O pior inimigo dos desempregados são as Redes Sociais? O pior inimigo da produtividade são as Redes Sociais. O pior inimigo dos casamentos e dos relacionamentos são as Redes Sociais. As Redes Sociais podem ser o pior inimigo de muitas coisas, o pior inimigo de muitos e muitas.
Mas hoje, ano e meio depois de o desemprego ter regressado à minha vida e com cara de querer ficar, descobri, e descobri algo tardiamente, que as Redes Sociais são-me afinal um oásis de socialização, uma plataforma gratificante para novas formas de amizade manifestada, um espaço transformador para a comunhão de causas e para a mais esplendorosa criatividade.
Quando não há emprego, quando o emprego e a procura de emprego redundam numa enxurrada de derrotas sucessivas, de muros altos e barreiras impossíveis de transpor, ainda bem que temos nas Redes Sociais o escape perfeito, a válvula animicamente remediadora. Em face do labirinto inextricável do desemprego, da destruição gradual da auto-estima pela situação de desempreto, há um porto de abrigo.
Por outras palavras, obrigado, Linkedin. Obrigado, Facebook. Obrigado, Twitter. Obrigado, Google+. Obrigado, Blogger. Quanto a Isabel Jonet, compreendo perfeitamente o que quer dizer, mas parece-me simplista de mais e, nesse ponto, pouco fiel à realidade íntima dos desempregados e algo falho em matéria de capacidade para a compaixão.E a compaixão é, ou deveria ser, o departamento prático de que a Isabel Jonet se ocupa como ninguém.
Estou aqui a pensar e nunca compreenderei por que motivo ninguém me contacta nem contrata para nada, uma ideia, um projecto criativo. Não é certamente por viver num País de Mierda, como dizem os espanhóis, nem por causa da minha excessiva entrega às Redes Sociais, com exposição de pontos de vista políticos quotidianos a beliscar sobretudo a fantástica agremiação política que é o Partido Socialista e o seu legado. Não. É um mystério para mim, José Manuel Fernandes. Um Mystério.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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quinta-feira, abril 03, 2014
sexta-feira, novembro 29, 2013
GERIATRIA CONSPIRATIVA E MUDANÇA

A Taxa de Desemprego Move-se Para Baixo. Ainda bem.
Sim, há emigração. Massiva. Há uma ponte aérea só de saída de jovens portugueses para essa Europa britânica e alemã.
Mas alguma coisa ocorre de extremamente positivo com a taxa de desemprego doméstica.
Desejo acreditar que o investimento novo está a fazer o seu caminho
e a tirar gás aos piquetes de bloqueio da mudança.
Desejo acreditar que algo de bom se movimenta
no sentido oposto da Geriatria Conspirativa vetustade dos soares e dos outros idosos
fósseis e malignos do Regime com o seu egoísmo por palavras, actos e comissões.
Um Soares que protege Sócrates e ataca Passos não tem perdão.
Há muito mais Portugal além da politiqueirice.
E a mudança está aí.
Se fosse pelo Fóssil Arménio, ainda hoje a circulação ferroviária deveria ser feita a vapor,
contra o capitalismo que condena ao despedimento compulsivo
fogueiros e vendedores de carvão.
terça-feira, novembro 12, 2013
NÓS SOFREMOS, O PAÍS AVANÇA
Há muito que no meu espírito se sedimentava a certeza de um País repleto de infraestruturas, mas irrevogavelmente pobre nas pessoas, nos rendimentos, um País em que a riqueza ficaria lá, na grande barragem monopolista e apropriacionista das famílias habituais, a acumular desde há décadas.
Não misturarei, porém, departamentos: o que é bom para Portugal, há-de ser bom para mim e para a maioria, senão já no bolso, no orgulho, e um dia em ambos. E é bom saber da redução da taxa de desemprego de 16,4% para 15,6% no terceiro trimestre deste ano; é bom saber que os juros da dívida pública portuguesa a dez anos no mercado secundário já está nos 5,82%; é bom saber que as exportações portuguesas em Setembro tiveram segunda maior subida do ano e que a a actual espiral crescimentista da economia portuguesa é já de 0,3. Que bom ter razões para festejar e razões para esmagar o argumentário catastrofista dos vendedores de tragédia e asseguradores de desgraça. Muito bom.
É tudo muito bom, mas eu não sinto nada. Ninguém aqui em casa sente. Comer já é um problema há dois anos, quanto mais vestir e o resto. Com as famílias esmagadas e sem dinheiro para mandar cantar um cego, a consolação de um País finalmente nos trilhos, a crescer e a viver do que vende, ainda não nos consola directamente a nós, pessoas comuns, cidadãos concretos. Algum dia consolará? Talvez.
Daqui a dez anos.
quinta-feira, novembro 07, 2013
A COISA BAIXA

quinta-feira, outubro 03, 2013
PÁSCOA DOCENTE

O nosso sofrimento é duro. O modo como nos dois últimos anos o Sistema Cratoniano comprimiu as condições na sala de aula e inventou desemprego docente em larga escala ficará nos anais do maquiavelismo moderno, em estados particularmente falidos. Em todo o caso, o Estado Português tem de sobreviver e seguir adiante, der por onde der. Por isso atira borda fora lastro, víveres, alma, cérebros, doentes e especiais. A Barca Nacional navega à bolina e é uma casca de noz perante a procela da dívida. Não há muito a fazer senão cada qual inventar um caminho nunca dantes percorrido, ter uma bóia e agarrar-se a ela. Hoje, os desempregados do Ensino amargamente pedem meças ao impotente Ministério. Amanhã cotizar-se-ão para um bilhete dos One Direction e procurarão esquecer esta sina triste de ser utilizados e deitados ao lixo, sobretudo professores que escrevem de mais em blogues e não poupam aselhas sejam eles do PS, do PSD, do CDS-PP, do BE ou do PCP. Ser franco-atirador da palavra vale a pena. É pena esta fome, este desperdício humano, esta sensação de não-pertença, de não-inscrição. É no que dá ter-se governado com os pés. É no que dá aceitar a corrupção enraizada e transversal no Regime dos soares e dos cavacos, dos sócrates e dos passos.
sábado, setembro 14, 2013
NÓS, OS DESEMPREGADOS, E ELES
O desemprego é uma foda. Claro! Mais ainda o de longa duração incidindo sobre gente que não vai para nova, na casa dos quarenta, como eu, ou dos cinquenta. Sofremos numa espécie de limbo do qual ninguém nos tira nem nos tiramos porque um entorpecimento da vontade e uma paralisia emocional remetem-nos para baixíssimas expectativas sob o véu de uma baixíssima auto-estima. Há culpas para todos os gostos, mas a verdade é que por cada mil desempregados há um punhado de dias-loureiros a laurear a pevide, um monte de oliveiras-e-costas em hotel domiciliário, e um aterro de sócrates a botar faladura nas TV como se não tivessem enriquecido com meio mundo de negócios nojentos à pala do Poder. Depois, sim, podemos falar do problema sistémico do Ocidente desindustrializado e da competição global. Mas só depois de digerida a lógica que dita a falência cíclica de um Estado, o nosso, por pura corrupção desde o miolo.
segunda-feira, setembro 02, 2013
PARÁFRASE À PERGUNTA MALDITA
«Já alguém perguntou aos 900 mil desempregados
de que lhes valeu o Desemprego até hoje?»
de que lhes valeu o Desemprego até hoje?»
sexta-feira, agosto 30, 2013
16,5%
Ele desce. O número de pessoas sem trabalho em Portugal baixou pelo terceiro mês consecutivo, com a taxa de desemprego a situar-se em 16,5% da população activa em Julho. Bom para o País. Muito mau para as aspirações autárquicas do PS.
quarta-feira, julho 31, 2013
segunda-feira, julho 01, 2013
TRETA XUXA, TROYKA E GREVE GERAL
Devemos exclamar em coro à Troyka e ao diabo que a carregue, perante quaisquer folclóricas Greves Gerais, que o País precisa é de trabalho. Não de greves. Nem de ilustres hipócritas preocupados com a própria vida bem encaminhada. Precisamos de trabalho digno, de trabalho indigno, de trabalho. Nós, que somos escravos para onde quer que emigremos apenas porque, para onde quer que emigremos, nos pagam bem, bem melhor que aqui, queremos trabalho de escravos dignos em Portugal para não ter de emigrar. Entre ser escravos e viver na indignidade do desemprego, prefiro ser escravo.
Nós que nos forçamos a trabalhos forçados indignos quando emigramos, queremos trabalho indigno, ao menos trabalho, em Portugal. A Troyka quer que o Governo diminua, defraude, castigue o trabalho, mas o problema é que é preciso que haja trabalho nem que seja abaixo do salário mínimo para que se castigue, defraude e diminua o custo do trabalho. E não há. Nem esse. Não há oferta de emprego. Ponto. Ganhar 485 euros antes de impostos ou menos é bem melhor que não ganhar a porra de salário nenhum em Portugal. E choca que quem não tem trabalho e nada ganha em Portugal, de repente, se emigrar, possa ganhar 500 Libras/Semana a virar frangos. Aqueles que, com a converseta dos direitos, acham tolerável o volume de desemprego vigente, desrespeitam-nos, mesmo que surjam lampeiros a verberar a miséria dos 485 euros, quando a depreciação do trabalho é a força das coisas no contexto mais alargado do embate de blocos Europa/China/Estados Unidos: os direitos conseguidos em décadas de luta, do horário máximo de trabalho às férias pagas, do subsídio de desemprego ao salário mínimo não resistem no plano mais vasto do Mundo, onde os mais prósperos e mais ricos estão-se a cagar para os direitos e as conquistas. Tais direitos também foram cilindrados pela pressa com que em quinze anos o PS comprometeu em dívida pública a estabilidade da vida das pessoas e quaisquer possibilidades de crescimento económico em Portugal em favor da piromania vistosa do presente, do esbanjar do momento, da vistaça eleitoral do momento.
Um mau trabalho. E agora pagam os desempregados, os precários, os mal pagos. Não há trabalho. Não há nem o castigo do trabalho, nem a penitência do trabalho. Nada. Precisamos de trabalho, do trabalho. Trabalhemos juntos para o defender da sanha demagógica dos que prometem dinheiro e soluções instantâneas, se forem Governo. Trabalhemos juntos para nos defendermos da Treta Xuxa. Hoje, as Greves Gerais estão gastas. Só convêm aos ressabiados da pseudo-Esquerda Socratista, aos patetas anacrónicos de Esquerda com o rei na barriga. Rebelem-se contra a Troyka. Emigrem, se puderem. E mandem foder a fauna política xuxa que nos desgraçou. Digam que vêm da minha parte.
17,6%
Do que necessitamos é de bons sinais. Chamem-lhes sazonalidade ou inversão de uma tendência infernal, não se apode de mau ou irrelevante o que nos faça ter esperança.
quinta-feira, maio 09, 2013
VIRIATO E O CAMINHO DAS HIPÉRBOLES
Gosto do Viriato, mas parece-me que não é com hipérboles que se descreve com justiça e equanimidade o estrangulamento financeiro do Estado Português e as medidas a que se vê forçado como uma questão de selvajaria ou de ideologia. O problema é Ocidental. O problema é europeu. O problema é norte-americano e desemboca na exploração miserável no Bangladesh, nesse tipo de horrores globais contra cujos fundamentos devemos lutar, e que só subsistem por passividade e venalidade nossa. O nosso desemprego, aliás, é irmão do subemprego deles.
A morte dos empregos no mundo Ocidental tem a ver com a deslocalização industrial e com a automação brutal do trabalho, em que uma máquina sofisticada supre o contributo de milhares de seres humanos válidos. São novos problemas. O que fazer? Menos horas de trabalho, 30 horas semanais, representariam mais empregos, somado ao realismo dos vencimentos possíveis. Mas isso será somente quando se substituir a peste do lucro pela redenção da partilha do tempo, tempo para a vida, tempo para a sensibilidade, para os filhos, para o desporto. Tempo para sermos gente, ao contrário dos pobres escravos bangladeshianos.
quinta-feira, abril 04, 2013
MENSAGEM AO ZÉ-NINGUÉM
Não são, nunca serão, os casos mais prementes e as situações mais chocantes de miséria a ter antena e uma milagrosa reversão da realidade. Só os alcides. Deles rezará a História. Esgotado o subsídio de desemprego, eram 1100 euros, uma carta à Provedoria de Justiça. Duas de letra. Depois, um emprego. Afinal, corre tudo bem. Eis a grande mensagem ao zé-ninguém: mediatiza o teu aperto, expõe o teu desemprego ao Expresso, ao Público. E um telefone tocará.
quarta-feira, novembro 14, 2012
CONTRA O VOSSO EMBEVECIMENTO NARCISISTA
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| As greves gerais são, hoje, manifestações ineficazes perfeitamente arqueolíticas. |
Infelizmente, as greves na Europa só podem ser uma festa na Índia e na China, actos tardios de náufragos enganados quanto ao número de balsas e à gravidade do rombo no casco colectivo europeu. Não impactam um centímetro nas actuais políticas sufocantes de sobrevivência europeia, tentativa de recuperação económica através do nivelamento por baixo relativamente ao resto do mundo, onde, ao contrário da Europa, se produz 90% da riqueza mundial. Não espelham nem dão esperança a desempregados porque o mercado de trabalho está entupido de direitos adquiridos por uns e inacessíveis aos demais, à maioria, talvez para sempre. A luta, através da Greve, é paradoxal: empobrece as principais vítimas das políticas seguidas e não atinge os interesses que passam bem ao largo dos sofrimentos das pessoas, os quais vieram para ficar. A riqueza e a vitalidade económico-financeiras já não estão aqui. Estão longe, no Dubai, em Singapura, em Hong Kong, sim, em Angola e, sim, no Brasil. Está tudo errado, se uma greve não significa nem garante o que pretende obter: uma direcção por onde o Mundo não irá, um rumo que a globalização não seguirá. Esta Greve 'Geral' tem um lugar raso no grande cemitério das greves inúteis porque no fundo equivale à insana atitude ataráxica d' Os Jogadores de Xadrez, de Ricardo Reis, diante de um desastre muito mais amplo. Esta noite, tirem-me da frente, nas TV, a vossa face de embevecimento narcisista por terem feito greve, neste oceano de desactivados e desempregados de que faço parte. Olhem bem para os nossos cornos, primeiro! É que quando me vierem dizer que a vossa Greve 'Geral' foi geral, os senhores estarão a passar a si mesmos um dos mais estrondosos atestados da vossa mumificação intelectual.
domingo, outubro 21, 2012
COMIDA DE GATO PARA POUPAR E VENCER A CRISE

sábado, setembro 01, 2012
DESEMPREGO, ANGÚSTIA PRÓPRIA E ALHEIA
Após anos e anos com trabalho, no meu caso, mais de década e meia, dezasseis escolas diferentes, o meu desemprego e o dos meus colegas docentes não é um problema menor, não é um cataclismo de menos importância. Os meus pais sofrem e revoltam-se, as minhas filhas tão pequenas nem suspeitam, sabe Deus o que me vai dentro, um fundo sentimento de engano, mas não preciso da histeria e do alarmismo dos que vociferam ajudar-me. Tenho de seguir adiante com lucidez. Lutar aqui pelo que acredito e desejo para o meu País. Abrir o coração e a mente.
sexta-feira, agosto 31, 2012
ESTA NOITE, ESTAREI DESEMPREGADO
Estou absolutamente conformado com o cenário que me espera ainda hoje. Desemprego. Não é pessimismo. Não é negativismo. Não é. Estou simplesmente convencido de que, três anos depois de um período de dois anos intermitentemente desempregado do Ensino Público, dois concursos sem sorte, coisas aleatórias que por vezes correm mal nesta lotaria concursal, sei lá, voltarei a figurar entre os desempregados do País. Procuro sossegar-me. Dar música à minha ansiedade. Fazê-la mortiça. Há um lado mau e um lado bom. O lado mau é que terei de robustecer a minha cerviz, endurecendo ainda mais a minha couraça social e familiar, o que não é tarefa fácil: até o meu Pároco me atirou uma boca ponteaguda, no auge do meu coitado e involuntário estatuto de desempregado. O lado bom é que não ter trabalho no Ensino, miseravelmente, sai muito mais barato e rentável do que, dia a dia, ir cumprir fiel e obedientemente com os deveres profissionais. Entre deslocações e alimentação, vai-se o mísero rendimento que miseravelmente, repito, miseravelmente!, um professor contratado pode levar para casa. Poderei, assim, esta noite, algures, passar a ser, de novo, mais um desses a contribuir activamente para que os custos com vencimentos saiam mais barato ao Estado Português, na cínica ventura de ironicamente a coisa também me sair mais barata a mim.
segunda-feira, junho 25, 2012
OLÁ, DESEMPREGO, HÁ QUANTO TEMPO!
«A partir do ano que vem, entre mega-agrupamentos, turmas com mais alunos e a dispensa irresponsável de milhares de professores contratados, o triste edifício ameaçará a ruína absoluta.» António Fernando Nabais
sábado, maio 12, 2012
ANIMAIS BEATOS DE ESQUERDA
Boa parte destes Especímenes de Esquerda, depois de anos a apoiar com gula e tesão a rapacidade infrene do socratismo, tornaram-se beatos da política, rápidos a escandalizar-se com qualquer coisa. Por exemplo, com o desemprego. São verdadeiros Animais Beatos de Esquerda.
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