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segunda-feira, abril 01, 2013

PRÁXIS FASCISTA, COLÉRICO ANTI-DEMOCRATA

«Mais tarde voltou a falar de pressões, mas do Governo Sócrates. 

Quando começo a ter acesso a algumas das escutas do Face Oculta apercebo-me que não era só a TVI que ia ser comprada. O CM também. Houve uma fase negra em Portugal em que, com o apoio da banca, se ponderou fazer grandes negócios na comunicação social que não visavam o objecto de negócio, mas sim mudar direcções e silenciar. 

 O que pensa de Sócrates? 

Entre 90 e 91, ao fim-de-semana tinha RTP e durante a semana Semanário e RR. Nesta altura, António Guterres apresenta-me uma jovem promessa. E, de facto, ele tinha um estar que contrastava: não usava gravata, dizia palavrões, era pouco mais velho do que eu e trabalhava imenso.

quarta-feira, dezembro 21, 2011

QUANDO O SOL ESPIRRAR

«Essas tempestades geomagnéticas  resultantes de erupções solares  ocorrem quando um grande fluxo de radiação emitida pelo Sol atinge o campo magnético e a atmosfera da Terra. Em casos extremos estas tempestades podem causar interrupções nas redes de electricidade, interferências no funcionamento dos satélites de comunicações e dos instrumentos de navegação e até podem até ter efeitos imprevisíveis sobre o clima.» Público

segunda-feira, agosto 16, 2010

GRAVE, GRAVÍSSIMO

Antes de Pinto Monteiro, o escândalo necessário eram as fugas ao segredo de Justiça. Com Pinto Monteiro, o escândalo dispensável é o excesso de exposição mediática, o ruído perturbador das delicadas investigações em decurso e a protecção ostensiva, cúmplice, disforme do Poder Político: a colagem ao PM diz-nos tudo acerca da incapacidade de equidistância e isenção. Na publicação Sol, Defensor Moura declara inaceitável as afirmações de Pinto Monteiro quando se justifica relativamente à surpresa perante o despacho de acusação, ao comparar-se à Rainha de Inglaterra, mas que essa metáfora deve ser olhada com mais atenção porque, diz ele, a Rainha de Inglaterra fala pouco, mas é mais ouvida e respeitada por isso mesmo. A manutenção do PGR é, por si só, um sintoma grave, gravíssimo, da podridão do Regime e de como nada de refrescante e renovador há a esperar quer do Presidente Cavaco quer das vozes legitimadas eleitoralmente: a somar ao descalabro económico, temos o descalabro ético dado o obsceno comércio de interesses na Justiça e a viciação do jogo democrático pelo imobilismo da palavra e a inacção decisória dos seus actores.

domingo, agosto 01, 2010

ABSOLUTA BAIXEZA

Não, não se deve ler lixo, o lixo do tacho, o tachismo servil em forma de lixo. Mas convém compreender quais os alvos e a linguagem do lixo para sabermos o que evitar e sobretudo de que supositórios de ética o lixo carece. É um consolo saber que decididamente o lixo e nós não fazemos parte do mesmo mundo. Nunca é de mais recordar, como faz o editorial do Sol: «... recordem-se as pressões exercidas por Lopes da Mota, a pedido do então ministro da Justiça, sobre os magistrados detentores do processo – pressões essas que foram dadas como provadas e que lhe valeram a sua demissão do Eurojust. O Freeport não foi, pois, uma ficção – foi um caso complexo, que envolveu a aprovação de um projecto polémico a três dias de eleições, quando o Governo já estava em gestão. Pode esquecer-se o passado – mas não é possível reescrevê-lo.»

domingo, julho 04, 2010

PELA EXECRAÇÃO DO SOCRATISMO

«Passados quase 40 anos, em Portugal, um primeiro-ministro foi ouvido a combinar com um suspeito num processo crime, negócios do Estado, envolvendo várias empresas privadas. Negócios que contendiam com o Estado de Direito e que afrontavam notoriamente as regras desse mesmo Estado de Direito, sem margem para dúvidas de alguns magistrados que as ouviram. Ninguém se incomodou particularmente e o presidente da República, se calhar entendeu isso como um mero fait divers que lhe estragava o calendário eleitoral. Pois bem. Não só essas escutas foram destruídas por ordem judicial, como outras escutas do mesmo processo, referindo-se ao mesmo assunto de Estado e que comprovavam sem margem para dúvidas de alguns deputados do nosso parlamento que os indivíduos escutados se preparavam para subverter algumas regras do Estado de Direito, foram publicadas em jornais. Mesmo assim, um dos visados instaurou uma providência cautelar contra um jornal  Sol  que anunciara previamente (e estupidamente, diga-se de passagem) que iria publicar algumas dessas escutas. As razões que sustentavam a acção cautelar eram a violação da privacidade do escutado (!), como se o assunto que tratou fosse um almoço de família e ainda a violação de segredo de justiça que tal implicava, quando algumas dessas escutas demonstravam a violação, sim, mas vinda da própria investigação e que os favoreceu!» José

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

RAMALHETE DE VIRTUDES

Para quem não andava distraído, como o Hermínio, nunca houve propriamente um rumo. Só houve propaganda e o propalado combate aos corporativismos, se o houve, nunca deveria ter passado pela mentira, pela despudorada manipulação, missa a que ajudaram Vital Moreira e os abrantes. Aliás, a estrondosa verdade é que a cambada de sugadores que se acantona em torno do Primadonna é, ela mesma, nada mais que um Corporativismo de Sugadores do Erário Público para efeitos de Propaganda e veiculação de Erróneo em nome do l'État c'est moi-Primadonna. Está tudo podre, prenhe de falsário. De seriedade, sentido ético, desprendimento do Poder, só se pode esperar Zero de esse imprescindível Primadonna: «O actual primeiro-ministro não é portanto um pioneiro na alegada tentativa de controlar a comunicação social. Mas então porque é que o cidadão comum voltou a fazer fila num quiosque para comprar um jornal? Porque desde o final do seu anterior mandato que Sócrates deixou de ter um rumo. Falhou estrondosamente na percepção da gravidade da crise económica, apressou-se a vestir uma pele de cordeiro para renovar a maioria absoluta, perdeu o combate aos corporativismos e não consegue disfarçar uma tendência para o controlo absoluto de tudo o que o rodeia.» Hermínio Santos

domingo, novembro 29, 2009

ONDA MAGNETOHIDRODINÂMICA

«O nome técnico é “onda magnetohidrodinámica de modo rápido” ou “onda MHD”. A nave STEREO registou uam elevação de 100 mil quilómetros de altitude, a uma velocidade de 250 km por segundo. Os tsunamis solares não representam uma ameaça directa para a Terra. Da descoberta podem ser tiradas importantes conclusões: “Podemos utilizar a informação para diagnosticar as condições do Sol. As ondas do tsunami também podem melhorar as previsões meteorológicas do clima no espaço”, disse o co-autor do estudo, Angelos Vourdilas.» i

quinta-feira, novembro 26, 2009

ESSE NOVO CASTRAR VELHO E SUBTIL


Para quê prender ou torturar fisicamente os adversários em retaliação por opiniões não normalizadas, isto é, não passadas pelo crivo-funil mega-assessorado ao serviço do dictat Socratino?! Não é tão mais simples apertar-lhes, ou ablacionar-lhes!, os testículos pelo indirecto esmifrar económico, pela suspensão publicitária, pelo despedimento consequente? Ó subtil interferenciazinha megalómana! Pedro Lomba e José António Saraiva não poderiam gritar mais, num país enrouquecido ou simplesmente surdo ao cúmulo da putrefacção. Entretanto nós, os subversivos e sublevados cidadãos, somos postos em sossego e em silêncio de idênticos modos. De nada nos serve gritar aqui d'el-Rei. Há novos conceitos proibidos e novas palavras esganadas.

sábado, junho 13, 2009

STOLDBERG INVESTMENTS LIMITED?


Portugal não pode existir nem pode subsistir com o estado avançado de Mentira e Descontrolo Político em vigor. E a quem ainda assim assobia para o lado, como se não fosse nada consigo, convém lembrar como perfaz apenas quatro anos desde que os slogans de campanha para as Eleições Legislativas do Partido Socialista, encabeçada por José Sócrates, eram, no site nacional do Partido Socialista: "Mais Oportunidades, 150 mil empregos"; "Vamos retirar 300 mil idosos da pobreza". No entanto, quatro anos depois, o desemprego rebentou com a escala e não ficará por aqui. Ao longo de estes quatro anos, anúncios eram pomposamente repetidos e os sermões optimistas e agressivos do PM multiplicavam-se. Portugal transformava-se no paraíso dos call centers. Tendas de treta eram montadas e desmontadas pelo Governo para anunciar muitas vezes as mesmas estradas, os mesmos empreendimentos, os mesmos flops. Os impostos brutais, num povo mal pago, subiram ainda mais contra o anunciado em campanha-PS, a fim de supostamente reduzir o famoso Défice. Permanecemos vergonhosamente na ponta da cauda da Europa nos mais variados planos, regredimos teimosamente, enquanto os Gestores Públicos e as Parcerias Público-Privadas se revelavam novos sorvedouros de recursos para os bolsos clientelares de sempre. Já levamos onze anos de PS no Poder. Anos de decadência em decadência, de incúria em incúria, de fachada em fachada, de propaganda em propaganda. Enquanto o Executivo gastava balúrdios em consultadoria de imagem e marketing político, os impostos indirectos como as novas taxas moderadoras eram introduzidos como se não bastasse o que pagávamos por tudo e por nada. O saque social continua devastador e criativo. Todos os anos crescem os reformados de luxo do Regime por um lado e, por outro, mantêm-se milhares de excluídos dos subsídios de desemprego, remetidos a ainda maior miséria e continuamos a ter reformas pequenas e médias vergonhosamente baixas comparadas com a média comunitária. A a idade para a reforma foi extendida. Unidades de Saúde, Maternidades, Escolas foram fechadas no interior, precisamente onde mais falta faziam por serem pólos que asseguravam a fixação populacional e agora garantem uma criminosa desertificação acelerada. A Justiça é miseravelmente ineficiente, síndrome centro-americana ou centro-africana das sociedades magnificamente corruptas e incorrigíveis. Rebentaram escândalos político-económicos nem sempre com as devidas e rápidas consequências para os prevaricadores, contra o exemplo e imagem do processo ultra-rápido Madoff: veja-se o arrastamento sorna do caso Casa Pia e a quem ele serve, veja-se a impunidade fática de Fátima Felgueiras, veja-se a tranquilidade sorridente de Isaltino, veja-se a absolvição grotesca de Avelino Ferreira Torres, veja-se a inconsequência pífia do Apito Dourado, a tremideira escaldante no Freeport e das propaladas pressões em favor de Sócrates, encomendadas a Lopes da Mota junto dos magistrados encarregados do respectivo processo Freeport, que envolve nomes das governações passadas num intrincado de relações, conivências, sordidezes, e outros nexos de um lodoso lamaçal ético grosseiramente lesivo do País. Professores são enxovalhados, diminuídos, humilhados na praça pública por acção deliberada de um discurso directo governamental. Porque economicamente lesados e moralmente mais que sacrificados, o suicídio entre polícias da GNR aumentou consideravelmente numa espiral de descontrolo, dramas humanos e estupefacção, provando o quanto a deprimência das políticas irrealisticamente economicistas esmaga de penúria e consequente desespero os profissionais. Em suma, mentiram aos Portugueses justificando com o Défice todos os esbulhos, todos os cortes, todos os limites, todas as avaliações punitivas. Mas o Défice estourou. Estourou com os capitais apressadamente inoculados pelo Estado no BPN nacionalizado, via CGD, e com os avales aos bancos e muitos apoios avulsos a empresas amigas ou favoritas, apoios muito mal explicados e pior justificados. No meio de tudo isto, a Despesa Pública, enquanto os cidadãos eram esmagados de impostos, subiu ainda mais descontroladamente. O preço do petróleo quase rebentou com o País há precisamente um ano, enquanto a Galp padecia de arritmia: lenta na hora de baixar os preços de acordo com a baixa no mercado internacional, imediata no momento de os subir. Agora é a Crise Internacional o novo biombo para ocultar a miséria moral em decurso na vida pública, a Mentira, a Rapina sistemática ao Orçamento de Estado por Clientelas Partidárias. Jornalistas são processados por singelas opiniões laborando sobre factos indesmentidos e indesmentíveis. Nada mais pode disfarçar ou esconder que o Saque a Portugal foi Instituído pelos partidos Useiros do Poder e é prática corrente, comprometendo o futuro nacional. São décadas de Rapina nas alternâncias PSD/PS, Rapina acentuada recentemente por uma Legislatura ainda mais Rapace e Aventureira que qualquer outra no passado, com uma sofreguidão por investimento público atoleimado e redundante. O que sobra de tudo isto? Mais miséria. Mais incúria e ingovernança. Mais desemprego. Clamorosas injustiças sociais. Riqueza escandalosamente assimétrica. Indiferença para com os excluídos e os mais vulneráveis e pobres da sociedade. Em tudo isto, o nome do Ainda-PM anda arrolado com as histórias passadas e presentes mais mirabolantes e nauseabundas. Na verdade, há Demasiados Milionários Instantâneos da Política para tão pobre País. Tornámo-nos perigosamente decadentes, graças ao voto insistente, estulto, cego nos mesmos incompetentes, nas maiorias enganosamente absolutas com as quais um partido melhor se pode cevar dos Orçamentos e não prestar contas a ninguém. Como se todos estes factos não bastassem, veja-se em que companhias deploráveis [Stoldberg Investments Limited] se permite rodear esta mesma gente já por demais acossada por meio mundo de trapalhadas próprias: «O desaparecimento de documentos relativos a transações imobiliária realizadas entre a offshore Stoldberg Investments Limited e Maria Adelaide Monteiro, mãe do primeiro-ministro José Sócrates, já tinha sido noticiado pelo SOL e motivou um inquérito instaurado pelo Ministério Público.»

quarta-feira, março 18, 2009

A CML COMO SAÍDA AIROSA AO PM


Esta transcrição do Sol acabadinha de sair do forno de nulo e coisa nenhuma parlamentar, onde o PM grita e dispara os derradeiros cartuxos de bazófia, tem imensa piada. Teria ainda mais piada ver o ainda PM a disputar a CML com Santana Lopes, derradeiro tira-teimas, agora que se conhece muito bem a peça que, antes de ascender milagrosamente às actuais funções, não tinha dado provas a não ser na gabinetagem esconsa de um ministério ainda mais esconso e nada recomendável, como o do Ambiente: «O líder parlamentar do PSD observou que não se espanta «que o presidente da Câmara de Lisboa às vezes queira fazer de primeiro-ministro ou de ministro da Administração Interna», mas que ficou surpreso por ver Sócrates a «fazer de presidente da Câmara Municipal de Lisboa». O primeiro-ministro contestou a resposta de Rangel, contrapondo que se trata de debater «a coerência nacional, a fronteira no debate político entre hipocrisia e coerência», e acusou o PSD de ter «duas caras». Paulo Rangel voltou a recusar debater o tema, observando que «o senhor primeiro-ministro está com ideias de ainda ir concorrer à câmara de Lisboa» e que isso «é capaz de ser uma saída airosa». «Não se disfarça a hipocrisia e o facto de se ter duas posições com graçolas de baixo nível», respondeu José Sócrates.O líder parlamentar do PSD pediu então a palavra para defesa da honra e devolveu a acusação: «Duas caras tem um Governo que promete 150 mil empregos e acaba com a taxa de desemprego que está, duas caras tem um Governo que promete subir os empregos e aumentou a carga fiscal em cinco pontos nestes quatro anos, duas caras tem um Governo que promete crescimento económico de três por cento e que vai ter um crescimento negativo dos mesmos três por cento durante este ano». «Essas é que são as duas caras que o senhor primeiro-ministro não quer mostrar ao país. Não quer discutir o país porque o país não lhe agrada. Teve vergonha de comemorar os quatro anos de Governo. Eu compreendo-o bem. Se estivesse no seu lugar também tinha vergonha de comemorar quatro anos de Governo», rematou Rangel.»

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

FREEPORT: TUDICO DE TUDO!


1. Uma postagem bem divertida e provocatória do Eduardo Pitta, ontem, não tinha praticamente texto, mas somente um título catita convocando novos desenvolvimentos investigatórios no caso Freeport: NADICA DE NADA?, expressão que me é familiaríssima no meu dia-a-dia doméstico luso-brasileiro. Ora, conviria responder-lhe que, para efeitos de dissipação de dúvidas sobre se há ou não «cabala», «insídia» e «campanha negra», não falta quem pense em saídas altamente esclarecedoras. Na verdade, o caso Freeport, embora padeça de uma ampla tentativa de estrangulamento mediático, motivará ainda um enorme questionamento na sociedade portuguesa que se dá ao luxo de pensar e, segundo noticia o Sol e a Lusa, também motivou um intenso debate no Conselho Superior do MP, sobretudo quando uma proposta do advogado e vogal do Conselho Superior do Ministério Público João Correia sobre a investigação no caso Freeport originou «ampla discussão», embora não tenha sido votada, voltando a ser retomada na próxima segunda-feira, segundo revelou fonte do CSMP. João Correia apresentou uma proposta no sentido de ser nomeado um membro do CSMP com «o objecto de verificar se a Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público (MP) realizaram as diligências de investigação que se impunham no caso Freeport. Com esta iniciativa, aquele membro do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) pretenderia ainda «desvanecer ou não» dúvidas sobre se «podia haver um timing político» na investigação». A proposta sobre a investigação do caso Freeport «deu origem a ampla discussão», mas «não se deliberou» sobre o que «fazer para já», tendo o assunto sido adiado. Sabe-se que João Correia «dipôs-se a reformular a proposta», de molde a que esta tenha um «efeito positivo» e «não perturbe a investigação», já que poderia transformar-se num «embaraço» por «imiscuir-se» no inquérito em curso. Essa foi, de resto, uma das preocupações expressas na sessão plenária do CSMP, que à tarde foi presidida pelo procurador-geral da República, Fernando Pinto Monteiro. Houve além disso «consenso» no sentido de o CSMP «não ignorar por completo» a proposta de João Correia, mas que poderia ser «perverso» avançar com uma espécie de «investigação à (própria) investigação». Sabe-se que não está excluída a possibilidade de a proposta reformulada de João Correia poder contemplar que seja feito, por um inspector do Ministério Público, «um apanhado das diligências» efectuadas no âmbito do caso Freeport. O processo relativo ao espaço comercial Freeport de Alcochete está relacionado com suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET) decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002 através de um decreto-lei, quando José Sócrates, actual primeiro-ministro, era ministro do Ambiente. A investigação ao caso Freeport está a ser dirigida pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), que tem a seu cargo os processos relativos à criminalidade organizada, mais grave e sofisticada. Portanto, a questão Freeport is alive & kicking, caríssimo e ilustríssimo Eduardo. Há muitas propostas que visam ajudar o PM a desmascarar e expor os agentes da 'urdida cabala negróide e insidiosa' de que se diz vítima ou a demonstrar que a sua estratégia de saída airosa cheia de communiqués sorridentes não passa de inconsistência e de fuga, que nada contrapõe e que em nada o iliba do que de si fazem pensar os ex-segredos de justiça sucessivamente divulgados; fuga, aliás, cromo repetido dentro daquele seu hábil empurrar com a barriga e com espectaculosa encenação, daquele habitual mexer em todos os cordelinhos, telefonemas e telemovelemas que a sua posição possibilita, isso e também a aflição de ir pondo os inenarráveis Júdices no seu papel sorna de defensores do Cinismo e da Poeira Ocular como forma de vida. E de fazerem-no com aquele riso dissoluto que nos cumula de quanto contempto cabe em quem não sofre o País, não sofre a falta de transparência em todas as coisas do Estado, não sofre uma Justiça ao serviço exclusivo dos Fortes e dos Ricos, caricatura acabada de uma democracia moderna ou avançada. Submerso o PM numa opinião geral negra sobre si, que só não é reabilitada e dissipada se não quiser ou não puder, e preso de movimentos porque amarrado ao colete de forças das suas próprias palavras negacionistas e cabalistas, há, como se pode pressentir, abundantes meios que lhe permitirão ser o Houdini de si mesmo, se for homem para tanto.
kjh
2. Outro 'tudico de tudo' que pode animar as expectativas de Eduardo é a preocupante amnésia das duas principais responsáveis, Fernanda Vara e Antonieta Castaño, que conduziram a avaliação ambiental do complexo Freeport as quais ignoravam, até há pouco, a existência de uma reunião no princípio de 2002, com a presença de José Sócrates, então ministro do Ambiente, e os promotores do empreendimento em Alcochete, na qual terão sido discutidas as condições para a aprovação do projecto. Segundo alegações contidas na investigação ao licenciamento, a reunião terá decorrido dia 17 de Janeiro e contado com a participação também de técnicos ambientais e autárquicos. Na semana passada, Sócrates confirmou ter estado no encontro. É caso para dizer que a bota não bate com a perdigota e parece que os bombeiros prestes do problema do PM, por exemplo, o Sr. Dótôr Correia de Campos muito falante da acção nefasta dos media ou o Sr. Dótôr Júdice e o "seu" bastonário Marinho Pinto ou ainda Eduardo Pitta e o seu magnífico blogue, ninguém nos apresenta qualquer coisa como um registo da reunião, uma acta, um requerimento a solicitar a reunião. A pouco e pouco além das suspeitas e das suspeições que ninguém se esforça por esclarecer e contrapor com factos, cresce a convicção de que tal reunião nada teve de normal como todos admitem. Houve quem se tivesse enchido à grande com este negócio e falta explicar como é que um tio anda de Bentley e Audi A8 quando a sua empresa apenas factura 35.000€ anuais. Tudo isto é triste, é estranho, é Portugal no seu normal.

sábado, abril 26, 2008

A SEDUÇÃO ANARQUISTA (SE O SOL TIVESSE TWINGLY)


nem por um momento pense que é mais anarquista
que os corrupto-anarcas estacionados no Cerne do Estado Português
ou a Bordo Oportunístico dos dois Partidos do Regime
que aspiram a, abusivamente, também eles,
usurpá-lo, confundir-se e misturar-se com o Estado.
Podem sê-lo em sentidos diversos, mas anarcas são-no ambos.
O que os distingue?
Só a corrupção inerente ao Poder, no sentido imperfeito e lisonjeiro da expressão,
e o Cinismo do Falso-Traiçoeiro Serviço ao Povo ou as Mentiras que lhe servem
para que o próprio Povo, por ignorância e omissão, lhe deixe correr o marfim.
De resto, mudam as palavras de ordem, o idioma politiquês,
e parecem irmãos gémeos.
lkj
O negócio negreiro moderno do Estado em Portugal tem sido, afinal, e em ritmo acelerado,
entregar o Povo aos caprichos do Capital e à sua indómita lei sôfrega
e depois ficar com o Ouro e sem o Ónus de ser, em bom rigor, Estado.
Ora, assim, ter Governo e não ter é rigorosamente igual
pois este comporta-se sempre como um primus inter pares Corporativo
e não como árbitro ou ministrador da equidade e favorecedor do progresso de todos.
Por isso as coisas seguem mesmo o seu livre curso anárquico,
favorece-se sempre quem têm de se favorecer, prejudica-se a grande massa, e, portanto,
a Anarquia vigora sob a desregulação praticada que melhor interessa aos plutocratas
para melhor explorarem, dentro da chantagem e da autocensura
geradas por imperativos de sobrevivência individualista,
cada um de nós. Em Portugal é assim deliberadamente e está tudo errado.
É uma coisa maquiavélica e cada vez mais desconfortável
porque por demais evidente nesta legislatura, por mais que disfarcem.
O ultraliberalismo aqui é um ultraliberalismo vertical, de Estado, compressor da pessoa,
ao passo que nos Estados Unidos, por exemplo, é toda uma cultura individual,
uma necessidade individual, um imperativo natural da sociedade livre, ascendente,
que arrasta o Estado e é o motor de tudo o mais
a tender para a ascensão e o bem-estar da pessoa.
A isto chama-se Patriotismo e Serviço Público, coisa que por cá rareia
ou é só folclore futebolístico pró-selecção.
ljlkj
«Tínhamos acabado de jantar. Defronte de mim o meu amigo,
o banqueiro grande comerciante e açambarcador notável,
fumava como quem não pensa.
A conversa que fora amortecendo, jazia morta entre nós.
Procurei reanimá-la, ao acaso, servindo-me de uma ideia
que me passou pela meditação. Voltei-me para ele, sorrindo.
― É verdade: disseram-me há dias que V. em tempos foi anarquista...
― Fui, não: fui e sou. Não mudei a esse respeito.
Sou anarquista.
― Essa é boa! V. anarquista! Em que é que você é anarquista?...
Só se V. dá à palavra qualquer sentido diferente...»
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Fernando Pessoa, O Banqueiro Anarquista

quinta-feira, agosto 16, 2007

A MORTE VISTA DE FORA


É como o espectáculo dolente
de haver sol a pique, poente,
ou rotundo luar baixo no horizonte, rubro, térmico,
sem que se seja luar ou sol.
çlk
Se nos for dado ser...
Quando formos esse sol ou esse luar, ascendente, depoente,
paladaremos o sabor do esplendor ao esplender.
ç~k
Aí, no justo cerne de se ser luz,
satélites de nós, extensões internas da Beleza,
veremos por dentro a contiguidade
que aparentava ruptura e incerteza.