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terça-feira, novembro 12, 2013

NÓS SOFREMOS, O PAÍS AVANÇA

Há muito que no meu espírito se sedimentava a certeza de um País repleto de infraestruturas, mas irrevogavelmente pobre nas pessoas, nos rendimentos, um País em que a riqueza ficaria lá, na grande barragem monopolista e apropriacionista das famílias habituais, a acumular desde há décadas. 

Não misturarei, porém, departamentos: o que é bom para Portugal, há-de ser bom para mim e para a maioria, senão já no bolso, no orgulho, e um dia em ambos. E é bom saber da redução da taxa de desemprego de 16,4% para 15,6% no terceiro trimestre deste ano; é bom saber que os juros da dívida pública portuguesa a dez anos no mercado secundário já está nos 5,82%; é bom saber que as exportações portuguesas em Setembro tiveram segunda maior subida do ano e que a a actual espiral crescimentista da economia portuguesa é já de 0,3. Que bom ter razões para festejar e razões para esmagar o argumentário catastrofista dos vendedores de tragédia e asseguradores de desgraça. Muito bom.

É tudo muito bom, mas eu não sinto nada. Ninguém aqui em casa sente. Comer já é um problema há dois anos, quanto mais vestir e o resto. Com as famílias esmagadas e sem dinheiro para mandar cantar um cego, a consolação de um País finalmente nos trilhos, a crescer e a viver do que vende, ainda não nos consola directamente a nós, pessoas comuns, cidadãos concretos. Algum dia consolará? Talvez. 

Daqui a dez anos.

sexta-feira, agosto 23, 2013

ZERO NA CULTURA, ZERO NA ECONOMIA

Ao ler este texto de Daniel Deusdado, com cujos pressupostos estou 1000% de acordo [«é preciso investir na junção da cultura aos negócios digitais para se globalizar a economia»], pergunto-me por que puderam os mandatos Rui Rio mediocrizar as cartas culturais que só o Porto teria a jogar no grande mercado europeu da cultura; e onde que é que o Porto é menos que Edimburgo, onde há dezenas de milhares de pessoas a fazer e a assistir a espetáculos durante todo um frio e agreste Agosto, transformando uma cidade que estaria semivazia num dos maiores sucessos económicos do negócio da cultura. Como não ver nem ter visto que cultura é economia e que o Porto tem essa vocação e apetência?! Camões, cidadão do Porto, nos valha e por nós vele. É por essas e outras omissões que me junto a Jorge Fiel quando escreve: «Afastado há dez anos da Casa da Música, na sequência de uma entrevista ao JN que não agradou ao presidente da Câmara, Pedro Burmester prometeu que só voltaria a tocar em público no Porto quando Rui Rio já não mandasse na cidade. Já só faltam 124 dias para que Burmester volte a tocar no nosso Porto, encerrando a 8 de dezembro o ciclo de piano da Casa da Música, perante uma Sala Suggia cheia e vibrante. Vai ser um momento memorável!» Com Menezes, sei que será inteiramente diverso.

quinta-feira, agosto 01, 2013

DOS COMPARADORES DE PÉNIS

O exercício do blogger é o de manifestar algum pensamento com o máximo liberdade e verdade emocional. O que se escreve sente-se com as tripas. Daí uma linguagem mais dada ao coloquial e às interjeições e vernáculos do nosso descontentamento. Gostar do que se gosta. Detestar o que se detesta, isso passa rente à pele e como nenhum inócuo artigo de jornal o faz. A capacidade para fazer sentir ideias e seduzir intelectualmente para elas mora na bloga e noutros domínios da rede, mas os seus efeitos são imediatos e consolidam, como um fermento, as moções da grande massa de cidadãos. O socratismo percebeu demasiado bem essa importância de gerar um conjunto de blogues e de federar um conjunto de bloggers, os quais, devidamente avençados, coordenassem e sincronizassem a apresentação quotidiana da mundividência exclusivista que esses dois Governos quiseram passar, ainda que a realidade íntima das contas, das acções e das movimentações de bastidores indicassem o conhecido rumo inexorável em direcção aos cornos da realidade. Hoje vivemos noutro modelo de relação do Governo com a bloga. Não é possível vender a austeridade como se vendia o optimismo mais imbecil, rapace e charlatão. Não se pode falar bem da dor, da fome, da inactividade profissional. A política de austeridade é o que é. Uma merda. Uma necessidade. Visa corrigir as consequências de um modo de governar que resolvia problemas à superfície, atirando uma torrente de dinheiro sobre eles. Há quem diga que a austeridade tem sido extrema. Do meu ponto de vista, ela foi concentrada no tempo, nos últimos dois anos. Teria de ser. Foi uma escolha estratégica. Se se colocarem na pele de um Governo que surgiria sempre como odioso por cortar de modo extremo durante dois anos, hão-de concluir que não seria justo ficar tal Governo com todo o ónus político por ter feito o que devia e seria incontornável fazer numa legislatura: salvar o País, represtigiá-lo, recredibilizá-lo externamente; apertar a gestão das contas públicas segundo um modelo sóbrio, sólido, sustentado, realista; e, claro, com isso penalizar milhões de cidadãos. E depois?! Bom, primeiro suportar o dr. Soares, o dr. Alegre, toda a fauna de pançudos da política e do comentário político monocular, primeiro enfrentar os fogachos de rua, as maiorias minúsculas de Esquerda, o paleio da legitimidade da Esquerda. E depois perder eleições. E depois dar a vez a quem danou o País em primeiro lugar para que possa segregar, sem mudar nada, novas bancarrotas. Não faz sentido. Se houve, e pelos vistos para a Troyka houve, consolidação orçamental nestes dois anos, se houve um trabalho pelo equilíbrio das contas públicas, ele não pode parar agora. O meu desemprego tem de ter valido a pena. A fome e as carências que suportámos e ainda suportaremos têm de fazer sentido. Àqueles que chamam a essa ousadia austeritária do Governo Passos Coelho de extremismo, chame-se-lhe interesse nacional, minimização de danos, concentração temporal do esforço de saneamento das contas públicas, segundo o roteiro que as instituições internacionais negociaram para nós e connosco. Havia que corrigir uma trajectória de década e meia de incúria, eleitoralismo e covardia reformista: a austeridade também é uma pedagogia sobre indivíduos, empresas, comunidades, sociedades: se o que queremos é que o emprego se multiplique e que as empresas ganhem folga e fundos próprios, temos de olhar com confiança para a perda aparente de 300 milhões de euros por ano de receitas com a mudança gradativa que se prepara no IRC. É extremamente desonesto e redutor, coisa em que a CGTP está só, dizer-se que o efeito na economia e no bem-estar das pessoas é que tal reforma extorquirá aos mais pobres para dar aos mais ricos. Ora uma reforma bem feita terá de vincular os donos e gestores das maiores empresas à socialização dos benefícios e incluir no processo de redução desse IRC também as pequenas e médias empresas, cuja boa saúde financeira será a boa saúde financeira dos que nelas trabalham por nelas terem trabalho. É preciso acreditar, sim, trata-se, por uma vez de acreditar, que é a isso que a sensibilidade social em António Pires de Lima procederá e não a uma oferta lobista dada de bandeja em benefício dos mesmos de sempre que ele bem conhece por com eles tratar. Passaram dois anos. Dois anos a tentar higienizar e robustecer as grandes empresas, os Bancos, a fim de que o investimento, gradualmente, fosse possível. Não há retoma sem paciência e sem prudência. Se um IRC mais baixo representa empresas mais lucrativas, com mais dividendos para distribuir, com um mais sólido saneamento de dívidas e falta de liquidez, nada mais amigo de todas as possibilidades de essa margem permitir a criação de emprego e até a invenção de emprego, fenómeno que se generaliza. Se não tem havido dinheiro suficiente para investir é por termos tido Bancos com problemas complexos e riscos não negligenciáveis, conforme os recentes resultados negativos documentam. Nada funciona com uma Banca em crise ou em descrédito. Robustecê-la foi o primeiro patamar para uma economia que funcione por si mesma, sem depender dos estímulos directos e tantas vezes esconsos do Estado, logo, dos contribuintes, eternos sacrificados de todos os peditórios para os já ricos, os já prósperos, já bem sucedidos no bolso e na vida. Não é pelos consumidores que se começa, creio eu. Começa-se pela boa saúde dos Bancos ou não nos basta o exemplo de Chipre, nesse ponto?! Acredito que à baixa progressiva do IRC se poderá coordenar com o abaixamento igualmente gradual do IVA e do IRS, neste a começar pela franja mais débil e vulnerável da sociedade portuguesa. Para que tudo faça sentido e se perceba por que raio a CGTP está sempre do contra, por que motivo os três partidos de Governo não podem convergir no que fundamentalmente realmente interessa e mandar finalmente às malvas as suas questiúnculas imaturas de comparadores de pénis em frente ao espelho.

sexta-feira, junho 14, 2013

O EFEITO BORBOLETA EUROPEU

Por que motivo as exportações chinesas em Maio subiram apenas 1%, contra 14,7% no mês anterior, o mais baixo crescimento do género em quinze meses?! Talvez o efeito borboleta europeu. Está tudo ligado.

quarta-feira, junho 12, 2013

ESQUERDOFAGIA DA ECONOMIA

Perante o espectro de Greves Gerais, uma tentação atoleimada, e outros bloqueios suicidários da economia portuguesa, numa situação tão crítica, está em causa muito mais que a cor de quem governa ou mesmo a qualidade de quem governa. Está em causa Portugal e o esforço de quem rema pelo trabalho contra a realidade e as graves consequências sociais da nossa história recente. Nem desprezo deplorável seja por quem for, nem estigmatização seja de quem for, apenas riscos graves para a sobrevivência do Estado Português. Com o vazio e a vaidade dos vampiros, Soares quer derrubar o Governo. O PCP, um fóssil político, quer derrubar o Governo. O BE, a anacronia em forma de partido, quer derrubar o Governo. A rua, tímida e hesitantemente, pode achar maravilhoso mudar de Governo. É uma tentação. Resta saber se isso nos interessa mesmo. Se o caos nos interessa. Se a fuga de capitais nos interessa. Se o desânimo nos interessa. Se a dissolução completa nos interessa. Nunca estivemos tão próximos da catástrofe esquerdista do pós-25 de Abril: «Em Julho de 1974, escassos três meses após o 25 de Abril, esta mentalidade estava já enraizada nas elites que tinham tomado o poder e as manifestações diárias dessa nova forma de encarar Portugal e os nossos problemas provocou um fenómeno recorrente em todos os lados onde uma Revolução desse género surge: os ditos ricos fogem de quem os persegue, naturalmente. E com eles procuram levar o pecúlio que amealharam. Tal aconteceu em Portugal, nesses três meses e de tal modo que a economia se ressentiu imediatamente e de um modo catastrófico. A confiança, motor principal da actividade económica, desapareceu.» josé

sexta-feira, junho 07, 2013

RELANCES SOBRE UMA GARRAFA MEIO CHEIA

Perante os bons frutos da austeridade, nas palavras do presidente do BCE, que já começam a aparecer à séria, como é o caso dos bons resultados já evidentes da balança de pagamentos correntes da União Europeia e da Zona Euro, não será preciso insistir mais no consenso apodrecido com a linha demagógica do Partido Socialista: salvar o Euro será salvar Portugal e salvar Portugal-no-Euro faz-se de credibilidade e da fuga ao caos em que o Partido Socialista deixou as contas públicas. E um País, tal como uma moeda única, salva-se custe o que custar. Está na hora de olhar para a nossa garrafa nacional como meio cheia e não embarcar nos balanços negativos dos negativistas como o socialista Eduardo Cabrita mais as suas vacuidades.

quarta-feira, maio 15, 2013

A CAMINHO DA RECESSÃO

A França já está em recessão e o «Maior economia europeia escapou por pouco continuar em recessão, com o PIB a crescer apenas 0,1%, quando os economistas estimavam uma expansão de 0,3%.» Jornal de Negócios

sexta-feira, abril 19, 2013

SAIR DO EURO SERIA MORRER MIL VEZES

«Não gostaria de ser desmancha-prazeres mas, pelo sim pelo não, acho que seria melhor alguém perguntar aos empresários se acham que a saída do euro é a melhor maneira de recuperar a economia... Eles são as pessoas que vivem do mercado internacional e seriam os primeiros a querer ganhar dinheiro com a desvalorização dos nossos produtos... Mas não pedem o regresso do escudo. Por que será? Arrepiante o "Prós e Contras" de segunda-feira, na RTP, sem um único empresário. Que João Ferreira do Amaral insista na tese, teórica, de que a saída é a solução, é democrático.

quarta-feira, abril 17, 2013

ODEIEM ISTO

O ambiente da bloga e da opinião em geral anda muito raivoso. Um radicalismo pouco respirável e ainda menos recomendável emerge como a mais recente forma de pólvora seca. A raiva, porém, é um acto mal direccionado da razão, especialmente quando não quer ver a realidade como qualquer coisa de bem mais complexo que o monocromatismo dos nossos ódios e ascos. Em geral, a cegueira sectária mostra-se má conselheira, quer naqueles que apontam o dedo ao papão do neoliberalismo, quer naqueles que muito justamente espumam e sofrem pela morte anunciada do Estado Social tal como o conhecemos, como se não tivesse sido antes de mais o definhamento económico consentido nas governações passadas a matá-lo, processo de há muito mais que um bom par de anos.

terça-feira, março 19, 2013

O GRANDE PARADOXO PORTUGUÊS

«As medidas que o Governo concretizou desde que tomou posse causaram efeitos recessivos duros na economia, superiores àqueles que foram antecipados nas previsões oficiais. O ritmo de evolução da actividade não consegue sair do terreno negativo em que mergulhou há vários trimestres e as perspectivas futuras são as de que um regresso ao sinal positivo não trará de volta as taxas exuberantes que marcaram outros tempos em que se cresceu, embora se tenha crescido mal.

segunda-feira, março 18, 2013

ESPIRAL RECESSIVA E ESPIRAL DEMAGÓGICA

Não há ilusões. Até que estes nossos olhos traídos vejam investimento significativo, nacional e estrangeiro, qualquer coisa de novo emergindo dos escombros deixados pela chupice socialista, primeiro, e depois pela atabalhoada ingerência troykista, não será possível dar uma enésima oportunidade nem nos rapazolas-JSD, ainda de serviço, nem aos inefáveis cromos do PS novamente à bica pelo Poder, afinal o mesmo esterco e a mesma garantia de desastre. Portugal gera muito mais competência, criatividade e rasgo que a tralha que se aloja nesses Partidos. Onde estão os espíritos livres e lúcidos? O próximo capítulo da nossa desgraça poderá ser o de um Governo de Emergência e Convergência Nacional.

terça-feira, março 12, 2013

PERGUNTAS E UMA FACA ENTRE OS DENTES

E se a economia melhorasse, se o desemprego deixasse de descer? Aplacar-se-ia a rua contra o PSD? O panorama das eleições autárquicas seria, enfim, minimizado? Poderá Passos passar a exigir mendigar mudanças na condução alemã da política austeritária a qual, por causa das eleições alemãs, Merkel não parece desejar alterar?! Poderá o PS ser absolvido do seu lastro e passar a depositário de todas as nossas esperanças de transparência e responsabilização do Estado que não ousam reformar? Estará o Regime de todas as impunidades e de todos os glutões partido-banqueiros próximo de implodir? Continuaremos a insurgir-nos as ruas sem um corpus de exigências concretas que alarguem a democracia e a fiscalização cívica ao sistema que os Partidos criaram e acalentam para si? Qual será o próximo líder populista a emergir? Daniel Oliveira transformar-se-á no próximo independente nas listas do PS? Passaremos a imitar os altos índices de responsabilidade individual que as sociedades norte-europeias evidenciam, pagando as empresas escrupulosamente à Segurança Social e ao Fisco escrupulosamente?

quarta-feira, março 06, 2013

O GRANDE SARILHO GLOBAL

«Estamos, como se pode imaginar, metidos num imenso sarilho. Em breve perceberemos que o discurso do crescimento morreu, que o empobrecimento veio para ficar, que o risco de implosão social é muito sério, que o colapso das classes médias está em marcha, que o sistemas financeiro global está preso por fios cada vez mais frágeis, que o perigo de um fascismo fiscal espreita as democracias, que estas, por sua vez, estão estruturalmente ameaçadas, e que, em suma, ou descobrimos uma maneira ordenada de fechar esta era de desperdício e insustentabilidade, ou a transição civilizacional mergulhará povos, nações, países, regiões inteiras numa espiral de caos e destruição violentos.» O António Maria

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

LANCINÂNCIAS

Gaspar, porque só agora mudou de discurso e aparentemente de rumo [houve até aqui uma lógica governamental de excessiva indiferença para com as vítimas, algumas mortais, das políticas da Troyka], recebeu reprimendas no seio do PSD. Primeiro era preciso ter tratado da economia com delicadeza, só. E não proceder a esta imbecilidade desumana que foi, através do IVA a 23%, limpar a economia [as palavras são de Borges], limpando o sebo a gente desesperada de carne e osso. A aparente exemplaridade e a madureza dos portugueses tem como limite a transgressão do bom senso por parte dos Governos. Primeiro, a economia. Depois, sim, as finanças. Não é à toa que o Ajustamento se tem ressentido com o esmagamento da economia, inaugurando um ciclo autofágico, de desconfiança e desorientação internas. Faltava uma visão integrada entre correcção de desequilíbrios e preservação da procura interna. Chegará a tempo? O protesto já assume contornos de loucura.

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

ENSAIO PARA UM EPITÁFIO AO PASSISMO

«Na semana em que o Primeiro-Ministro descreve a economia portuguesa com outra das suas trôpegas platitudes (“a selecção natural das empresas que podem melhor sobreviver está feita”), ficamos a saber, pelo Público, que nove empresários da restauração se suicidaram nos últimos três meses e 11 mil empresas do sector foram à falência.» Pedro Picoito

quinta-feira, janeiro 24, 2013

JÁ SÓ LHE FALTA UM BUÇO PRONUNCIADO

Já chega de austeridade? Ainda podemos dar mais um bocadinho do osso, António. Já não temos dinheiro para tratar um dente. Nem dinheiro para dar a um pedinte. Nem dinheiro para mandar cantar um cego...  Mas temos pentelhos, cabelos, saliva e ossos, António. 

Enfim, se o Goldman ET Sachs António Borges fosse uma mulher do interior de Portugal, dessas perdidas numa aldeia desertificada e em processo de ruína inexorável, deserto e ruína graças ambos em grande parte às políticas de saque e devastação por hordas de aventureiros centrais e locais ligados aos Partidos do Sistema, ciclo após ciclo, já só lhe faltaria o buço pronunciado. 

Pêlos nas axilas já os tem, presume-se, bem como o gosto de cuscar por cima do Governo a mando do Governo, de alvitrar reformas e radicalidades TSU assustadoras ab nihilo, intervindo amiúde por uma economia de fome capaz de ombrear com a do sistema laboral chinês e tudo com o seu estrito sentido de merceeiro sofisticado, demasiado avançado para o nosso tempo. 

Borges tem tudo da mulher sólida e severa que envelheceu só na aldeia. Tudo menos, talvez, a devoção e a missinha.