Pode bem suceder que decisões como esta sejam forçosas, impostas de fora ou ditadas pela força laminada dos números e das poupanças de que hoje se fala, mas para um extermínio tão declarado das pessoas que um dia trabalharam, trabalhavam, conviria à Troyka considerar se esperam a sobrevivência de uma democracia sem um Estado Social que nos valha lá, onde o tapete de uma vida digna nos fugiu de debaixo dos pés. Décadas de corrupção partidocrata, nacional e local, explicam a bolha de problemas com que nos defrontamos hoje. O Governo tem de fazer sentir aos ricaços do norte da Europa, com os seus sumptuosos reformados e aqueles preconceitos imbecis contra o Sul, que por cá o pão escasseia. Mais valia declararem-nos guerra de morte. A austeridade é inevitável, falta-lhe é coração e sentido.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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quinta-feira, maio 09, 2013
quinta-feira, abril 04, 2013
MENSAGEM AO ZÉ-NINGUÉM
Não são, nunca serão, os casos mais prementes e as situações mais chocantes de miséria a ter antena e uma milagrosa reversão da realidade. Só os alcides. Deles rezará a História. Esgotado o subsídio de desemprego, eram 1100 euros, uma carta à Provedoria de Justiça. Duas de letra. Depois, um emprego. Afinal, corre tudo bem. Eis a grande mensagem ao zé-ninguém: mediatiza o teu aperto, expõe o teu desemprego ao Expresso, ao Público. E um telefone tocará.
segunda-feira, dezembro 24, 2012
QUE NATAL?
Ontem cansei-me de prazer, do meio da tarde até ao começo da noite, caminhando pelas ruas do meu Porto. De comboio até São Bento, depois subindo a 31 de Janeiro, com uma cena de 'civismo' a empatar o percurso do eléctrico, Santa Catarina, Aliados, Mousinho, Ribeira, e, para findar, travessia da Luíz I para o lado de lá, Gaia, que, na verdade é o meu lado de cá, onde um autocarro veio mesmo a jeito. Éramos seis. Filhas, esposa, irmã mais nova, sobrinho. Especámos a olhar para as montras das lojas mais tradicionais no Bolhão, os queijos, os Barca Velha, os frutos secos, os enchidos, um olhar à Charles Dickens. Não me foi pago o subsídio de desemprego, não há Natal.
segunda-feira, março 16, 2009
PORQUE PORTAS CORRE COM GOSTO
Já sabemos que o PP, isto é, Paulo Portas, está prestes a ser governo coligado com o PS relativo que poderá emergir (esperemos que não, nem relativo nem novamente absoluto) do próximo sufrágio de Legislativas. O que não sabíamos era que o populismo mais oportunista lhe subiria à cabeça ou lhe surdiria da manga a torto e a direito. Como um sarampo de última hora, há governação na cabeça de Portas e ele corre com gosto a fazer sombra à gestão em piloto-automático presente. À governação prometida, ele corre, portanto, e mostra serviço perante um governo extraordinário a plagiar. E corre com tanto gosto que, por vezes, temos a sensação de que expende medidas com mais acerto que o próprio governo vazio de elas e sem acção ou reacção pró-activa contra a Crise e os desmandos de Pandora entretanto à solta. Esta medida, porém, do subsídio de desemprego pago integralmente ao criador do seu próprio emprego soa a perigosamente esquisita, voluntarista, irrealista e facilitista, num país de espertos e devoradores de recursos à primeiro oportunidade. Portas é um aluno obediente e esforçado. Todos, Alegre, Portas, todos, vêm comer à mãozinha hegemóncia e absoluteira de José Sócrates, o Caudilho errado que nos demos: «O CDS-PP propõe, num diploma que será debatido na quinta-feira no Parlamento, que o subsídio de desemprego seja entregue de uma só vez à entidade empregadora que celebrar um contrato de trabalho sem termo com um beneficiário.»
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