«As ofertas de emprego por preencher totalizavam 16.138 em Junho, o que representa um acréscimo de 47,5% em termos homólogos e mais 12,3% do que em Maio, informou nesta Sexta-feira o Instituto de Emprego e Formação Profissional.» Público
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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sábado, julho 13, 2013
quinta-feira, abril 04, 2013
MENSAGEM AO ZÉ-NINGUÉM
Não são, nunca serão, os casos mais prementes e as situações mais chocantes de miséria a ter antena e uma milagrosa reversão da realidade. Só os alcides. Deles rezará a História. Esgotado o subsídio de desemprego, eram 1100 euros, uma carta à Provedoria de Justiça. Duas de letra. Depois, um emprego. Afinal, corre tudo bem. Eis a grande mensagem ao zé-ninguém: mediatiza o teu aperto, expõe o teu desemprego ao Expresso, ao Público. E um telefone tocará.
segunda-feira, julho 13, 2009
EMIGRANTE PORTUGUÊS NA BÉLGICA
Pelo menos o indiciava a matricula do interminável Mercedes prateado para onde se dirigiram, depois de olhar o horizonte recheado de nuvenzinhas níveas e azuis sobre um mar de cetim. A mulher ainda teceu um remoque entediado e censório talvez à areia empoeirada ou a qualquer outra coisa aleatória, dado o tédio na face: «Isto está cheio de brasileiras». Cruzavamo-nos no passadiço de madeira, tábuas aproveitadas da velha linha da Póvoa. Eram, na verdade, três. O Pai, atlético cinquentão, com carão de Hulk, na plenitude da fúria verde, sobrancelhas unidas, cenho carregado de velho emigrante português atarrecado, saído cá da terra, com trejeitos de velho estivador. A Mulher, senhora ruiva de cabelo curto, naquela mesma típica semi-obesidade cinquentina. O Filho, encorpado, ainda adolescente, perdido entre as penugens ralas no rosto e os jogos de telemóvel, de um ar terrivelmente só. Era aquele um tédio repartido irmamente pelos três neste belo fim de manhã de Julho. A manhã de praia fora amena e sem vento. Infinitos aviões comerciais passavam sucessivos a baixa altitude, fazendo-se ao Sá Carneiro. Os "belgas" contemplavam os três, o areal e o irresistível horizonte, deslocando-se pachorrenta e desgarradamente pelo mesmo passadiço, mas sem se enternecerem daquela mansidão plácida de longínquas nuvenzinhas azuis e níveas, praia sem vento, mar de comer. E foi só quando estaquei ao lado do Mercedes, carregado das toalhas, do meu bebé ensonadito, de uns sacos e ainda do guarda-sol, olhando para o percurso lento e amolecido da minha outra filhita, da mulher e sobrinho, é que notei esse Hulk emigrante me fitava. Os olhos postos em mim como que na urgência de me demonstrar ser dele, bem dele, aquele oblongo Mercedes prateado, de matrícula belga, ao lado do qual me postara. Mulher para trás, filho para trás, entrou, deu à ignição com uma urgência patronal e proprietária. De novo no País ingrato, via-se entregue às delícias do espectáculo automóvel. O único que o poderia justificar.
terça-feira, março 24, 2009
40 000 MAQUILHAGENS E DESCULPAS

É danado o verbo haver, quando os políticos lhe põem a manápula desesperada. «Haverá», serão abertos, far-se-á. Na verdade, não há nada agora, aqui e agora não há nada a não ser tácticas de dilação e fingimento. A economia está atascada em mau Fisco, atascada no efeito de décadas de um consumismo sistémico infrene mas baseada em salários miseráveis que pagam, à rasca, todas as despesas básicas das pessoas e depois não podem comprar absolutamente mais nada: o desemprego galopante veio pôr isso em cristalina evidência. Perante isto, o que faz o Sr. Sócrates? Mais anúncios. Zero em realismo, zero em descrição dos factos realisticamente vistos da economia, zero em descrição do que efectivamente está a ser feito, além das medidas tardiamente plagiadas das Oposições e que «serão» implementadas a seu tempo. Ou não. De emprego, o que se conhece de esta legislatura são aqueles de que a clientela política e os amigos íntimos do PS-governo usufruem intocáveis e indizíveis: mega-escritórios de advocacia, grandes empresas altamente apoiadas, gente cumulada com bónus, com superfluidades automóveis, prémios de 'produtividade'; atenções reservadas aos amigos colocados a jeito no sector empresarial do estado. A Crise Internacional tem por isso as costas largas e serve de desculpa e biombo para o desastre e a forma viscosa como o PS-governo actua e maquilha os factos duros, as inépcias e as omissões, adiando o desvelar do desastroso abismo do País. Mas a política nunca deveria ter servido de oportunidade a esta gente para resolver a sua vida e para fazer negócios sem escrutínio directo e outras formas de prestar contas aos portugueses. A economia está em processo de desactivação e por isso demagogia com números, anúncios repetidos, simulações hábeis de acção, com esse uso sorna de formas no Futuro Imperfeito do Indicativo relativos a medidas invisíveis e altamente improváveis — são erros letais. Esse futuro está num longe que compromete tudo agora mesmo e tanto é assim que o PM nunca é visto no coração dos problemas, das fábricas, dos protestos, interessado e devidamente inteirado, mas à frente dos cenários pintados a azul sedutor, com megaproduções publicitárias de mau gosto e mau esconder. Alguma coisa a esperar de um historial de rapina e avidez de dinheiro e poder no cerne mesmo das estruturas representativas do Estado? Solidariedade e interesse genuíno? Era o que faltava!: «O primeiro-ministro afirmou hoje que em 2009 haverá um aumento para 40 mil estágios profissionais destinados a jovens e que já há 21 mil portugueses a trabalhar em programa de formação no âmbito da iniciativa Emprego 2009. Os dados foram avançados durante uma visita ao Centro de Serviços Partilhados da multinacional Solvay, das áreas da energia química, farmacêutica e plásticos, em Carnaxide, depois de comentar os mais recentes números do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Segundo José Sócrates, os dados do IEFP conhecidos ontem "traduzem um aumento do desemprego em Portugal, como em todos os países da Europa".»
segunda-feira, março 09, 2009
LIBERALISMO? LUCRO SEM CONSUMO?

Para além das ideologias e das razões, vivemos numa época que removeu os custos de produção com a mão de obra humana, com o emprego, mediante uma extensiva, convicta e intrincada mecanização geral pela qual se supre largamente a necessidade das pessoas na ordem das centenas de milhões. Os equilíbrios entre o lucro e a humanização do trabalho estão rompidos e corrompidos. Porém, o paradigma do lucro é resiliente porque a sofreguidão por ganho é igualmente uma coisa humana violentíssima e a competitividade norte-americana que, na Europa, até à Crise, se procurava decalcar, não tem contemplações com os choramingas dos incapazes e inábeis para o trabalho como um absoluto, duro, pleno, de preferência escravo e legalmente escravizante. Há duas décadas, falava-se, precisamente por essa antevisão de uma automação-mecanização libertadora, numa Civilização do Lazer, numa espécie de reedição da cidadania grega, a qual, graças ao conforto proporcionado pela escravatura, possibilitava a muitos cidadãos disfrutar da Filosofia, da Matemática, da Retórica e mesmo da Pedofilia como cultura de iniciação a todos campos de saber já referidos e demais domínios próprios da vida adulta, quando o ritualismo religioso se verteu num ritualismo epistémico. Seja como for, hoje o drama é fundo. De modo que soa a pedir a lua este propor que algumas empresas renunciem a parte dos lucros em favor dos postos de trabalho, e pedi-lo logo a um quadro mental nacional de empresariado que se dispõe a alienar precisamente ao lucro a vertente social do trabalho, conforme se tem visto, graças ao apoveitamento oportunista para despedir que a Crise possibilitou. Subrepticiamente, para quem há muito desejava alijar mão de obra, alijando a indústria e o negócio lucrativo ao mesmo tempo, nenhum contexto mais perfeito. Montar o negócio fora pretexto, quantas vezes, para generosas isenções fiscais e ainda mais generosos subsídios estatais. Em face de tudo isto, em vão pregará Frei Jardim. Os donos da enconomia nacional são como os administradores de almas do PS e o respectivo líder Mugabe Armani: nasceram tortos, tarde ou nunca se endireitarão. O lucro, ou seja, o empreendedorismo liberalóide lucrativista e as suas lógicas de um ganho inteiramente devido ao próprio mérito e não também devido ao concurso de variadíssimos factores aleatórios, como não tem ideologia que o caldeie de social e de solidariedade coesiva, como também não tem valores morais que o fundamentem, redunda na devastação a que se assiste e que se vai aprofundando. O curioso é que o circuito-lucro está condenado precisamente por se estancarem quaisquer possibilidades de consumo que o alimente. Derradeiramente, alguém ou alguma coisa terá de ceder antes que o colapso e o caos sejam completos: «O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, apelou hoje aos empresários para que cortem nos lucros em vez de dispensarem trabalhadores, de modo a manter minimamente vitalizado o mercado interno através da sustentação do poder de compra.“O esforço mais inteligente é reduzir nos lucros sem dispensar pessoal”, disse o governante madeirense na inauguração das novas instalações da empresa Lubrimade, representante da BP na Região – que investiu 650 mil euros nas suas novas instalações na Madeira.Referindo-se ao actual contexto de crise económico-financeira, Alberto João Jardim lançou um “grande apelo” aos empresários estabelecidos na Madeira para que, “tanto quanto possível, ainda que com forte sacrifício para a empresa ou empresário, que será de um a dois anos, não mais do que isso, se mantenham os postos de trabalho, porque só assim é que se tem possibilidade de passar ao novo ciclo económico”.Alberto João Jardim considerou ser importante manter o poder de compra da população, ainda que com alguma redução, para que a economia, no seu geral, se ressinta o minimamente possível.»
terça-feira, agosto 19, 2008
DE EMBUSTE EM EMBUSTE

Então, já não há respeitinho nem tento na língua?
Na verdade, os empregos pomposamente anunciados por Sócrates
tantas e tantas vezes redundam num rato parido pela montanha que a confiança vai flácida.
lkj
Coitados dos pobres que trabalham muito e são muito mal pagos
ao ouvirem anúncios miríficos para novas qualificações e novas oportunidades
quando no final o resultado é o mesmo, rotatividade, precaridade, instabilidade!
lkj
As novas oportunidades de que oiço falar são mesmo só na Suíça ou no Luxemburgo!
lkj
Eu mesmo vi de perto o que fazem aos seus empregados os vários Call Centers
espalhados por esse Grande Porto Emurchecido.
Poucos funcionários para uma demanda tão esmagadora. Corte em funcionários!
Promessa de prémios de produtividade nunca por nunca pagos. Corte em prémios!
E, sim, precaridade e remuneração básica, apesar da qualificação dos colaboradores,
extrema que seja. Corte em remunerações!
lkj
Com um pouco menos de medo das palavras
e será fácil a CGTP dizer a plenos pulmões
que a Banha da Cobra vai nua e vai sôfrega,
no seu Armani cor moreno-eufórico
e nos seus Prada-de-Pantomina.
segunda-feira, agosto 18, 2008
DESEMPREGO LÍQUIDO LIQUIDA

Agora que conceptualmente se liquidificou o emprego,
sobretudo precário, sobretudo inexistente,
e se consolidou o desemprego em Portugal,
com milhares de famílias inteiras de repente colapsando liquidadas pela realidade,
e todos os enunciados ao mesmo tempo
que papagueiam a meta dos 150 mil postos líquidos
não referem sequer a horda de novos emigrantes a dar no duro por essa Europa fora,
novamente ele se declara naturalmente optimista no alcançar
lkj
As promessas são para cumprir tal como a política-espectáculo é para continuar.
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