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quinta-feira, abril 03, 2014

JONET

O pior inimigo dos desempregados são as Redes Sociais? O pior inimigo da produtividade são as Redes Sociais. O pior inimigo dos casamentos e dos relacionamentos são as Redes Sociais. As Redes Sociais podem ser o pior inimigo de muitas coisas, o pior inimigo de muitos e muitas. Mas hoje, ano e meio depois de o desemprego ter regressado à minha vida e com cara de querer ficar, descobri, e descobri algo tardiamente, que as Redes Sociais são-me afinal um oásis de socialização, uma plataforma gratificante para novas formas de amizade manifestada, um espaço transformador para a comunhão de causas e para a mais esplendorosa criatividade. Quando não há emprego, quando o emprego e a procura de emprego redundam numa enxurrada de derrotas sucessivas, de muros altos e barreiras impossíveis de transpor, ainda bem que temos nas Redes Sociais o escape perfeito, a válvula animicamente remediadora. Em face do labirinto inextricável do desemprego, da destruição gradual da auto-estima pela situação de desempreto, há um porto de abrigo. Por outras palavras, obrigado, Linkedin. Obrigado, Facebook. Obrigado, Twitter. Obrigado, Google+. Obrigado, Blogger. Quanto a Isabel Jonet, compreendo perfeitamente o que quer dizer, mas parece-me simplista de mais e, nesse ponto, pouco fiel à realidade íntima dos desempregados e algo falho em matéria de capacidade para a compaixão.E a compaixão é, ou deveria ser, o departamento prático de que a Isabel Jonet se ocupa como ninguém. Estou aqui a pensar e nunca compreenderei por que motivo ninguém me contacta nem contrata para nada, uma ideia, um projecto criativo. Não é certamente por viver num País de Mierda, como dizem os espanhóis, nem por causa da minha excessiva entrega às Redes Sociais, com exposição de pontos de vista políticos quotidianos a beliscar sobretudo a fantástica agremiação política que é o Partido Socialista e o seu legado. Não. É um mystério para mim, José Manuel Fernandes. Um Mystério.

segunda-feira, maio 20, 2013

ABREU AMORIM E OS PANELEIROS SOCIAIS

Os paneleiros sociais são assustadiços. Assustam-se. Escandalizam-se por tudo e por nada. Não vêem vampiros nem fantasmas, mas persignam-se por tudo e por nada. Alguém diz «Direita», eles dizem «Mata». Alguém diz «Baixar o défice», eles respondem «Meter dinheiro na economia». Os paneleiros sociais estão sempre à espera de se ofender com qualquer merdita: se a frase for religiosa e Nossa Senhora de facto tiver desenguiçado um enguiço de Troyka à conta das particularidades de Portas, os sócrates dizem que «não é bonito»; se a frase for futebolístico-desportiva, por exemplo, dragões a festejar um campeonato, os morcões mais susceptíveis e melindrosos do benfiquismo e da parvónia vêm ficar expressamente ofendidos. Ninguém pode escandalizar um muçulmano com uma tirada cómica e ácida ao profeta sem incorrer em blasfémia ou ser lido como blasfemo? Pois ninguém, nem um frontal candidato à Câmara Municipal de Gaia, pode, em Portugal, brincar com os sport-lisboa-e-benfiquistas nem fazer frases de espírito: magrebinos passou a ofender. Para não ofender, o Carlos teria de continuar com a conversa dos «mouros» e deixar de inovar e surpreender na poética do chiste. Não se pode dizer nada, nem se pode fazer piadas com nada. Vêm logo os paneleiros sociais, os maricas habituais, muito correctos e virginais, muito melindrosos e cu-tremidos, a queixar-se que dói. Espelunca de País!

sábado, junho 16, 2012

MARTHA PAYNE'S FOOD-O-METER

Não sei bem o que os meus alunos comem. Mas presumo que parte dos seus recursos para alimentação se destinem a matrecos, sumos e croissants. Sublinhe-se que por mais suculento seja o menu proporcionado pelas escolas, comer mal fora da escola, comer vento fora da escola, frequentar o McDonald's da esquina, são opções que hão-de ganhar aos pontos todas as vezes que é possível fugir às refeições escolares, o que em todo o caso parece ser raro. A ideia de avaliar o que se come ali não deveria atemorizar absolutamente ninguém, mas constituir um desafio congregador no sentido do aperfeiçoamento desse tipo de  serviços. Não foi o que pensaram os que determinaram proibir fotografias num blogue tão útil e bem sucedido para o conhecimento íntimo e aperfeiçoamento da comida escolar, como o NeverSeconds, o que é quase fechá-lo mais ou menos compulsivamente. É impressionante o pavor com que ilusoriamente se procura conservar a realidade bem encerrada na sua redoma, acto irracional e ingénuo. Só pode dar em asneira. Banir ou limitar um blogue de manifesto sucesso e utilidade como o da pequena Martha, já com escala internacional, é criar um 'problema' ainda mais monstruoso e incontrolável aos autores de tal medida desesperada. Não aprendem. A pressão e a exigência exercem-se agora de baixo para cima e logo por uma massa crítica com meios e capacidade de contagio viral em torno de uma causa ou ideia razoáveis, o que se faz a uma velocidade vertiginosa. Exigência não é campanha contra. À medida que essa massa global toma consciência da sua força, pode ser que tire todas as consequências do seu poder de exigir incontornável verdade e indeclinável justiça aos mais impensáveis níveis e nos mais pormenorizados pormenores da vida cívica. 

segunda-feira, novembro 07, 2011

GOOGLE+ SOMA E SEGUE

«O Google+ foi lançado em Junho deste ano e várias empresas criaram logo perfis no site, prática que contrariava as regras definidas pelo Google. Alguns desses perfis foram apagados. As novas páginas no Google+ destinadas a empresas e organizações funcionam de forma semelhante, mas não exactamente igual, à dos perfis pessoais. As empresas podem criar círculos e decidir com que círculos partilham conteúdo. Porém, uma destas páginas só pode partilhar conteúdo com um utilizador caso este também tenha adicionado a página aos seus círculos.» Público

sábado, março 12, 2011

ÍNDICES ACEITÁVEIS DE MENTIRA

Percebo a ironia do Rui Passos Rocha, mas estando nós, País, a pagar o fruto irisado da mentira total e absoluta socratista, se há algum pesadelo de que há que sair é precisamente esse, o da mentira como coisa habitual e enraizada na política com óbvias implicações no olhar suspeitador dos mercados sobre a solidez e fiabilidade do Estado-PS Português. Nada mais urge senão baixar as radiações de falsário para índices aceitáveis ao mudar os actores. A arte de enganar, levada ao extremo pelos socratistas-socialistas, não mais tem por onde sofisticar-se: «Agora com as redes sociais, a malha um pouco mais apertada, a política precisará de ainda melhores mentirosos.» Rui Passos Rocha