Estou angustiado com o vai por aí de ignições. Ainda ontem, ao início da tarde, logo ao sair de Braga rumo ao Porto [sempre pela nacional 14, pronto para o único estrangulamento empata automobilistas com que nos deparamos na Trofa], um fogo devorador patenteava-se-nos num monte fronteiro. Uma colossal coluna de fumo negro; o helicóptero da praxe voluteando com a sua pinga de água. Um cenário que me fez omnipresente e terrível a destruição do nosso património verde e sobretudo de vidas, neste Agosto aziago. Basta! Sim, há pirómanos. Mas o problema reside sobretudo na ganância secular do eucalipto e na preguiça dos poderes públicos em gastar os milhões necessários à prevenção activa de incêndios, pela limpeza, também compulsiva, das matas, o que dita um número insuportável de bombeiros mortos, este ano. Insuportável é insuportável! Tirem conclusões. Ajudem aqueles homens e mulheres. Dêem o sangue por eles que dão o litro por nós! E será de menos.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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quinta-feira, agosto 29, 2013
segunda-feira, julho 23, 2012
O ERRO FOI CRUZAR OS DEDOS
E esperar pelo melhor em ano de cortes insanos. Azar. Está tudo a correr mal em matéria de prevenção e combate a incêndios. Poupar, conter despesas ainda não passou por voltar a qualquer coisa de exemplar como a lambreta do ministro da Segurança Social, mas devia. Entre tantos cortes a esmo, só os vemos na carne tenra dos indefesos.
sábado, agosto 01, 2009
ESSE VÍCIO DE TORCER E DISTORCER
Não está só o Bloco de Esquerda ao considerar hoje «da maior gravidade» a alteração de dados sobre área florestal ardida referida num relatório da GNR e ao acrescentar que o Governo tem de esclarecer todo este processo. Infelizmente, a torção dos factos e dos dados brutos, mediante relatórios, informações e quadros explicativos à la carte provindos de graus hierárquicos de comando susceptíveis de ser pressionados ou altamente condicionados num exercício crítico autónomo, é uma marca e um modus operandi da Legislatura. Pressões. Coisas estranhas. Danças exóticas decisórias associadas ao LNEC, onde o que avulta é que critérios técnicos acabam por não prevalecer sobre critérios políticos ou, bem pior do que isso, sobre critérios partidários. E é só um exemplo. Se o vemos em coisas da maior seriedade, como é o caso dos exames nacionais num ápice inflaccionados para alardear consequência de políticas, como o não veremos em toda a espécie de índices, números, valores, no mais diversos planos da vida nacional. Na verdade, a propaganda no XVII Governo Constitucional penetrou muito fundo a Realidade Dinâmica e Imprevista, torcendo-a e distorcendo-a para que se conforme a metas pré-estabelecidas e obviamente lisonjeiras ao Ainda-Poder. É assim que frequentemente em Portugal a Fantasia triunfa, escarninha, das pessoas e dos factos: «"É uma situação da maior gravidade, que aponta para um falseamento da informação que tem servido de base à avaliação do sistema e do dispositivo de protecção da floresta face aos incêndios", disse hoje à Lusa Alda Macedo.»
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