Ser o nono mais bem pago do Mundo? Bom para ele. Eu pertenço aos restantes milhares de milhões mais mal pagos ou nem sequer pagos do Mundo, sempre de mão estendida, à espera de migalhas e outras sobras, irmão dos escravos das marcas globais, no Bangladesh. Quanto ao Ronaldo, gosto muito do Atleta. O pior é o resto. Parece que o Homem ainda está a crescer e tropeça, aqui e ali. Na verdade, estava na hora de o Homem e o Atleta passarem, pelo menos, a falar um irrepreensível Português. Se ambos me contratarem, eu ponho-os a falar de tal modo que nem um nem outro embaracem a Pátria da Língua Portuguesa atrás de desastrados microfones.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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quinta-feira, junho 06, 2013
terça-feira, janeiro 29, 2013
SE NÃO ÉS MULHER
Abdica. Parte à aventura de não carecer de nada senão de ar, água e luz, música, para sobretudo desistir da ideia, da posse, da necessidade, do sonho, chamado dinheiro. Cumpre o teu Ganges, mergulhando nu no teu Nada, dia após dia. Contempla o sol crepuscular equatorial que se vê em África de nunca mais pesares no teu orçamento familiar. Todas as necessidades do teu agregado familiar são legítimas e supridas na medida em que não tenhas necessidades e não existas para a sociedade de consumo. Anula-te.
Parte para o País interior em que nenhum Relvas tenha o poder de te fazer franzir o sobrolho, muito menos um Oli Rehn, um Draghi ou António Costa, na sua fidelidade omertàlhística ao áureo exilado. Não precisas de dinheiro. Nem de cartões de espécie nenhuma. Não para ter Alegria. Temos de morrer e temos, abdiquemos portanto do exercício falhado da argúcia que por exemplo transborda arrogante e mimada de Henrique Raposo, e aceitemos que nos ajustem segundo o irracional ultrapassar de limites com que nos ajustam, múmias sob cruciantes dúvidas que jamais serão saciadas, pois na pátria do cada qual por si, nenhum Nós interessa realmente. Se não és Mulher, não Sejas! Não anseies. Não busques.
No fim, não nos faltará um naco de pão apoteótico quotidiano antes de passarmos desta miserável contenda por trocos ao campo das realidades e das certezas finais. Jejua. Abstém-te de Querer. Morre todos os dias com uma saúde de ferro e um sorriso de vitória na face.
segunda-feira, setembro 03, 2012
RONALDO REPOSICIONA-SE NO MERCADO
Gosto deste Cristiano Ronaldo, amadurecido, focado no essencial, e admiro-o. Desabafa que está triste. Perante a extrema produtividade, a entrega sem nuances e o trabalho precioso, regular, do seu jogo, tem todos os motivos para se sentir mal comparativamente a outros, no mesmo clube, pagos como ele, mas sem metade do que ele vale e do que ele faz. Para além disso, o ambiente no balneário só pode ter a ver com picos de inveja e maledicência por vezes insuportáveis. Porém, tudo se supera com um pouco de justiça. Não se trata de um gestor de mercearia a chorar e a falar de tristeza. Trata-se um jogador muito profissional, do melhor que o Mundo já viu e que acha merecer mais, muito mais por comparação com outros. Admirem-no no seu papel. Respeitem-no quanto ao que faz. Está para nascer quem faça mais que ele.
segunda-feira, janeiro 30, 2012
terça-feira, janeiro 10, 2012
CHEIRA MAL, CHEIRA A WULFF
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| «Freunde Wulff, Groenewold: Widersprüchliche Angaben zu Honorar-Zahlungen» |
«Berlin — Ein weiterer Buchdeal könnte Bundespräsident Christian Wulff erneut in Bedrängnis bringen. Ein Freund des CDU-Politikers, der Filmproduzent David Groenewold, zahlte dem Autor eines im Mai 2006 veröffentlichten Wulff-Buchs mehrere tausend Euro an Honoraren.» Spiegel
quarta-feira, setembro 07, 2011
A 'POLÍTICA' COMO SUMA OBSCENIDADE
«Além de socialista, é preciso ser "um rico" como Soares para produzir semelhantes afirmações — no mínimo demasiado 'despreocupadas'. E Soares, à escala nacional, é um verdadeiro rico não se confundindo com um pensionistazito do estado. Está no topo da pirâmide, da qual já foi faraó. Os outros socialistas tentam imitar-lhe os tiques, as frases e a irresponsabilidade. No mesmo momento em que ontem o Sr. Ministro das Finanças V. Gaspar concluía a sua entrevista na Sic, Maria de Belém (no programa-crespo) sugeria inteligentemente, citando não sei quem, que "era hora de deixar de lado as consequências (da crise), atacar as causas e dar lugar à política"; a 'política' (!) — que é uma das causas e nos ajudou a chegar ao estado de desastre em que estamos. A 'política' não tem espaço de manobra; e a nível europeu ela jamais regressará — forte, carismática e unificadora — e será afunilada pelas terríveis circunstâncias. Por isso, personagens como Barroso, Sarkozy ou Zapatero são o espelho da inutilidade e do falhanço.» Besta Imunda
quinta-feira, abril 14, 2011
CALÇAS NA MÃO E BURACOS NELAS
«... vem um e diz que não há problemas com o pagamento de salários ao exército, depois outro que diz às polícias para não se preocuparem porque o governo já resolveu a situação, e depois outra, que diz que não nos devemos afligir porque não vão faltar medicamentos nos hospitais. Chegámos à altura em que para se tapar um buraco se abrem dez por aí. É uma espécie de espiral de buracos que está a crescer exponencialmente em frequência e valor.» Anónimo
sexta-feira, dezembro 31, 2010
ESTÓNIA NO TITUBEANTE EUROCLUBE
Em que é que os estónios estavam com a cabeça? Segundo o The Telegraph, andam felicíssimos com a ideia de integrar a EuroZona e mesmo o José Manuel Durão Barroso diz o contrário do que lhe vai obrigatoriamente na mente, lá mais para o fim da citação: «The Baltic country becomes the 17th member of the euro and the first from the former Soviet Union. Some 85m euro coins featuring a map of Estonia and 12m banknotes have gone into circulation, starting a two-week phase out of the national currency, the kroon. [...] Estonia was due last night to celebrate the occasion with fireworks and a gala concert featuring the music of George Gershwin. In the first minutes of the new year, Andrus Ansip, the prime minister, was scheduled to withdraw some euro notes from a bank machine installed for the occasion in front of the opera house in Tallinn, the capital. José Manuel Barroso, the president of the European Commission, welcomed the country of 1.3 million to the eurozone, saying: "Estonia's entry means that over 330 million Europeans now carry euro notes and coins in their pockets. "It is a strong signal of the attraction and stability that the euro brings to member states of the European Union."» The Telegraph
sexta-feira, agosto 13, 2010
FALÊNCIA EXPLICADA ÀS CRIANÇAS
Um País falido explica-se. A escala de Portugal é ridícula comparada com a de outros países com outros números e outra capacidade de gerar riqueza e distribuí-la com equidade. Portugal pouco ou nada produz. A fonte de riqueza do País são os seus pobres contribuintes, os seus emigrantes e imigrantes, esmagados de Fisco, desprotegidos cidadãos que não têm como meter despesas pessoais no IRC das empresas que não têm para assim escapar facilmente ao Fisco na ordem dos milhares de milhões de euros. Tal como a maior rirqueza do Brasil ainda são os brasileiros, a principal fonte de receitas do Estado Português são ainda os mais pobres dos contribuintes portugueses, há anos a receber miséria como salário ou reforma, há anos a assistir a que as cunhas compensem e o mérito não. São eles, somos nós, que pagamos reformas obscenas a pançudos determinados pelo dedo discricionário do Governo. São eles, somos nós, que, enquanto empobrecemos paulatinamente, todos os meses pagamos exorbitâncias a gestores e administradores "públicos". 420.000,00 € ao administrador da TAP, Fernando Pinto; 371.000,00 € ao administrador da CGD, Faria de Oliveira; 365.000,00 € ao administrador da PT, Henrique Granadeiro; 250.040,00 € RTP ao administrador Guilherme Costa; 249.448,00 € ao administrador do BANCO DE PORTUGAL, que sucedeu a (porque era o que pagávamos a) Vítor Constâncio; 247.938,00 € ao administrador do ISP, Fernando Nogueira de quem não se ouve falar; 245.552,00 € ao Presidente da CMVM , Carlos Tavares; 233.857,00 € ao administrador da ERSE, Vítor Santos; 224.000,00 € ao administrador da ANA COM, Amado da Silva; 200.200,00 € ao Presidente dos CTT, Mata da Costa; 134.197,00 € ao administrador da PARPÚBLICA, José Plácido Reis; 133.000,00 € ao administrador da ANA, Guilhermino Rodrigues; 126.686,00 € ao administrador da ADP , Pedro Serra; 96.507,00 € ao administrador da METRO PORTO, António Oliveira Fonseca; 89.299,00 € ao administrador da LUSA, Afonso Camões; 69.110,00 € ao administrador da CP, Cardoso dos Reis; 66.536,00 € ao administrador da REFER, Luís Pardal; 66.536,00 € ao administrador da METRO LISBOA, Joaquim Reis; 58.865,00 € ao administrador da CARRIS, José Manuel Rodrigues; 58.859,00 € à administradora dos STCP, Fernanda Meneses. Isto totaliza mensalmente: 3.706.630,00 €, quase quatro milhões de euros. Logo, por ano, são 51.892.820,00 €. Valor do ordenado anual (12 meses + subs Natal + subs férias) 926.657,50 € Média Prémios: 52.819.477,50 €. Escândalo completo. É para ajudar a esta justiça remuneratória que alguns de nós estão desempregados compulsivamente ou que se nos sugere abdiquemos do subsídio de Férias e ou Natal e perca cada um 15% do seu salário? Algum PSD aparece a propor esta fantástica equação. Nem com o abdicar de cinco por cento do seu salário aceitou Sócrates que os políticos dessem o exemplo, num tempo em que esfola o cidadão sem piedade para colocar as contas públicas em ordem. Se os políticos não o dão, como é possível conceber que sejam exemplares esses nababos absolutos no paraíso infernal do precário e do mal pago?! Fiquem as crianças a compreender com que falta de equidade e sentido da totalidade é que se liquida um País, conduzindo-o à falência.
domingo, janeiro 03, 2010
quarta-feira, novembro 04, 2009
quinta-feira, maio 07, 2009
SILÊNCIO CULPADO DOS CULPADOS
Em face de estas conclusões, podemos concluir que a raiz da nossa Crise actual, da nossa fome, do nosso desemprego massivo, dos problemas sociais que se agravam e agudizam em desordem, ruptura e sangue acrescido, radicam numa conjugação de forças entre as instituições Gestoras do Subprime [«A maioria destas instituições era controlada por grandes bancos norte-americanos, que hoje vivem grandes dificuldades - Citigroup, Goldman Sachs, Wells Fargo, JP Morgan e Bank of America.»]e a Classe Política norte-americana. O Dinheiro na cama prostituída da Política, em Portugal ou num país economicamente axial para o Mundo como os Estados Unidos, dá em tragédia e em colapso generalizado. A Lei do Financiamento Partidário portuguesa, por exemplo, acabadinha de parir e armadilhada de pontos tão unanimemente votados como escandalosos ao singelo senso comum, está aparadinha para ser sensível aos lóbis. O cataventismo dos partidos esvaziados de Ideal Cívico, Ideal Ideológico ou Ideal Societário está assim mais à mercê do grande ideal do Dinheiro: «As 25 maiores instituições que geriam produtos de crédito de alto risco (“subprime”) dos Estados Unidos, cuja actividade degenerou na maior recessão global desde a Segunda Guerra Mundial, gastaram quase 370 milhões de dólares (278 milhões de euros) na última década em operações de "lobbie" e donativos para campanhas de políticos. O objectivo era evitar a adopção de regras mais restritivas para o sector, conclui uma investigação citada pelo “Financial Times” e que será hoje tornada pública. [...] Outra das conclusões deste estudo é que nove destas grandes instituições actuavam na Califórnia, um dos estados norte-americanos mais afectados pelo colapso do sector residencial que se seguiu à crise do “subprime”, em Setembro e Outubro do ano passado, altura em que o Lehman Brothers foi declarado insolvente.»
quarta-feira, novembro 19, 2008
VINTE E QUATRO CÊNTIMOS

Alguém, nunca saberei quem, mas pode bem ter sido um fantasma amistoso,
com um gesto simples do seu dedo sobre o rato, fez com que eu ganhasse
ontem vinte e quatro cêntimos numa das plataformas de publicidade
que esta minha página alberga. Talvez lhe tenha chamado a atenção
o regresso de Dido ou um aspecto colorido e chamativo qualquer nela.
Talvez tivesse sido, como quase sempre o é, completamente aleatório.
lkj
Não sei.
lkj
Sei que, verificando os meus ganhos todos os dias para fazer um balanço
dos consecutivos zeros habituais e continuar a exercitar uma esperança resistente
de acumular algum legítimo, e vendo esse clique e os vinte e quatro cêntimos a ele relativos
dei por mim comovido por isso, por esse facto tão raro. Sobreviver dá nestas coisas.
lkj
Esta minha cana de pesca, Indomável, é bem discreta e magra, insisto,
mas, afinal, de quando em quando, lá pesca o peixinho mínimo
para meio café acumulando até ao café inteiro
de um dia destes esparso e qualquer.
sábado, dezembro 01, 2007
TODO O IDEALISMO DESEMBOCA NISTO

Constelação de emoções, quando ligo o rádio alto em direcção a este Pub.
A Greve Geral foi, tenho a certeza, um sucesso,
mas o papagaio governamental, porta-voz de serviço,
tinha a sua cábula - leu-a num esgar-sorriso de actor preparado e peremptório,
numa pose toda dura lex sed lex.
Pela rádio, a partir da Índia, ainda ouvi a declaração risonha e eufórica
do Primeiro-Ministro, reduzindo tudo ao pró-forma,
ao ritual de ter de haver greve, impermeável, naturalmente, às razões de queixa que a motivaram,
eufórico, decerto, porque na Índia ele é olhado como um líder europeu emergente,
o que, diga-se, é verdade. Sócrates emerge na Europa como um líder cada vez menos
irrelevante, alguém cuja voz estridente-aguda e inglês ocasional estabelecem uma marca
afirmativa clara, incisiva, menos parda que a de outros líderes europeus
que não manifestam vigor ou veemência, quando discursam.
Dito isto, evidentemente que para mim é só isto - uma voz e uma veemência eficazes
na mesma linha da de um bom actor, de um sofrível palhaço circense ou mimo,
porque os valores que subjazem ao seu perfil são os do oco,
os dos imperativos do Dinheiro, os do paradigma renovado do lucro pelo lucro
que converte as pessoas em despromovidos dos direitos por que lutaram e deram a vida
gerações de trabalhadores.
Nós, os vendedores do nosso trabalho, estamos à mercê de uma nova lógica
impessoalística e oportunística que ofende a Pessoa na sua dignidade o mais que possa,
esmifrando-lhe, entre outras coisas, os parcos cêntimos vitais que lhe puder esmifrar.
lkj
Beneficiei de um escasso subsídio de desemprego entre Setembro e parte de Novembro.
Chamado para uma escola por trinta dias, foi-me então dito que o cruzamento de dados
e a informação interna do sistema fariam o seu papel cessatório do subsídio
junto da Segurança Social: hoje recebo uma daquelas cartas estúpidas, de gelar,
veiculando a ideia de que recebi esse apoio indevidamente durante esses meses
e deverei repôr 1555 euros. Que absurdo é viver em Portugal, hoje!
Que Segurança Social tão ordeira e escrupulosa, tão ignorante e cega,
como certos Tribunais ao decidirem acórdãos
que lesam crianças vinculadas afectivamente a pais adoptivos!
Ora eu, que todo este tempo andei bem além de somente a cagar e a tossir
para me manter à tona das minhas despesas e das minhas dívidas,
eu, que abracei este part-time calvariano nocturno só para poder sobreviver,
literalmente sobreviver, como é que posso desencantar sequer um terço daquele valor
sem ter de dar o cu por isso? A opção de pagar faseadamente faz-me rir,
porque de pagamentos faseados estou eu já bem servido, obrigado.
Parece ritual imprimir um tom de gravidade inexorável e de ilícito com cartas destas
a quem, por direito, acede a um seu direito, no caso, um subsídio.
Em doze anos de ensino, só por duas vezes recorri ao subsídio de desemprego,
ficando a esmagadora parte do tempo, pelo menos durante o mês de Setembro,
sem auferir nem de esse nem de quaisquer rendimentos.
Era a minha negligência necessitada em acção.
Há dois anos, tudo mudou.
Estive um ano inteiro desempregado do Ensino, perplexamente desempregado do Ensino,
amargurando uma experiência nova que, numa fase crucial da minha vida,
acabou por me modelar imenso.
Em pleno coração do Porto, vivi uma aventura de Pobre,
numa casa pobre, num trabalho nem sequer remunerado e cheio de sacrifícios e privações.
Acabadinho de ser pai (digo que foi ontem, mas isto é uma metáfora,
é a expressão de um tempo psicológico
cujas agruras e delícias mantenho próximas da lembrança).
Agora, sob as maldades assumidas pelo Ministro Santos Silva,
sinto-me e a todos num tempo de um perfil plenipotenciário governativo,
pleniprepotenciário governativo, onde tudo é possível
e onde o livre-trânsito para outras e as mesmas maldades é completo.
lkj
Recordo o que tive de aturar numa escola onde um professor era e é
uma coisa tão esmagável como uma barata. Aí ouvi que eu, como professor,
era perfeito, só faltando que os alunos me respeitassem, isto é, temessem,
aí fui recrutado compulsivamente, mal me apresentei, por uma colega
para um Projecto de Trabalho no âmbito da Pedagogia Diferenciada: ali, todo o aninho
a reunir em grupo, a barato-falar e a planificar para aquecer (a colega que me recrutou
embolsou sabiamente nem sei quanto por cabeça recrutada,
mas certamente muito e a contento com tal sábia 'iniciativa'!) e, no fim,
num célebre almoço de esse nosso grupo, na Fundação Cupertino de Miranda,
ao som de um piano embriagado e gago, ainda escutei a boca questionadora invasivo-ofensiva
de um paneleiro de um colega Psicólogo, muito peneirento,
muito pedantolas, muito a par dos meus transes de sofrimento
com/por causa de uma fêmea em ruptura comigo-adeus, após oito anos,
quando perguntou entreteinerescamente,
mal arranjei outra, «como era foder uma mulher loura e canora».
Os comensais riram, tão circunspectos e adequados nas suas poses contidas e adequadas.
Houve quem tivesse sincera pena da minha ingenuidade silenciosa, aparentemente contemporizadora, debaixo daquele abuso, daquele uso da minha intimidade
para efeitos de entretenimento do grupo. Fiquei ruivo, fodido de raiva.
Emudeci de bobo-bombo da festa em corte!
Eu ali, usado para encher bolsos de colegas que se mexem só para encher os bolsos.
Usado para o riso parvo e cretino de um diletante, um vanitas vanitatis em fugura de gente,
tiranizado um ano inteiro por uma uma turma-bem, turma da alta sociedade portuense,
turma de filhos privilegiados e negligenciados, pequenos tiranos do zero-professor,
turma tirana no ano meu lectivo mais mal-pago de sempre!
khj
Esse cagão Psiólogo Escolar, irmão de um ministro omnipresente e ainda no activo,
by the way, é - nada contra e com todo o respeito! - gay.
Não tinha era qualquer cretina necessidade de,
ainda por cima, ser um caralho de um paneleiro para comigo!
sábado, outubro 27, 2007
A COMITIVA RUSSA LAMBUZA-SE NA NOITE LISBOETA
A célebre e grande noite lisboeta,
que absorve 65% das energias dos futebolistas
ao serviço dos respectivos grandes clubes,
dispersando-lhes a casta capacidade de comer a relva e só pensar na bola;
noite, que tem um serviço de qualidade e encantamento fêmeo e ambiental
o qual-serviço, ao que se vai vendo, ouvindo e lendo,
a ninguém deixa indiferente ou incólume;
essa noite encandeante,
desaguadouro de todos os part-time full-time sexuais bem pagos,
ancoradouro de todos os apetites de que não se pode falar
e sobre que nenhuma justiça retardatária parece capaz de se efectivar pedófila,
essa mesma noite deu pagável carne fresca e relax
de merenda à célebre Comitiva Russa.
lkj
Eles, os petrolígeros, carbonígeros, gasoductores eslavos,
pagam à grande e à francesa a sua própria vampiresca noite lisboeta.
lkj
Nós pagamos o protocolo e as sumptuaridades que a possibilitam.
lkj
Elas, as melhores escolhidas fêmeas de serviço voluntário,
elas, as operárias do belo lúbrico sul-americano ou eslavo também,
profissionais do que for preciso e para o que der e vier,
elas, que estão ali para agradar muito e à medida,
parece não lhes ter faltado argumentos para que ontem
agradassem ainda mais.
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