«A substituição do ministro Álvaro Santos Pereira por Vítor Gaspar como objecto-denominador comum da animosidade dessas elites é bem sintomática do avançar da ilusão reaccionária: tendo-se tornado evidente, muitos milhões de euros desbaratados depois, que o crescimento não se consegue por decreto e muito menos pela invocação mágica de "emprego, emprego, emprego" feita no último congresso do PS por António José Seguro, o CDS e o PSD juntam-se ao PS num único objectivo: manter o sistema como está pelo tempo que for possível. Acreditam ou fazem de conta que acreditam que afastando Gaspar tal será possível. Simplismo? Nem por isso. Trata-se sim de instinto de sobrevivência, coisa que nunca falta aos vendedores de ilusões sobretudo se estas forem reaccionárias.» Helena Matos
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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terça-feira, maio 14, 2013
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
quinta-feira, outubro 11, 2012
REGIME PORTUGUÊS: ÚLTIMOS DIAS DO RANÇO
Esta segunda década do século XXI começa mal para Portugal, mas é o corolário de outra, perdida, e de erros gravíssimos segregados pela nossa obscena e rapace partidocracia. Repare-se em quem defende o Regime, tal como ele está, repare-se em quem procura a todo o transe defender a assimetria entre o esbulho imposto à generalidade dos cidadãos e a salvaguarda da casta de privilegiados que insiste em que tudo permaneça como até aqui, defendendo a sua coutada de rendas e interesses. O começo de todo este nó górdio foi o 25 de Abril, o caos em progresso, a ganância da matriz socialista, a partir dos quais a política se tornou gradualmente pasto do assalto oligarca e de um tipo de cumplicidade na colonização partidária do Estado em crescendo pelas décadas. Se nos encontramos perto do colapso dada a iminência de uma crise política praticamente inevitável, dada a brutalidade fiscal, mas também pelo pendor incendiário reles dos senadores oficiosos e donos do Regime, há que perguntar se valerá a pena trocar o sofrimento certo e sabido pelo caos acrescido e o acrescido sofrimento levado às Pessoas. As Pessoas devem ser amadas. Os políticos deveriam servi-las com paixão e entrega totais. Mas não. Governos devassos, desgraças baças. Chegados aqui, não há governação que brilhe, não é possível lucidez: o Primeiro-Ministro não mostra a cara porque a vaia segue canina muito para lá do pacote fiscal e da falecida ou adiada TSU. Não temos Presidente, o que é natural e está bem. Nunca tivemos. Nem sequer confiamos em que acabe por organizar um Governo de Salvação Nacional porque a nomenklatura nacional é pouco recomendável aos olhos europeus e se esse 'Governo de Indigitação sem Sufrágio' se fosse semelhante ao Conselho de Estado, era o ranço do Regime, tudo o que abominamos, a permanecer intacto, premiado, porque a partidocracia actual é o problema. Não tem nem legitimidade nem força para se regenerar sem que o sistema reinicie apenas no pressuposto da responsabilização directa de todo e qualquer actor político. Sou contra mais invenções criativas para o cumprimento do Memorando da Troyka, uma vez que a austeridade é para durar, está já a mudar a face da economia quer com sinais muito positivos quer com outros algo perturbadores. Por isso estender-se-á para lá de 2014, uma vez que não somos donos absolutos do nosso tempo económico ou do tempo futuro numa economia global repleta de variáveis, cabendo-nos fazer o que estiver nas nossas mãos. Os prazos rígidos não fazem justiça a variáveis com tendência para agravamento como o desemprego, novos aposentados, superavit comercial ou recuo. Não nos venham com prazos. Precisamos é de novos políticos e formas absolutamente límpidas de fazer política sem brincar com as vidas das pessoas e isso poderá passar pelas praças, pela pressão serena e silenciosa das multidões nas ruas, sem sangue nem batalhas campais. Apenas com uma ideia muito clara: represente-nos apenas quem tenha as mãos limpas. Os partidos estão decadentes, sendo a respectiva mediocridade e caducidade uma regra de ouro. Aliás, não é só a Constituição que carece de mudança: é preciso abrir o ovo fechado da interacção democrática, tem de ser possível e aberto que qualquer cidadão com projectos, apoios, ideias, possa ver-se eleito deputado. Estes são os últimos dias de Pompeia. Pompeia é Portugal a braços com uma explosão de indignação e a exigência firme de virar o Regime de pernas para o ar, o que é muitíssimo mais que a mera queda de bruços de um Governo circunstancial, castrado pelos crimes dos Governos predecessores e acuado pela inflexibilidade dos credores.
terça-feira, janeiro 03, 2012
AS TV BÁSICAS: «A ESSÊNCIA É A MESMA»
Não incomodarás a partidocracia: «Como é possível termos uma pivot como a tal Felgueirinhas, na tv pública? Como? Do mesmo modo que temos na tv privada uma Ana Lourenço.» josé
domingo, março 13, 2011
OBSCENO ESTADO NEPÓTICO
«Por que é que não há um filho de um deputado desempregado? Por que é que não há um filho de um autarca desempregado? Por que é que não há um filho de um dirigente sindical desempregado? Por que é que não há um filho de um alto magistrado desempregado? Que Universidade é essa onde estudam os vossos filhos e os filhos dos vossos amigos e que os forma com aproveitamento absoluto? Ou tratar-se-á o caso de um fenómeno genético, a perfeição de um DNA detido apenas pelos "senhores" e pelos vossos amigos?» Pau Para Toda a Obra
segunda-feira, agosto 17, 2009
TRATAR DA VIDA
Os partidos do Bloco de Centro especializaram-se em tratar da vida e na retórica da treta.
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