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quinta-feira, abril 04, 2013

UMA DEMISSÃO LUSTRAL

Movia-me, mais que qualquer outro sentimento, um de compaixão por Miguel Relvas. Relvas é uma das faces do Regime: o Regime não merece qualquer compaixão porque segregou a gentalha mais lesiva dos interesses colectivos que nem em quase novecentos anos de História, mas Relvas apanhou com todas as pedras na grande lapidação cívica em decurso que aliás não poupa, porque não pode poupar, outros nomes com muitíssimo mais lata e infinita cara de pau. Diga-se que o martírio público e notório de alguns bons cabrões da nossa não obteve ainda nenhuma das correspondentes consequências por parte da Justiça. O mal do Regime é larvar e medra até ao rebentamento final.

segunda-feira, julho 16, 2012

APELO A TODOS OS RELVAS QUE HÁ POR AÍ

O caso Relvas empesta media e redes sociais desde há semanas e não vale a pena aspirar a mais que a este moer contínuo sem consequências. Continuo a pensar que seria necessário limpar com criolina o Parlamento, julgar e punir os responsáveis pelas últimas PPP absolutamente criminosas e cínicas, mudar de Regime, para me sentir aplacado com a demissão do Relvas e dos relvas todos. Pelo que o apelo é este: precavei-vos, todos os relvas em todo lado, porque abanaremos os fundamentos frouxos e putrescentes deste Regime. Somente um Relvas out, quando há tantos, não chega.

quarta-feira, março 14, 2012

FUMOS DE RUÍNA NUMA BANDEJA COVARDE

Pena que não haja coragem para castrar o monstro a bem dos clientes que pagam e não bufam: «Bem se sabe que Henrique Gomes não é só um santo ou uma vítima desta história: no seu percurso no Governo revelou falta de senso político, desbaratou apoios, aliou-se em excesso ao anacrónico grupo do nuclear e deu de si a imagem de um D. Quixote de lanças apontadas às eólicas e, principalmente, à EDP. Mas nenhum destes erros e debilidades consegue esvaziar a constatação de que, após nove meses de Governo, e apesar das pressões da troika, ele foi o único membro do Governo a bater-se pela renegociação das “rendas excessivas” que supostamente as eléctricas recebem do Estado. O problema político desta demissão está precisamente aqui, no contraste entre quem quis discutir os negócios ruinosos da era Sócrates e os que tergiversam e adiaram qualquer tentativa para o fazer – não é uma questão das empresas, que têm de defender os interesses dos seus accionistas; o problema está também no desfecho do processo, com o membro do Governo mais favorável às negociações a ter de sair de cena. Bem pode Passos Coelho dizer que o Governo não cedeu às pressões da indústria da electricidade, que a ideia, lógica e comprovável, com que o país fica é que um governante se meteu com a EDP e pagou cara a ousadia. E é por isso que Passos e a maioria não devem subalternizar esta demissão: um Governo que caia na suspeita de pactuar com os mais fortes em detrimento do interesse geral é um Governo fraco e ferido.» Público, Editorial, 14 de Março, 2012

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

AVARA LIÇÃO DE DESPRENDIMENTO

A avidez de Wulff ditou que acabasse nessa forma de derradeiro ou supremo desprendimento que é a demissão. Em Portugal, especialmente com socialistas como titulares [logo donos de tudo e de todos], parece que a coisa é mesmo vitalícia. A ética republicana só se aplica aos outros. Mas, enfim, temos Wulff a lembrar que caminhos novos podemos tomar: «Tendo em conta os acontecimentos dos últimos dias e das últimas semanas, não posso continuar a exercer o cargo». Nada melhor para refrescar as coisas.

terça-feira, março 29, 2011

ANÁLISE A UMA DEMISSÃO LIBERTADORA III

«c) Jurando o diálogo até ao fim, Sócrates, que não emenda o documento para satisfazer as objecções dos partidos, nem sequer apresenta o PEC, na tarde de 23-3-2011, vira as costas aos deputados e abandona a Assembleia, no final do discurso de Teixeira dos Santos, que, por seu turno também se ausenta durante o discurso de Manuela Ferreira Leite. Trata-se de atitudes inéditas de desprezo, que seriam punidas pelos britânicos, alemães, franceses ou espanhóis, com o ostracismo político. Veremos como o povo português as toleram.» ABC

domingo, março 27, 2011

RAZÕES PARA O TERROR

A única fonte de terror para Sócrates é a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade. E a verdade é que o socialismo-socratismo terá gerado derrapagens infinitas, mil Taguspark, mil BPNs, mil Varas e Varejeiras, por incúria incompetente, avidez clientelar, glutonaria pelas delícias imorais do mando imundo, gestão danosa do erário, displicência com Portugal, negligência com os portugueses. Nada aterroriza mais essa figura burlesco-trágica [o Primadonna Sócrates] que já não poder controlar 'factos', 'verdades' convenientes ao exercício sorna do Poder, uma vez que a descoberta de novos buracos nas contas de Portugal está iminente, só sustida por Cavaco, coisa a envergonhar-nos e à UE, porque provará os malefícios da Síndrome Constâncio que consiste em falhar sucessivas vezes no acompanhamento e supervisão [de bancos ou Estados]. Depois da Grécia, Portugal é outro Estado-membro nas malhas da trapaça com números económicos. Ninguém sai ileso. Não admira que Sócrates se queira abrigar à sombra das asas de Merkel e fornicar com o PSD. Enquanto isso, ninguém estará a olhar para ele nem para a sua extraordinária obra destrutiva em nome do sectarismo mais reles. 

ANÁLISE A UMA DEMISSÃO LIBERTADORA II

«b) Sem financiamento possível, Sócrates foge à responsabilidade de pedir socorro financeiro. Apresenta, com urgência, o PEC no Parlamento, sabendo que as oposições iriam votar resoluções contrárias ao documento. O que se comprometeu em Berlim (com Merkel) e em Bruxelas, nas costas dos partidos, do Presidente da República e dos parceiros sociais, já não pode cumprir.» ABC

sábado, março 26, 2011

ANÁLISE A UMA DEMISSÃO LIBERTADORA

«a) Foi Sócrates que provocou esta crise política com a negociação secreta do novo PEC com Bruxelas, documento que apresentou sem informação nem consulta à Assembleia da República e ao Presidente da República, com o aviso de que não governaria com o inevitável FMI, e com ameaças de demissão se os partidos não lhe aprovassem o que nem souberam.» ABC

CAUSAS DE UMA NADA FUNÉREA DEMISSÃO V

«5. Perda acelerada de popularidade A transferência de intenções de voto para outros partidos e a vergonha dos seus apoiantes é tão grande que é difícil hoje encontrarmos alguém que em conversa se assuma como apoiante de José Sócrates ou até admita ter votado nele. Em 27 de Setembro de 2009, Sócrates parece ter tido 2.077.694 votos a menos do que o Tribunal Constitucional firmou...» ABC

sexta-feira, março 25, 2011

CAUSAS DE UMA NADA FUNÉREA DEMISSÃO IV

«4. Pressão dos apoios internos e abandono de órgãos de poder auxiliar Aumentou a pressão dos apoios internos do socratismo: do meta-sistema, da Maçonaria bloco-centralista, do próprio partido e da sua plataforma financeira e empresarial, para que Sócrates se demitisse. O objectivo desta confluência de interesses sinistros é evitar para o PS um resultado à irlandesa (o partido governamental de centro-esquerda, Fianna Fáil, passou de 41,6%, em 2007, para 17,4%, em 2011), mais grave do que os 20,8% de Almeida Santos, em 1985. Um resultado não permitiria o controlo sistémico que o PS conseguiu exercer, também sob a batuta do presidente Jorge Sampaio, durante os governos Durão Barroso-Portas e Santana Lopes-Portas, nem sequer a contenção das investigações e o controlo de danos sobre os negócios, contratos e actos, realizados pelo Governo socratino com os seus parceiros. Além disso, não tem sido possível estancar a fuga discreta de parte da super-estrutura política satélite. Dá-se o abandono de sectores daquilo que chamo «o nível intermédio instrumental do socratismo»: Maçonaria, alguma Igreja (Patriarcado de Lisboa), media, finança e cúpulas judiciais.» ABC

CAUSAS DE UMA NADA FUNÉREA DEMISSÃO III

«3. Bancarrota iminente As duas causas anteriores desencadeiam uma terceira: a ruptura iminente de pagamentos, devido à previsível incapacidade de financiamento no mercado a taxas suportáveis e a possibilidade de nos leilões de dívida o Governo não conseguir arrecadar dinheiro suficiente para pagar juros, salários, subsídios e pensões.» ABC

CAUSAS DE UMA NADA FUNÉREA DEMISSÃO II

«2. Alteração do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) adiada para o final de Junho de 2011 O Governo deve ter sido informado e concluído que, na cimeira europeia de 24 e 25 de Março de 2011, seriam adiados para o final de Junho, o alargamento do FEEF e a criação imediata de um mecanismo de apoio aos países endividados, através da concessão rápida e flexível de crédito de emergência. Sem essa alteração imediata, o socorro financeiro não podia ser disfarçado de um apoio pontual (empréstimos-às-pinguinhas...), de uma operação financeira da União Europeia, sem pedido formal de Portugal e sem FMI... . A União Europeia não consentia que Sócrates deixe subir a taxa de juro ao limiar dos 8,5% sem o obrigar ao pedido de ajuda, pois, de outro modo, o euro seria afectado profundamente. Porém, o socorro financeiro formal significaria para Sócrates o falhanço objectivo da sua política.» ABC

CAUSAS DE UMA NADA FUNÉREA DEMISSÃO

«1. Perda de apoio financeiro do Banco Central Europeu (BCE) na sustentação artificial da taxa de juro da dívida do Estado No rescaldo do episódio do compromisso do Governo português com a União Europeia, à revelia da Assembleia e do Presidente da República, sobre o quarto (ou quinto...) Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), tomado firme pelas instituições da União Europeia, Sócrates deve ter percebido, pelos seus contactos internacionais que a paciência da União e dos líderes europeus para consigo tinha terminado. Com o esgotamento da paciência pelos compromissos falsos, de um Governo que não podia cumprir o que prometera aos parceiros europeus, também acabava a sustentação artificial, que a Comissão e o Conselho recomendavam, da taxa de juro das obrigações do Estado português, mantidas artificialmente pelo BCE através de intervenções maciças nos mercados. Sócrates decide, em 15-3-2011, levar o PEC imediatamente ao Parlamento, quando podia adiar essa apresentação para o mês de Abril; durante essa semana hesita, mas após uma intervenção falhada do BCE, em 18-3-2011, para descer decisivamente a taxa de juro das obrigações do Estado português, conclui que o PEC tem de ser apresentado imediatamente no Parlamento (23-3-2011) e forçar a demissão do Governo. A taxa de juro das obrigações do Estado português a cinco anos subiram a 8,20% ontem, 23-3-2011, ainda antes da apresentação do PEC no Parlamento.» ABC

quinta-feira, março 24, 2011

PROFANADOR DESESPERADO

«O artista, no tempo de Adolph H. não teria que se esforçar muito para integrar o staff Goebbels. Era vê-lo ontem, hodierno c/ teleponto, o mesmo estilo ad nauseum, o mesmo ritus mete nojo supostamente grave, a fatiota de sempre, plastificada, tudo a partir de S. Bento lugar supostamente para se falar c/ sentido de estado, espumando ódio contra o mundo, prometendo vingança, deixando bem manifesta a falta de dimensão de um arrivista, que os portuga permitiram se apropriasse daquilo que ele julga ser um brinquedo... Mas por detrás de tudo, analisado o invisivel, detecta.se o desespero, um gajo em desespero... E tem razões. Ele sabe que a partir de ontem, já não controla como controlava. Ele sabe o lixo que tem debaixo do tapete... Ele sabe que o ódio que sente não é superior ao ódio que gerou... Ele sabe que a tenda de kadhafi voou...e nem nessa tem dormida...nem ali será acolhido... O artista vai estrebuchando, num estertor macabro de tigre de papel... Nem molécula de pena, para um estupor que fez de Portugal um cauchemare interminável. Mas o ar hoje está muito mais oxigenado...» Anónimo

ÉLAN TRÁGICO-BURLESCO

Revestido da credibilidade de um mosquito, sólido como uma jangada que se debate na procela, o Primadonna não desiste de ser ainda poder. E tem razão. Se o seu poder pariu isto, faz muito bem em tentar berlusconizar-se, regressar, ressuscitar como tiranete perfeito numa República de corneados precisamente por si. Negócios, comissões, clientelas. Bater-se-á pelos velhos tempos e pela grande causa clientelar maçónico-socialista umbilicista. Parte derrotado, rejeitado, mas desembainha ainda a murcha espada do élan pífio, enorme viciado na própria aura narcísica. O mesmo show mediático soará a fantasmagoria ridícula como Zé Cabra, fraudulenta como Vale e Azevedo. Ilusão de armar ainda a velha tenda e encenar ainda o velho circo. Ele não desiste como muitos a quem falta uma quinta-feira, tenazes como mastins na mesma determinação-demência. Nós também não desistiremos de lhe garantir um longo colóquio com a História trágico-burlesca socialista-socratista nas suas causas e consequências. Se justiça for servida. Eleitoral e da outra.

quarta-feira, março 23, 2011

UMA FELIZ CATÁSTROFE

Acho espantoso que um conjunto de cidadãos e opinadores considere o dia de hoje uma catástrofe pelo presumível auto ou heterodespedimento de Sócrates. Não apenas uma catástrofe, mas uma das maiores do século, quiçá do milénio, e achem ainda que o culpado dela é Cavaco, Pedro Passos Coelho, as oposições. A chantagem mais cretina afinal funciona. É preciso ser absolutamente grunho e com um par de palas do tamanho dos Clérigos que não sabemos o dos cornos, ma eles e elas andam aí na sua indigência mental, infinita desinformação, crassa malícia incitando o 'Engenheiro' Sócrates «inteligentíssimo» a que não se demita. Toda a nojeira, toda a tragédia de Portugal chama-se socratismo, uma trupe servil, aclamativa de só sapateiro vaidoso de lábia infinita, hábeis recursos de anestesiar com slogans, controlar e ameaçar quase toda a gente que pense à parte do seu excelso pensamento único ziguezaguante. Foi a sua soberba, avidez e mentira de ditador fanático que cavaram a nossa bancarrota e abriram toda a crispação em decurso. Não temos de sentir compaixão se o único terror socialista se prende com o desemprego massivo que espera os seus boys insensíveis à verdadeira catástrofe infeliz da dívida, dos juros, dos PECs terminais. Urge arejar o País e pôr cobro à sinuosidade de processos, às palavras contraditórias com as acções, à ocultação maliciosa dos números e dos factos da economia, à álacre incompetência que sorri e às mil homilias-cacete de malhar com retórica vã. Haja festa, champanhe e canto: poderá sair de cena o grande tampão anímico dos portugueses, o máximo divisor incomum de Portugal, ímpar corporativo conspirativo do socialismo rapace, inigualável desbaratador do Presente e do Futuro. 

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

A NUDEZ DE RUI PEREIRA

Estaria aqui a defender Rui Pereira se, tal como o congressista norte-americano Christopher Lee, tivesse caído na fraqueza de se publicitar em tronco nu num anúncio qualquer por sexo suplementar transmatrimonial. Infelizmente, Rui Pereira não se publicitou em tronco nu por sexo, encontros amorosos, com um par de tretas e de mentiras. Fez pior: tutelou politicamente as piores eleições do pós-25 de Abril e ainda não se demitiu. Não poderia estar mais nu. Mais um motivo para votar favoravelmente uma moção de censura, uma vez que nada nem ninguém neste Governo tira consequência dos seus actos e das suas grosseiras negligências.

quarta-feira, maio 27, 2009

LOUREIRO, SÓ UM EMBARAÇO A MENOS

Tardou até ao supremo tédio uma decisão autodemissionária da parte de Dias Loureiro. Deu margem a que se pensasse ter ele o PR sob chantagem de alguma maneira ou um respeito nulo pela pessoa e figura presidenciais, para não dizer nula consideração pelos cidadãos. Recentemente colado e plangente no lançamento de uma Biografia encomiosa a Sócrates era mais um sinal que nada augurava de bom quanto a colagens e a oportunismos desesperados a figuras de demasiado poder abrutalhado. Ainda mais quando nem sabemos o que pensar de alguém capaz de dizer a alguém [Oliveira e Costa] uma frase peregrina e caricata como esta: "Veja lá como me trata. Quando me hostilizam eu não sou para brincadeiras". Como escreve, e muito bem!, José Manuel Fernandes, Director do Público: «... em política, como na vida pública, o que parece é. E o que já foi ouvido a várias testemunhas que passaram pela Comissão de Inquérito, designadamente a pessoas como uma imagem de seriedade sólida, como António Marta, do Banco de Portugal, contradiz de forma tão clara, tão contrastante, os seus depoimentos que criou dúvidas que não se limpam com uma simples reafirmação de tudo o que disse. Na opinião pública há, no mínimo, seriíssimas dúvidas não apenas sobre se mentiu ou fala verdade, mas também sobre todo o seu comportamento no caso BPN/SLN. Comportamento ético e comportamento no quadro das leis da República.» Um outro espinho encravado no enfermo Regime Português é a ainda situação embaraçosa de Lopes da Mota para o Governo e para País ao permanecer no Eurojust contra todas conclusões divulgadas e apreciadas pela Opinião Pública. Depois de forçado até ao limite e o limite foi o juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre, ter enviado um pedido ao Conselho de Estado a pedir o levantamento da imunidade de Dias Loureiro, espera-se que a divulgação integral do Relatório de Vitor Santos Silva por Pinto Monteiro ou a revelação de mais um quisto moral qualquer na história das 'pressões', portanto, só no limite do insustentável, Lopes da Mota seja posto a andar ou nos faça o obséquio de desenvergonhar nas instâncias europeias e nacionais, saindo por seu relutante pé. A escola de ninguém se mancar, muito PS e muito a cara de esta legislatura, deve dar lugar a outro modo despojado e humilde de estar na vida pública: «Dias Loureiro terá já pedido a sua demissão do cargo de conselheiro de Estado. De acordo com a SIC Notícias, o antigo dirigente do PSD já terá também solicitado uma audiência ao procurador-geral da República.A informação surge depois de ter sido noticiado que o juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre, enviou um pedido ao Conselho de Estado a pedir o levantamento da imunidade de Dias Loureiro, segundo avançou hoje o Correio da Manhã.»

terça-feira, março 24, 2009

MIREK TOPOLANEK NÃO É PORTUGUÊS


A República Checa, país bem mais culto, trabalhador e organizado que Portugal, ainda para mais presidindo à União Europeia, deve ter uma cultura parlamentar e governativa bem mais descomplexada, saudável e transparente que a nossa e um conceito de estabilidade igualmente descomplexado em face do que por cá defendem os comentadores oficiosos do Regime do alto das suas benesses e prebendas de papagaguear. Sem uma maioria monopartidária, é o caos em Portugal? Não. Será o dinamismo e a criatividade. Na República Checa, um governo e um primeiro-ministro postos em causa no Parlamento, demitem-se. Por cá, com tantas coisas a enegrecerem suspeitosamente a imagem pública do Sr. Sócrates, factos imensos e sucessivos, além de todos os sinais a vazio e a sucedâneo de acção (Magalhães. Painéis Solares), sinais que faz o favor de passar para a sociedade, acontece precisamente o oposto: um enclavinhar profundo das garras insaciáveis do aparatchik súcia-em-lista e o triunfo completo do sem semancol. Atestando o estado lastimoso da sensibilidade e sentido cívico, escreve Manuel António Pina que «Uma petição de sportinguistas exigindo a repetição da final da Taça da Liga "porque nós merecemos a taça, lutámos por ela com honra e amor à camisola" reuniu, em poucas horas, mais assinaturas que petição idêntica que anda há uma eternidade na Net (na Net, clica-se em qualquer sítio e aparecem duas ou três petições) apelando à demissão de Dias Loureiro do Conselho de Estado na sequência do caso BPN e dos "seus comportamentos que põem em causa o bom-nome do Conselho de Estado, da Presidência da República e do País". Quem julgasse que trafulhices de milhões como as do BPN chegariam para comover a Pátria, nunca, como na redacção daquela menina de Leiria, foi lá, à Pátria. A Pátria comove-se é com "penalties" roubados, não com milhões roubados. A Pátria não faz a mínima ideia do que é um milhão e está-se nas tintas (como o povo diz, isso são coisas "lá deles") para "o bom-nome do Conselho de Estado (de quem…?), da Presidência da República e do País". Ponham-lhe à frente uma petição a exigir a demissão do Eduardo de "Podia acabar o mundo" do tal Conselho de Estado, e essa, sim, a Pátria assina logo.», e a verdade é que o Portugal alienado, bruto, ignorante, manipulável e dormente, traços potenciados pelos media governamentalizados e hegemónicos, prova-nos todos os dias por que motivo diverge da UE, ao passo que a República Checa cresce e converge. Lamentamos, sr. Sócrates, mas deixar respirar a democracia e ter moral para falar é uma questão de vida ou de morte num Regime que oscila a olhos vistos: «Uma moção de censura contra o Governo checo, país que dirige este semestre a União Europeia, foi aprovada esta tarde pelo Parlamento de Praga e o primeiro-ministro Mirek Topolanek anunciou que vai renunciar ao cargo.»

sábado, fevereiro 14, 2009

OFF-CHORO E RANGER DE FUNDOS


Absolutamente de acordo. Aquilo que polui com salpicos de desonra-lama indirecta o PR é o facto de alguma vez esta coisa amnesicamente insuportável e displicente com grandes quantias de dinheiro e assinaturas, alguém que mente e não se manca, tenha sido em primeiro lugar convidado para um cargo de absoluta confiança política como Conselheiro de Estado. Certamente que, no computo dos argumentos de chantagem des-honorífica em que consiste esta guerra fria entre figuras de estado, há-de haver uma contabilidade minudente qualquer misteriosa. De modo que ninguém se demite ou se retracta, mas sustentam-se todos uns nos outros, como macacos agarrados a um derradeiro galho partido, ainda preso à árvore por um filamento, sem qualquer outro ponto de apoio à vista e prestes a estatelarem-se no abismo. Abordar superficialmente e branquear mediaticamente uma matéria como o caso Freeport, por um lado, e, por outro, nada resultar de este cruzamento de dados delicadamente comprometedores para alguém situado ao mais alto nível, diz-nos do mar de injustiças e de inconsistências em que a chamada Justiça em Portugal labora, lembrando-nos que só por muito azar geográfico não fazemos fronteira com uma república sul-americana em ditadura ou com um Cu de Judas africano igualmente famigerado pela Impunidade radiosa. Nem deveria ter de vir a terreiro, colocando o dedo na ferida, o deputado do Bloco de Esquerda (BE) João Semedo para defender a suma evidência de que Dias Loureiro deve demitir-se do Conselho de Estado. Alguém com suficiente independência, que nada deva e nada tema, deveria accionar ou ter accionado os resíduos de vergonha possíveis em tão asqueroso e invertebrado modo de proceder. Mesmo que o povo vá anestesiado e com suficientes angústias pesando-lhe, nada mais se espera que facto/consequência: João Semedo considerou que o Conselheiro Dias Loureiro «nunca deveria ter sido convidado pelo Presidente da República para aquele órgão, "não era necessário haver nenhuma comissão de inquérito ao BPN para se saber que Dias Loureiro integrou um grupo financeiro que anos após anos viveu da fraude e de operações irregulares" e "nada recomendaria o convite" para conselheiro de Estado. De acordo com João Semedo, na comissão parlamentar de inquérito sobre o BPN Dias Loureiro "não disse tudo o que sabia e faltou à verdade" e as "muitas contradições entre o seu depoimento e o que os documentos revelam" levam o BE a querer que seja novamente ouvido.» Precisamente da confrontação entre depoimentos na Comissão de Inquérito Parlamentar e documentos relativos a negócios assinados por DL no BPN, resulta a conclusão, na edição de hoje do jornal Expresso, de que "Dias Loureiro mentiu" no Parlamento, ao negar conhecimento de um fundo em relação ao qual assinou documentos. À gravidade do Buraco, que de resto todos pagaremos, soma-se a enormidade da Mentira, da sonsa não assunção sorna de responsabilidades, da amnésia, não com trocos, mas com enormes quantidades de dinheiro, esquemas de horonários esconsos, desbragamento e desonestidade sôfregos. Saber que no inferno haja choro e ranger de dentes faz parte de algum imaginário figurativo arcaico remanescente. Não nos poderá dar a 'democracia' de algum modo a sensação de que mentir não é aceitável nem compensatório ou o demonstrativo consolo de que enriquecer estranha e indecentemente é algo de repugnante, intolerável, com indesejáveis consequências e correlatas punições?! Com a disposição revelada pelos «representantes dos partidos na comissão de inquérito sobre o BPN [que] admitem chamar novamente Dias Loureiro face às contradições entre o seu primeiro depoimento e a documentação vinda hoje a público [em face do que] Dias Loureiro já manifestou, entretanto, a sua "total disponibilidade"», lá regressaremos à via-sacra de novas abordagens angulosas, novas desculpas empasteladas, lento marinar e desgastar mediático do caso e da premência de conclusões até ao oblívio.