Não poderia haver melhor resposta à crise politizada e artificial das últimas semanas que esta moção aventureira do PEV. O PEV veio dizer que urgia terraplanar as políticas seguidas até aqui, muitas delas virtuosas e com resultados económicos virtuosos, há muito reclamados para o País e distorcidas pela agenda eleitoral dos partidos do alterne governativo. Veio apresentar a moção num acesso de oportunismo partidário e miopia anti-democrática ao tentar colar a velha e rançosa agenda do PCP à rua que, neste momento, anda a banhos. Do lado da maioria, uma parede institucional. Mais à Direita dessa Esquerda Radicalizante, o PS operacionaliza uma solução virtuosa e cumpre o interesse nacional em conjunto com PSD e CDS-PP. A visão particularista de cada partido e o sentido táctico e de oportunidade devem vergar-se ao interesse nacional e do que deve ser mantido e mudado para o atingir, o que passa por compromissos e cedências: o caminho seguido pelo PSD e pelo CDS-PP necessita de aperfeiçoamento e, aí, não há óbice à partida para o contributo socialista. Algum acordo terá de sair dessa negociação. Não se pode apodar de estratégia austeritária e empobrecedora a linha de cumprimento que tem garantido renegociações e alívios pontuais junto da Troyka, quer de prazos ou juros, quer de outras formas de obter melhores condições de pagamento da nossa dívida pública. Mudança de política em Portugal queriam-na o PCP, o PEV, o BE e a Ala Oportunista-Socratista e as razões são demagogia em estado bruto e de consequências brutais. Para que haja um acordo o que é preciso é, sim, aperfeiçoamento e equilíbrio do Memorando porque a margem portuguesa ainda é extremamente precária e os ganhos ténues. Comprometer esses ganhos, atrapalhar a recuperação económica, que já se desenha no horizonte de curto prazo, isso, sim, seria péssimo para a desejável evacuação da Troyka e o regresso aos mercados.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
Mostrar mensagens com a etiqueta moção de censura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta moção de censura. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, julho 18, 2013
quinta-feira, abril 04, 2013
DICAS PARA CIPRIOTIZAR E ITALIANIZAR PORTUGAL
Ontem, o PS resolveu fazer a triste figura de ruptura dúbia com este Memorando. Um Memorando desactualizado, evolutivo, agravado, mal ajustado aos dados e variáveis do presente? Não importa. É o que há. A palavra foi dada. A versão inicial foi negociada e subscrita por ele. Na verdade, o PS é, ele mesmo, tal como o Governo, um problema nacional e não atina no caminho, sobretudo agora que António José Seguro, acossado pela facção devorista, parisiense, pentelhista, se viu compelido a derramar palavras de capitulação e desistência do compromisso assumido sob a forma de uma emoção de censura muito mal armadilhada, talhada para paradoxalmente fortalecer o Executivo. Objectivo? Eleições. Ser Governo. Ser Governo imediatamente. Ser Governo para piorar tudo, cipriotizando Portugal, deitando a perder o que de aproveitável teve o caminho percorrido no sentido do saneamento integral das contas públicas. Claro que a componente social deste Ajustamento é uma merda. Porém, até isso estava no papel. Nunca seria um mar de rosas. O Governo garantiu que fosse um mar de espinhos para além dos espinhos e abrolhos da Troyka.
sexta-feira, março 22, 2013
METAMORFOSEIO-ME EM BRASILEIRO
É fácil amar os brasileiros e as brasileiras. E também é fácil ser um. Em pouco tempo, aprende-se a ser leve e feliz na companhia de outros leves e felizes. Às tantas, somos uma multidão de dez ou mais. Quantas e quantas vezes é-se mais brasileiro sendo português, nascido em Portugal, que muitos brasileiros nascidos no Brasil!? Ter o diabo no corpo pode ser um desígnio pessoal. Talvez seja o meu.
quarta-feira, outubro 03, 2012
PORQUE CHEIRA A ESTURRO E A TRUÍSMO ABSTÉMIO
Encostado o PS às cordas pelas duas moções da Esquerda Necrófaga, o que se visa é um fenómeno de erosão rápida da consistência-farrapo desse partido. Às moções dirá nim! O nim abstémio do PS, esse referente de irresponsabilidade, dissipações, bojardas e truísmos [«Há outro caminho!»], é consistente com o resto da História Nacional, onde a pobreza de espírito sempre levou a melhor, apesar do Império, apesar dos ciclos e fluxos de riqueza para coisa nenhuma. Hoje, a mediocridade avulta ainda mais clamorosa, pequenina: António José Seguro, Pedro Passos Coelho, quão semelhantes o Fado os fez! As taxas e os impostos mais pesados que por aí virão parecem menos interessantes ao PS que o seu balancete de micro-vantagens mediáticas de curtíssimo prazo sobre a inépcia de um Governo ferido. Patriotismo construtivo, mas sem propostas [cortes cavalares nas PPP, Fundações, Institutos, Observatórios, EDP, ex-SCUT] que nos federem, a nós, cidadãos. Nada. Caminhamos desde o princípio, desde 1974, para uma sociedade socialista. E estamos quase a chegar lá, a um Portugal mais miserável e dependente, convertidos os nossos pobres em pobres ainda mais pobres, num Pobre País Pobre da Europa Senil. Passos Coelho é o derradeiro socialista do Regime que carrega às costas um OE/2013 negociado directamente com as Instituições da Assistência Externa, em dias de choque e horror, mas o certo é que estamos muito mais próximos de ver concretizado o sonho de Ega, uma espécie de tareia, de invasão catastrófica, que nos vergaste o orgulho por uma reacção laboriosa: ou ficar no Euro ou sair do Euro. Teremos de escolher. Levem-no a referendo: TSU e Euro ou nada de TSU e Escudo #2, como garatujam os blasfemos. Seja como for, por onde quer que vamos, a tareia está a chegar pela criatividade genial da Aristocracia Política.
quinta-feira, março 10, 2011
DETECTOR DE BRASILEIROS
Palavrório e mais parlapié e depois acções completamente no sentido oposto das palavras gastas, rotas, esvaziadas, eis hoje e sempre José Sócrates, resiliente na retórica do dia-a-dia, empatando a Situação, perdurando para além da realidade, nunca se tocando como um louco não se toca. Cavaco Silva será o seu novo saco de desculpas. Para que servem as Rádios, as TVs e os Jornais? Para veicular as mensagens de encher, visando PSD, Presidente, os mesmos moinhos de vento sobre que quixotescamente investe, na infinita batalha mediática: «o País necessita de convergência e de confiança» blá-blá; «A força de um Presidente reside na sua palavra» blá-blá; «Não deverá haver nenhum equívoco entre a função do Presidente e a do Governo, que é governar.» blá-blá; «A força de um Presidente reside na sua palavra. Quanto mais isento for, quanto mais distante se mantiver dos partidos» blá-blá. Pároco de Portugal, está à espera que passe a borrasca que o desacredita. Efectivamente, governar é que não acontece. A máquina de detectar sound bytes está ligada como se fosse um detector de brasileiros na rua pelo ar e pelo andar. Navegar slogans continua intacto. Não é possível viver para o show mediático e aproximar-se da realidade pungente para que atirou os portugueses. Mais um dia miserável à tona do próprio lixo fingindo atacar o BE quando não lhe poderia estar mais grato.
GARATUSA BE — MULETA DO PS
Fica patente para que tem servido o BE ultimamente. Na expectativa de alguma vez vir a obter quota ou share de poder com o PS, aquele partido erróneo, errante e residualista nada mais faz que proteger, por antecipação, a desgovernação ultra-direita socialista efabulando uma moção de falsa censura. Com ela, artificiosa e preventiva, o BE visa encarniçar-se contra o único partido da Oposição que já co-governa oficiosamente Portugal em parceria com socratismo-socialismo. A pseudo-moção é um favor que Louçã faz ao mesmo maquiavelismo ronceiro socratista. Só que o impasse e o caos de tais ambiguidades e hesitações determinam mais de metade da nossa desgraça.
terça-feira, fevereiro 15, 2011
ESTE MALDITO AR INSULSO
Que mais deverá o PS-socratista perpetrar contra o País e contra a pseudo-democracia que suscite da parte do PSD mais que a habitual crítica, aliás suave? As eleições presidenciais mostraram um claro apetite do socratismo para emerdalhar um escrutínio que lhe seria consabidamente desfavorável: a trapalhada do cartão do cidadão mais pareceu ensaio de como contaminar uma eleição enchendo-a de dúbio, desânimo, óbice. Feio. Grave. Da próxima, talvez não se inibam de ir mais longe, pois nada acontece, sequer a vergonha para a demissão que se impunha. Rui Pereira, mais um maçónico e libérrimo homiliasta, continua ao alto como é timbre dos socratistas-socialistas. De que é que se está à espera? «Impasse no País»? Já temos. Desgoverna-se a serviço exclusivo de clientelas mantidas com o nosso sangue, enquanto suportamos mil agravamentos, mil privações. «Situação financeira insustentável»? Já temos. A cada semana, o mesmo desGoverno sem palavra nem rumo, sem ideias, só mentiras, slogans fanhosos, show pedinte por esse Mundo que, como se tem visto, não perdoa. «Beco sem saída»? [Se é beco, não tem saída]. Também já temos. A cada semana juros impiedosamente incomportáveis. Trupe de marretas mal parida! Raça de acovardados! Rompam com o veneno! Parem de pactuar com o Mal Absoluto: Primadonna e os seus acólitos.
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
ENXAME DE JUDAS
A coisa Bloco parece estar a desagregar-se, a ressentir-se e a perder-se em dissensões. É da natureza das pseudo-causas e pseudo-instituições desfazer-se, esfarelar-se. Expulsões. Punições internas. Demissões internas. Simples estupor de muitos perante a rápida descredibilização da coisa Bloco na ânsia súbita de proteger a Situação e fazer sombra ao PCP. A moção fora um tiro no pé. De canhão.
domingo, fevereiro 13, 2011
CENSURAR É ZAGUNCHAR
Gostei do que escreveu Francisco José Viegas, mas ressalvo não ser lá muito apreciável levar longe de mais a ironia e um certo humor negro de génese judia [que também aprecio] e logo com a armadilha do Bloco à demais oposição. No sôfrego intuito de proteger o Governo e dar respaldo ao Primadonna, o Bloco fez haraquiri. Este Governo Morto, segundo Marcelo, vive entre sorrisos e actos de dramatização patética, vitimando-se a cada oportunidade. Não sente o dano que causou. Trucida ao caminhar. Com uns telefonemas chantagistas, organiza eventos de última hora para a fotografia, pressionando comparências. É perigoso na sua dormência e insensibilidade. Talvez o FJV não o sinta, mas os mais frágeis dos contribuintes, apertados de falta e de pobreza, não podem rir com a mais justificada das ironias nem com o mais certeiro humor negro. A Hora pede outra raiva bem mais assertiva e mais directa.
PORCA (IM)PUREZA
«(im)Pureza assumiu apenas que o BE não é mais do que um grupelho da extrema-esquerda anti-democrática, reduzido à triste função de servir de muleta do primeiro-ministro. Apresenta uma moção sem a mais ténue intenção de a ver aprovada, anuncia-a a um mês de distância, bem sabendo os nefastos efeitos que um mês de instabilidade provocará na já depauperada credibilidade do Estado, escolhe o último momento ainda favorável para José Sócrates, que ainda não sentiu a justa raiva dos milhares de Portugueses esbulhados pelo roubo fiscal que a incompetência do governo agora tornou inevitável.» Rui Crull Tabosa
PÂNICO DE UM ALDRABÃO DE ALTO QUILATE
«Sócrates esqueceu-se que é apenas secretário Geral do PS e exige ao PSD que clarifique a sua posição. Isto obviamente com uma argumentação típica dos mistificadores e aldrabões de alto quilate: que assim o "fabuloso" esforço do PS pode ser deitado por terra. Que cada dia que passa nesta incerteza é a demonstração do desprezo pelos portugueses (ele lá saberá, já que tem desprezado os portugueses como nunca ninguém o fez). Porque o PSD ao não anunciar a sua posição está a "passar das marcas". [...] O homem está em pânico. E como um jogador de poker em início de "carreira" está a demonstrar um imenso nervosismo por causa de um parceiro que nem sequer está a fazer bluff. Está simplesmente calado.» Groink
sábado, fevereiro 12, 2011
A BESTA E O BANDO DE BILTRES
Uma só besta. Um só secretário-geral do PS. Um só desafio: que o PSD fale depressa e bem a contento tranquilizador dos que lixaram Portugal. Razão bastante para o PSD prolongar o seu silêncio até ao limite. Razão suficiente para que não faça o que o cata-vento Pacheco preconiza: não é com opiniões-Pacheco que se extirpa a Pura Malícia Destrutiva do Primadonna. Desafiado, o PSD não pode mostrar agora qualquer pressa em falar e muito menos o tipo de sofreguidão aflita que o monturo socratista demonstra: há-de haver um prazer qualquer [ou um tenebroso segredo] em ter espatifado isto e ainda assim querer permanecer enrolado nesse processo. Tudo bem que a moçãozeca de censura anunciada pelo Bloco de Esquerda seja uma palhaçada que aliás jaz morta e mumificada. Penalize-se então fortemente o lixo politiqueiro de que o BE não passa. Se os sociais-democratas têm medo de agudizarem o diagnóstico às bastas malfeitorias socratistas-socialistas, comprem um cão parecido com ASS. O interesse nacional está há muito posto em causa pela dose maciça de crimes, incúria e podridão socialistas-socratistas. Somente por isso não deveria haver mais por que esperar. E no entanto, espera-se. Há muitos a pensar que isto não pode piorar. Que o inferno trazido risonhamente a Portugal por Sócrates está bem e de boa saúde. Que a procissão de biltres vorazes actuando em bando que ele soltou por aí deve continuar à imagem e semelhança. Façam o favor, portugueses! Comam do prato da nossa própria tragédia à vontade.
NOJEIRA
A iniciativa do BE, embora valha zero, deveria ser votada favoravelmente pela restante oposição. Isto apesar de José Manuel Pureza declarar que «se o PSD e o CDS votarem a favor "a direita cairá no ridículo".» Seria um ridículo somado ao ridículo do Bloco. Nesse campeonato, estamos todos conversados. Certo é que esta inconsequência provocatória será completamente kamikaze ao Bloco e vai sendo só aparentemente útil ao PS: depois do flop Alegre há agora uma nova coligação-da-derrota para manter Sócrates ligado às máquinas. No fim, infelizmente, o PSD dar-lhe-á a mão sendo, portanto, menos oposição que Carrilho, menos contestatário que Benavente, menos detractor que Neto e menos denunciatório que Mário Soares. Por falta de carisma, de coragem e de carácter, o PSD corre o risco de se tornar ainda mais odioso que este PS bolorento.
NOS ESCOMBROS DE PORTUGAL
Assim que o Bloco de Esquerda anunciou apresentar uma moção de censura no próximo dia 10 de Março, formigaram virgindades, protestaram-se tacticismos e disputas ao nível da esquerda petrificada portuguesa. Mas o que é certo é que qualquer moção de censura sobre este Governo é sempre pequena e tardia. A Prisão era o mínimo. O PS-Governo declara querer evitar o FMI, mas faz pior que mil FMI: vende o País a retalho à China e a quem o agarrar, enterra-nos de dívida todas as semanas, comprime a sociedade de Fisco Criminoso, polvilha de escombros Portugal, negligencia eleições presidenciais, as mais rançosas e terceiro-mundistas. 2011 é o resultado de quarenta anos de poder PS/PSD e de quinze de crime político por incúria e espectáculo: desemprego galopante, precariedade como bloqueio de vidas, pobreza como fado, impostos criminosos que penalizam quem investe e quem trabalha, mas salvaguardam a Banca e a mole de dependentes crónicos dos orçamentos do Estado. Esse Estado mistura-se e confunde-se hoje com o PS socratista: declara defender o Estado Social, mas recua do mínimo dos mínimos com o desmantelamento de serviços públicos, o prolongamento da idade de reforma e respectiva penalização. Quando ao carácter do primeiro-ministro e dos seus pretorianos, ela é a pior possível e o começo dos nossos males. Demita-se. Seja demitido. Basta.
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
MONOPÓLIO DA FRIEZA
O João Gonçalves, uma espécie de Mourinho da blogosfera nacional, só que com mais derrotas, embora menos que as de Pacheco Pereira, acha deter o monopólio da frieza e diz que «há coisas que não podem ser avaliadas com emoção histérica como se estivéssemos num programa da Julinha Pinheiro.» Pois não. Com toda a frieza, declaro irrelevante o propósito ou despropósito do Bloco de Esquerda, que «não será propriamente o de derrubar este Governo», concedo. Acho, porém, miserável que no transe desastroso português enterrado de dívida descomunal todas as semanas, uma moção de censura tenha de ser má apenas por ser do Bloco, enquanto afinal PSD e PP descarregam dia a dia o legítimo carregador de críticas sobre um Governo há muito descredibilizado e objectivamente danoso, disfuncional nas suas funções. Fazem-no sem outros efeitos que a conjugação de verbos e o rendilhado da frase. Sócrates, que nos trouxe à bancarrota e já nos vendeu à China, às Arábias e a outras tiranias endinheiradas, afinal não obtém dos Mercados qualquer armistício especulativo, pudera!, nem poupa os Contribuintes. Não temos por onde apodrecer mais ainda. O que urge é mudar sem mais.
COLOSSAL NECESSIDADE
O Governo é Sócrates e Sócrates é mau. Todos sabem que é mau. Todos sabem o quanto desmobiliza intimamente os portugueses pelo péssimo exemplo que dá; diz uma coisa e faz outra; desdenha de todos que não ele mesmo e os seus íntimos e fiéis galfarros. Todos sabem que se mostra aguerrido e "competente" na disputa política pela disputa política, mas é um Zero Sinistro na resolução de problemas, tomada de decisões, estrangulamento fiscal da sociedade. Santana Lopes mostra-se chocado com a iniciativa do BE, mas perante os 7,6 % de juros da dívida, deveria saber que pior é impossível. Seis anos de covardia e covarde pacto com o Mal por parte do PSD já deveria chegar, não?!
ESCARRATURA DO CÍRCULO
Vi, com asco, esta noite, três velhos a matar a frescura de uma esperança: Xavier, Pereira e Costa. Além de serem velhos marretas de retórica vazia e manifestamente obesa de certezas, estão velhos e transbordam de velhice. Pacheco raciocina tão contraditoriamente que já se adivinha ter sido para Manuela Ferreira Leite um problema, uma tortura, aturar-lhe as reflexões e conselhos antitéticos onde a confusão e o paradoxo abundavam e a decisão era nula. Com Pachecos não se fazem revoluções nem se refresca o ar sujo que se respira. Com Costas, só há Corporação PS. Com Xavieres desfila apenas o ocioso blá-blá de concordar deliciosamente com Pacheco e concordar ainda mais deliciosamente com Costa, entre sorrisos dengosos. Depois há a merda dos blogues. Por todo lado vislumbro a candeia apagada da tibieza, do calculismo frívolo e da petulância despreziva. Há oportunidades higiénicas que não se podem perder, luxos a que certa Escarratura do Círculo pode dar-se, mas eu e milhões de tugas ingénuos, vistas bem as coisas, não. Parecem todos tão espertos no seu cínico xadrez de sabichões, no seu fortim de sucesso particular, no seu estrelato de Papas da bloga e da opinião. Puta que os pariu a todos!
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
IMOLAÇÃO PELO FOGO
A estratégia do Bloco merece toda a estranheza, tendo especialmente em conta a atitude de um modo geral mole e condescendente com que foi bafejando esta governação e que culminou na enorme ambiguidade silente das últimas presidenciais. Trata-se de uma cartada alta que na verdade não entala este Governo, mas este PSD calculista e acovardado. No entanto, se a evacuação de um Governo absolutamente desastroso falhar porque o PSD prossegue, como até aqui, olhando mais para as sondagens que para os lixos vergonhosos da legislatura com as suas consequências destrutivas para a vida das pessoas mais vulneráveis, resta-nos gestos mais drásticos: a quantos escandaliza por demais a palhaçada socratista, até à náusea, até ao mais enojado revolver das vísceras, a quantos choca e desgosta tal desfile de mentiras e traições a Portugal, tal obstinada macha voluntarista até à mais triste e colectiva desgraça, podem sempre simbolicamente enforcar-se ou imolar-se pelo fogo, como sucedeu na Tunísia e no Egipto, embora, com quase toda a certeza, nem isso acordasse Portugal.
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
UM GOVERNO NÓDOA
O PSD tem de decidir se remove a Nódoa-Governo o quanto antes, apenas por ela ser má e porque indeléveis os seus malefícios. Não porque lhe pode ser pernicioso removê-la. Do lado do PS-Primadonnista, há manifestamente o calculismo de durar por durar com o terror fedorento de perder o Poder como se o Poder fosse a finalidade suprema e não o humilde meio de servir abnegadamente um Povo mal servido. Não há desprendimento do Poder no PS-Primadonnista, mais desgraça, menos desgraça, ali respira-se o pólo-lapa completamente oposto à dignidade desprendida de Guterres: na verdade, o argumentário que provém dali-Nódoa é veneno vicioso e emporcalhante. Do lado do PSD, há plena noção de que nada no Governo-Nódoa tem consistência, seriedade, moral, força negocial, exemplaridade. Pelo contrário. Mesmo assim, esse partido desmultiplica-se em operações assistenciais, respiração boca a boca dos PECs traídos, compressão torácica externa dos apelos a que governe e não politize perdidamente a trica do dia a dia. Sócrates tem a credibilidade do Zero. Para onde vai um País representado por quem é digno da troça e da charla internacionais?!
Subscrever:
Mensagens (Atom)



