Havia, entre as propostas do PS, na negociação tripartidária de Salvação Nacional, o enunciado desiderativo de "parar a austeridade" sem aderência à realidade do País e das respectivas obrigações de corte na despesa. O verbo «parar», quando repetido mil vezes, não produz espontaneamente a paragem de um navio de cruzeiro em velocidade de cruzeiro. Nem um milhão de vezes repetido a gerará. A austeridade acabará. Queremos que acabe. O quanto antes. Ela é um meio doloroso para chegar a um fim virtuoso. Equilíbrio orçamental e crescimento económico. Para que conste, leia-se com atenção este ponto eloquente do PS: «1.1.1. Parar com as políticas de austeridade
Parar com os cortes de 4,7 mil milhões de euros acordados entre o Governo e a troica na sétima avaliação, nomeadamente, parar com os despedimentos na função pública,com mais cortes nas pensões atuais, com a “contribuição de sustentabilidade do sistema de pensões” e com a redução de vencimentos.»
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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segunda-feira, julho 22, 2013
sábado, julho 20, 2013
A CULPA É DO PS
O PS é uma nódoa. Tudo o que o PS fez no passado agudizou os problemas portugueses do presente e basta isso para não merecer qualquer espécie de felicitações pelos próximos cem anos. Tudo o que o PS faz no presente é empatar. O PS não disse que não. Fingiu voz grossa. O não de hoje, impostura e fingimento, será o sim de joelhos amanhã. O PS não é mais decente nem menos que aquela gente do PSD e do CDS.
Se formos a falar de demagogia, na medíocre competição demagógica entre a Esquerda e a Direita Portuguesas, não há defesa possível para ninguém, mas a necessidade fisiológica de flagelar as nádegas da Esquerda e da Direita pelos próximos cinquenta anos. Além de ser uma nódoa, o PS é medíocre, filho da mediocridade económica-financeira do dr. Soares, sobrinho da mediocridade intelectual do coiso Alegre. Foi o PS que governou os últimos treze anos e fez deslizar Portugal para a Bancarrota. Não foi o PSD e o CDS.
Foi o PS que armadilhou as Contas Públicas com um número infindável de ónus, dívidas, trapalhadas, swap, PPP, dívidas, dívidas, dívidas, compromissos pesadíssimos aos contribuintes pelos anos e as décadas, o que explica parte da necessidade de ir além da Troika, se tal, mesmo exigindo muitos mais sacrifícios no curto prazo ao povo português, significasse menos sacrifícios por menos anos e o fim dos sacrifícios em poucos anos. Não foi o PSD e o CDS.
Foi o PS que deixou as empresas públicas de transportes num estado verdadeiramente calamitoso, com resultados operacionais negativos, défices acumulados. Era o PS que desorçamentava inúmeras parcelas que agora comparecem nos exercícios orçamentais, passando anos a disfarçar a real dimensão da dívida, tal como fizera o último Governo Grego, antes da respectiva bancarrota. Um Estado miserável, esventrado, apenas útil à cambada de rapaces e parasitas da política, um Estado assim herdado não permite que se cumpra com facilidade um único resultado positivo em termos de indicadores económicos e sociais, coisa aliás consistente com o facto de estarmos sob resgate, com um magno problema de dívida pública, da qual é preciso sair segundo a realdade e não os nossos mais generosos e voluntaristas desejos. Foi o PS que apresentou Orçamentos sucessivamente eleitoralistas e demagógicos. Nunca foi o caso do PSD e o CDS no pós-pré-bancarrota.
Antes da demissão do Ministro das Finanças Vítor Gaspar, o PS já vinha exigindo eleições antecipadas e a rasura constituicional da Maioria Parlamentar, pressionando dia sim, dia sim, o Presidente para sampaionar.
O PS não tem moral para apontar o dedo à Srª Swap porque foi sobretudo sob ministros e sob a caução do Governo Socialista que todos os Mr. Swap e Mrs. Swap swaparam.
O PS não demitiu o Ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Portas, mas dentro do PS, o dr. Soares conspirou, suspirou e espirrou para que Portas rompesse com a coligação, a Ala Socratista frequentou o insulto grosseiro e frequente à instituição Presidente, e nunca nos foi dado a perceber com que força negocial à partida pode este PS forçar a mão da Troyka a parar a austeridade e outros delírios que constam das propostas socialistas nas pseudo-negociações desta semana.
O PS deveria saber que para o Presidente da República a remodelação do Governo só faria sentido caso a realidade do País e os desafios da intervenção externa nesta fase crucial não exigissem mais força, mais coesão, uma só voz dos partidos da governabilidade, mesmo para atendimento das ideias, argumentos e sugestões que o PS quisesse apresentar à Troyka com o apoio do PSD e do CDS-PP.
Se o Presidente da República perdeu a confiança no PSD e no CDS-PP, acabou de perder também a confiança no PS, que terá de se haver com os problemas acrescidos que a fraqueza negocial da parte portuguesa passe a comportar, sem este acordo. Se o Presidente da República não tem confiança no PSD, nem no CDS, nem no PS, por que razão haveria de suscitar eleições para delas surdisse um empate técnico Direita/Esquerda ou mesmo um enfraquecimento eleitoral italiano do PS, do CDS e do PSD?! O povo português foi muito claro em 2011: estava na hora de limpar a sujeira, a rapacidade e os frutos danosos que PS relegara a quem viesse depois. Quem é o PS para dizer que o PS não deve fazer nada para que o povo português se veja livre da Troyka, no prazo previsto?! A verdade também é esta. Não é nada líquido que o PS chegue ao poder. É, sim, muito provável que, em coligação do tipo Bloco Central, vá pôr em prática, porque obrigado, políticas muito piores que as dos últimos dois anos, pois tempo é dinheiro e quer o Presidente quer o PS têm-no malbaratado. Foi o PS que pariu a bancarrota de que esta crise é um mero pormenor formal e um episódio picaresco definidor da merda de classe política que nos coube em sorte. Se houver eleições imediatas, num horizonte tão crítico e tão passível de incerteza interna e externa, rodeados de países em crise semelhante ou até pior, como a Espanha e a França, uma crise que promete explodir, Portugal e os portugueses ficarão ainda mais vulneráveis, serão os únicos prejudicados, serão ainda mais prejudicados. Ontem o PS rompeu o que já se sabia que iria romper. Fê-lo com pompa. A política-puta ganhou. A política chula triunfou. A classe política em Portugal quer experimentar toda a espécie de fauna à frente dos nossos destinos. Depois de um perfeito delinquente, Sócrates, de um neo-salazar frágil, como Passos, já espreita e vem sorrindo uma merda politiqueira qualquer com medo dos animais ferozes e cricas vorazes do próprio partido, Seguro.
sexta-feira, julho 19, 2013
SUCUMBIRÁ SEGURO À PRESSÃO INTERNA?
Repare-se no triste espéctáculo que nos dá o PS, pelas suas figuras e figurões com acesso fácil aos microfones patéticos do Regime e às antenas repetidas e passentas das TV e das Rádios. Dois PS avultam. O PS extinto e o PS ainda a fumegar de ter sido Governo. Ambos exercem uma pressão insolente e pornográfica sobre Seguro, capaz de suscitar compaixão por Seguro, terna condescendência por Seguro. Quantos PS há, afinal?! Quantas falanges, falangetas, alas, nichos? E por que motivo a Esquerda dentro do PS esperneia tanto?! A ameaça de cisão desse partido é a mais cómica e sonsa ameaça de que há memória na história recente politico-partidária nacional.
Refresquemos a memória de rato dos promotores da pressão interna com que Seguro tem de se haver: a crise política não começou com uma grave crise no Governo de Emergência Nacional. Começou com o grave desafio eleitoral colocado pelo cumprimento escrupuloso e sério do Memorando só pela via financeirista, cujo peso foi quase absoluto até 1 de Julho último. Mesmo a admissão de falhanço a que inaudita e humildemente o próprio Vítor Gaspar alude é, antes de mais, a admissão de um falhanço pessoal, não das políticas. Um falhanço das previsão. Um falhanço da dose e da temporização dos seus efeitos negativos antes que os efeitos virtuosos começarem a surgir. O falhanço, sobretudo, do apoio e adesão, dentro do próprio Governo, para que, junto da Troyka, Gaspar puder manter a face e declarar possível garantir o cumprimento dos cortes mais decisivos para 2013 e 2014.
Já a demissão de Paulo Portas representou um acordar para a dimensão eleitoral dos partidos do Governo, antes de Setembro próximo, dimensão até aí completamente descurada em favor de uma linha de conduta que privilegiara as finanças em detrimento da economia. Esta é a terceira semana de impasse e esperança sob a qual pende o futuro do País, a sua viabilidade, e a honestidade politica de qualquer Governo nos próximos anos. Ora, aquilo que o PS assinou em 2011 continua válido. Passível de revisão e aperfeiçoamento, mas válido. Se a crise governativa foi um episódio com raiz na prioridade que deveria ser dada expressamente à economia e na consciência do duro custo eleitoral das medidas necessárias dos cortes, não pode estar em causa a evidência do sucesso de Portugal, na execução da sétima versão do Memorando: sucesso, com o regresso aos mercados; sucesso com o início, ainda incipiente, da espiral virtuosa de crescimento sustentado e emprego; sucesso na estabilização política e nas fundadas razões para a paciência de todos os agentes sociais e económicos, a fim de se evitar um segundo resgate ou a destruição dos méritos estruturais no caminho seguido.
Perante a seriedade e a complexidade das políticas que protejam Portugal de males muitíssimo maiores, foi preciso promover um acordo a celebrar entre os partidos do Governo e o Partido Socialista. A situação do Governo é secundária. O País é que terá de sair reforçado. Deste acordo, podem sair certezas legíveis pelos mercados e pelos actores internacionais, no sentido de assegurar cumprimento e realismo por parte seja de que Governo for, pelo período de um ano ou para além dele. No juízo das responsabilidades passadas, o PS [o PS extinto das morsas alegres e das morsas soares e o PS socratista furioso por Poder] não tem qualquer moral para apontar o dedo ao Governo pelas consequências dos seus esforços no sentido de apagar os incêndios esmagadores e sucessivos que a avidez socialista recente semeara nas Contas Públicas. Se se mantivesse, aliás, esse reduto e essa retórica — violinos a tocar no tombadilho — não seria possível negociar e Portugal iria ao fundo.
As crises políticas são o que são e resolvem-se de variados modos. O desentendimento entre os dois partidos da coligação foi, como ontem se pode re-testemunhar, superado. A maioria saiu reforçado. Resta ao PS, se tem aspirações a governar segundo os princípios de boa governança e não da recorrente demagogia, resta ao PS um papel “patriótico e responsável”. Tendo em conta a divulgação dos argumentos e contra-argumentos dos três partidos pelo acordo ou contra o acordo, no fim destas generosas rondas negociais, a inexistência dele-acordo implicará que o PS se confronte com a matemática e a racionalidade aritmética da sua eventual recusa: recusar um acordo justo e honroso para todas as partes pode ser fantástico para ganhar o partido e impedir as cisões ronhosas e rançosas dos donos morais de Portugal, mas será certamente o começo do fim da perda do País, da dissolução da fiabilidade e credibilidade para governar junto de um eleitorado verdadeiramente preocupado com o Futuro.
Ontem, a base de apoio parlamentar do Governo robusteceu-se e um orçamento equilibrado pode passar em Outubro: o nicho esquedista-socratista dos galamba, das isabel moreira, dos pedro silva pereira, dos soares, dos alegre, do diabo que os carregue, o que deseja é discórdia, caos e todas as condições para artificializar a derrota do País pela derrota dos executores do Memorando, como se pudessem fazer melhor ou diferente. Ora, nada há de transcendente em acordar um calendário de eleições legislativas antecipadas, a partir de Junho de 2014, acordar medidas de execução do Memorando até ao fim do Programa e acordar compromissos orçamentais e de governabilidade para o período pós-troika. Portugal depende disto. Os partidos são instrumentais. Portugal depende da abrangência disto. Sucumbirá Seguro à pressão das morsas-soares do partido? Não sabemos.
Se o Governo Passos Coelho I ou II-remodelado, puder governar em real plenitude, com o acordo implícito do PS, o PS salvar-se-á a si mesmo. Nós, portugueses, estamos todos a ver. Nunca mais poderemos votar num candidato demagógico e mentiroso a Primeiro-Ministro. Se tivéssemos seguido esse critério avançado, moderno, nunca Sócrates teria sido re-eleito em 2009, nem Passos o será em 2014-15, caso opte por anúncios paliativos e auto-estradas de facilidade. Viabilizar o actual Governo e obter do PS apoio tácito ou explícito às medidas de austeridade negociadas com a Troyka, significa reabilitar o PS como partido com aspirações a governar segundo as exigências desta crise internacional, segundo as exigências do Euro, segundo as responsabilidades directas de Portugal nos tratados europeus assinados, bem como na superação da Crise Europeia, mandando às malvas a retórica primitiva e secessionista das Esquerdas. Secessionista com a Europa. Secessionista com a Nato. Secessionista com a Realidade. Tirando Cuba e Coreia do Norte, secessionista com o resto do Mundo Ocidental desenvolvido. A escolha é claríssima. Só à velhice fóssil, decadente e apodrecida dos soares, dos alegres; só à malta pseudo-esquerdóide socratista é que não interessa sair do estrito âmbito da pequena e baixa política, enquanto puta.
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