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quinta-feira, agosto 29, 2013

A PIRA QUE INCINERA BOMBEIROS

Estou angustiado com o vai por aí de ignições. Ainda ontem, ao início da tarde, logo ao sair de Braga rumo ao Porto [sempre pela nacional 14, pronto para o único estrangulamento empata automobilistas com que nos deparamos na Trofa], um fogo devorador patenteava-se-nos num monte fronteiro. Uma colossal coluna de fumo negro; o helicóptero da praxe voluteando com a sua pinga de água. Um cenário que me fez omnipresente e terrível a destruição do nosso património verde e sobretudo de vidas, neste Agosto aziago. Basta! Sim, há pirómanos. Mas o problema reside sobretudo na ganância secular do eucalipto e na preguiça dos poderes públicos em gastar os milhões necessários à prevenção activa de incêndios, pela limpeza, também compulsiva, das matas, o que dita um número insuportável de bombeiros mortos, este ano. Insuportável é insuportável! Tirem conclusões. Ajudem aqueles homens e mulheres. Dêem o sangue por eles que dão o litro por nós! E será de menos.

segunda-feira, julho 23, 2012

O ERRO FOI CRUZAR OS DEDOS

E esperar pelo melhor em ano de cortes insanos. Azar. Está tudo a correr mal em matéria de prevenção e combate a incêndios. Poupar, conter despesas ainda não passou por voltar a qualquer coisa de exemplar como a lambreta do ministro da Segurança Social, mas devia. Entre tantos cortes a esmo, só os vemos na carne tenra dos indefesos.

sábado, agosto 01, 2009

ESSE VÍCIO DE TORCER E DISTORCER

Não está só o Bloco de Esquerda ao considerar hoje «da maior gravidade» a alteração de dados sobre área florestal ardida referida num relatório da GNR e ao acrescentar que o Governo tem de esclarecer todo este processo. Infelizmente, a torção dos factos e dos dados brutos, mediante relatórios, informações e quadros explicativos à la carte provindos de graus hierárquicos de comando susceptíveis de ser pressionados ou altamente condicionados num exercício crítico autónomo, é uma marca e um modus operandi da Legislatura. Pressões. Coisas estranhas. Danças exóticas decisórias associadas ao LNEC, onde o que avulta é que critérios técnicos acabam por não prevalecer sobre critérios políticos ou, bem pior do que isso, sobre critérios partidários. E é só um exemplo. Se o vemos em coisas da maior seriedade, como é o caso dos exames nacionais num ápice inflaccionados para alardear consequência de políticas, como o não veremos em toda a espécie de índices, números, valores, no mais diversos planos da vida nacional. Na verdade, a propaganda no XVII Governo Constitucional penetrou muito fundo a Realidade Dinâmica e Imprevista, torcendo-a e distorcendo-a para que se conforme a metas pré-estabelecidas e obviamente lisonjeiras ao Ainda-Poder. É assim que frequentemente em Portugal a Fantasia triunfa, escarninha, das pessoas e dos factos: «"É uma situação da maior gravidade, que aponta para um falseamento da informação que tem servido de base à avaliação do sistema e do dispositivo de protecção da floresta face aos incêndios", disse hoje à Lusa Alda Macedo.»