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quarta-feira, março 13, 2013

UMA LUZ CÍVICA AO FUNDO DO TÚNEL POLÍTICO

E pronto, chegados a 12 de Março, nasce-me a única esperança digna desse nome no que à transformação urgente do Sistema Político Português diz respeito. Não importa que eu vote CDS ou BE, não importa, nunca importou, o que o Presidente da República viesse dizer, interrompendo o seu letargo de velho funcionário político prudentíssimo, segundo uns, acovardado, segundo outros; não importa ainda o que a morta social democracia dentro do PSD ou a falecida democracia cristã que havia no CDS ousem perorar só agora, saídas da tumba. Esperei por elas e defraudaram-me. Hostilizadas pela nova lei da selva na economia, desvaneceram-se. A Europa, na verdade, já não é região recomendável para a tradução renovada de um pensamento cristão da política. No entanto, há esperança. A rua semeou um princípio de mudança no Anquilosado Sistema Político Português, cujo bloqueio à cidadania vem sendo todo um tratado de opacidade e traição.

O principal fruto da rua parece desenhar-se e é este, por enquanto um Manifesto, em breve um movimento plural e reformador em que possamos apostar. Após toneladas de manifestos sectários, ronhosos, para nada, por isso mesmo sem adesão massiva, acrisolou-se um princípio em que quase todos certamente acordam: parte da resolução dos nossos problemas e da prevenção de outros ainda piores passa pela reconstrução do regime democrático e pelo fim da concentração do poder político nos partidos. Todos os democratas e apaixonados por Portugal, cansados do ódio sectátio estéril, ódio personalizado no A e no B, devem, sem demora, engrossar a mole de signatários deste manifesto. Todos sabemos da tragédia social, económica e financeira a que vários governos conduziram o País. Todos nos exasperámos e cansámos de partidos e executivos sem grandeza, sem ética e sem sentido de Estado, manipuladores de soundbytes, de números, de optimismos, cujos titulares, ápice da baixeza, saíram airosamente ricos. Todos nos vimos impedidos de uma participação democrática e em verdade, sem que o sistema político acolhesse a vertigem da novidade útil, da frescura, dos melhores e mais competentes.