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| Na Roça, se silenciares a cidade que há em ti, renascerás rural, místico, íntimo do Criador, sensível ao Seu Sopro, dócil ao Seu Cristo. |
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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sexta-feira, setembro 05, 2014
LISTA DE DELÍCIAS NO MEU BRASIL
quinta-feira, novembro 21, 2013
sábado, março 23, 2013
segunda-feira, março 18, 2013
terça-feira, março 12, 2013
O DOM PALPITANTE DA FELICIDADE
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| Meu Deus, dai-me o dom de manter e frutificar a minha felicidade, através de um coração generoso e fraterno. No fim de contas, a Felicidade sois Vós Mesmo. |
sexta-feira, março 08, 2013
UM PÉNIS DE OURO PARA CADA MULHER
Agora que já capturei alguma atenção, mais a sério. Não venho propor um novo princípio constitucional que garanta uma espécie de Pénis-Magalhães de Ouro a cada portuguesa, vibrátil, na linha dos direitos inefáveis, tendências democratizadoras e aspirações furadas que a Constituição consagra, deveria garantir, mas cujo chulé na verdade nem sequer cheiramos. Também não se está aqui a pensar em roubar aquele caralho de mel que parece estar na boca de Filipe Pinhal quando fala, ó ânsias de falo!, para dá-lo liberalmente a quem de direito carece da mais elementar glucose em suporte rígido. Pudessem todas as mulheres oprimidas e mal-pagas deste Portugal ousar chorar despudoradamente como ele, após anos de capitalização, offshores e mais valias. Não. Venho somente com a minha lenga-lenga beata do costume. Se há uma herança e um testemunho que desejo passar à mulher em geral e especialmente à mulher portuguesa não é de todo que todas passem a ter um áureo pénis só seu, realístico, áspero, nervurado e evocador, claramente artificial e artístico, como o Pé de Ouro engendrado a partir de um molde de silicone com Messi dentro.
Não. É outra coisa. Venho outra vez com a minha conversa sobre a Felicidade com Nada. Continuo nesse ponto igualzinho. Passou Janeiro com o seu palrador atrevido Ulrich. Passou Fevereiro com a pirueta invertida de Gaspar e nada mudou no meu propósito. Prefiro um cêntimo numa caixa esquecida a investir meio cêntimo num pão recesso. Isso vale para mim. Não vale para as minhas filhas ou esposa. É a minha resposta pessoal libertadora perante a injustiça que grassa em Portugal e pune grosseiramente cidadãos vítimas dos ventos globais, mas também vítimas de Governos que viveram acima do Pudor, das Possibilidades Passadas, Presentes e Futuras do Estado, com titulares que viveram ainda mais acima da Moralidade Pública ou do diâmetro do próprio cu, mas é também uma resposta vincada e muito minha perante as distorções e os excessos da sociedade de consumo e dos seus pressupostos autofágicos, suicidas, de ilusório crescimento pelo consumo de mais recursos finitos, de mais energia caríssima, cujo paradigma petrolífero, aliás, ameaça rebentar-nos na cara, não tarda: temos de exercer incomparavelmente menor pressão sobre os recursos do Planeta e mesmo o nosso crescimento, se algum dia tivermos crescimento, deverá operar-se sobre bases ambientalistas novas de plena sustentabilidade e respeito pelo meio ambiente. O nosso Mar, tal como para o estorvo Cavaco, afigura-se como que barras de ouro debaixo do nosso nariz ou a ilustração da célebre máxima ouvida na tropa: Para quem não sabe foder, até os colhões estorvam. Temos Mar. Já não sabemos o que lhe havemos de fazer. E, se sabemos, a UE não autoriza ou demora.
Penso nas mulheres como seres belos, maravilhosos, cuja natureza convida a cuidado da pele, das unhas e do cabelo, à terapia das compras, à sedução pelo que são e pelo modo como cuidam de si e dos demais. São frágeis. Hoje gerem agregados complexos, esquizofrénicos, compactos, alargados, compostos por dois ou três filhos desempregados, por um marido desempregado, por um irmão desempregado, sem falar nos próprios filhos e nos pais, já velhinhos, de quem cuidam.
Ora, a Saúde, o equilíbrio interior destas mulheres e especialmente a sua felicidade íntima, absoluta, estão em causa. Estão em causa para mim e para todos, especialmente os mais vulneráveis e propensos à depressão e ao desespero por doença crónica ou desemprego: ao mesmo tempo que as pessoas deverão libertar-se da compulsão para o consumo, abraçar efectivamente a natureza todos dos dias com pasmo, com tempo e paciência; e deverão amar a arte e TER uma vida intelectual e cultural, devem passar a olhar para o dinheiro com a mesma liberdade dos que o têm exageradamente, invertendo os respectivos pressupostos: a liberdade que os megaconsumidores [banqueiros, ex-banqueiros, jogadores de futebol de topo, gestores da TAP, Jorge Jesus, a Pipocatota] têm de dispor e desbaratar uma hecatombe de recursos finitos é igual à dos que dispensam perder o escasso ou nulo que têm, dispersando um cêntimo que seja em bens que não perduram comparativamente nem na fruição sinestésica de uma tarde no Campo, na Praia, nem no seu valor espiritual absoluto. Nada mais efémero que gastar. Por outras palavras, gastar, consumir, é uma muleta psicológica de fraco desempenho e garantido vazio, especialmente diante de qualquer coisa sublime, como o Mar.
Ser mulher é estar Bela, é ser Bela, é sentir-se Bela, não importa o quê. Eu proponho não consumir, não gastar, não ansiar nada, senão o Belo, senão a Deus, senão a comoção de um dia em boa paz familiar, visitando e auxiliando quem precise, e jejuar quinze horas, almoço, mais seis horas, jantar. Tudo isto liberta, purifica o corpo, faz-nos leves para voar efectivamente com o coração, a sensibilidade, o tacto, o paladar. O século XXI será religioso ou não será, alguém escreveu. A julgar pela quantidade de banqueiros doidos, anónimos homicidas, políticos pirómanos e vulgaróides, seres humanos afectivamente descompensados que por aí sobejam, estamos infelizmente mais próximos do «não será». Cada qual pode fazer a diferença por que os nossos filhos vivam num século que É, saindo o mais possível da equação dos Governos e das Potências que enquadram e gerem Governos com abstracções que nunca levam em conta o enorme peso do imprevisto, do acto de pensarmos fora da caixa e das réguas ideológicas estabelecidas.
Lá, onde os cabrões falam em produtividade e nós percebemos que estão na verdade a falar de mais exploração, perda de direitos, acrescida precariedade, excesso de horas de trabalho, despedimentos na hora, empregos até à morte, reformas como miragem, nós devemos falar e focar-nos em como ser felizes já, em escolher a Felicidade já, Realização Pessoal, Prazer de Estar Vivos, Poupança de Recursos Naturais, Vida Familiar Digna feita de Presenças e não de Ausências, Orfandade Funcional, Exercício da Reunião. Uma tonelada de likes no Facebook não vale um copo num bar com um amigo que realmente goste de nós e não nos estude como um espécime bizarro apanhado do chão e atirado, após bem virado e revirado.
Isto parece-me ser e é Revolucionário: porque quando estou ocupado a ser Feliz, nenhum filho da puta pode atingir-me com as suas políticas cretinas, nenhum burlão pode afectar-me com a sua azia contra a minha classe profissional. Nenhum refinado cretino pode anunciar que, após quinze anos a exercer docência, amanhã não haverá emprego para mim nem para umas dezenas de milhar. É mais ou menos isto.
quinta-feira, fevereiro 21, 2013
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
PASSOU JANEIRO, ULRICH!

Passou Janeiro e não comprei absolutamente nada, não gastei dinheiro absolutamente nenhum para além de trinta cêntimos de pão. Consegui. Não me paguei a mim mesmo nenhum café, que adoro. Não me plantei peregrino e parvo no Merdia Market à babugem fosse do que fosse sem IVA, com respeito a todos os que o fizeram, falo de mim, o peregrino e o parvo seria eu. Não fui ao cinema, que adoro, nem ao teatro, que amo, nem à música, que idolatro. Não comprei coisa nenhuma, entrou dia, saiu dia, umas batas fritas, um bolo, um sumo, nada. Foram 31 dias vividos serenamente e em estado de combate, transformando a minha rebelião contra o Regime que Apodrece em Portugal em esvaziamento zen, em despojamento do meu Eu, num gesto concreto e num propósito reactivo como quem sintetiza o próprio sal e resiste ao Mega-Tributo a que nos submetem.
Jejuei todos os santos dias deste Janeiro, tomando apenas as duas refeições principais, regadas com meio copo de vinho tinto, broa, azeite, grelos cozidos ou couves, cavala em conserva, petinga ou atum ou salsichas. Estou vivo, mais leve, esvelto, e até mais belo, gracioso, com um brilho no olhar verdejante que muito me agrada. Corri para a minha praia, pisei a minha areia e bordejei as águas do meu Mar sempre que o clima o permitiu e mesmo quando chovia a cântaros. Passou Janeiro, espiritualizei-me, fui um pai omnipresente e solidário nas lides de casa, mantive o meu sorriso intacto, evitei demasiada virtualidade-net. Busquei o Sol. Emocionei-me na hora crepuscular, olhando, com o coração Menino e Impoluto, o Mar.
Tenho procurado fundar e consolidar o meu caminho para uma sólida felicidade e uma alegria genuína, alegria e felicidade de Amado de Deus e capaz de amar e sentir solidariamente o Outro no mais íntimo de si, embora as ocasiões sociais para isso sejam quase nulas. Procurei passar o mais imune possível aos constrangimentos circunstanciais de penúria pecuniária, agora que, desempregado, a Segurança Social me abandona sem uma palavra pedagógica ou explicativa, e o faz talvez porque não sou o BPN, nem o BPP, não assinei PPP e nem me pisguei para Paris para viver como um bom Filho da Puta, após entregar o meu Povo à sua Sorte, isto é, à sua Merda. Talvez porque não sou dos que, na Governação Sacana Associalista, em troca de uns broches ao sr. Salgado, empurraram com a barriga as contas-para-depois com que hoje se fodem os portugueses conforme se vão fodendo, matéria digna de ser cantada por um novo Camões com um novo Os Lusíadas, Os Austeríadas. Posso fazer de Tasco Gamado. Gamado pelo Fisco, que me persegue desde 2005. Gamado pelo BES, que me ficou com um apartamento, já hipotecado, para o qual nesse Banco obtive 175 mil euros de financiamento, e ainda descobriu cem mil euros para me penhorar até à morte. Gamado pelos Demagogos Precedentes e os actuais Incumbentes Residentes.
Passou Janeiro e o meu projecto de viver numa disciplina ultra-austeritária só comigo mesmo está a correr muito bem, sendo que nada faltou às minhas filhas, nenhum dever de responsabilidade ficou por cumprir e mesmo os cabrões dos imprevistos mecânicos ou informáticos vão-se pagando. Aos bochechos. Todos os trocos que pude aguentar enterrei-os num buraco simbólico, acumulados para um dia futuro, quando me achar mais parecido com o incendiário pateta Ulrich.
Este homem gosta de pegar de caras. É pena. Gosto dele. Custa-me que me ofenda ao falar do que não sabe nem imagina. O que é que um pirómano destes, por acaso banqueiro, merece?! Escárnio e uma resposta cristã: por isso mesmo, sem Ulrich na cabeça, mas com o olfacto, a visão e o tacto em êxtase navegando a tua pele, ontem, enquanto fazíamos amor, sorríamos muito, Mulher. Sorriso, porque já sabes que gosto de esperar por ti, à medida que te enlouqueço e me perco. Sorriso, porque tínhamos conversado sobre o Ulrich ter dito que éramos todos iguais na austeridade, capazes de suportar o que suportam os Gregos e mais, se mais vier.
O banqueiro político-palrador não teve o poder de nos incendiar o escândalo. Apenas nos fez sorrir o mais amarelamente que pudemos, sorrindo-nos ainda mais pelos motivos do Gozo que nos demos. Passou Janeiro. Vias-me agarrado a moedas que nem um pão pagam, agora olhas para o que diz Ulrich, e sorris. Dia após dia após dia, nunca tinha dinheiro para um leite chocolatado ou um iogurte à hora em que te surpreendes terem acabado para elas, pensas no que arenga Ulrich e sorris. Vem um Ulrich e disserta sobre a capacidade de suportar esta tão alargada falta de cobertura para satisfazer o abaixo-de-básico e nós sorrimos. Sorrimos, gememos e suspiramos, enquanto fazemos amor deliciosamente, que é o que fazemos de melhor.
Chegou Fevereiro. Estou ainda mais adestrado para a luta a que me dei. O teu belo sorriso, Mulher, a tua gentileza para com todas as pessoas da nossa casa e todas as boas acções que fazes no dia-a-dia são o sinal de que és uma bela criatura. Amo-te. Passo óptimo com Nada, cada vez mais feliz por não pesar a ninguém em coisa nenhuma. A ti, a elas, nada faltará.
quinta-feira, janeiro 31, 2013
REQUIEM POR QUEM FICA PARA TRÁS

quarta-feira, janeiro 30, 2013
MATA O CONSUMIDOR QUE TE HABITA
Não paro, jamais pararei a minha demanda por pessoas e lugares que me façam justiça e me recordem a minha mais profunda identidade. Sou um amado de Deus. Sei-o. Sinto-o. Vivo-o. Anuncio-o aos que se deixam permear pela minha voz propositiva, nunca impositiva, guru de mim mesmo.
Também por isso opto, com toda a minha liberdade, loucura e lucidez, por não consumir coisa nenhuma para mim. O que não gasto, sobra-me, desde que jejue e encare com calma a falta de recursos para um dentista, um problema mecânico, uma deslocação à cidade. Como se estivesse a fazer o meu próprio sal, e a resistir ao colonialismo ideológico de Passos Coelho, encontrei uma forma pacífica e eficaz de resistência psicológica à opressão político-económica em decurso, opressão que me escraviza e me declara fatal precário ou potencial desempregado no meu ofício docente até à minha morte por velhice. Como resistir ao opressivo asfixiar de economias familiares, como a minha? Matar em mim até ao Zero do Desejo qualquer vestígio de consumo. O meu Ganges interior reclama-me o despojamento. O Planeta agradece e a minha fome de viver de Espírito, Sabedoria e Belo agradece também.
Não consumir significa deixar de ser um dos que encharcam rios, esgotos, oceano, de detritos, pequeninos pedacinhos de plástico incolor ou colorido que a maré insiste em devolver à praia, na sua oposição violenta à barbárie consumista ocidental. Somos seres valiosos aos olhos de Deus, mas que se perdem nas águas salobres do que nos é supérfluo e exterior, incapaz de nos saciar.
terça-feira, janeiro 29, 2013
SE NÃO ÉS MULHER
Abdica. Parte à aventura de não carecer de nada senão de ar, água e luz, música, para sobretudo desistir da ideia, da posse, da necessidade, do sonho, chamado dinheiro. Cumpre o teu Ganges, mergulhando nu no teu Nada, dia após dia. Contempla o sol crepuscular equatorial que se vê em África de nunca mais pesares no teu orçamento familiar. Todas as necessidades do teu agregado familiar são legítimas e supridas na medida em que não tenhas necessidades e não existas para a sociedade de consumo. Anula-te.
Parte para o País interior em que nenhum Relvas tenha o poder de te fazer franzir o sobrolho, muito menos um Oli Rehn, um Draghi ou António Costa, na sua fidelidade omertàlhística ao áureo exilado. Não precisas de dinheiro. Nem de cartões de espécie nenhuma. Não para ter Alegria. Temos de morrer e temos, abdiquemos portanto do exercício falhado da argúcia que por exemplo transborda arrogante e mimada de Henrique Raposo, e aceitemos que nos ajustem segundo o irracional ultrapassar de limites com que nos ajustam, múmias sob cruciantes dúvidas que jamais serão saciadas, pois na pátria do cada qual por si, nenhum Nós interessa realmente. Se não és Mulher, não Sejas! Não anseies. Não busques.
No fim, não nos faltará um naco de pão apoteótico quotidiano antes de passarmos desta miserável contenda por trocos ao campo das realidades e das certezas finais. Jejua. Abstém-te de Querer. Morre todos os dias com uma saúde de ferro e um sorriso de vitória na face.
sábado, setembro 27, 2008
MEU CORAÇÃO RADICA AQUI
As raízes da minha vida e do meu bem radicam aqui,
inteiramente aqui, templo de paz vital deixado em suspensão
pela vertigem da vida consumida, desenhada no conflito e na conquista.
lkj
Um retorno saudoso, tempos a tempos consumado,
lava-me o íntimo e me é baptismo de lágrimas, comunhão de lágrimas,
reconciliação de lágrimas gozosa, ápice do estar vivo,
porque abraço aninhado na divindade amorosa
de um Povo que é Jesus Cristo disperso e reunido.
inteiramente aqui, templo de paz vital deixado em suspensão
pela vertigem da vida consumida, desenhada no conflito e na conquista.
lkj
Um retorno saudoso, tempos a tempos consumado,
lava-me o íntimo e me é baptismo de lágrimas, comunhão de lágrimas,
reconciliação de lágrimas gozosa, ápice do estar vivo,
porque abraço aninhado na divindade amorosa
de um Povo que é Jesus Cristo disperso e reunido.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
RELIGIODESINTOX, À BLASTINGBLONDE

Viver em Comunidade foi uma fonte de júbilo,
mas também de enorme sofrimento para mim
desde o princípio, quando pelo meu próprio e voluntário pé nela entrei.
Entro facilmente em conflito com todo e qualquer discurso de exclusão
e odeio respeitos humanos e humanas subserviências.
klçj
Há, nesse particular, Padres Letais
e quando escrevi os meus posts (dois) Padre Miura I e Padre Miura II,
falei de de muitas de essas dores precisamente deles derivadas.
Eu tive uma experiência espiritual muito intensa
Eu tive uma experiência espiritual muito intensa
apenas com seis e depois com catorze anos de idade.
Encontrei ou passou-se comigo a Voz-Brisa de Deus
soando imparável no meu coração, sufocando-me de êxtases, de visões, de inspirações.
Eu, na altura, um obsecado com a Perfeição no Karaté,
um ginasta dedicadíssimo, ouvi um dia uma Voz Dulcíssima
e um Caminho se me abriu para, por e em Cristo.
lkj
Sempre fui um solitário na infância, mas nunca um alterofobo.
Achava-me melhor e melhor comportado que os demais.
Auto-excluía-me da convivência com superfíciais e ignorantes.
À falta de amigos, tive livros, dezenas deles.
Revistas de cultura geral e enciclopédias, centenas delas,
lidas em manhãs, tardes, noites e madrugadas.
Li evidentemente todo o Evangelho ainda muito novo, com 10 anos,
Li evidentemente todo o Evangelho ainda muito novo, com 10 anos,
na minha varanda sob um sol de um Junho Ardente que todo me desidratava.
Mas, com catorze anos, alguma coisa se passou comigo de muito Radioso e Intenso
aí pelo mês de Janeiro de esse ano de 1984,
no meu isolamento sossegado aquando de uma leitura muito especial.
klj
Apaixonei-me redobradamente pelo Cristo Vivo.
Daí até aos 36 anos, 'militei', fui 'activista-proselitista' na Igreja,
Daí até aos 36 anos, 'militei', fui 'activista-proselitista' na Igreja,
animei a juventude, fiz catequese, cantei, toquei viola, emocionei,
discursei, sofri, padeci, magoei-me do hetero-humano, conflituei,
conheci imensa gente que formei e vi crescer,
gente de quem me embebi todo na minha Comunidade com muita amizade
e ambiguidade afectiva, coisa oscilante e imprevisível.
lkj
Romper temporariamente com essa dimensão foi,
Romper temporariamente com essa dimensão foi,
e está a ser, manifestamente importantíssimo para mim.
Precisamente por esses momentos ronceiros de que dás conta
e pelo imponderável peso da mediocridade e limitação de vistas e horizontes
com que nos brindam os nossos irmãos mais piedosos e imaculados,
com o cercear da nossa voz e do nosso contributo desestabilizador
das grandes e pastosas pazes pachorrentas.
Sofrer por Paixão é tóxico.
Sofrer porque nos limitam é tóxico.
Sofrer porque nos não compreendem nem aceitam como somos é tóxico.
Uma Religião que, nos seus membro,
ministra sofrimento vigilante e perseguidor aos demais é tóxica.
Temos de nos desintoxicar disso e, por muito duro e penoso que seja, é bom!
klçjlkj
Ao contrário de Madre Teresa, nunca vivi uma Noite Escura prolongada,
Ao contrário de Madre Teresa, nunca vivi uma Noite Escura prolongada,
só o pecado que me consinto e em que mergulho,
tornam imperfeita e baça a minha união undissolúvel com Cristo.
Mas conheço as fontes de renovação e refrescamento do meu coração
para que o Amor Divino todo me perpasse e jorre claramente para com os outros.
lkj
Os meus dias, porém, têm de ser de deserto, de aspereza,
Os meus dias, porém, têm de ser de deserto, de aspereza,
de insatisfação, de provocação, de incoerência, de erro,
de violência, de conflito, de raiva, de fúria, de devoramento, de pecado.
Tenho a obrigação de Procurar, de desenterrar tudo
para que não me tente a alcandorar em Vinha Escolhida,
Eleito Eleito, escol, Nata dos Filhos de Deus,
devo ser capaz de compreender em qualquer momento qualquer ser humano
e sentir pulsar o apelo salvífico concreto de Cristo para cada um de nós,
que temos dentro continuamente a possibilidade da loucura exterminadora
e da violência deliciosa e execravelmente patentes, por exemplo,
a personagem de Javier Bardem (Anton Chigurh) em «Este País não é Para Velhos».
O Vaticano protesta contra a Bênção pela Academia de este Filme,
mas a própria Bíblia, enquanto Livro Máximo da Violência mais Cabal na Espécie Humana
é precisamente por isso um começo de denúncia e de exorcisação dela.
lkj
Sempre fui um privilegiado da Plenitude Espiritual,
Sempre fui um privilegiado da Plenitude Espiritual,
sempre fui beatífico de mais, graças a Deus,
porque vivo do silêncio e da contemplação gozoza de Deus
e essa disciplina é-me natural e facílima, corre com a minha natureza.
lkj
lkj
Preciso, porém, de uma privação de esse meu Céu conhecido.
Careço de arder e armadilhar todos os Ninhos,
todos os Refúgios Seguros, quero mergulhar no que é a ruptura,
no vazio da não-fé a partir dos quais o meu coração se enterneça com os outros
no seu contexto porque a minha grande aquisição
a partir de um grande hieratismo inicial inflexível e ortodoxo
foi a descoberta do outro e do seu contexto
e de como o Encontro amoroso, fraterno,
delicado e respeitador é o grande milagre.
lkj
Cristo exemplificou-o com as suas mãos,
Cristo exemplificou-o com as suas mãos,
com o seu olhar, com o modo delicado e respeitador com que abordava os homens
como seres únicos e inigualáveis.
Esse estado de Proposta Irresistível e, sempre, delicadíssima
na Sua Pessoa e na Sua Palavra
são o Cerne de Mel do Evangelho
e é o que nos deve impregnar desde logo
porque o Caminho é Ele ou não existe de todo.
lkj
A Igreja tritura-nos de tensão e de crivo,
A Igreja tritura-nos de tensão e de crivo,
de murmuração e de mediocridade
e infelizmente mais que uma Casa de Festa e de Alegria,
é frequentemente de mais uma Cave-Covil de Triste Abatimento e Deprimência.
Essa descaracterização é inaceitável.
Sei o que, nela, é Festa, Celebração Jubilosa,
sei o que, nela, é Silêncio e Interiorização Absoluta da Palavra
e sei Onde isso é cortável à Faca.
lçkj
Finalmente, eu sei que abominas o calão.
Finalmente, eu sei que abominas o calão.
'Caralho' repugna-te. 'Foda-se' desagrada-te
e toda a parafrenália disponível de toda essa linguagem mal-educada
porque o que é feio feio é.
Houve um tempo em que também nenhuma palavra má saía da minha boca,
mas só a palavra boa e edificante e eu era bondoso e compassivo numa bondade
fatalista de acatar e suportar abusadores e que calava em vez de dizer «Não!».
Algo, porém, me diz que há coisas feias que devemos aprender a filtrar nos outros
só para flagrantear que o que neles é puro e autêntico
só para que tal não nos seja invisível e inacessível
porque esbarramos no preconceito da fealdade.
klj
Gostava de ser lido sem que sequer isso obstaculizasse o Yeshua que me quero,
Gostava de ser lido sem que sequer isso obstaculizasse o Yeshua que me quero,
que te quero apresentar, BlastingB, e aos demais que o mereçam!
domingo, janeiro 27, 2008
ESSÊNCIA REPOSTA EM RESPOSTA À BLONDEWITHAPHD
Minha querida Blonde, desde o princípio que sabes quem sou no âmago
e por isso mesmo não te deixas cegar de rejeição apressada e timorata de mim
em face da hegemonia por vezes desse meu lado Sáurio,
reptilianamente Tirano que parece só violência e aspereza.
lkj
Eu, que passo os meus dias a enternecer-me com os seres humanos
Eu, que passo os meus dias a enternecer-me com os seres humanos
sob a limpidez de um amor divino, manso, embebido em Cristo
e dos Sentimentos que Havia n'Ele, quando porém escrevo,
rasgo todos os véus e abro todas as feridas como quem, em desespero,
quer ir mais além, até mesmo ao limite do Revelar Total
de quanto margina ocultamente esse Rio de Amor Represado
que deveria jorrar dos corações. Eis tudo.
lkj
É um instinto básico meu.
É um instinto básico meu.
É uma predação sem peias, cruel, e ela, sim, Cega,
e, no entanto, preside-lhe a demolição permanente do supérfluo
que se interpõe coração a coração.
lkj
No que à Fé Comunitariamente Celebrada diz respeito,
atravesso uma fase eremítica, como Antão, lembras-te?
A vida comunitária era-me fonte de um sofrimento e de uma ânsia dilacerantes
em face do que via discrepante com um amor incondicional pessoa a pessoa, caso a caso.
Não via delicadeza. E a minha delicadeza
era lida como esbatimento da exigência dos critérios da Fé ou frouxidão moral.
Tive por isso mesmo de me preservar, antes que morresse de desgosto,
(não pude preservar-me de enlouquecer perante tanta ingratidão!)
e aguardo um Tempo Novo,
um Grande Recomeço: há sempre um Santuário
onde tudo é Frescura-de-Alma e Consolo Íntimo.
lkj
Na verdade, toda a nossa tradição de Fé,
Na verdade, toda a nossa tradição de Fé,
desde a sua origem, é o mistério de um Amor Dilacerado.
O Pai entrega-Se, mas quem O acolhe?
A sua Palavra é oferecida, mas quem responde?
O seu Espírito é difundido, mas ainda não partilhado.
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A Criação é puro dom, mas ainda à espera do Acolhimento.
Nesse Very First Princípio, tantas vezes ignorado por nós,
o Deus Vivo experimenta a sua primeira kenose*:
o seu amor já se revela aí, mas na penumbra duma promessa ignorada.
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Ora, o meu coração de ADORADOR DO DEUS ALTÍSSIMO
é um grito de impaciência por que haja esse Acolhimento em mim, claro,
e no cerne das pessoas,
por que essa Resposta seja dada,
por que todos vivam uma permanente Parusia
e uma profunda KENOSE HUMANA.
A minha grande tónica instintiva é a vivência de essa KENOSE.
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Eu sou também um homem sofredor:
às minhas mãos e às mãos dos outros seres humanos com quem me foi dado cruzar-me,
mas isso é o labririnto da minha história pessoal
com a qual estamos sempre a tentar reconciliar-nos.
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Minha querida Blonde, hoje, agorinha mesmo,
e para ti SEMPRE!, Joshua, só Joshua = Deus Salva!
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TODA A TERNURA!
*KENOSE: cf. Fl 2, 7. A expressão «esvaziou-se de si mesmo» ou «aniquilou-se»
TODA A TERNURA!
*KENOSE: cf. Fl 2, 7. A expressão «esvaziou-se de si mesmo» ou «aniquilou-se»
tornou-se substantivo na nossa língua. O Filho permanece Deus ao incarnar,
mas despoja-Se da sua glória a ponto de ficar «irreconhecível» (cf. Is 53, 2-3).
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A kenose é a maneira divina de amar: tornar-se homem até ao fim, sem se impor nem forçar.
Trata-se, em primeiro lugar, da kenose do Verbo na Encarnação,
que se completa na kenose do Espírito Santo na Igreja e revela a do Deus vivo na criação.
O mistério da Aliança está por debaixo do sinal da kenose:
quanto mais profunda for, mais total é a união.
A nossa divinização é o encontro da kenose de Deus com a do homem,
e traz consigo a exigência fundamental do Evangelho:
seremos um com Cristo,
na medida em que nos «perdermos» por causa d’Ele.
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