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domingo, junho 30, 2013

PHILIPP RÖSLER QUER ESVAZIAR O SUL

Tendo em conta que parte da população do Sul já está a emigrar em massa para dentro do Continente e da União, mas também para fora, não percebo bem qual é a agenda de Philipp Rösler, ministro alemão da Economía. Estará a querer competir com o Reino Unido como destino esmagador da nossa juventude qualificada e não qualificada?! No Reino Unido paga-se bem e o mercado de trabalho não parece abrandar nem fechar por lá. Por isso o preferimos ao alemão. Ao convidar os jovens desempregados dos países do sul da Europa a experimentarem o sistema dual de formação profissional alemão, com a possibilidade de ficarem depois a trabalhar no país, Philipp Rösler, além de entrar explicitamente na competição pela mão de obra que vai daqui, só pode pensar nas vantagens pedagógicas e formativas de esvaziar Portugal, Grécia e Espanha da sua juventude para encher as grandes cidades alemãs de uma emigração alternativa à africana e oriental ilegal, em greve de fome por não se lhe reconhecerem direitos em tempo útil. Deve ser isto.

quinta-feira, junho 13, 2013

LAICIZAÇÃO FASCIZANTE

Tenho amigos que em breve embarcarão para Benguela, Angola. Há por lá trabalho e emprego para quantos de cá arrisquem África. Fico feliz por eles. Por vezes penso que isto correu demasiado mal nestes 39 anos de placebo democrático a colonizar-nos os cornos com grandes passes de retórica-biombo democrata e outras tretas de encher. Com a chamada liberdade, entrou um fermento laicizante que fascizou moralmente a Nação, atafulhando-a de direitos e hipertrofiando o sentido de dever para com a Comunidade: o grosso da população activa ganha mal e porcamente, por mais que trabalhe: quem trabalha é explorado de um modo geral. Ponto. Na cúpula do Regime, laicos e ético-republicanos, não importa a cor formal dos sucessivos Governos, sentaram-se os soares e os soaresianos para partir e a repartir a melhor parte dos Orçamentos com arte, ano após ano após ano. Isto tem sido deles. Só deles. Não haver uma vassoura...

quinta-feira, maio 16, 2013

ANDOR, PORTUGUESES, ANDOR VIOLETA!

Compreendo László Andor. Portugal sem portugueses é tão viável como uma vacaria sem palha. Não nego que seja importante que as pessoas estejam dispostas a mudar de país, como defende, não se desminta a importância de uma maior mobilidade na Europa, com a saída de trabalhadores dos países onde há mais desemprego, como Portugal, para outros na União Europeia onde a situação no mercado de trabalho seja melhor. Mas o comissário do Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão deverá reconhecer que um País sem cidadãos bem pode fechar o tasco. Não tem futuro.

sábado, dezembro 08, 2012

PONTE AÉREA

A Dora e o Raul foram deixar a filha no aeroporto. O Alfredo e a Catarina foram deixar o mais velho no aeroporto. A Guida e o André foram levar o primogénito ao aeroporto. Manuel e Teresa foram deixar a filha no aeroporto. Maria Rocha e Jorge Ferreira foram levar o filho ao aeroporto. Artur e Laura foram deixar a filha no aeroporto. Emanuel e Sofia foram levar os gémeos ao aeroporto. Vítor e Yolanda foram deixar o rapaz no aeroporto. Manuela e Vitória foram deixar a mais velha no aeroporto. Fernando e Socorro foram levar o moço ao aeroporto. O Partido Socialista e o Partido Social Democrata construíram estradas ao lado de estradas e aeroportos a fazer de mortos para que finalmente, num certo dia, acabássemos por ir deixar a nossa juventude no aeroporto. A Procuradoria Geral e o Presidente da República fecharam diligentemente os olhos para que, num belo dia, pudéssemos deixar os nossos irmãos e irmãs, sobrinhos e sobrinhas, no aeroporto. O Regime, os Corruptos do Regime, os Ladrões e Comissionistas Perpétuos dos Orçamentos do Regime, trabalharam arduamente para que nos não fosse de todo impossível deixarmos filhos, irmãos, cunhados e genros, no aeroporto. Enfermeiros. Engenheiros. Arquitectos. Professores. Operários. Criativos. Ámen. Assim seja.

terça-feira, setembro 25, 2012

COMO SE DIZ EM MANDARIM?

Sob uma muito conveniente pseudo-democracia, opaca e iníqua, políticos do PS, PSD e CDS-PP destruíram Portugal, engordaram pessoalmente com os recursos dos contribuintes esmagados e empobrecidos, e destroçaram o Futuro. Por isso emigramos e emigraremos até à morte: 在一个非常方便的不透明,不公平的伪民主,政治PS,PSD和CDS-PP摧毁了葡萄牙,养肥的资源纳税人亲自和贫困粉碎,粉碎了未来。所以和移民死亡. Em alemão: Unter einer sehr günstigen Pseudo-Demokratie undurchsichtig und unfair, politische PS, PSD und CDS-PP Portugal zerstört, gemästet persönlich mit den Ressourcen Steuerzahler und verarmten zerkleinert und die Zukunft zerstört. Also haben wir hier links ab und wanderte nach dem Tod; em árabe: تحت مريحة للغاية ديمقراطية زائفة PS، مبهمة وغير عادلة السياسية، ودمرت PSD PP-CDS البرتغال، مسمن شخصيا مع دافعي الضرائب والموارد الفقيرة وسحق تحطم المستقبل. لذلك نحن هنا ترك وهاجر حتى الموت.

segunda-feira, agosto 27, 2012

SÁBIOS MIÚDOS TUGAS DOS STATES

«Todas estas gerações anteriores cresceram nos Açores e nós somos a primeira a nascer noutro país. De certa forma nós temos muito mais oportunidades, mas por outro lado não tivemos a sorte de viver uma vida onde menos é mais.» Portuguese Kids

sexta-feira, abril 20, 2012

PÁTRIA FLATULENTA E INCONTINENTE

Em países de cíclica emigração, como o nosso, basicamente por causa da mediocridade endémica da nossa flatulenta elite política, em poucos anos tornam-se-nos estrangeiros e muito depressa estranhos os filhos dos filhos de Portugal em terra alheia: ouvi-los cá, noutra língua, aparvalhando a parvalheira, diz tudo daquilo em que se transforma um português realizado fora daqui. Alheado. É assim e não poderá ser de outra maneira. Para tal espécie de bancarrota moral de uma Pátria incontinente porque a abandonam, derrota do sangue e do solo, para tal irremediável sangria, não há glória que baste. Ironia é que se vá ser político a valer onde valha a pena, se saiba e mereça sê-lo.

quinta-feira, março 15, 2012

MAIS BALDE DE CARANGUEJOS

Incrível como este cromo português, de sua [des]graça Américo Lopes, a viver nos Estados Unidos, não foi capaz de partilhar 26 milhões de dólares com os colegas de trabalho, envolvidos na mesma sociedade de apostas no Mega Millions. Fez-se de sonso. Tentou ficar com tudo. Desapareceu. Agora que o tribunal decidiu pela partilha compulsiva do prémio, faça-se uma pequena ideia da quantidade de anedotas de mau gosto que esta historieta gerará entre os norte-americanos com o português, emigrado ou não, a fazer de alentejano. Forreta! Burro! Que porcaria de estigma para os demais portugueses! Porque este tipo de grunhice repete-se. Torna-se padrão. Ter o mundo inteiro a pensar, perante essa feia imagem de avareza, fechamento e obtusidade: «Enfim, é Português!»

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

MAIS UM A MORDISCAR O PÓ

Atirado borda fora como se fosse um embrulho comprometedor, António Nunes Coelho, 49 anos, ainda estava vivo “entre 15 minutos a uma hora” depois de ter sido despejado numa ruela deserta de Bruxelas pelo patrão e dois colegas da obra, também portugueses, onde estava a trabalhar ilegalmente. O suposto crime que vitimou o António resume-se nisto: depois de ter caído de um andaime, vítima de um ataque cardíaco, em vez de ser socorrido, foi transportado de camião e largado num local deserto. As autoridades belgas investigaram o caso ao longo de quatro meses e, segundo noticiou ontem o jornal belga La Dernière Heure, a autópsia concluiu que o português foi abandonado ainda com vida. Adenda: notícia lida e relida no Público e no JN. Mistérios do nosso célebre balde de caranguejos.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

POR QUE É QUE O NOSSO PLASMA NÃO EMIGRA?

Não se admite que se desperdice o fruto da generosidade nacional. Se de facto não há capacidade de armazenamento, então façam o favor de emigrar o nosso plasma, seguindo a lógica geral, hoje muito em voga, de que tudo o que emigra é bom e o que fica só pode ser refugo. Para mais, isto não é brinquedo: «Portugal paga 30 milhões de euros pela importação de derivados de plasma.»

domingo, fevereiro 05, 2012

ANGOLA, PERTENÇA DA CLEPTOCRACIA DOS SANTOS

Ainda que Angola seja por enquanto um País com donos explícitos [há cleptotcracias e cleptocracias e algumas são letais: não é, graças a Deus, o caso da angolana!], onde a liberdade de expressão é limitada, a corrupção é endémica e as opiniões políticas fiquem dentro de casa, se der o pão que Portugal não dá e horizontes que Portugal não tem, haja paciência e seja cada qual que emigra para lá o fermento da transformação cívica local. É um longo caminho. Alguém terá de o fazer, pois tudo é política.

terça-feira, janeiro 17, 2012

PORTUGUESES, FAÇAM COMO ELES, DESEMERDEM-SE!

Se é verdade que cerca de 500 profissionais de saúde portugueses estão dispostos a rumar a França e a mudar de vida [antes que a loucura e o desespero se apossem de si, dados os abundantes sinais kafkianos numa sociedade ainda mais kafkiana], de acordo com as candidaturas recebidas pela Arrime, deve haver uma enorme confusão no ar nacional. Mas então não eram Angola, Brasil, Guiné-Bissau e demais países lusófonos a nossa grande aposta e prioridade, nosso novo grande desígnio de emigração, ok, no Ensino, mas por que não no resto?! Gostava que Passos, Relvas, alguém, esclarecesse isto, antes que surgissem as bocas de regozijo irónico e escárnio, dispostas a ver, nesta disposição d'Os Quinhentos, mais uma catastrófica consequência do célebre apelo imberbe do Governo a que toda a gente se desemerde, saindo do País: «A realidade é que há jovens desempregados que precisam de trabalhar.» Sophie Leroy

domingo, janeiro 15, 2012

EMIGRAR. EMIGRAR. EMIGRAR

«Cabeças de cartaz como Mourinho, Ronaldo e Villas-Boas abrem portas. Hoje o português é mediático, vendável. Falei romeno na minha apresentação e na do Toni [António Conceição] fiz a tradução. Somos adaptáveis a qualquer clima e cultura, até aos menos favoráveis. Nisso estamos muito à frente dos vizinhos espanhóis.» Mário Branco, a O Jogo, 15 de Janeiro, 2012

terça-feira, janeiro 10, 2012

FICAR? PARTIR? AMBOS!

Nós, portugueses, homens e mulheres jovens ou na idade-beco dos quarenta-cinquenta anos, temos afinal três opções, desempregados ou não. 1. Ficar, mesmo que numa certa penúria dourada. 2. Arriscar partir e atirar-nos aos brasis, às europas, às austrálias ou norte-américas. 3. Esperar um milagre, um desígnio nacional, uma oportunidade qualquer. Certo é que muitas vezes sonho com uma Marinha Mercante Portuguesa absolutamente revolucionária e competitiva globalmente, assente na combinação híbrida de várias fontes de energia. Se ousássemos construir cargueiros mais económicos, mais rápidos e mais seguros, radicalizando a nossa aposta, regressando a um nicho que já foi nosso, muito nosso... Mas isto é somente um sonho talvez ingénuo de mais para se tornar realidade algum dia. Trinta anos a perder o chão e o horizonte, desindustrializando, desertando covardemente dos nossos mares: «A política de incitamento à decisão de ficar é urgente, porque do contrário trata a natureza das coisas. É evidente que nenhuma soberania pode ou deve assumir o poder de impedir qualquer homem ou mulher de exercer em liberdade o direito de ir pelo mundo em busca da realização pessoal e futuro aceitável. Mas também nenhum governo pode secundarizar o dever de fortalecer a relação entre os cidadãos e a terra onde nasceram, sobretudo criando a confiança, o primeiro alicerce da decisão de ficar.» Adriano Moreira

sábado, janeiro 07, 2012

ENTRE A CILADA DE FICAR E A MOBILIDADE RADICAL

Fala-se demasiado na emigração. É um facto que ela existe e intensifica-se. Do mesmo modo a migração interna. Do mesmo modo a chegada em massa dos filhos das elites e classes médias-altas africanas a fim de estudarem por cá e por vezes por cá ficarem. São milhares todos os anos a compor a população estudantil no diversos níveis de ensino. Não sei por que pegou neste tema sensível o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas: não havia necessidade de retomá-lo muito menos numa perspectiva de encómio forçado. Não precisamos da caução ou do elogio governamental dos que saem qualificados a fim de se qualificarem ainda mais ao buscarem dignidade de vida fora de Portugal, em qualquer parte do mundo onde se pague bem e se possa crescer. Na verdade, já nem se pode chamar ao que acontece com os jovens portugueses "emigração", mas Mobilidade Radical: tenho família em Londres, amigos em Nova Iorque. Olhar para outros mundos é o nosso nome do meio e melhor fora que não fosse tanto assim. Bastava um Estado menos na mão do Centrão, menos corrupto e onde os melhores gestores, com provas dadas, sem sede arrivista e furona, aflorassem, em vez de carreiristas políticos exclusivamente políticos, habituados a apunhalar, trair, esmagar nas distritais e sem mais mundo que esse mundo razo e peco. Se tivéssemos tido trinta anos assim, teríamos agora autoestradas de oportunidades em vez do obsceno saque ao cidadão.

sexta-feira, dezembro 30, 2011

DO BENEMÉRITO ESTRATO ESQUERDÓIDE

«Recorreram ao truque de alegar o estatuto de "refugiados políticos"  aí sim, tentaram meter 'os papéis' a tempo. Não ter papéis e visto é um drama, mas tem de haver alguma ordem. Não acredito no Eden Global  onde todos podem ir e permanecer em todo o lado; é insalubre e mentiroso. Por cá, o truque do "refugiado" funciona de vez em quando porque existe um estrato esquerdóide que toma a Nuvem por Juno nestas questões de Lei e Ordem. Ainda me lembro do caso Vuvu Grace que se deu na Portela e que levou Vera Jardim, Maria de Jesus Barroso e outros golpistas e capitalizar nas TêVês de então à custa da pobre mulher. Entretanto, milhares de outras Vuvus vadiaram pelos aeroportos em alturas de governos-súcia; e nem uma palavra se ouviu a esses beneméritos.» Besta Imunda

METER OS PAPÉIS CONTRA A EXPULSÃO DO ÉDEN

Parece que negligência prolongada por orelhas moucas à Lei local não compensa, especialmente em sociedades rigorosas e organizadas, como a canadiana. É melhor meter os papéis a tempo e a horas, antes que, entre lágrimas, baba e ranho, se ande por demais aos papéis, para não dizer ó-tio-ó-tio. Depois, para além de tudo, parece que o mediatismo exacerbado de um só caso, dentre setecentos, institui um princípio de excepcionalidade lacrimosa que tanto pode parir "cátias" e "marcos", com o seus lúbricos movimentos pélvicos e destreza bucal, como parir uma casta de indivíduos afinal mais iguais que os demais. Tão iguais que por eles se atravessam primeiro-ministros, dirigentes autárquicos, Governos Regionais, talvez Papas, todos juntos, contra essa espécie de corredor da morte que é uma expulsão do Éden.

quinta-feira, dezembro 29, 2011

EL DORADO BRASILEIRO E A ESQUERDITE ROBÓTICA

Não importa se o Governo controla ou não controla os números dos portugueses que saem e, entre várias opções, demandam o Brasil como novo território de oportunidades e vida mais próspera, longe das depressões, paranóias e esquizofrenias europeias, parte delas típicas da velhice com o seu espírito sitiado e avaro, por natureza. Há uma crise demográfica em Portugal que atesta o desastre da corrupção e da vergonha de sucessivos governos incompetentes, supremamente demagógicos. O Brasil é um caso completametne à parte no que respeita ao êxodo português em decurso. Não compreendo aí o Tiago, mimalho de Esquerda, na sua esquerdite robótica que se exercita e se exerce como a lei da gravidade: o que é que este Governo tem a ver com isto?! O certo é que o Brasil se impõe economicamente por si mesmo e com números impressionantes: se atrai os portugueses, não atrai somente portugueses. Não é lá que está todo o dinheiro, pois a China é que o tem quase todo a título planetário [acabei de ler uma entrevista a Nelo Vingada, n'O Jogo, bastante esclarecedora desse ponto]. Mas é lá que os negócios florescem e as oporunidades se alargam, facilitadas pelo enorme continente da Língua Portuguesa que a estupidez burocrática lisboeta quer nivelar em brasileirês abortográfico. Tivesse Angola a mesma capacidade de absorção imigrante e a mesma "energia prosperitária" brasileira, já lá teria não cem mil, mas duzentos ou trezentos mil portugueses com ganhos internos óbvios quer em práticas e quer em competências profissionais: só na primeira metade deste ano, mais de 50 mil portugueses pediram residência no Brasil e multiplicam-se os trabalhadores ilegais. Ok. Mas também abundam os pequenos empresários portugueses no turismo e restauração um pouco por todo o litoral nordestino, fenómeno com mais de uma década. Habituei-me a ouvir dos meus amigos brasileiros uma insistente proposta, quando estive lá, há meses: «Portuga, fique. Aqui se cria tudo. Qualquer semente atirada à terra se converte em árvore. Nada falta. Fique, Portuga.» Eu sorria e dizia: «Ainda não chegou o momento, Brasuca!» Não foi desta que experimentei uma estadia mais prolongada. Tudo tem o seu tempo. Para partir ou ficar, move-me o amor, a necessidade, mas também a solidariedade familiar, coisa sagrada para quem, como eu, não concebe exilar os pais num criminoso lar Maquineta de Fazer Espanhóis. Não basta o odor a mudança feliz.