Fez-se aqui um debate frondoso e sumarento. Belo. Que inveja da saudável ternura e paixão nele colocados! E logo eu que venero todas as minhas árvores e as desejo, verde-luz dos meus olhos.
Mais uma Primavera, e a Pereira centenária do meu quintal oferece-nos uma impressionista floração rósea de neve. Pensar que a minha avó a viu assim, ano após ano, década após década. Saber que nem sequer o meu bisavô a plantara. Já estaria ali. Disse cá em casa e redigo que tê-la, vê-la, a cada ano, neste desabrochar amplo e promissor, é um sinal do Amor de Deus, generosidade do Cosmos, sorriso tenaz da Vida, transe e trânsito para o Mistério de onde provimos. E eu tenho uma relação íntima de quarenta anos e pico com esta árvore.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
terça-feira, abril 09, 2013
O FIO
Se Passos está por um fio, e muito justamente, é por isto: «Pensaram sempre em atacar salários, pensões, reformas, rendimentos individuais e das famílias, serviços públicos para os mais necessitados e nunca em rendas estatais, contratos leoninos, interesses da banca, abusos e cartéis das grandes empresas. Pode-se dizer que fizeram uma escolha entre duas opções, mas a verdade é que nunca houve opção: vieram para fazer o que fizeram, vieram para fazer o que estão a fazer.» JPP
segunda-feira, abril 08, 2013
ÓXIDO DE FERRO
| «Margaret Thatcher foi a primeira (e única) primeira-ministra da velha Albion, quando a presença de mulheres no cargo era ainda um facto estranho – só não foi pioneira porque antes dela houve “gigantes” como Indira Ghandi e Golda Meir.» Público |
AUTO-EVIDÊNCIAS
«Os portugueses habituaram-se a escândalos, a suspeitas e a ameaças. Familiarizaram-se com a impunidade que sempre reinou nos casos políticos. Mais cedo ou mais tarde, tudo era abafado. Só que, desta vez, não foi. O que é que mudou, entretanto? O que é que fez com que Relvas sofresse aquilo que Sócrates (que também tinha realizado provas escritas de forma irregular) não sofreu? Foram os protagonistas que mudaram. Nuno Crato não é Mariano Gago, para sorte dos portugueses. E nas diferenças que os separam reside uma grande lição.» AHC
SEGURO, A DIARREIA EM FORMA DE LÍDER
Não é por nada, mas parece que a moderação e o sentido construtivo de Estado que Seguro foi evidenciando nos primeiros meses de Oposição se desvaneceram ainda mais desvanecidamente, mal o Travesti Parisiense [alguém que não é inócuo no fazer política travestida de comentário da dita] regressou para o campeonato das narrativas e das falinhas mansas.
Seguro vê-se entre a espada e a parede.
A parede é a fantasmagoria política que veio de Paris para marrar contra a Direita e contra essa gente que o execra visceralmente [como eu], veio vingar-se de Cavaco que se vingou dele e da deslealdade da questão estatutária dos Açores e de todas as sacanices controleiras de fascista e absolutista na governação-camuflagem de comissionismo, veio inventar que o PEC IV teria evitado a catástrofe que se nos desenha inexorável.
A parede é a fantasmagoria política que veio de Paris para marrar contra a Direita e contra essa gente que o execra visceralmente [como eu], veio vingar-se de Cavaco que se vingou dele e da deslealdade da questão estatutária dos Açores e de todas as sacanices controleiras de fascista e absolutista na governação-camuflagem de comissionismo, veio inventar que o PEC IV teria evitado a catástrofe que se nos desenha inexorável.
VITAL MOREIRA, MEU AMOR
Nunca pensei aproximar-me das respectivas leituras da realidade, mas o que Vital escreve faz sentido. Dolorosamente: «1. Só se pode comparar o que é comparável – o que não é o caso dos rendimentos pagos pelo Estado e dos rendimentos privados. Os primeiros são em geral fixados unilateralmente pelo próprio Estado, por via de lei ou por acto ou contrato administrativo com base na lei; os segundos decorrem de relações jurídico-privadas (propriedade, heranças, contratos, etc.).
sábado, abril 06, 2013
O TOZÉ QUER MELHORAR A DOENÇA
É mais ou menos isto, acrescendo o facto de António José Seguro querer fazer parte da doença e até melhorá-la. Pobre País!
DO ESCANDALOSO PORTUGAL
«O problema de fundo, não é sabermos, se os actores dos diversos poderes de estado são mais da direita ou da esquerda, pelo estado social ou pelo neoliberal. Do que se trata, é que os cidadãos* – empresários fiscalmente cumpridores e trabalhadores por conta de outrem – que realmente pagam os custos da manutenção das funções de soberania do Estado, estão cada vez mais sob sequestro, de TODA a classe política, administração do estado e empresas do setor público.
A MONTANHA PARIU UM RATTON
Um nefelibata Ratton. É uma vitória de Pirro. Um grupo hirto e obsolescente de jogadores de xadrez move as peças, fazer xeque ou não fazer xeque?, meses para excretar finalmente um xeque-mate, placidamente, em plena invasão, a cidade a arder, homens e mulheres trespassados, muros que se desmoronam. Há quem cante e celebre o Ratton que a montanha pariu, mas a derrota nacional decorre e virá, em todo o seu esplendor, lá mais para diante, não parecidos, mas iguais, os mesmos que gregos, cipriotas, pobre gente vitimada a quem nenhuma Constituição enche a boca e mata a fome.
sexta-feira, abril 05, 2013
LUÍS AMADO E A JANGADA DE PASSOS
CChamo a atenção para o que tem sido a palavra convergente [com o Governo] de Luís Amado [o dissidente-herói em lume brando do anterior Governo Despesista ManiCómico]. Está num Banco, dirige um Banco, tem mais é que falar. Falar é importantíssimo, especialmente para um banqueiro que varie o tom e o modo dos ulrichs e dos outros.
quinta-feira, abril 04, 2013
UMA DEMISSÃO LUSTRAL

Movia-me, mais que qualquer outro sentimento, um de compaixão por Miguel Relvas. Relvas é uma das faces do Regime: o Regime não merece qualquer compaixão porque segregou a gentalha mais lesiva dos interesses colectivos que nem em quase novecentos anos de História, mas Relvas apanhou com todas as pedras na grande lapidação cívica em decurso que aliás não poupa, porque não pode poupar, outros nomes com muitíssimo mais lata e infinita cara de pau. Diga-se que o martírio público e notório de alguns bons cabrões da nossa não obteve ainda nenhuma das correspondentes consequências por parte da Justiça. O mal do Regime é larvar e medra até ao rebentamento final.
ELES NÃO SABEM NEM AMAM VIEIRA
Há que dizer e repetir isto: o Dr. Vasco Graça Moura não está só, neste combate. Somos muitos milhares de apaixonados, assistidos pelo bom senso e por argumentos de puro bom gosto.
Infelizmente, a grande maioria, perante o que nos fazem na economia, nas contas públicas, na cultura ou na Língua, é uma massa dormente e alienada.
MENSAGEM AO ZÉ-NINGUÉM
Não são, nunca serão, os casos mais prementes e as situações mais chocantes de miséria a ter antena e uma milagrosa reversão da realidade. Só os alcides. Deles rezará a História. Esgotado o subsídio de desemprego, eram 1100 euros, uma carta à Provedoria de Justiça. Duas de letra. Depois, um emprego. Afinal, corre tudo bem. Eis a grande mensagem ao zé-ninguém: mediatiza o teu aperto, expõe o teu desemprego ao Expresso, ao Público. E um telefone tocará.
20 EUROS AJUDAVA, FILHOS DA PUTA!
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| Afinal, há tanto filho da puta que pode ajudar-nos. A vida corre-lhes bem. Bem de mais. Até parecem imortais. |
Se foste [e és] ladrão à pala da Política; se edificaste um Banco Corrupto pela escada instantânea da Política ou assinaste PPP à vista da parede e do fim da linha; e engordaste o teu acervo familiar de bens de toda a sorte; e escondeste do Fisco e da Sociedade desonestos milhões em offshores; e cevaste a tua conta bancária sem produzir um parafuso [com a zelosa energia, a estrénua capacidade de trabalho e os contactos, cumplicidades e compromissos de um Relvas ou de um Lello], apenas bafejado pela lassidão do Regime, protegido pelo laxismo da Justiça; se foste um mega-comissionista da Política e enriqueceste ilicitamente, podes ajudar-me, filho da puta.
DICAS PARA CIPRIOTIZAR E ITALIANIZAR PORTUGAL
Ontem, o PS resolveu fazer a triste figura de ruptura dúbia com este Memorando. Um Memorando desactualizado, evolutivo, agravado, mal ajustado aos dados e variáveis do presente? Não importa. É o que há. A palavra foi dada. A versão inicial foi negociada e subscrita por ele. Na verdade, o PS é, ele mesmo, tal como o Governo, um problema nacional e não atina no caminho, sobretudo agora que António José Seguro, acossado pela facção devorista, parisiense, pentelhista, se viu compelido a derramar palavras de capitulação e desistência do compromisso assumido sob a forma de uma emoção de censura muito mal armadilhada, talhada para paradoxalmente fortalecer o Executivo. Objectivo? Eleições. Ser Governo. Ser Governo imediatamente. Ser Governo para piorar tudo, cipriotizando Portugal, deitando a perder o que de aproveitável teve o caminho percorrido no sentido do saneamento integral das contas públicas. Claro que a componente social deste Ajustamento é uma merda. Porém, até isso estava no papel. Nunca seria um mar de rosas. O Governo garantiu que fosse um mar de espinhos para além dos espinhos e abrolhos da Troyka.
terça-feira, abril 02, 2013
COM RELVAS OU SEM RELVAS
«Imagino que não haveria ministro que as pessoas mais quisessem ver pelas costas do que Miguel Relvas. Mas Relvas não foi escolhido para integrar o Governo pelos seus eventualmente lindos olhos - foi escolhido para integrar o Governo para representar e assegurar a defesa de uma série de interesses clientelares do PSD, os mesmos que deram o poder interno a Passos Coelho, e que fazem com que a política governamental seja aquilo que é: mudar tanto quanto possível na medida em que nada de essencial mude realmente.
segunda-feira, abril 01, 2013
O PEREGRINO PORFÍRIO
Por vezes, quando quero sofrer, leio o Peregrino Porfírio. O Porfírio parte do princípio que Sócrates comete erros. Sócrates não comete erros. Sócrates é imune a erros.
Todos nós, cidadãos, Cavaco, a Direita, a Esquerda à Esquerda do PS, todos, todos, mas mesmo todos — nós, «essa gente» que não realiza a divindade excelsa de grande Playboy — nós é que errámos. Errámos por ter contestado a deriva Excessiva e Psicopatológica com que Sócrates conduziu a Governação desde a primeira hora.
Deveríamos ter deixado sua Exma. Torpeza absolutamente sozinha, cavando mais e mais o buraco de um Estado completamente descredibilizado, deixá-lo com o seu voluntarismo, a sua sanha demente, para que levasse de vez Portugal aos braços do FMI e dos outros: estava tudo a correr tão bem! O Porfírio, que até é inteligente, não vê um Fascista Disfarçado à frente dos olhos, nem que lhe façam um desenho. De panegírico em panegírico, o Peregrino Porfírio prefere a Lustrosa Fraude.
PRÁXIS FASCISTA, COLÉRICO ANTI-DEMOCRATA
«Mais tarde voltou a falar de pressões, mas do Governo Sócrates.
Quando começo a ter acesso a algumas das escutas do Face Oculta apercebo-me que não era só a TVI que ia ser comprada. O CM também. Houve uma fase negra em Portugal em que, com o apoio da banca, se ponderou fazer grandes negócios na comunicação social que não visavam o objecto de negócio, mas sim mudar direcções e silenciar.
O que pensa de Sócrates?
Entre 90 e 91, ao fim-de-semana tinha RTP e durante a semana Semanário e RR. Nesta altura, António Guterres apresenta-me uma jovem promessa. E, de facto, ele tinha um estar que contrastava: não usava gravata, dizia palavrões, era pouco mais velho do que eu e trabalhava imenso.
A PSICOPATIA VAI NUA
«Anda-se a iludir o que só alguns escrevem a medo: para avaliar o político Sócrates, é preciso considerar o seu perfil psicológico. Sócrates é um caso psi, mitómano, narcísico ao ponto de anular o mundo exterior e negar a realidade e a verdade, diminuído na capacidade de agir por valores éticos. O seu autoritarismo de perfil patológico confunde-se com convicção política e carisma. Como Hitler, Chávez ou Berlusconi, o seu ego precisa loucamente dos media, que se entusiasmam com chefes e por isso o adoram. O seu mundo de fantasia, embrulhado em retórica convincente, é como sabão para a espuma dos dias mediáticos.
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