terça-feira, setembro 03, 2013

PASSOS, AS PERGUNTAS E OS PUNHAIS

De hoje a oito dias, 20 portugueses poderão colocar perguntas ao Primeiro-Ministro em directo, na RTP. Será o programa «O País Pergunta» o que o deixarem perguntar. Irá para o ar logo a seguir ao Telejornal, pelas 21h, e terá a duração de 90 minutos, como num jogo de futebol típico. Durante esse período, vinte pessoas na plateia vão poder questioná-lo. Será o jornalista, barra em futebol, Carlos Daniel, a conduzir a emissão. Há muito sofrimento na sociedade civil e um acúmulo de miséria que anda à procura de válvula. Se eu ao menos pudesse perguntar alguma coisa a Passos, o Calvo, formularia umas cinco ou seis questõezinhas. 1. Por que contemporizou, desde a primeira hora, com a estrutura corrupta que medula o Estado Português legada e alargada pelo socratismo? 2. Por que motivo não procedeu a uma verdadeira reforma do Estado, combatendo a corrupção? 3. Por que é que a austeridade continua obscenamente desigual? 4. Por que motivo a reorganização do Estado e o equilíbrio orçamental parecem missões impossíveis, barradas pelo Tribunal Político-Bizantino Constitucional? 5. Até quando os negócios de Estado mais lesivos, mais corruptos e mais negros, permanecerão intocáveis? 6. Por parece interminável e generosíssima a ajuda aos Bancos falidos? Afinal de contas, anos de malfeitorias políticas ditam que passemos fome. Não parece que justiça seja feita ou poupadas as duplas vítimas dos impostos e do desemprego.

UM JOGADOR VERDE

Bruma pode até crescer, roçar os calcanhares de Ronaldo, mas o espectáculo mediático que ele e os seus tutores nos proporcionaram ao longo das últimas semanas foi demasiado triste e deprimente. Mediatizou-se o quê? A impaciência, a imaturidade, o ego, a voracidade pelos milhões, a insolência para com um Clube até aqui muito mal gerido? Isso é feio e abre uma mancha no cadastro desportivo, dado que embaraçar um clube é ter lata para embaraçar outros. Os melhores negócios da bola são discretos ou não são. Oxalá Bruma dê um belíssimo jogador. Pode já começar por tentar aprender a falar e a saber estar.

segunda-feira, setembro 02, 2013

MORTE, ORGIAS, NUDISMO, FERRARIS

Os bons princípios do PC chinês estão a ser corrompidos pelas seduções ocidentais: mortes de luxo dentro de Ferraris, filhos do papá nus dentro dos Ferraris com gajas nuas para sexo a alta velocidade dentro dos Ferraris, indemnizações fraudulentas às famílias das gajas nuas gravemente feridas que depois morrem fora dos Ferraris dos filhos Partido contra a parede.

EM PERPÉTUA FALADURA

Imaginemos que num Regime como o nosso um Primeiro-Ministro estava mesmo a tornar-se perigoso [o que de facto já aconteceu e só se resolveu graças a eleições, tardias!, PM cuja periculosidade mostra-a o respectivo legado, este mar de merda em que vogamos, meio mundo de contas para pagar, desemprego massivo, carências básicas, emigração angustiosa, choro e ranger de dentes]. Quem, dentre todos os caramelos da política, dentre toda a fauna de avençados e subvencionados vitaliciamente graças a ela; quem dentre os mega-advogados do Regime, os proenças, os júdice, os abancados nas TV, os abonados dos Orçamentos porque sim; quem dentre todos os filhos dilectos do Regime poderia falar e ser credível para nos avisar?! Qualquer um, menos Alegre, um hipócrita, perito em virginalizar o discurso capitão-gancho de uma vida passada a descansar, a passear e a suspirar. Qualquer um, menos Soares. No entanto, a cansativa jacobinância alternante está sempre aí, à boca da antena. Surge sumo-sacerdotal, indigna-se, caga sentenças, opina definitivamente. E é sempre a mesma, para nos lembrar quem efectivamente tutela isto com os seus vastos abdómens e quem é que tem o direito exclusivo a apascentar a nacional mediocridade tal como ela é, com as bancarrotas corruptas que pariu desde os idos de setenta e o statu quo que a nada aspira senão à cepa torta.

PARÁFRASE À PERGUNTA MALDITA

«Já alguém perguntou aos 900 mil desempregados 
de que lhes valeu o Desemprego até hoje?»

PASSOS E FIDEL

Passos e Fidel têm em comum o auto-entretenimento em habilidades discursivas, prolongadas no tempo, para audiências encurraladas. Fazem-no sem papéis. Que a dejecção oral durasse para lá do sono e do interesse humanamente suportável pelos demais relevou um vector sádico em Fidel e começa a ser visto como vício doutrinário que sodomiza psiques em Passos. A longevidade de Fidel não o canoniza nem absolve de uma série de crimes e intolerâncias só possíveis sob a religião de Estado “comunismo”, quando o comunismo, na defesa dos seus dogmas, era muito mais mortífero que muitas ditaduras de Direita somadas. Adiante. Ora, Passos, que vai tendo cada vez menos cabelo, além de improvisar imperdoavelmente durante uma hora ou mais, vitimando as mais variadas audiências, diz umas coisas que geram nos Socialistas mais viscerais e na Esquerda mais guardiã do templo um tipo de rasgar de vestes que merece tese ou divã, uma reactividade exagerada, muito própria do mais fanático dos mullah. Se o Das Kapital já quase não é citado nem googleado e a Bíblia perde foros de best-seller, por que motivo há-de ser poupada à crítica e à blasfémia a Constituição da República Portuguesa, um texto desdentado e datado, Corão que pouco nos rege e pouco nos guia?! E por que motivo os juízes que presuntivamente velam por ela, colocados pelos partidos e partidarizadores do que ajuízam, não podem ser objecto de contraditório?! Passos acha que nos salvamos de grossos problemas se for mais fácil, se for enfim possível!, pagar o que devemos aos alemães, se a despesa pública baixar consideravelmente. Os juízes do paço Ratton acham que isso de despedir ou baixar ou cortar, no Estado, tem de fiar mais fino, mesmo que não se saiba com que dinheiro ou com que desigualdade crassa cavada entre o trabalho garantista público e o privado. Brincamos? Poderiam, pelo menos, Ratton e Governo, pôr-se de acordo no essencial: como impedir a falência do País? Como evitar um segundo resgate? Como impedir um caldo de circunstâncias que agrave tudo para todos? A Política, arte do possível, falha, sempre que a linguagem corporativa se sobrepõe aos interesses da maioria, encurralando-a nos seus óbices formalistas. Ora, há um incêndio para apagar. Chama-se dívida. Foi feita. Tem de ser paga. Para ajudar a pagá-la, também se deveria vasculhar os bolsos ilícitos e ilegítimos do enriquecimento desonesto pela política e pelo conluio política-banca. A esses dá-se-lhes antena na RTP e impunidade por atacado.

sábado, agosto 31, 2013

CENAS DE UM PS ULTRADEMAGÓGICO

Um PS demagógico com um líder demagogo, um PS ultra-falsificador do passado e do futuro, não vai lá. Seguro passa por alienado ao garantir saídas e soluções de nula exequibilidade, como reverter cortes. O PS não se redime, nem se redefine, nem se purga. Não há Seguro, nem Costa ou outro jacobino qualquer que lhe valha. Ainda bem. Espero que a generalidade dos que se interessam pelo País e votam no mal menor perceba que Portugal, depois de ter tido pouco menos que Ladrões de Bancos à frente da governação, só tem uma hipótese de futuro, uma base sólida de progresso: ir pelo caminho mais duro e pedregoso, optar pelo mais difícil e menos popular, ouvir e acolher o que menos lhe agrada, como o apelo explícito à emigração, por exemplo. Quem prometer paliativos e alívios de curto ou médio prazo, mente. Não há País que sobreviva à carga esmagadora de mentiras do socratismo, do socialismo segurista e do lastro utopista da manhosa Constituição rumo ao socialismo venezuelano-cubano-norte-coreano que nos separa dos Países que realmente progridem e enriquecem, nesta Europa.

UEFA, ÁRBITROS, TUDO, TODOS

Para além da lógica de um jogo, o mérito, a trave, o poste, o azar, nota-se, a cada final, que Mourinho tem quase tudo contra si. Até Ronaldo, o que é prodigioso. Por outro lado, também se nota que para certos jogadores, como Ribéry, ganhar-lhe parece muito mais importante que ganhar à equipa concreta que o português oriente. Depois de um início de carreira fulgurante, assertivo, esta fase do técnico português denota qualquer coisa como o plano inclinado-descendente da ambição, início talvez da anti-ambição, com a dissolução da velha retórica-picardia enquanto método de perturbação adversária. Isto é Mourinho a ver-se apeado do seu trono para assemelhar-se aos demais cinzentos e ocasionais triunfadores. Ganhar títulos, para a UEFA, está claro, é Pura Política. Política ao serviço de quem pode e tem escala. Política é basicamente um serviço aos negócios. Mourinho sente-se perdido e só, cada vez mais só, neste admirável mundo novo onde é apenas mais um, um que começa a brilhar menos, a perder finais, jogos, embates decisivos. A sede devoradora de vitórias, a âncora das empatias de balneário, o fulgor e a capacidade de seduzir a rapaziada para a ultracompetição está morto ou apenas dormente?!

O MOSTRENGO É A CONSTITUIÇÃO

«Como tenho escrito por aqui, a actual Constituição da República Portuguesa é tributária do socialismo comunista, desde a sua origem. O preâmbulo di-lo claramente e é por isso que os comunistas se agarram como carrapatos ao texto primoroso de 1976, pouco ou nada modificado desde então nesse aspecto essencial. Os demais partidos, incluindo agora o CDS juram sempre fidelidade ao mostrengo com medo de perderem audiência eleitoral. Não são capazes nem têm coragem de denunciar o PCP e o BE como partidos anti-democráticos por natureza e que enganam as pessoas constantemente com paleio oco. Em rigor, se os juízes do Constitucional assim o entendessem (que não entendem porque foram nomeados por partidos definidos e seguem geralmente a cartilha doutrinária dos mesmos) poderiam chumbar quase todas as leis por inconstitucionalidade. Afinal, Portugal vai ou não paro o socialismo, como o proclama o preâmbulo da actual CRP, nunca modificado ao longo destas décadas porque o PS e o PCP mai-la Esquerda unida nunca deixaram? [...] Portanto, sem os dois terços necessários para a revisão fundamental do espírito da CRP e a monumental varridela democrática que o PCP e a extrema-esquerda do BE precisam, para nos tornarmos verdadeiramente europeus, nada se fará de essencial e andaremos sempre a reboque das troikas. Como tal revisão essencial não vai acontecer iremos passar por muitas e graves dificuldades para baixar a despesa pública para níveis aceitáveis.» josé

sexta-feira, agosto 30, 2013

OLHAR PELA VIDA

Southern influx
O novo El Dorado do Sul fica a Norte.

OS COMISERATIVOS

Os comentadores e os partidos fora do Poder comentam e opinam como se não houvesse Troyka, nem compromissos internacionais assumidos, nem responsabilidades impendendo sobre o Estado Português. Aparece o PS na tal impostura comiserativa por interpostos porta-vozes de Verão, como João Proença ou João Ribeiro ou Eurico Dias, felizes pelo Efeito Labirinto ou Lógica de Curral colocado à acção governativa em matéria de sustentabilidade orçamental e pagabilidade da sobredívida pública. Ora, objectivamente, o TC tem sido um factor de injusta distorção, desigualdade e pressão acrescida sobre os portugueses que trabalham e têm suportado sucessivos aumentos de impostos para alcançar metas estruturais definidas com os Credores. Perante o chumbo do diploma da requalificação, anunciado ontem pelo Tribunal Constitucional, não há como proceder a uma poupança directa de 167 milhões, entre 2013 e 2014, sem ir desenterrar com uma colherzinha de café as alternativas do costume.

16,5%

Ele desce. O número de pessoas sem trabalho em Portugal baixou pelo terceiro mês consecutivo, com a taxa de desemprego a situar-se em 16,5% da população activa em Julho. Bom para o País. Muito mau para as aspirações autárquicas do PS.

NAS MÃOS DO MAL

Flamingo at the Beach
Mais um convite para um almoço sorrateiro socratista nas costas do Tó Zé. Se tivessem vergonha, declinariam o convite para almoçar com o Mal. Não se almoça com Gestão Danosa, Dolo Político, Devastação e Saque. Não se almoça com o ultra-comissionismo em negócios de Estado lesivos dos interesses do Estado e chorudos para os amigos, as Construtoras amigas do partido e a Banca do Salgado. Não se almoça com a Vaidade e a Psicopatia desprezivas das gentes, insensíveis a Povo, capazes de lhe legarem tais sofrimentos, tais fomes, tais lágrimas. Não se almoça com a Cabeça perpetradora de actos e decisões sistemáticos anti-contribuintes, rodoPPP, toxiswap. Não se almoça com o grau zero do mau carácter. Não se almoça com o Mal Político e o Malefício Público em forma de gente. Dá-se-lhe ordem de prisão. Só se almoça com a Ganância na Política, com o Lixo Ávido de Poder e com a Sufocação Insidiosa de Adversários Internos e Externos se se for conivente com tudo com que se almoça. Se não se for capaz de uma coluna direita, recta, mas recurvada e servil: «Da lista dos comensais fazem parte, para além de José Sócrates e Manuel Pizarro, Augusto Santos Silva [ASS], ex-ministro da Defesa, Francisco Assis, deputado e ex-líder da bancada parlamentar do PS, Renato Sampaio, deputado e candidato do PS ao Agrupamento de Juntas de Freguesia do Centro Histórico do Porto, Acácio Pinto, deputado pelo círculo eleitoral de Viseu, os presidentes das câmaras de Amarante e de Mangualde, Armindo Abreu e João Azevedo, o antigo vereador da Câmara do Porto Hernâni Gonçalves, entre outros convidados.»

quinta-feira, agosto 29, 2013

O GRANDE INCÊNDIO CONSTITUCIONAL

Chumbado, pelo Tribunal Constitucional, o novo regime que criaria o sistema de requalificação na função pública porque viola o princípio de protecção de confiança dos trabalhadores do Estado quanto à estabilidade do vínculo laboral, abre-se um problema de quatrocentos e tal milhões de euros que incumbia ao Estado Português poupar. Nós e os nossos bloqueios, obsolescências, mais fadados para a paralisia que para actos de coragem e ruptura. Dir-se-ia que, lavrando um monstruoso incêndio, manda a Constituição que se não apague com agulhetas. Cada qual segure as pilinhas e dome as labaredas como puder. Nesta matéria, as barricadas estão definidas.

A PIRA QUE INCINERA BOMBEIROS

Estou angustiado com o vai por aí de ignições. Ainda ontem, ao início da tarde, logo ao sair de Braga rumo ao Porto [sempre pela nacional 14, pronto para o único estrangulamento empata automobilistas com que nos deparamos na Trofa], um fogo devorador patenteava-se-nos num monte fronteiro. Uma colossal coluna de fumo negro; o helicóptero da praxe voluteando com a sua pinga de água. Um cenário que me fez omnipresente e terrível a destruição do nosso património verde e sobretudo de vidas, neste Agosto aziago. Basta! Sim, há pirómanos. Mas o problema reside sobretudo na ganância secular do eucalipto e na preguiça dos poderes públicos em gastar os milhões necessários à prevenção activa de incêndios, pela limpeza, também compulsiva, das matas, o que dita um número insuportável de bombeiros mortos, este ano. Insuportável é insuportável! Tirem conclusões. Ajudem aqueles homens e mulheres. Dêem o sangue por eles que dão o litro por nós! E será de menos.

segunda-feira, agosto 26, 2013

O DR. MENEZES E O VOTO DIABÉTICO

A questãozinha caritativa que conspirativamente envolveu Luís Filipe Menezes e gerou essa grande inundação de virginais escandalizados, grau zero da indignação, absurdiza-se mais e mais nas redes sociais. Até farmacêuticos se atiram ao silogismo, ao cálculo e à conjectura para apurar a coisa —  250 euros em medicamentos  e a sua verosimilhança. Quanto gasta em média um diabético em medicamentos?! Nem o pressuposto de um diabético acamado já não padecer apenas da diabetes, ou putativamente ter acumulado dívidas na farmácia, sustém, por exemplo, a dra. Isaura Martinho no seu choque anafilático psíquico com o caridoso gesto do candidato e seu entorno. Para a dra. Isaura Martinho, um autêntico TIR peremptório sem travões, não bastava o Dr. Menezes ter comprado o voto de todos os acamados e inquilinos pobres. Teve o desplante de aliciar o voto dos diabéticos. Por que não vai a dra. Martinho fiscalizar pessoalmente, no dia 29 de Setembro, quantos acamados, inquilinos pobres e diabéticos recompensam o Dr. Menezes com o seu voto?!

BLITZFUTEBOL

À medida que os jogos do FC Porto se sucedem, percebe-se uma das linha do grande upgrade Paulo Fonseca na dinâmica ofensiva da equipa: a mesma posse, muitíssimo mais intensidade, especialmente no reduto adversário, onde um Licá, por exemplo, aparece como um raio. Só falta converter em golo a profusão de oportunidades geradas.

A CONTAGEM DOS CORPOS

Custa-me ver portugueses a alegrar-se com a perda de outro português, António Borges, com valor reconhecido internacionalmente, apenas porque viveu as suas convicções a fundo, sem o cínico diplomatismo dos que deslizam no grande trânsito existencial sempre de bem com Deus e com o Diabo. E em que é que Borges acreditava? Numa sociedade de mérito, na livre concorrência, numa pitada de darwinismo económico por oposição ao assistencialismo estatista-socialista alargado, bastante corrupto e decadente, o qual, depois de minar o autonomismo individual e a responsabilidade pessoal, tarde ou cedo, conduz os países à falência. Então por que fazem festa e atiram foguetes os que, conotados com uma certa Esquerda Primária e Imbecil, se habituaram à contagem de cadáveres adversários?! Vingança? Mas adianta? No limite, não haverá aí, camaradas, uma base humanística mínima, sem Esquerda e sem Direita, sem Liberalismo nem Socialismo, que jamais celebre a morte de um adversário ideológico?! Que os presos políticos e os mortos políticos de Fidel Castro vos perdoem, se puderem.

sexta-feira, agosto 23, 2013

LAMA E PEGAS DE CERNELHA

O que Menezes tem a mais [adesão popular espontânea e mobilização desde as elites aos mais simples] e os outros a menos só pode ser passível de arremesso de lama e pegas de cernelha. Alguns media, ao serviço de quem lhes comanda a agenda e suporta a sobrevivência, não estão nada interessados em denunciar e combater lógicas e práticas com décadas no Portugal Local. Estão, sim, exclusivamente interessados, tal como bloquistas e comunistas, em ajudar a destruir um candidato na secretaria e a dar a ganhar eleições na secretaria àqueles que não excitam nem mobilizam senão menos de 20% de um eleitorado, assassinando o fair play eleitoral numa ficção impoluta venenosa. Pois não conhecem o País em que vivem nem sabem com que gentes se metem. Quanto à CNE, por onde tem andado nos últimos quarenta anos e para que se presta a enunciados hipócritas por encomenda?! As populações querem os mais capazes, os mais competentes, os mais arrojados, os mais fortes, como Menezes. Quem decide é quem vota. Se PS e PSD quisessem clareza na limitação de mandatos ou estivessem realmente interessados em práticas locais salubres, muito acima de qualquer suspeita, teriam segregado condições para uma e outras a tempo e a horas..

RELÍQUIAS TÓXICAS DO BOAVIDESCO

Toda a matéria que envolve a assinatura de swap tóxicos vai para lá do descuido e das boas intenções ingénuas das duas legislaturas passadas. Chocante a frieza metódica de ataques de carácter em retaliação pelas denúncias da incumbente nas Finanças ou o facto de provas e documentos importantes haverem tido a sorte da cinza e do pó. Perante os resultados da auditoria que Albuquerque ordenou à atuação dos serviços de finanças nos governos política e financeiramente execráveis do boavidesco parisiense e que revelam que em 2008 a IGF incinerou seis dossiês sobre contratos swap, criando uma opacidade intolerável sobre esta questão, cada vez percebo menos que o BE e o PCP venham servindo de muleta e co-branqueadores de um tipo de gangsterismo que procura, à força toda, desviar as atenções do cerne delituoso da questão. Como podem partidos que se caracterizam pela inerente frugalidade abstémia com dinheiro contribuinte [o eleitorado confia pouco nesses partidos!] tomar partido óbvio pelas emboscadas de carácter a Albuquerque, cooperando pela distorção e baralhamento do problema?! Ainda não detectei nos media televisivos coragem suficiente — mesmo José Gomes Ferreira anda encolhido e assustado com isto — para o cabal esclarecimento da Opinião Pública acerca de um tipo de actuação inaudita em governações: a obstrução activa e deliberada ao apuramento de factos e responsabilidades. O que teria levado toda uma cadeia de comando, Governo-IGF em 2008, à destruição de dossiês-chave para a compreensão da deriva tóxico-swapista?! Não deve ser nada bonito. Aguardo respostas não facciosas ao enigma.

CHARADA

Há notícias que são uma verdadeira charada omissa, quando poderiam apor nomes e responsáveis. Ainda mais quando o facto é de suprema gravidade. Importaria saber quem tutelou e promoveu a destruição de documentos. Quem?. Quem, na e acima da Inspecção-Geral de Finanças, autorizou a destruição de documentação produzida em 2008 relativa aos contratos swap, essencial para avaliar o controlo feito à subscrição destes produtos pelas empresas públicas? Por que é que dos oito dossiers necessários para analisar a actuação do organismo em relação à celebração destes derivados, apenas dois não foram eliminados?! Quem na IGF? Quem acima da IGF? Quando? Adivinhem quem. Adivinhem quando.

PHARRELL

ZERO NA CULTURA, ZERO NA ECONOMIA

Ao ler este texto de Daniel Deusdado, com cujos pressupostos estou 1000% de acordo [«é preciso investir na junção da cultura aos negócios digitais para se globalizar a economia»], pergunto-me por que puderam os mandatos Rui Rio mediocrizar as cartas culturais que só o Porto teria a jogar no grande mercado europeu da cultura; e onde que é que o Porto é menos que Edimburgo, onde há dezenas de milhares de pessoas a fazer e a assistir a espetáculos durante todo um frio e agreste Agosto, transformando uma cidade que estaria semivazia num dos maiores sucessos económicos do negócio da cultura. Como não ver nem ter visto que cultura é economia e que o Porto tem essa vocação e apetência?! Camões, cidadão do Porto, nos valha e por nós vele. É por essas e outras omissões que me junto a Jorge Fiel quando escreve: «Afastado há dez anos da Casa da Música, na sequência de uma entrevista ao JN que não agradou ao presidente da Câmara, Pedro Burmester prometeu que só voltaria a tocar em público no Porto quando Rui Rio já não mandasse na cidade. Já só faltam 124 dias para que Burmester volte a tocar no nosso Porto, encerrando a 8 de dezembro o ciclo de piano da Casa da Música, perante uma Sala Suggia cheia e vibrante. Vai ser um momento memorável!» Com Menezes, sei que será inteiramente diverso.

quarta-feira, agosto 21, 2013

PROFISSÃO? COMER CARO

Não conhecia, fiquei a conhecer o darwinismo restaurantário-alimentar são-paulino segundo Alexandra Forbes, cuja profissão só pode ser comer chique, a gourmet itinerante, e falar disso: «Fui ao japonês Ohka, no Itaim, em uma segunda-feira (conta de R$ 300 por pessoa). Caro? Sim, mas tinha espera. Jantei no (também caro) Fasano na noite seguinte: lotado! Testemunhei salões cheios também no Maní, no Attimo, no Piselli, no Tappo Trattoria, no Parigi, no 348, no Gero, no Dalva e Dito e no D.O.M. — mesmo em julho, mês de férias. Também vi restaurantes às moscas: Fisherman’s Table, Nakka e Gusto, todos no Itaim — só para citar alguns. Culpa dos preços? Não acho. Simplesmente, não acertaram no alvo, não acharam clientela, fizeram algo errado.» Alexandra Forbes