E a covardia política nacional do costume. Portas alimenta um terror de rato perante uma vassoura em movimento, no caso a percepção de milhões de portugueses do aviltamento e das injustiças particularmente no capítulo das reformas em Portugal. Se eu fosse Portas, acolheria de braços abertos e o mesmo sorriso ultrabranqueado a proposta sugerida pelo FMI, a qual infelizmente ficou de fora do projecto de cortes sugerido por Passos Coelho, e que previa a imposição de um limite máximo de 5.030 euros para as pensões, coisas que até países paupérrimos como a Suíça há muito instituiram: tectos máximos nas reformas. A grossa e grosseira injustiça social passa em grande parte pelos abusos obscenos nas reformas atribuídas, as quais cavam mais pobre um pobre País de gente que se abotoou bem com o latrocínio regimental em vigor desde o primeiro dia da liberdade. Foda-se, Passos! E foda-se, Portas! Era mais por aí, não estão a ver?!
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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sexta-feira, maio 10, 2013
segunda-feira, maio 06, 2013
HÁ PENSÕES DESPROPORCIONAIS, INJUSTAS
«Os meus pais são ambos reformados. No entanto acho o imposto sobre os reformados muito mais justo do que outras medidas. Qual é o grupo populacional que tem mais estabilidade no que se refere aos rendimentos? Obviamente os reformados. Não podem ser despedidos, não podem ser mandados trabalhar para longe de casa, não podem mudar os horários de trabalho, não podem cortar nas férias, etc. E o mais importante é que têm os seus rendimentos garantidos para sempre. O calculo das pensões, principalmente da função publica , há uns anos e não são muitos era tremendamente injusta e insustentável para as actuais gerações. Basta ver que as pensões por exemplo de um engenheiro, um médico, etc., normalmente são de valor muito superior ao correspondente salário na actualidade» Anónimo
sexta-feira, novembro 30, 2012
SE FOSSE VERDADE...
Não estamos habituados a que a consciência e o exemplo venham dos políticos e muito menos que partam de um partido com um percurso e um perfil assim. Que seja verdade. Que seja mesmo verdade. Ainda não consigo acreditar.
sábado, janeiro 21, 2012
CATEGORIA 18 DO BANDO DE PORTUGAL
«Não fosse 'o próprio-ele' e o Expresso a explicar e poder-se-ia pensar que a "Categoria 18" do BdP era mais uma loja maçónica exclusivista. Mostrengos na orla deste Oceano de Tormentas há muitos. Cavaco devia estar calado — A Bem da Nação (antes a 'magistratura de reposteiro'). Não esteve à altura. Oxalá Passos esteja; começa a haver pouco tempo para reformas. Depois será tarde — com todos os clientes, influentes, presidentes-de-câmara, juízes e industriais a resistir e a apertar o cerco ao Governo. Já vai sendo tempo de, mal empossados, os Governos verterem imediata e definitivamente "os aparelhos" para a nitreira.» Besta Imunda
sexta-feira, janeiro 20, 2012
COITADINHO
O excerto a seguir transcrito é toda uma mensagem subliminar marciana ao País e todo um ainda mais completo mundo declaradamente à parte do dos demais portugueses: «Neste momento já sei quanto é que irei receber da Caixa Geral de Aposentações, descontei quase 40 anos uma parte do meu salários para a CGA como professor universitário e também descontei durante alguns anos como investigador da Fundação Calouste Gulbenkian e devo receber 1300 por mês, não sei se ouviu bem, 1300 euros por mês.» Aníbal Cavaco Silva
quarta-feira, outubro 26, 2011
PELO FIM DO SUBVENCIONISMO
Gostei de ler hoje Manuel António Pina que denunciou o mau exemplo de incoerência e convenientismo mediocre de Ângelo Correia na ciosa manutenção da sua subvenção, dos seus direitos adquiridos. Que feio, Ângelo! Para a luminosa exposição da tal incoerência, MAP citou um blogue, destacando nele o nosso papel fundamental na monitorização da malícia política que diz e desdiz, faz e desfaz e vai enterrando povos e esperanças como quem não quer a coisa e sem prejuízo pessoal de espécie nenhuma, bem pelo contrário. Mas convém reflectir sobre a questão num âmbito mais geral agora que a aberrante coisa das subvenções está hoje no centro do debate que se impõe. Após a escandaleira dos acumuladores de salários e subvenções que o DN investigou, podemos concluir ser bom que o dinheiro para ex-titulares de cargos públicos acabe por maioria de razão ditada pela hora. Acabou para muitos de nós? Acabe para eles também, pois esse dinheiro é público, é nosso. Repare-se no recrudescer das excepções manhosas aos cortes e sacrifícios decretados para milhões de portugueses. Faz todo o sentido agora que, além de não haver subvenções para os actuais titulares de cargos e funções políticas, cessem também as de todos os subvencionados do passado, entre os quais João Jardim e Cavaco Silva, Ângelo Correia, beneficiários do regime anterior a 2005. Acabou. Seja absolutamente irrelevante que tais subvenções façam parte do montante de quem esteve coberto pelo regime anterior a esse ano. Não pode continuar a ser garantido a partir de agora. Se todos nós somos passíveis de nos vermos cuspidos do emprego e ver cuspo nos contratos de trabalho assinados, também não temos de honrar compromissos passados com ex-políticos, dada a imoralidade inscrita nesse tipo de garantismos excepcionais impróprios de países pobres. Acabou. Acabaram os direitos adquiridos e as excepções, Ângelo Correia! Não podemos esperar que aqueles que entraram na actividade política com o regime subvencionista anterior possam manter a subvenção até que morram, pois morrerão tarde, nós esperamos e fazemos questão que morram o mais tarde possível. O País é que não tem tempo nem tem gente que nasça para inverter naturalmente uma decadência já profunda e bastante complexa. Não podemos nem pensar nem esperar pela morte dos subvencionados para a desoneração do Estado e os bons sinais a dar hoje. Para a eficácia de um sinal de justiça mediante o nivelamento perfeito e escrutinado dos tais sacrifícios, o tempo é right now. Seja quem for o beneficiário, essas subvenções deixaram de ser aquilo a que têm direito, deixaram de ser um direito. Por razões de autodefesa pelo bom exemplo, de busca de caminhos novos para depurar as metástases de abusos que sufocam o Estado, há que radicalizar as nossas exigências bottom up forçando o fim dessas tetinas fartas quando é a magreza o alimento da maioria. Radicalizemos as nossas exigências bottom up enquanto suportamos o inferno imposto pela Troyka e pelo Governo Passos que vai moralizando top down, mas onde a imprevisibilidades de novas medidas será a regra. Que radicalizemos as nossas exigências do fim de luxos incompatíveis com a situação de Portugal será excelente para a austeridade e o crescimento e somente assassino só para o cinismo manhoso das excepções e das falinhas mansas e selectivas que certos inteligentes cretinos querem vender em nome do que nem às paredes confessam.
sexta-feira, julho 23, 2010
DESPOLITIZAR É LIBERTAR
Os argumentos que constam da totalidade do post a seguir citado de João Miranda conquistaram-me para uma certa direcção despolitizadora no reformismo político-económico na Saúde e na Educação a que importa proceder. "Socialismo" equivale a servidão, caciquismo, dependência e manipulação em larguíssima escala. Libertar a Sociedade, soltar finalmente o Pluralismo das opções individuais, é criar Liberdade a todos os níveis: «Quando se analisam as reformas na saúde e na educação, como o João Luís Pinto faz aqui e aqui, é mais importante considerar qual o efeito na despolitização e na libertação da Sociedade do que na carga fiscal. Até porque a carga fiscal total depende muito mais da relação de forças entre o Estado e a Sociedade, da capacidade do Estado em cobrar e da sociedade de escapar à cobrança do que do facto de a cobrança ser feita por impostos ou por pagamento directo de serviços. A carga fiscal total tenderá sempre para um valor de equilibrio que reflecte a relação de forças entre Estado e Sociedade, independentemente da forma como a cobrança é feita.» João Miranda
quinta-feira, junho 18, 2009
GRUNHA SENSIBILIDADE SOCIAL DO PS
Os partidos puseram-se rapidamente de acordo quanto ao crime de uma legislatura em nome do Sistema Vigente. Esse crime era a defunta Lei do Financiamento Partidário, uma coisa urdida pelo PS para seduzir com um prato de lentilhas os demais partidos, mas já no que toca a corrigir uma injustiça com os pensionistas mais pobres, o PS usa da sua prerrogativa de ser lastro e Siamês do Sistema para bloquear um reajuste no processo de cálculo das pensões. Onde se aloja o sentido e a sensibilidade social de este PS?! O favoritismo militante não tem sensibilidade social. Que precioso arrecear! O Governo do Partido Socialista é a face do Sistema Decrépito que se apropriou da Democracia portuguesa como coisa sua. Urge por isso uma aproximação das instituições às pessoas antes que as pessoas forcem uma transparência e uma rectidão que delas se têm ausentado. Urge que se garantam eleições livres, o fim da Face do Mal sorna que o PS patrocina na sombra, como se viu nas últimas eleições, sem repressão da liberdade de informação e de expressão (como se viu no caso ERC/TVI), sem truques baixos, como a divulgação orquestrada de sondagens condicionadoras da opinião e a campanha para o voto branco e nulo para a qual mesmo o pequeno Vitorino, esse grande avençado da Galp, deu o seu contributo público e publicitado. A insensibilidade grunha do PS pelos reformados, com as suas reformas miseráveis injustamente penalizadas no actual contexto e processo de cálculo, é somente mais uma dentre tantas Faces do mesmo Mal: «Mas na altura a possibilidade de uma quebra dos preços não estava no horizonte económico e ficou apenas prevista uma recuperação do poder de compra das pensões, quando a inflação sobe. Ora, a previsão para este ano aponta para uma quebra dos preços, o que, somado a um período de recessão que se atravessa, implicará uma descida das pensões num momento em que os beneficiários mais sentem necessidade. O Governo, através do ministro do Trabalho, manifestou abertura para aprovar uma medida excepcional. Mas ontem no Parlamento, o grupo parlamento do PS recusou qualquer entendimento face aos projectos do PCP e do PP para corrigir essa situação. Os deputados da oposição frisaram a possibilidade da maioria para legislar de imediato sobre a matéria, mas o grupo parlamentar socialista sustentou que era "prematura" alterar para já a fórmula de cálculo.»
quinta-feira, novembro 20, 2008
ENSINO EM FRANÇA: CORTES SEM RODEIOS

Pelo visto, em França, os 13500 postos de trabalho de professores
que o Governo local visa cortar são para ser cortados sem rodeios
e sem o colete de força estúpido e pretextual de uma avaliação
ácida e monstruosamente papeliana além de inútil. Lá, porém,
a mobilização contestatária sindical contra tal projecto de despedimento
ou de dispensa é fulminante e sob os auspícios do Partido Socialista.
Nada mais irónico em tempos tão dados à ironia.
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