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sexta-feira, fevereiro 10, 2012

NÃO HÁ CARTEIRISTAS EM MANCHESTER

Depois de Merkel, Schulz, os manchesterianos também alertam para a nossa condição de bichos do Sul. Desta vez o nosso declínio não é por termos os governantes a viajar para Angola para convocá-los a investir cá, ou por, na condição de estra-terrestrianos, fazermos bons negócios da China e logo com os chineses, precisamente. Não. É por termos carteiristas entre nós.

segunda-feira, dezembro 27, 2010

PACHORRENTA REBELIÃO

Evidentemente que por cá, digam o que disserem, no pasa nada. Debalde alvitrarão sociólogos sobre levantamentos, insurgências, explosões sociais. Este Povo foi pacientemente educado para aguentar conforme a coisa vier e para contar exclusivamente consigo mesmo, ainda que se encoste ao Estado e dependa ostensivamente dele. Os portugueses resumem-se bem na máxima: Quem não estiver bem, que se ponha melhor. Cultivando couves, engordando galinhas ou emigrando para onde estiver a dar, tudo, menos beliscar a placidez mortífera das nossas cidades monumentais, das nossas velhas praças imaculadas. «Quem está por cima e domina isto, lá saberá...», eis um português mediano a pensar e a desistir. Por isso as piores injustiças e atropelos do terceiro-mundo são potencialmente possíveis cá e até já evidentes. Não poderíamos ser mais independentes e liberais: «... recalcar a expressão crítica por causa de dependência pode conduzir a verdadeiras explosões, mais tardias, mas mais cruas ou violentas.» António Barreto

domingo, novembro 16, 2008

COSA NOSTRA GOVERNAMENTAL


Faz muito bem Manuela Ferreira Leite em demonstrar, elencar e esquematizar
os processos duvidosos do Governo, dando exemplos e fazendo desenhos.
Eles, os processos, são o que são: nada fiáveis, máfia natural de quem domina e controla,
nada sérios e absolutamente nada credíveis. Muito dinheiro é e será gasto
pelo Governo só para branquear a própria inoperância e oportunismo,
e para assim dourar, nos Media, nas rádios, nas TVs e nos jornais detidos
com desavergonhada e controleira mão de ferro ao pé da qual
todas as tentativas passadas foram amadoras, a pílula com sabor a merda que têm sido
os dossiês calamitosos do momento. Constâncio, por exemplo,
é um grande milagre dentro do conceito de avaliação socialista.
Há meninos intocáveis e estruturas que por mais que tremam
e mostrem o vício do vício ficam sempre em pé.
ljljk
A par de esta voz ocasional de MFL, repleta de gaffes e com os problemas
de fraca audibilidade, acolhimento e acerto já admitidos,
temos a magnífica oposição de Manuel Alegre confirmando o forte carácter,
temos os demais líderes partidários com um bicho ou caruncho qualquer
que a opinião pública não perdoa, e temos alguma da sociedade civil que,
agora que está a ser comprimida contra o chão das dificuldades,
dos desempregos e das misérias e das políticas abrutalhadas,
reage e organiza-se cada vez mais
conforme deveria ter começado a acontecer há muito.
lkj
Pelos corredores de uma maternidade, povoados de africanos,
de ciganos, ucranianos e brasileiros que nos fazem o favor de se cruzarem connosco,
a bem de uma maior esperança demográfica ao já decrépito Portugal,
cada vez mais velho, mais mentalmente medíocre, mais fechado, mais seco,
e dissolvido-desaparecente; em cada assento de Metro ou de autocarro,
cão, gato e passarinho, a voz geral enfim, cochicha o mesmo
sobre a «O diabo da ministra... Não percebo como é que aquilo
ainda não foi embora. Ninguém a grama. Já toda a gente sabe
que eles mentem. Já toda a gente sabe o que eles querem.»
lkj
Portugal, o Portugal residente em Portugal, está a gramar uma dose superior
àquilo que pode suportar e até ao que merece, lembro de repente Zapatero
e o que pensará ele do modo como uns certos cabrões gerem isto.
O Portugal emigrado, esse novamente escapa da corja mais reles
desde que a bufaria e a repressão silenciosa vigoravam por cá na paz do Senhor.