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quinta-feira, março 21, 2013

FODA-SE. REFODA-SE. TRIFODA-SE!

Sócrates regressa. Pela mão da RTP. Dá audiências? Claro. Um chimpanzé a fazer surf ou a filosofar também daria. Mas só por escárnio dos Portugueses e de Portugal pode este pseudo-engenheiro ter um 'regresso', um 'encore' mediático. Por que motivo esta republiqueta das bananas não lhe dá antes ordem de prisão e reforçada proscrição?!

sexta-feira, janeiro 18, 2013

BÁRCENAS OU A GRANDE NOVELA DO PP ESPANHOL

«QUERIDA JÚLIA» E A SEGURANÇA SOCIAL

Nada contra, tudo a favor que os media se ergam como reduto derradeiro para defender o cidadão, quando injustiçado ou prejudicado no mais concreto do concreto que lhe diga respeito, como, por exemplo, uma prestação social interrompida. As prestações sociais são uma gota de água comparadas com as prestações políticas de serviços políticos à Banca; comparadas com as injecções políticas de capital à Banca; comparadas com os malabarismos políticos dos Vara na Banca; comparada com as prestações comissionistas aos Fundos dos Partidos, escândalo que rebenta agora mesmo em Espanha e talvez não deixe pedra sobre pedra. Vai-se a ver e afinal os Partidos Políticos, essas subtis ocularidades-do-cu, são tudo menos patrióticos

Que os media pressionam e se interpõem em defesa de um cidadão foi o que me pareceu ter flagrado ontem, fortuitamente, no programa «Querida Júlia», na SIC. No dia anterior, a Júlia entrevistara em directo um casal com duas filhas, cujo marido, sob baixa por causa de uma hérnia, viu, ex abrupto, cessada uma prestação social porque sim, sem uma explicação e sobretudo sem qualquer justificação. Ora, a Júlia ralhou à Segurança Social. E a Júlia obteve, em menos de 24 horas, o que o casal, por mais que penasse, não obteria em dias, semanas ou meses: a reversão dessa cessação, com retoma do pagamento da prestação e com efeitos retroactivos. A Júlia ganhou. A Júlia festejou. A Segurança Social metera a viola no saco e recuara. Tinha havido um erro.

Percebe-se o poder absoluto de argumentação, e com efeitos instantâneos, dos media em defesa do cidadão comum, perante aquilo que, suspeita-se, parece ser a arbitrariedade, a gestão casuística,  como norma para com alguns utentes por parte deste tipo de serviços. O certo é que se o utente protesta as suas questões em directo, se se queixa, na TV, das injustiças de que se acha vítima, as portas da Segurança Social ou outras abrem-se, os obstáculos desobstaculizam-se, e, em suma, os problemas desfazem-se imediatamente e com efeitos retroactivos. Todos muito sensíveis à força da TV.

Não queria pensar que a coisa vai por aqui porque não pode seguir por outra via, pela via do bom senso, da fiscalização e da boa fé. Não me parece confortável ter um cidadão de recorrer ao Braço Mediático da «Querida Júlia» a fim de que lhe seja feita justiça para poder comer e dar de comer à respectiva família, recorrendo a um direito que se pensa não estar entre parêntesis, haja o que houver. Mas descubro que nada sei. E do meu País o que sei desgosta-me.

segunda-feira, novembro 14, 2011

VAMOS TODOS VOMITAR EM CIMA DISTO

Ai, meu Deus, que vergonheira digna do vómito geral. A corrupção é uma coisa que ao princípio estranha-se, mas depois entranha-se de tal maneira que passa a valer tudo. Vigiai e orai!: «Na queixa dirigida ao Conselho no passado dia 12 de Outubro, a magistrada, Paula de Carvalho e Sá, acusa o magistrado de exercer funções de inspector judicial no círculo judicial de Bragança em cujo tribunal pendem processos crime nos quais é assistente e tem, portanto, interesse directo.» Público

domingo, maio 15, 2011

SEX-WE-KAHN

«The head of the International Monetary Fund, Dominique Strauss-Kahn, was taken off a plane by police at Kennedy International Airport on Saturday just minutes before it was to takeoff for Paris and was being held in connection with a sex attack on a chambermaid in his Manhattan hotel room, the authorities said. [...] The Port Authority officers were acting on information from the New York Police Department, whose detectives had been investigating a brutal attack of a woman employee at the hotel Sofitel New York, at 45 West 44th Street, in the heart of the city’s theater district. [...] But Mr. Strauss-Kahn, who is married to a prominent television news reporter, has been dogged by scandal. In 2008 he was embroiled in a controversy after accusations arose that he had had a sexual relationship with one of his subordinates, Piroska Nagy, a senior official in the I.M.F.’s Africa Department. The I.M.F. hired a law firm to launch an investigation, and Ms. Nagy left the fund and went to work for the European Bank for Reconstruction and Development. With the I.M.F. needed to quell the international economic meltdown, Mr. Strauss-Kahn was kept on the job. He later apologized for an “error in judgment.” Formed at the end of World War II, the I.M.F provides low-cost loans to countries in financial crisis. After 2008, it became more relevant after brokering rescue packages for countries like Greece, Pakistan, Iceland, Hungary and Ukraine.» NYT

quinta-feira, agosto 26, 2010

GESTORES E CELEBRIDADES

O Eduardo Pitta considera que demasiado olho censório e preocupado sobre os salários dos gestores, especialmente, presume-se, os gestores sem habilitação técnica mas posição política, agregados ao "socialismo" socratista e que povoam PTs, RENs, EDPs, GALPs e outros buracos hegemónicos ou monopolistas em Portugal. Isso a somar a tantos mais tachos criados à medida ou expressamente inventados para perfazerem necessidades pessoais do pessoal político desempregado disfarçadas de públicas. Há que acabar com isto, já. O cidadão anda preocupado e escandalizado com isso, mas também com outra coisa igualmente obscena pela distorção duplamente injusta que introduz na vida em Sociedade: um modo de exercer o Poder que prima pelo baixo nível ou meramente concêntrico das prioridades, pela negligência incompetente do interesse nacional, que evita o que é prioritário — abolir desperdício e redundância no cerne do Estado!  em detrimento do essencial — dar às pessoas mais condições, mais usufruto do seu trabalho, coisa que um Fisco brutal impossibilita. Quanto Pitta reproduz a lista dos apresentadores de televisão mais bem pagos do País, segundo dados oficiais, reproduz o que se suspeita acerca da pornográfica desproporção do que se paga em Portugal. Mas não desviemos as atenções. Não é coincidência haver demasiados gestores de colocação política em empresas públicas com graves passivos e problemas de solvabilidade precisamente por isso: STCP, CARRIS, REFER. Quem não tem dinheiro, não pode ter vícios, mas parece que pode ter ganhadores excêntricos. Analisemos então, mas sem perder a verdadeira matéria de vista, a  mercearia esquizofrénica reproduzida pelo refinado blogger "socialista" Pitta: 40 mil euros mensais é o que ganha Manuel Luís Goucha / TVI; 35 mil euros mensais leva Fátima Lopes / TVI; 25 mil euros mensais, eis o que Catarina Furtado / RTP encaixa, assim como Cláudia Vieira / SIC, Cristina Ferreira / TVI e Júlia Pinheiro / TVI; 21 mil euros mensais embolsa Fernando Mendes / RTP; 20 mil euros mensais absorve Diana Chaves / SIC, Jorge Gabriel / RTP, José Carlos Malato / RTP; 10 mil euros mensais é com que se abotoa o João Manzarra / SIC. É triste e é fado que cada vez menos pessoas tenham motivos para ver uma televisão generalista soporífera e que um reformado com menos de trezentos euros/mês aceite tropeções na Língua Portuguesa e sorrisos amarelos pagos a dentes de ouro.

sábado, abril 03, 2010

NO LODO DO ESCÂNDALO HABITUAL


«O público que lê jornais (desgraçadamente escasso) anda hoje fartíssimo de escândalos. Desconfio que só um bom escândalo político-sexual (a fuga do dr. Cavaco com Carla Bruni, por exemplo) era agora capaz de o interessar. Por duas razões. Para começar, houve escândalos de mais: desde o escândalo da licenciatura do primeiro-ministro, ao escândalo da casa onde ele vive e ao dos projectos que ele assinou; desde o escândalo do Freeport, ao da TVI/PT, ao da "mentira", ao da Face Oculta e ao da "liberdade de expressão". Esta extraordinária abundância diminui evidentemente o valor de cada escândalo. Ao terceiro ou quarto, a curiosidade é pouca. Ao quinto ou sexto, até o escândalo, no sentido próprio da palavra, deixa de existir: o que se tornou habitual não pode por definição ser escandaloso. Faz parte da vida e, ao contrário do que julga o dr. Mário Soares, "vende" tanto "papel" como o boletim meteorológico. Pior do que isso: chega mesmo a beneficiar o "perseguido" Sócrates. A partir de certa altura, é a reacção do cansaço (o "deixem lá o homem, falem de outra coisa"), que a cegarrega inspira. A segunda razão do desinteresse está na complicação exasperante de cada escândalo. Quem sabe e percebeu o que foi o escândalo do Freeport ou da Face Oculta? Quem se deu ao trabalho de conhecer, distinguir e fixar as personagens? Quem seguiu os meandros de uma intriga, à superfície sem sentido e sem conclusão? Uma ou duas centenas de aficionados, quando muito. Verdade que o "povão" gosta sempre de ver o primeiro-ministro afocinhar e um "rico" em apertos. Como gosta de confirmar a sua velha opinião de que "eles", excepto o ocasional santinho, são essencialmente uma quadrilha de "malandros". Mas basta o que basta. Não é preciso repetir a matéria. A época do escândalo por uns meses fechou.» Vasco Pulido Valente

quarta-feira, novembro 04, 2009

CONSTÂNCIO AINDA NO CARGO

Isto é anedótico e contado num país que nos não conhecesse seria absolutamente hilariante: Vítor Constâncio ainda está no cargo. Pasme-se! Meu Deus, que país! O regulador reguila, tão alevantadiço nos paços do Parlamento, regulador que não regula, mas se regala, prevalece em pé, a mostrar quem manda. E a pobre coitada, apanhada vezes sem sem carta de condução, apanha é com um ano de prisão pelas orelhas que é para aprender. Isto só se administra justiça fácil e célere sobre pequeninos. Não andar por aí larvar uma grande rebelião de homens sem nada a perder capaz de devolver um sonho de País Independente e Incorruptível!

segunda-feira, março 16, 2009

AIG CEOs BONUSES SCANDAL


Nada mais ultrajante e escandaloso que os bónus inevitavelmente a pagar, por obrigações de contrato, aos CEO's da AIG, após a injecção tremenda de capital salvífico — «$170 billion bailout of insurance giant American International Group» — por parte dos contribuintes norte-americanos. Mais um pouco e teremos uma revolução bolchevique-Большевик em Washington assim como uma marreta às veleidades egocentrárias do 'liberalismo' económico: «The real scandal of AIG isn't just that American taxpayers have so far committed $170 billion to the giant insurer because it is thought to be too big to fail — the most money ever funneled to a single company by a government since the dawn of capitalism — nor even that AIG's notoriously failing executives, at the very unit responsible for the catastrophic credit-default swaps at the very center of the debacle, are planning to give themselves over $100 million in bonuses. The scandal is that even at this late date, even in a new administration dedicated to doing it all differently, Americans still have so little say over what is happening with our money.» E por vezes boas notícias, embora só parcialmente boas porque, para serem mesmo boas, teriam de ter dentro uma justiça mais exemplar: «Onze administradores da quase falida AIG anunciaram hoje a demissão do grupo segurador norte-americano, apesar de dez destes gestores terem recebido, em conjunto, prémios de 42 milhões de dólares (32,3 milhões de euros). O anúncio foi hoje feito pelo secretário da Justiça do estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, e traduz o culminar de fortes pressões políticas para a devolução de prémios de 165 milhões de dólares entregues a gestores de topo da empresa e que estão na base do colapso de uma das maiores seguradoras do mundo