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terça-feira, outubro 01, 2013

O MEU MINIMALISMO IV



«Rita decidiu tornar-se minimalista em 2011, durante uma viagem de trabalho a uma ilha grega, em que à noite, no hotel, leu o eBook The Power of Less. O autor, Leo Babauta, é um guru actual do minimalismo, uma década depois do êxito das cem dicas da Elaine St. James. "Os minimalistas parecem pessoas muito felizes, livres de stress e sem a preocupação de ter mais e melhor do que o vizinho do lado, que é um fenómeno tão enraizado na nossa cultura. E eu queria isso para mim." De volta a Faro, aplicou-se mais. "Já me tinha livrado da tralha física à minha volta, mas faltava ainda a tralha mental, os compromissos, as responsabilidades. Comecei por dizer não a muitas coisas, quer no trabalho quer na vida social. Comecei a fazer aquilo que eu queria, e não aquilo que as outras pessoas queriam ou esperavam que eu fizesse, mesmo eu não querendo. Estabeleci prioridades e comecei a viver a minha vida em função dessas prioridades. E nunca fui tão feliz como sou desde que tomei essa decisão. Nestes dois anos, tem alcançado metas de grande significado pessoal, algumas bastante prosaicas, como conseguir limpar o seu T3 apenas numa hora. Rita, que assume que foi consumista e acumuladora (e muito mais ocupada do que é hoje), livrou-se de mais de metade da roupa, de móveis, utensílios de cozinha e livros. E começou a recusar actividades, tanto no trabalho como na vida pessoal, que não estava relacionadas com os seus objectivos. Conquistou tempo para se tornar praticante diária de ioga. E algo que para muitas pessoas será especialmente importante na economia crítica em que vivemos: começou a poupar cerca de metade do ganha. Essa era uma das suas metas pessoais e, ao fim de um ano, está a conseguir cumpri-la. Passados todos estes meses, Rita tem uma tranquila certeza: "Não sinto falta de nada!" Recentemente, começou a partilhar no blogue histórias que os seus leitores lhe enviam, narrando as suas experiências de minimalismo. E disponibiliza gratuitamente dois eBooks que escreveu para ajudar quem quer começar: Guia Rápido Para Simplificar a Vida e 100 Dicas Fáceis Para Organizar e Simplificar a Vida.» Notícias Magazine, #1100 23, Junho, 2013

quarta-feira, setembro 04, 2013

O MEU MINIMALISMO III

«O minimalismo ficou conhecido como uma corrente artística do século XX que procurava os elementos de expressão essenciais, com maior visibilidade nas artes plásticas, mas que influenciou também a literatura e a música. Ficou célebre a expressão «menos é mais», do arquitecto alemão Mies van der Rohe. No minimalismo aplicado ao estilo de vida, o princípio é o mesmo: identificar o que é essencial para cada um e procurar viver de acordo com esses valores, eliminando tudo o resto. Rita Domingues chama a essas sobras «tralha física ou mental». No seu blogue, The Busy Woman and the Stripy Cat (busywomanstripycat.blogspot.pt), vai contando o seu percurso e desafiando outros a reflectir nas suas vidas sobrecarregadas. Além das suas histórias de desapego, quase todos os dias Rita partilha técnicas de organização pessoal e até métodos para resolver problemas que podem ser tão agudos para as mulheres. Como o exceso de roupa, por exemplo. Os leitores puderam acompanhar, ao longo de meses, como se treinou para acordar mais cedo e fazer exercício, meditar ou escrever antes de ir trabalhar. Criou até, no Facebook, o grupo «Bom dia, manhãs», mobilizando quase seiscentas pessoas que se incentivam mutuamente a madrugar para serem mais produtivas.» Notícias Magazine, #1100 23, Junho, 2013

quarta-feira, julho 31, 2013

O MEU MINIMALISMO II

«Há quase vinte anos, um pequeno livro, escrito por uma ex-agente imobiliária norte-americana, deixou milhares de leitores a olhar de outra maneira para a tralha que acumulavam nas suas casas e para as suas vidas aceleradas. A autora chama-se Elaine St. James e o livro tem um título que diz tudo: Simplify Your Life: 100 Ways to Slow Down and Enjoy the Things that Realy Matter (qualquer coisa como «Simplifique a sua vida: 100 maneiras de abrandar e aproveitar as coisas verdadeiramente importantes».) Foi também o que aconteceu com Rita Domingues. Há dois anos que simplificar e dedicar-se àquilo que realmente importa se tornou o lema da investigadora na Universidade do Algarve. Podíamos dizer que esta mãe de dois rapazes tem o livrinho de Elaine St. James na cabeceira, mas... Rita não tem mesas-de-cabeceira. Percebeu que não precisava delas, nem de uma série de outros móveis, que foi doando ou vendendo, enquanto se despojava também de roupas, calçado, louças, livros e revistas. A bióloga marinha de 32 anos, natural de Lisboa e a viver em Faro, tem sido uma grande divulgadora da simplicidade voluntária e tornou-se, ela própria, minimalista.» Notícias Magazine, #1100 23, Junho, 2013

domingo, julho 14, 2013

O MEU MINIMALISMO

Quando li esta reportagem na NM, reparei que já lá estava, já habitava o meu minimalismo espiritual e interior, feito de despojamento e ruptura radical com a sociedade de consumo, leitura e contemplação do mar como caminho de compaixão e meiga condescendência pelo próximo, recordação dos valores cristãos mais básicos: «Acha que tem coisas a mais? Que não precisa de tanto para viver? Para ser feliz? Um movimento que está a espalhar-se pelo mundo desafia as pessoas a livrar-se de tudo o que têm a mais para usufruir mais da vida. Pode ser uma viagem dolorosa ao interior de si mesmo, mas garante quem já experimentou que traz um enorme alívio e sensação de liberdade. O minimalismo ou simplicidade voluntária já convenceu várias portuguesas... felizes por terem esvaziado a casa, a agenda e, sobretudo, a cabeça.» Notícias Magazine, #1100 23, Junho, 2013