, obsolescente, corporativa, gizada para os tempos do Escudo, arqueológica e letal para os tempos do Euro; pergunto-me aonde irá e o que dirá o lado rançoso, negativista e deprimente da Esquerda que temos. Necessitamos da Esquerda Ética. Não daquela. Há limites. Por mim, quero estar perto de quem sorri, de quem está feliz a partir de dentro, de quem tem confiança em si mesmo, na bondade e beleza do Mundo. Quero estar perto de quem anda leve e segue limpo de corrupção. Quero estar perto de quem tem culpa dos sinais de crescimento, da saída do fosso da dívida, da vitória do trabalho contra a derrota da retórica depressiva. Não tenho nada. Nada me impede de ser absolutamente feliz.

quarta-feira, junho 05, 2013

BOAS NOTÍCIAS PARA O CRESCIMENTO

A imprensa também enlouquece e pode transformar em péssimas excelentes notícias. Se é verdade que o Instituto Nacional de Estatística reviu os dados sobre o crescimento económico nos primeiros três meses do ano e estima agora uma queda de só 4% face ao primeiro trimestre de 2012 e de só 0,4% comparando com os últimos três meses do ano, isso significa que a destruição está a abrandar. Ora, se a morte e a destruição abrandam, isso quer dizer que o pior só pode ter passado. 

terça-feira, janeiro 29, 2013

CHOQUE DE PLACAS GEOPOLÍTICAS

«A recente criação do Africon, por iniciativa e comando dos Estados Unidos da América, a par da desestabilização árabe, a recente operação especial montada no Malí (principal fornecedor de urânio à França e à China...), ou ainda a guerra movida pelo dólar contra o euro desde 2008, são sinais evidentes de um novo e próximo choque das placas geopolíticas mundiais. O motivo é um só: assegurar o acesso ao último atum, ao último barril de petróleo,e ao último grão de urânio!» O António Maria

terça-feira, maio 01, 2012

A PRÓSTATA QUE SEGURO AFAGA

Continuamos muito mal servidos de governantes e de oposições, todos amadores e necessariamente aprendizes. O chorão e secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, insiste em pintar a duas cores o nosso panorama e as nossas possibilidades. Por isso, é mais um dos proclamadores de frases de estilo. Por exemplo, uma delas é o grande chavão mentiroso da criação de emprego e do crescimento económico cuja gestação supostamente incumbiria aos novos cínicos à frente do Governo, para os quais, isto não vai lá sem absoluto realismo e músculo investidor, mas dos privados e particulares e não do Estado, o que não anda longe da verdade. Poderiam convergir a meio caminho? Poderiam. Mas não há nada que Seguro não faça por amor à retórica e ao choradinho político e que  Passos não faça por amor do seu credo anti-Estado Alavanca. Entretanto, Seguro leva as suas frases de estilo a passear até aos microfones da nossa infinita pachorra. Vai certamente passar o seu tempo a lançar desafios e a afagar a próstata.