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quinta-feira, maio 09, 2013

À ESPERA DA UNIÃO EUROPEIA

Pode bem suceder que decisões como esta sejam forçosas, impostas de fora ou ditadas pela força laminada dos números e das poupanças de que hoje se fala, mas para um extermínio tão declarado das pessoas que um dia trabalharam, trabalhavam, conviria à Troyka considerar se esperam a sobrevivência de uma democracia sem um Estado Social que nos valha lá, onde o tapete de uma vida digna nos fugiu de debaixo dos pés. Décadas de corrupção partidocrata, nacional e local, explicam a bolha de problemas com que nos defrontamos hoje. O Governo tem de fazer sentir aos ricaços do norte da Europa, com os seus sumptuosos reformados e aqueles preconceitos imbecis contra o Sul, que por cá o pão escasseia. Mais valia declararem-nos guerra de morte. A austeridade é inevitável, falta-lhe é coração e sentido.

quinta-feira, abril 04, 2013

MENSAGEM AO ZÉ-NINGUÉM

Não são, nunca serão, os casos mais prementes e as situações mais chocantes de miséria a ter antena e uma milagrosa reversão da realidade. Só os alcides. Deles rezará a História. Esgotado o subsídio de desemprego, eram 1100 euros, uma carta à Provedoria de Justiça. Duas de letra. Depois, um emprego. Afinal, corre tudo bem. Eis a grande mensagem ao zé-ninguém: mediatiza o teu aperto, expõe o teu desemprego ao Expresso, ao Público. E um telefone tocará.

segunda-feira, dezembro 24, 2012

QUE NATAL?


Ontem cansei-me de prazer, do meio da tarde até ao começo da noite, caminhando pelas ruas do meu Porto. De comboio até São Bento, depois subindo a 31 de Janeiro, com uma cena de 'civismo' a empatar o percurso do eléctrico, Santa Catarina, Aliados, Mousinho, Ribeira, e, para findar, travessia da Luíz I para o lado de lá, Gaia, que, na verdade é o meu lado de cá, onde um autocarro veio mesmo a jeito. Éramos seis. Filhas, esposa, irmã mais nova, sobrinho. Especámos a olhar para as montras das lojas mais tradicionais no Bolhão, os queijos, os Barca Velha, os frutos secos, os enchidos, um olhar à Charles Dickens. Não me foi pago o subsídio de desemprego, não há Natal.

segunda-feira, março 16, 2009

PORQUE PORTAS CORRE COM GOSTO

Já sabemos que o PP, isto é, Paulo Portas, está prestes a ser governo coligado com o PS relativo que poderá emergir (esperemos que não, nem relativo nem novamente absoluto) do próximo sufrágio de Legislativas. O que não sabíamos era que o populismo mais oportunista lhe subiria à cabeça ou lhe surdiria da manga a torto e a direito. Como um sarampo de última hora, há governação na cabeça de Portas e ele corre com gosto a fazer sombra à gestão em piloto-automático presente. À governação prometida, ele corre, portanto, e mostra serviço perante um governo extraordinário a plagiar. E corre com tanto gosto que, por vezes, temos a sensação de que expende medidas com mais acerto que o próprio governo vazio de elas e sem acção ou reacção pró-activa contra a Crise e os desmandos de Pandora entretanto à solta. Esta medida, porém, do subsídio de desemprego pago integralmente ao criador do seu próprio emprego soa a perigosamente esquisita, voluntarista, irrealista e facilitista, num país de espertos e devoradores de recursos à primeiro oportunidade. Portas é um aluno obediente e esforçado. Todos, Alegre, Portas, todos, vêm comer à mãozinha hegemóncia e absoluteira de José Sócrates, o Caudilho errado que nos demos: «O CDS-PP propõe, num diploma que será debatido na quinta-feira no Parlamento, que o subsídio de desemprego seja entregue de uma só vez à entidade empregadora que celebrar um contrato de trabalho sem termo com um beneficiário