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quinta-feira, junho 11, 2015

TAMBÉM TENHO SAUDADES E MAIS

Última Ceia, Giotto.
1. Não escondo. Não nego. Tenho saudades da minha actividade quotidiana no meu blogue. Para mim, fará sempre sentido escrever num registo menos aforístico e com mais fôlego, quer trabalhando matérias literárias que me apaixonam, quer intervindo, com carácter e vigor, na construção de um País Arejado e Viável. O que determina que não escreva ou o faça muito raramente são dificuldades pragmáticas, prosaicas, que ainda não pude resolver e que se agudizaram para mim a partir de 2012. Tenho fome de escrever. Tenho ânsia de regressar às lides apaixonantes da nossa vida pública portuguesa.

2. A Fé, mergulhar nos Evangelhos, é uma das mais preciosas fontes de Alegria e Integridade. Está lá tudo o que precisamos ser, tudo o que devemos ser para que Deus seja Tudo em nós. O meu sonho de menino é ser exactamente aquele Discípulo Amado, João, que reclina a sua cabeça no amantíssimo peito do Senhor. O Senhor vem. Vigiemos e oremos para que as nossas almotolias da Compaixão e do Amor fundamentados na Fé se não esvaziem. Tudo o mais é poeira. Tudo passa. É preciso amar.

3. José Sócrates que, com a malignidade consabida, capturou uma tóxica atenção mediática por demasiado tempo e por tempo de mais dominou praticamente todos os cordelinhos do Poder, enquanto foi Poder, está final e naturalmente preso, enjaulado com toda a tardia naturalidade. Mesmo preso, estrebucha insolentemente contra os magistrados que lhe autopsiam a gula, o suborno, o acúmulo criminoso de dinheiros comissionista-subornistas, a vida faustosa desproporcionada com os rendimentos, e lhe imputam, por isso mesmo, variados crimes enquanto titular de cargo público. A cada aparição pública, os advogados mostram-se patéticos, igualmente insolentes, ostentando um deles a pose mais javarda que a TV alguma vez já exibiu. Sem surpresa, Vetusto Soares surge, a espaços, bandarilhando a Justiça, personalizando a bandarilha em Carlos Alexandre e Rosário Teixeira, pressionando-os, intimidando-os, perseguindo-os, numa obscena intrusão que radiografa todo um modus operandi com décadas. Nos media, defendem-lhe a toada raivosa os mesmos do costume: Miguel Sousa Tavares, Daniel Oliveira, Nicolau Santos e Pedro Marques Lopes: é muita a poeira e a desfaçatez em defender o indefensável, obnubilando tudo o mais que se sabe. E tudo o mais é insuportável, explicando em boa parte a Derrocada 2011. Defendem-no com a converseta-manobra de diversão da presunção de inocência como se a vasta e densíssima informação de que dispomos fosse Zero, como se não lêssemos as notícias da imprensa escrita e não ouvíssemos nem víssemos as do audiovisual, como se os grossos escândalos em torno de Sócrates e do PS, desde 1974, não fossem esmagadores, como se um negro historial de impunidade entre políticos e banqueiros não tivesse medrado no Regime, consolidando-se nele medonhamente, como se nos últimos quarenta anos o puro desprezo pela vida das pessoas e o saque ao Estado não tivessem sido o que sabemos, Governo após Governo, mormente os socialistas, incapazes de zelar pelo Futuro porque inteiramente devotados ao devorismo do Presente. Pois enquanto houver Miguel Sousa Tavares, Daniel Oliveira, Nicolau Santos e Pedro Marques Lopes, que defendam o refugo da vida pública e advoguem a escória da práxis política, haverá sempre imensa matéria contra que lutar. O combate continua. É o meu combate. É o teu, leitor. Também se combate a querer saber, a descortinar a verdade.

terça-feira, novembro 11, 2014

AUTO DA PORCA DO REGIME XI

[As Aventuras do Santa Alcoveta]

SóCrash, o grande candidato a todas as candidaturas impossíveis do favor popular, o grande monte de verborreia de mentir, o carisma negativo da mitomania e da charla política na História de Portugal, teve uma ideia presidencial. Algo genialmente inovador germinou-lhe na mona. Se o Rato não o quer por perto nem o quer como candidato presidencial para 2016, imaginou que poderia avançar alguém que, não sendo ele, fosse quase como se fosse ele. Carlos César. «Que tal, calhordas do Corporações?!» — esganiçara o Santa Puta em plenas catacumbas ultrassocialistas, o bunker do Rato. Os Calhordas estacaram e ensaiaram uma resposta. Foi assim que se iniciou um esplendoroso debate sem ataques pessoais entre o Santa Alcoveta e os Calhordas do Corporações e que haveria de ficar nos anais da debatologia nacional.

— Calhordas, é o que vos digo. Caso Guterres não queira concorrer nas presidenciais de 2016, o melhor candidato, excluindo eu mesmo, passa a ser Carlos César.
— Mas, ó Santa Puta, nada sabemos da disposição de Guterres. O que sabemos é da disposição favorável a Guterres do teu Gajo, o Costa.
— O meu Gajo, o Costa, anda entretido a afastar-se de mim, a criar taxas para turistas na Capital, a fazer uma recolha de economistas e a ter trocas de palavras com o Maduro. Ouvi-o dizer que apoiava António Guterres como candidato à Presidência. Empalideci de raiva.

— Sim, Santa Puta. Nós também espumamos de raiva por amor de ti.
— Calhordas, Guterres é um fraco. Demitiu-se em plena fulguração da minha rapina, quando os meus negócios e as comissões com o Euro 2004, mesmo o Fripór estavam a bombar, estupendamente encaminhados e sob o grande biombo santificador da Governação.
— ... Que ele destapou, abrindo caminho à Direita Decadente.

segunda-feira, novembro 10, 2014

AUTO DA PORCA DO REGIME X



[As aventuras do Santa Alcoveta]. ‪

‎SóCrash‬, o Santa Puta, entusiasmado com o mais recente acto de censura e intolerância no Facebook por parte do seu protegido jovem turco e promissor Daniel Oliveiresco sobre o chato do PALAVROSSAVRVS, joshua, um dos seus mais acirrados detractores, acerta um encontro com ele na Torre de Belém para um café secreto e umas natas clandestinas. 

Dani é o primeiro a chegar. Trouxe uma pequena garrafa thermos. Surge disfarçado, com uma longa cabeleira loira e óculos escuros, embuçado numa sweat shirt negra com enorme capuz. Pouco depois, aparece SóCrash, luvas de couro, óculos escuros e uma T-shirt encarnada com o Che estampado, vestida por cima de uma camisa de manga comprida negra. Trazia as natas num saco de papel castanho.

— Viva, Dani! Deixa-me antes de mais cumprimentar-te pelo teu acto de higiene de ontem, na tua página do Facebook de que sou fã — atirou logo o Santa Puta. 
— Como vais, Santa Puta? Ah sim. O tipo é um chato de Direita que acha ter piada. Não debate. Não argumenta. Passa o tempo a fazer piadas xungas, a meter-se comigo, sem respeito nenhum pelas nossas ideias, sempre com cenas contra a Esquerda e a nossa quádrupla entente. Vê lá, SóCrash, que se atreveu a escrever no seu mural que eu ainda serei um novo Jorge Coelho e o Tavares, o Rui, do LIVRE, um novo Pina Moura. Cortei-lhe o pio e a mais uma gaja inteligente que fazia coro com ele. Até porque esse caralho já estava a granjear enorme popularidade no meu próprio público que o enchia de gostos. 

— Fizeste bem. O gajo não passa de um professorzeco frustrado e com uma cisma messiânica, basta ver como apresenta a fronha do Cristo há anos, no bloque e em tudo aquilo em que está metido. Está desempregado do Ensino desde Outubro de 2012, quando o Crato inchou as turmas com a aritmética da austeridade e o pretexto do excesso de oferta docente. Os nossos serviços de informação garantem-me que esse filho da mãe fica indefinidamente a seco, para aprender.

sexta-feira, janeiro 10, 2014

PALAVRA ARDENDO NA PRADARIA SUBJECTIVA

Não é que o Daniel Oliveira pense mal este assunto "Eusébio no Panteão". Pelo contrário. Chego mesmo a concordar com ele em muitos pontos. Sucede que os nossos tempos são mesmo feitos disto que ele acaba por questionar com a ironia e o distanciamento possíveis: imediatismo e mediatismo. Vivemos numa democracia mediática e imediata em perpétuo e vertiginoso movimento, a qual, para o bem e para o mal, encontrou meios de expressão cada vez com mais impacto e eficácia: as Redes Sociais, a Palavra ardendo na pradaria da subjectividade e consumindo-se toda numa subjectividade prevalecente: por exemplo, contra Só-Crash, contra Só-Ares, o que prevalece é a rejeição e mesmo o asco. Os que pensam Portugal — o dynamismo da nossa identidade, a syncronia dos nossos valores, destino, moções, os que criticam e julgam em permanência a nossa vida pública politica e culturalmente — em vão procurarão ficar a salvo tirando o corpo deste vórtex, deste tornado subjectivista e judicativista em tempo real, escapando ao agora na Grande Ágora Facebookiana Portuguesa. Isto para dizer que continua válida a ideia de Eusébio no Panteão e se isso nos não passou pela cabeça relativamente a outros, a culpa não é de ninguém. Nada a fazer se entre a nossa galeria de deuses, heróis e mortos, nem todos nos arrebataram, nos uniram e encheram de orgulho sob uma clara unanimidade. Já os romanos idolatravam os seus melhores gladiadores até à loucura como se fossem semi-deuses: eram as suas estrelas e aquele o seu desporto de paixão. Os pachecos nunca entenderão isto.

segunda-feira, outubro 28, 2013

CAMBALHOTAS, CONSPURCAÇÕES E BRANQUEAMENTOS

Portugal volta a estar em perigo por causa da reincidência interventiva de Sócrates na vida pública, tal como a usurpa Soares, outro perturbador pedante, outro arrogante inveterado. O Nojo, afinal, não suportou o período de nojo natural que lhe incumbiria enquanto ex-Primeiro-Ministro. Não nos deu tempo, afinal, para nos livrarmos da pátina de toxicidade petulante da sua desgovernação, dos efeitos de uma gestão com os pés da Coisa e Endividamento Públicos 2005-2011. Temos, pois, que o que há de mais odioso em Sócrates reincide. Sou dos que escrevem e insistem no perigo que a sua majestática deriva narcísica coloca ao País, desde sempre. Se antes foi pela retórica obscena, hostilizadora, pela acção ou inacção dolosas e manhosas, hoje é basicamente pela palavra-atrito com que alveja a um tempo o rival que o apeou do Partido, Seguro, e o rival que o apeou do Governo e que o sucedeu no País, Passos Coelho. Mas também todos os inimigos que fez zelosamente. O odioso em Sócrates não pode ser ignorado, embora nem ele nem o seu entorno imaginem o cansaço, o esgotamento da paciência de milhões de portugueses só com a contemplação fortuita da sua fronha ou a audição casual da sua voz. Muito me surpreende que alguns venham lançar um borrifo de água benta sobre tal reformado da vida pública e pouco mais falte para santificar, sacralizar e inocentar esse narrador e a sua narrativa de saltimbaco político. «A coisa» não deixou de ser a coisa: o vazio ideológico e programático continuam lá disfarçados de abrangência naquela volatilidade à espreita de antena no oportunismo injusto de envenenar e perseguir, segundo o mesmo espírito oco e baixo com que se atafulha de testosterona e ambição mediática uma Casa dos Segredos. O odioso em Sócrates fez-se do cabotinismo ideológico no poder e da desideologização ainda mais perfeita lá. Se hoje se comporta com extremo indecoro e procura armadilhar e perturbar Passos Coelho, um Primeiro-Ministro em exercício, isso compagina-se com a velha malícia, velho estupor e degenerescência dos filhos espirituais e netos de Soares, a quem tudo se tolera e nada, nenhuma intervenção gagá, lhe é negado. Pelo que se vê, se há quem patrocine o regresso de Sócrates à retórica abrasiva e à mentira compulsiva na vida pública é Soares, o que, enquanto alto patrocínio, lhe deve sair caro. Nunca compreenderei como é que seis anos de passeio narcísico possam merecer absolvições e indulgências, tantos os casos justiciários mal ou nada explicados para onde o seu nome resvalou. Poucos políticos sem vida profissional própria ostentaram tanto como ele e se pavoneiam tão descaradamente quanto ele, o que, no estrito plano moral, e tendo em conta a miséria para que milhões de portugueses foram atirados, não deixa dúvidas a ninguém. E se o assunto dos assuntos, em 2010, era o PlayBoy então no Governo, convém recordar de que provocatório e obcecado consigo mesmo foi feita a intervenção pública desse actor literal. É profundamente anormal que se investiguem Primeiros-Ministros em casos sucessivos e todos tenham sido arquivados, sendo os arquivadores amigos e devedores de favores do alvo da matéria arquivada: Pinto Monteiro foi o Procurador Geral Restrito e Privativo de Sócrates. Há portanto uma causa directa para que sobre o hoje Manequim Político das Esquerdas terem abundado notícias de pequenos, médios, monstruosos, casos, de forma tão insistente sem qualquer esclarecimento: nunca um Primeiro-Ministro em Portugal foi tão agressivo como o actual Ayatola das Esquerdas, Sócrates. Nada da sua vida intima, do património da sua família, do seu percurso profissional e académico, na forma como exerceu os seus cargos políticos anteriores foi, depois de escrutinado, esclarecido e, depois de esclarecido, justificado. Nada. Mesmo as escutas ocultas a esse Primeiro-Ministro sem face o País não as chegou a ouvir nem a ouvir com que linguagem chula se referia ao Presidente da República, a Manuela Moura Guedes e ao caminho de falência inexorável para que conduzia o País, última ocasião propícia para aquelas negociatas cujas facturas caem hoje mesmo e amanhã nos Orçamentos de Estado de outros Governos. A verdade é esta: Sócrates, o Viciado em Si Mesmo, vende tantos jornais quanto Liliane Marise. Se gera tantos ódios não é só porque criou todas as condições para a bancarrota de Portugal, coisa agudizada pelo contexto de 2008 e 2010 e que apenas vitimou, excluindo o caso Irlandês, sociedades e democracias carcomidas de corrupção, dano, dolo, avidez e descontrolo, desorçamentação e manipulação mediática, como a Grécia e Portugal. Não, Rato Mickey Daniel Oliveira. O PlayBoy Diletante, na sua pesporrência sapateira, na sua arrogância petulante, na sua aparição quotidiana para qualquer coisa com sorridências para as TV, pôs-se a jeito. Nunca pensei que mesmo Vossa Excelência, Rato Mickey Oliveira, quisesse também ele fazer sua a grande narrativa branqueadora dos sequazes do PlayBoy, como os valupis e o corporações. Não vale a pena. Para entrar em default, ontem e amanhã, bastará ter um País na mão do Partido Chupcialista o tempo suficiente e bastará ter a cúpula corrupta que Soares pariu ao longo das décadas. Não é preciso mais. A Grécia também teve os seus ladrões de banco disfarçados de governantes. Qualquer grego sabe isto. Qualquer português deveria saber por que cargas de água tem estado Portugal tão à mercê de bancarrotas e de que vírus corruptor padece este Regime de glutões e autoridades morais de Esquerda, como Soares e a sua prole moral, Sócrates. Se há diferenças com outros Primeiros-Ministros, Barroso, Guterres ou Cavaco? Infinitas. Nenhum teria tomado decisões financeiras desastrosas diante da parede, na iminência de crash, nenhum teria acelerado mais PPP, mais despesa, mesmo com um Ministro das Finanças, como Teixeira dos Santos, a fazer um braço de ferro contra a fantasia à fartazana de bunker berlinense do SóCrash, os últimos ajustes directos à pala e com o biombo da crise: a Crise das Dívidas Soberanas deram para tudo. Inclusive para piorar o que já era mau de mais. Nenhum daqueles ex-PrimeirosMinistros sucumbiria tão monstruosamente a interesses, tráficos de influências, mentiras, medidas demagógicas e eleitoralistas. Só-Crash foi absolutamente único. Quem vê Só-Crash vê Vara e quem olha para Vara vê em que maus lençóis está metido Portugal para muitos e bons anos. Na escala de videirinhos da política, Soares foi um ás. Sócrates um perito em poker. Portanto, Rato Mikey Daniel Oliveira, o ódio a e o odioso em Mister Boa Vida têm raízes na práxis abjecta e no mau comportamento público, maquiavélico, revelado em crescendo ao longo de seis anos. Por exemplo, se venceu duas vezes as eleições, a última delas foi graças a uma monumental burla dos números do défice, a uma completa armadilha e campanha contra o Presidente, com inversão dos postulados e dos ganhos eleitorais, e ainda com amendoins provisórios para os funcionários públicos. António Costa nunca o teria feito. Rui Moreira e Rui Rio são o contrário disto e a ética que é preciso se sedimente na governação do País. E o que é que hoje verificamos? Que o vilão parece procurar criar uma aura forçada de salvador, coisa a que artigos como o do Rato Daniel Mickey se parecem prestar. Nunca, vendo o que hoje se vê, com a mão de Soares enclavinhada na carótida do Governo e o nervosismo dos parasitas no Aparelho de Estado nos destinos deste Ajustamento Externo, nunca outro Governo, sem a Troyka, poderia afrontar tamanhos interesses instalados e revolucionar as opções económicas e políticas de um País paralisado na capacidade de crescer praticamente desde a Revolução. Rato Mickey Daniel, o Despesista Negociatista Sócrates quis ser uma estrela e fabricar-se reluzente como a merda acabada de evacuar. Para isso investiu balúrdios com dinheiros públicos não só para perseguir e denegrir adversários, com Câmara Corporativa, como para que uma bateria de assessores lhe desses as melhores petas, as melhores palavras oportunistas da hora, o lado mais assim ou assim, dia após dia após dia. Se nem tudo se resume à inegável incompetência de Sócrates, tudo quanto o Regime é capaz ou incapaz se resume com a extraordiária húbris de Sócrates, o topete permanente de Sócrates, a insistência automediatizadora de Sócrates e provavelmente a sobreposição progressiva de Sócrates ao acutal líder do PS, Seguro. A Mentira está sempre em boa forma. E reincide. Este Governo, que é tão mau para o Rato Mickey Oliveira, tem é demasiadas contas para pagar contraídas por outros Governos. Nada mais biombo e útil do que ter surfado a complexidade desta crise para agravar, pelo gigantesco ajuste directo do último chupcialismo socratista, todas condições de vulnerabilização do Estado Português, entre 2010-2011. Manuela Ferreira Leite, a Velha, não parecia alternativa a Sócrates? Seguro não o é a Passos. A Troyka está a impor-nos austeridade, essa austeridade provoca uma revolução na estrutura económica do País, menos dependente de financiamento e mais dependente da capacidade de gerar autonomamente riqueza e captar investimento. Nunca nada ficará exatamente na mesma, especialmente para Funcionários Públicos, reformados e pensionistas, embora haja mais País e mais economia para além deles. Teremos de ter viva a capacidade de ver o que de positivo resulta para o País no atual quadro europeu exigentíssimo, quais as transformações úteis, que nos homologam aos Países mais ricos. Que sinais positivos se observam quotidianamente? Nada disto interessa ao Rato Mickey Oliveira nem à boca merdificante, mal-humorada e pessimista das Esquerdas mais Raivosas. Nada disto interessa às Eminências Pardas do Regime, aos soares e aos pobres diabos do quanto pior, melhor. Nada disto interessa ao raivoso e vingativo Parisiense cuja meta é ver Portugal a colapsar precisamente agora que se encontra na derradeira curva de saída desta puta desta Troyka. Também por isso, o ódio a Sócrates e o odioso em Sócrates são o que são e nascem do que nascem. Para que nos serve quem está sempre do lado do Show da política e não conhece a palavra escondimento, desaparecimento para não atrapalhar e não emerdar a nossa vida já suficientemente penosa?! Só um charlatão nos venderia a ideia de que, após ter destruído tudo, poderia salvar e solver tudo e fazer diferente. Diferente como quem, pelo amor de Deus e à espera de quem?! Diferente de Hollande e a sua pressão fiscal ultrapesada?! Não sou de Direita. Sou da Ética. Da ética ainda que politicamente tíbia de Rui Rio, da Ética de Eanes, cada vez mais próximo da honestidade básica de António Costa, cada vez mais da ética pública que Rui Moreira vai corporizando, apesar de ter sonhado qualquer coisa de mais ágil e mais musculado para o meu Porto. Sou mesmo capaz de uma crítica tão impiedosa à suposta Direita em Portugal, que não conheço [o CDS-PP é uma espécie de socialismo cristão ambíguo e híbrido] quanto à Esquerda Regimental, sórdida e violenta sobre os que a contestam. Àqueles, como o Rato Mickey Daniel, que consideram as novas gerações de Direita particularmente agressivas, conviria recordar-lhe as consequências evidentes do Esquerdismo Excessivo por que se pauta o Desaguisado Constitucional, onde nunca há consenso nos óbices aos Orçamentos, e alguma da Elite Política e Aparelhística que se acoita em Lisboa: são péssimos gestores e ainda piores matemáticos. Se a Nova Direita representasse contas sérias, rigor, disciplina, defendendo Portugal dos Bancarrotas Chupcialistas, teria de ser bem-vinda. E se uma Nova Esquerda [que não conheço senão no que António Costa promete vir a liderar] representasse um desejo de transparência, seriedade e rigor nas Contas Públicas, coisas que o PlayBoy traiu em toda a linha, também seria bem-vinda. Mas as contas da Velha Esquerda são sempre de subtrair e a retórica da Velha Esquerda só conhece direitos, está-se a cagar para os deveres. Fabricou um País Político de Paxás e Pançudos. Olha-se para Almeida Santos, Manuel Alegre e Mário Soares e ficamos a perceber o que é a Velha Esquerda: uma cambada de nababos, de paxás, gente bem confortável na vida, acumulando os milhões que o deslizar habitual nos direitos à portuguesa tece. Essa Riqueza do Regime que a Velha Esquerda ostenta não a ostenta o PCP, valha-nos isso, reduto, apesar de tudo, morigerado e coerente dele-Regime. Se, em seis anos, foi criado um cerco de suspeição e um debate quase exclusivamente em torno do carácter do ex-Primeiro-Ministro PlayBoy, não foi somente porque esse Apolo dos valupis e Messias dos corporativos se prestou deliberadamente a isso, mas porque tal deus mediático é de uma estupidez verbal que se dispensa. Não estamos interessados em ninguém anguloso-obsessivo de pretenso centro-esquerda, que confunde coragem política com aventureirismo e desbocamento. Onde alguns avençados da opinião lêem extraordinária capacidade de confronto e combate, só se pode ler verbalismo estéril, vício de boca, mania do palco, esterilidade, psicopatia. Portanto, mesmo que por mera hipótese académica, é um acto inominável e impensável incensar o regresso do PlayBoy Parisiense à política activa, ao politicar forjado por Lula. Para que quer a vida pública portuguesa um homem sem convicções, só com vinganças, político enlouquecido, imprevisível, bon vivant, sempre a meter veneno e a atirar pedras à engrenagem nacional?! Há ainda um papel histórico que lhe pode ser reconhecido: a última e derradeira higiene de desaparecer. Fique lá com esses dinheiros não só de um outlet em Alcochete, mas de todas as comissões decisórias e favoritismos que levam hoje Ricciardi do BES a reapreciar o modo como o Estado Português deva pagar o que deve, no âmbito do monstruoso conluio dessas PPP; favoritismo em crise hoje quando Ricardo Salgado ostenta um ar pesado e compungido por causa da taxa com que este Governo quer taxar a Banca. Somos todo um País, toda uma mole de Direita, de Esquerda, sem Esquerda e sem Direita, com Fome de Ética na Política, que se está a cagar para a ambição imortalista de Sócrates através de uma reedição mais chula de uma vil e gasta omnipresença mediática. Bastou o que bastou e foi mortífero da nossa paz e de parte do nosso futuro colectivo. Se o Daniel Mickey Oliveira não percebe isto, meta explicador.

terça-feira, maio 14, 2013

DANIEL, SANCHO PANÇA DE MONCO CAÍDO

Poderíamos estar aqui a inventar a emergência de mutações ideológicas e travestismos opinativos na personalidade do comentador Daniel Oliveira, numa espécie de pirueta mental de 180º. Mas é muito pior que isso. Regra para muitos, não sei se para ele: quando mais mediático, mas nulo e susceptível de licitação. O que se passa neste momento com ele, isto é, com o que vai derramando no Arrastado e no Espesso, é a completa absorção retórica da retórica solipsista que todo o curral socratesiano vem repetindo desde há dois anos nos blogues que a ele-sócrates fidelizaram a cerviz dobrada e o monco caído. Sim, os valupis, os jumentos e os diabo a quatro. Primeiro alvo, e gratuito, aliás: o Presidente.

segunda-feira, maio 06, 2013

AOS FILHOS DE FOUQUIER-TINVILLE

Chega. É chegada a hora de olhar para Pedro Passos Coelho e Paulo Portas e mesmo para o obediente frankfürter Gaspar como o último reduto para o êxodo-êxito da Intervenção Externa. Perante a incoerência e cinismo do FMI/BCE/CE, são eles, e não outros, a nossa única e exclusiva esperança, última oportunidade para nos salvarmos colectivamente de desgraças maiores, da desordem política, do caos fútil, do descrédito internacional. 

Em geral, os partidos políticos na Oposição, certos comentadores e especialistas afectos a determinados partidos momentânea ou permanentemente fora do exercício do Poder, como o intelectualmente desonesto e autodeslumbrado Daniel Oliveira ou o visceral zarolho Miguel Sousa Tavares anti-docentes, só nos garantem o Fim do Mundo e nada mais que a desgraça geral e colectiva. O registo de Daniel Oliveira, especialmente depois do abandono espectaculoso do BE, passou a ser explicitamente desonesto quando, colocando em perspectiva José Sócrates [a devastação que pôs em movimento] e Pedro Passos Coelho [nada mais que um bombeiro atrevido com óbvio desinteresse na demagogia e no eleitoralismo, debatendo-se com a paralisia do Centro Decisor Europeu] escamoteia a evolução favorável dos números entre 2010 e 2013. No défice e na dívida. O Daniel, claro, dir-me-á, o que sempre diz ou manda dizer: «O seu post é uma coisa execrável!» Infelizmente, nunca acerta no alvo do que se deve realmente execrar como a venalidade intelectual que explica parte da desgraceira de País mediático em que vivemos.

sexta-feira, maio 03, 2013

AS FRACAS MENINGES DE DANIEL OLIVEIRA

«Antes da queda do 2.º Governo Sócrates estávamos a endividar-nos em mais de 1.000 milhões por mês. Era um pouco mais de 12.000 milhões por ano. Se isso servir de termo de comparação para o Daniel “Short Term Memory” Oliveira talvez ele consiga perceber a diferença entre uma situação e a outra. Mas não espero que a esquerda na oposição faça uso da honestidade intelectual que NÃO a caracteriza.» Álvaro Marques

terça-feira, março 12, 2013

NÃO AGUENTO 24 HORAS DE INDIGNAÇÃO

Tenho sido um indignado crónico, especialmente a partir de 2005. Não me perguntem porquê. Foi um flash negro, uma impressão fortíssima de aviltamento, uma sensação de traído da Política, de espectador impotente de uma desgraça anunciada, apesar da palavra longa e afiada que passei a desembainhar no Palavrossavrvs Rex. O facto de testemunhar o desleixo dos Partidos, todos os Partidos, para com as pessoas concretas, de ver desfilando a avidez sectária arrogante e a incúria demente com que o Partido Socialista foi poder absoluto e impudico, até ao crescendo de sofrimento social que hoje afinal se transforma no caos da agenda cacofónica de 15 de Setembro e 2 de Março, determinou me revolvessem as vísceras da mais funda abominação. Mas nada acontece. Nada acontecer em Portugal tem sido o golpe de misericórdia nas minhas energias de protesto, no meu ímpeto reformista e amoroso-revolucionário. 

Lá, onde, por exemplo, no 15 de Setembro se rejeitava a Taxa Social Única, não se pôde evitar e rejeitar a hecatombe fiscal que 2013 haveria de testemunhar, não se pôde sacudir o torpor demagógico dos aburguesados partidos de Esquerda que se colam, como abutres, à evidência da nossa tragédia, ao cheiro infecto do nosso sofrimento, adesivos abusivos da nossa dor, casa assaltada, única coisa que fazem aliás. Não se pôde fazer mais nada, senão exprimir o nosso sofrimento sem agenda, as agruras da nossa falta de dinheiro sem reforma da representatividade parlamentar, sem consequências em transparente actuar político, sem o dom do plebiscito frequente e imediato, como na Suíça, às políticas que nos tocam e às lógicas que fazem de Portugal uma arena estupenda para a escravidão laboral e a injustiça salarial mais escandalosas: entre o que abicha Mexia mês após mês e o que pelintra um desempregado a diferença é todo um regicídio para coisa nenhuma, todo um Auschwitz em lume brando com milhões de morituros portugueses a quem ninguém poderá valer.

quarta-feira, março 06, 2013

DA CRISE TERMINAL DOS PARTIDOS PORTUGUESES

Os partidos valem zero a partir do momento em que constroem meticulosamente uma vida tão própria que se impermeabiliza ao clamor das gentes. Há muito que as aspirações das pessoas [mais participação directa e consequências imediatas dos nossos debates e das nossas escolhas] e a lógica ronceira dos partidos nada têm a ver. Muito por culpa da agenda medíocre destes últimos, das lutas intestinas pela escada e a chave do Poder interno ao fraccionamento interminável das suas facções e fracções: ironicamente, o carunchoso statu quo governativo ora PS ora PSD favorece o ganha pão prosaico e funcionarizado dos demais partidos, sem excepção, representados na AR, pelo que o facto de a contestação na rua visar virulentamente um membro do sistema representa na verdade uma séria ameaça ao sistema como um todo. Mas, ainda que inconsciente disso, o sistema dos partidos faliu. Não nos revemos nele nem nele cremos. Sinal disso o triste e melancólico diagnóstico do que é hoje o Bloco de Esquerda, rebate autojustificativo e tardio com que Daniel Oliveira explica a saída desse partido entorpecido e bizantino. Ele adequa-se à consabida escória da restante partidocracia em Portugal, pesada, estanque, um cancro: perpassados de corruptos, carreiristas medíocres, responsáveis por escolhas devastadoras, gestão danosa continuada do Estado, não nos reflectem. Nenhum nos reflecte. Se com os partidos, tal como estão, não vamos lá, reforme-se a forma como elegemos quem e o que elegemos. Reforme-se já. Para lá de qualquer aqui-d'el-Rei aflitivo e derrotado pelo desespero, nas ruas, comecemos pela remoção desta nossa vã, vil, singela e viciada forma de votar às cegas. Voltaremos às ruas. Vez após vez. Em massa. Com os nossos slogans desfocados, angustiados e álacres. Sem líderes. Sem alternativas. Uma mole sofredora. Para quando também com um caderno claro de reivindicações democratizadoras do sistema onde os partidos apodrecem, empurrando com a impávida barriga um monstruoso divórcio do Povo?!

quarta-feira, setembro 05, 2012

UMA ASSERTIVA E RESOLUTA SIBILA

Há dois tipos de espécimenes previsíveis no panorama nacional da política e do jornalismo-opinião. Os que actuam à Direita e escrevem à Direita, quando exercem o Poder. E os que escrevem e discursam à Esquerda, uma vez alijados dele. Num caso e noutro, são sensíveis ao dinheiro que lhes pagam, venha ele de Paris ou dos interesses que se cevaram a dar nacos de renda à Banca-BES amiga e aos interesses estabelecidos PPP sempre a abrir. Depois há canas agitadas pelo vento: a sibila retroactiva Daniel Oliveira já usou, por omissão, de extrema benevolência para com o nome e o desastre do grande exilado milionário da política em pleno fracasso do respectivo optimismo insolente, mas sempre vai sendo capaz de corrigir o tiro omisso pelo obus da sincera convicção. Por isso não erra ao incluir o PS nos promotores e negociadores do Memorando, pelo qual o Governo socialista todo se isolou, num casulo de fantasia negacionista, e todo se esmerou por todas as formas de incompetência, politização eleitoral dos recursos públicos, gastos opulentos e compromissos de País próspero em plena pré-falência e ventos de miséria. Pertence a Daniel Oliveira a afirmação politológica digna de crédito de que Sócrates foi o pior Primeiro-Ministro de sempre. Foi quase perfeito na trapaça e nas manobras de diversão, dilação, perante uma Opinião Pública primária, ignorante e desinformada.

quinta-feira, abril 05, 2012

BREVE LISTA DE DESONESTOS INTELECTUAIS

O que pensar do patarata Nicolau Lacinho Santos, que andou de braço dado com o megadespesismo socratesiano, quando implora que Passos se demita? «E o problema está precisamente nas pessoas por detrás desse ruído de fundo. Têm acesso aos media e têm uma agenda muito pessoal com contas a ajustar. Nicolau e o seu parceiro Costa, Marques Lopes e o seu anti Passismo, Clara Ferreira Alves e o seu constante saltitar de lugares de confiança mais ou menos política, Daniel Oliveira e a sua lobotomia trotskista, etc., etc., etc. São muitos, são todos iguais e são todos intelectualmente desonestos. Querer assacar responsabilidades de um desemprego de 15% a um governo que recebe um país em ruptura e com o desemprego nos 12% é desonesto. Assacar responsabilidades de uma recessão de 3.3% a um governo que se vê confrontado a reduzir um deficit de mais de 9% para menos de 4.5% num ano é desonesto. A não ser que pensassem que a vidinha continuava toda igual e que alguém is pagar o esforço desse brutal ajustamento. Eu lembro-me bem do que Passos disse. Íamos passar mal. A sério. Não enganou ninguém. [...] Mas há uma coisa que não vai ser igual. Nunca mais este povo olhará para Sócrates com os olhos com que o viu em 2005. Nunca mais se vai olhar para Constâncio como um economista capaz, ou para Teixeira dos Santos como um académico de nome. Enquanto um será visto por muitos como um mero chico esperto com laivos de criminoso, os outros serão vistos como capachos do 1.º.» Groink

sábado, março 24, 2012

SERVICINHOS

Leio no josé a descrição pormenorizada do que MST e Daniel Arrastão Oliveira andam a escrevinhar no Espresso: desengane-se quem pense que os políticos que roubam e desrespeitam o Estado de Direito, roubando ao máximo e pelo máximo de tempo possível, o fazem sem um esquadrão de opinadores peritos em pactuar e desculpabilizar à força toda qualquer crime sob a conveniente capa imunitária de se tratar de política. Não os concebia tão invertebrados em sede de consciência. Basicamente, para ambos a impunidade é boa e recomenda-se; não há nada a mudar em leis feitas à medida da venalidade; e sobretudo há o perigo da "judicialização da política": enfim, lixados os contribuintes pela espessa corrupção dos políticos, lixam-nos os opinadores com a atenuação e desculpabilização geral dos mais negros e nocivos actos daqueles mesmos políticos e é nisto que se resume o servicinho que Daniel Oliveira e Miguel Sousa Tavares prestam ao Primadonna: encerrar-nos no curral do grande comer e calar, apesar de traídos, vendo lesado o Estado para lá do limite da pura insanidade no exercício do Poder. O jantar de namoro para abrandamento da isenção de quem opina, tal como com Pina, deve ter sido inesquecível. Podre País com abéculas assim!

terça-feira, fevereiro 28, 2012

A ADRENALINA DA GREVE PARA PATOS APÁTICOS

Daniel Oliveira entrou em taquicardia com a entrevista de Diogo Feyo, eurodeputado do CDS, ao "Público". A verdade é que o Governo não tem alternativa ao acatamento da austeridade ditada externamente. Os políticos que nos deram o optimismo assassino e vácuo não nos deixaram outra saída. Desobedecer à austeridade é descarrilar antes da luz ao fundo do túnel. Mesmo de sindicatos com décadas de defesa, antes de tudo o mais, dos privilégios da elite dirigente sindical e só muito depois dos direitos fossilizados dos trabalhadores ou da criação de riqueza e produtividade nas empresas, não se pode esperar absolutamente nada senão o que o Fóssil Arménio espingarda sob a espora de um ou dois cafés loquazes. O Daniel quer o laxante do conflito, do contraste e do dinamismo social e intelectual, paralisando o País como combate ao laxismo?! O mais certo é que, no mínimo, passemos fome alegremente durante o processo e, no máximo, sejamos despejados por falta de pagamento do aluguer da casa. A luta está boa para quem tem dinheiro, para quem não tem filhos a cargo e ganha a vida sentado a garatujar artigos libertários, moções anacrónicas e paralíticas para o Espesso. O contraditório, o conflito e o pluralismo são coisas liriquistas quando o básico ameaça colapsar, quer corramos quer fiquemos quietos. O problema não é a putativa promoção que o Diogo Feyo parece fazer à apatia e crédula submissão geral ao Governo. O único problema é trocar cidadãos apáticos com pão na mesa por cidadãos frenéticos, mas esfomeados nas praças; trocar trabalhadores apáticos com trabalho por trabalhadores frenéticos nas ruas mas sem trabalho; trocar estudantes apáticos com esperança por estudantes frenéticos sem futuro. O mesmo com intelectuais, cientistas e empresários. Entre o pântano sem fome e o pântano da mediocridade activista e cívica que nos atrasou durante décadas, escolho ter o que comer e ter o que dar de comer às minhas filhas. A única luta é trabalhar mais, é inventar trabalho para todos e criar riqueza antes de vociferar contra a lei da gravidade com petardos, cocktail molotov e a tirania dos piquetes sornas.

terça-feira, fevereiro 21, 2012

ABUTRES À VONTADINHA

O patético Daniel Oliveira resolve contestar a mensagem patética do patético Luís Fazenda. Mas tendo em conta que nem BE nem PCP querem o poder  querem somente muitos cadáveres para continuarem a ser abutres à vontadinha  as derrotas eternas da Esquerda [em Portugal] estão garantidas à partida.

domingo, setembro 25, 2011

VOCÊS É QUE SÃO OS CULPADOS

«Não adianta enfiar o Alberto João na prisão, porque somos todos culpados. Aliás, vocês é que são, eu sempre disse que era um trafulha. Por isso agora não serve de nada andar com processos-crime, a não ser que ele tenha cometido um crime, e aí tem mesmo de ser. Mas entendam que se tiver cometido um crime, só o fez porque os madeirenses o puseram lá. Se não o tivessem feito, não podia. Logo, somos todos, digo, vocês, digo, os madeirenses são todos culpados de terem exercido a democracia com dolo, e o melhor é metê-los todos na prisão para não repetirem a graça. Nós no BE gostamos muito da democracia. Sabe a frango.» Daniel Oliveira

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

BY THE LOWEST BID

Que o Daniel se para a banda desconchavada do Primadonna é algo cujo lento e disfarçado desenho se percebe há muito tempo: se vai, vai «by the lowest bid». E fica-lhe feio. Fica-lhe mal.

domingo, novembro 28, 2010

A LENGA-LENGA QUE NOS VENDEM

«... o endivimanto não resulta de uma bebedeira consumista que leva os povos a viver acima das suas possibilidades, mas de um desvio dos recursos disponíveis de parte da população para os mais favorecidos; que a crise não resulta, como nos querem vender, de um excesso de Estado Social, mas de um falhanço no papel redistributivo do Estado; e que as medidas que estamos a aplicar, com redução de prestações sociais e dos custos do trabalho, apenas agudizarão a crise. Como em quase todos os estudos que vão saindo, os números contrariam a lenga-lenga que nos vendem todos os dias.» Daniel Oliveira, PNETcrónicas

domingo, dezembro 20, 2009

TODOS LHE CHAMAM «O PUTO»

E linkam-lhe as pérolas. Mais um pouco de argumentário imberbe e corremos o risco de em Portugal não haver portugueses a trabalhar. Só empregadas domésticas estrangeiras e almeidas. Como a brasileira do Tomás Vasques ou as duas ou três do menino Tiago Moreira Ramalho. Ultimamente irreconhecível pelo menos comparado com a afabilidade e moderação antigas, já extintas. Isto da "glória" blogosférica fosforescente e instantânea é uma foda! Tiago, Tiago, em verdade, em verdade, te digo: não tens sido propriamente um pacifista dos argumentos nem sequer um porreiraço desportivo do discurso. O Daniel Oliveira, comparado contigo, é um Ghandi e tu, comparado com ele, és um Huno.

segunda-feira, novembro 30, 2009

DUPLO QUEIXO DO MAL


Já somos muitos a pensar que o QuEixo tem um caos que entontece e um grasnar-Clara que irrita: «A peixeirada-do-mal é uma nódoa que cai aos fins-de-semana num canal de informação – a SIC-Notícias. O moderador não modera e os opinadores não opinam. Ou opinam, mas ninguém os ouve: atropelam-se todos à molhada, cada qual a levantar mais a voz do que os restantes, e a peixeirada instala-se invariavelmente. Não é um grande mal, porque o pouco que se percebe é um chorrilho de lugares-comuns que não-aquenta-nem-arrefenta. Pela devida ordem, a senhora vai à frente. Seguem-se dois inócuos. Por fim, o lugar mais honroso é o do Daniel Oliveira. Raramente concordo com ele, mas reconheço que se destaca pela seriedade e coerência. Já lhe dirigi umas gracinhas no passado, mas deve ser por isso mesmo que gastei algum tempo. E até lhe dirijo outra: aquela peixeirada não é séria, Daniel.» João Carvalho