Lida a história desenterrada por Cerejo, conclui-se que Rodrigo Gonçalves necessita de tratamento hormonal para parecer pacífico. Se não resultar, que tal a castração?! Precisamos de mais Ghandi e menos Tyson.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
quinta-feira, setembro 12, 2013
ARRISCA-SE?
Portugal é desigual, sempre foi desigual, será sempre ultradesigual. Evidentemente que toda a desigualdade portuguesa começa e acaba na corrupção de Regime: num Regime Corrupto, com Partidos fantasiosos e glutões como o PS, nos quais a corrupção acaba sempre por parir bancarrotas, a desigualdade veio para ficar. Pagar dívidas é somente a outra face da mesmíssima moeda medíocre regimental.
quarta-feira, setembro 11, 2013
EM TEMPO DE FOME, PESTE E CORTES
Puta de generosidade pr'amigos em tempo de fome, peste e cortes! Fica sempre mal e dispensa-se dela tomar conhecimento, mas é o que temos.
ZOMBIEFICAÇÃO DE BALSEMÃO
Ouvido na rua: «Balsemão está horroroso. O que a velhice faz a uma pessoa!» Não sei se concordo. Interessa-me mais o estado geral daqueles neurónios e dos maus negócios com o Diabo entretecidos nos anos mais recentes. Pior, muito pior que parecer-se com um zombie ou nem precisar de caracterização para parecer um. A sorte sorri por demais aos balsemões e eu precisava de uns trocos... Ó Balsemão-Evaristo, tens cá disto?!
terça-feira, setembro 10, 2013
DA LEITURA AUTOFÁGICA DAS CAUSAS
É por estas e por outras que ainda me está atravessado o que de obsceno li em Sérgio Lavos acerca de António Borges: «Dizer-se que morreu um homem que lutou para que os salários baixassem é, simplesmente, não se fazer o mínimo esforço para o entender. E na verdade é simples, António Borges acreditava que só uma descida de salários podia evitar o disparar do desemprego. Podia estar errado, mas era nisto que acreditava. Com toda a certeza que Carvalho da Silva, ou Francisco Louçã, ou Tozé Seguro se indignariam se os acusassem de lutar para que o desemprego aumente. A acusação seria absurda. Quando estas pessoas defendem a subida dos salários mínimos (ou um mercado de trabalho mais rígido) não o defendem com o objectivo de que o desemprego aumente. Defendem-no porque acreditam que o desemprego não é (muito) influenciado por estas restrições legais. Da mesma forma, quando António Borges defendia que os salários deviam baixar, não o defendia porque quisesse que os salários baixassem. Na sua cabeça, esta era a melhor forma de evitar que o desemprego disparasse. Adicionalmente, na sua cabeça, o aumento do desemprego leva inevitavelmente a uma queda dos salários. Assim, ao defender uma maior flexibilidade salarial, pretendia apenas evitar os custos do desemprego.» Luís Aguiar-Conraria
NA VERTIGEM DA ALIENAÇÃO
António José Seguro estará sempre desfasado da hora política do País, do sentido de qualquer emergência, enquanto mantiver um registo alienado, populista, demagógico. Tó Zé pende para o lado mais suave, doce e tresloucado da política ao negar evidências estruturais e ao fugir das exigências conjunturais que hoje se nos colocam: cortes a constar no Orçamento, preço da mais imediata negociação bem sucedida com a Troyka. É certo que o PS é uma omertà sequiosa e faminta de benefícios de facção, velho sanguessugadouro de impostos, glorioso na dívida, famélico no pagá-la, mãe de problemas bem emaranhados para a saúde económica do País, mas por vezes poderia disfarçar. Ao não querer ter algo ver com soluções dolorosas mas necessárias e ao não se associar aos resultados positivos e respectivo mérito que começam a avultar, o PS nada terá a oferecer a quem vota. Ainda bem.
REPLETOS DE AMOR
sábado, setembro 07, 2013
VULCÃO POPULAR BRASILEIRO
De novo alastrando nas ruas. E nas redes.
Etiquetas:
7 de Setembro,
Aécio Neves,
Dia da Independência do Brasil,
Dilma Rousseff,
protestos,
redes sociais
A RECUSA
«... esta história tem uma origem" e responsáveis directos, que não está no legislador ordinário, está sim na recusa afirmada e reafirmada do PS em aclarar as dúvidas que podia suscitar. Essa recusa tinha dois objectivos: ou poder imputar ao PSD a responsabilidade de ter alterado uma lei em seu proveito próprio ou - caso não o fizesse, como não poderia eticamente fazê-lo - pôr as candidaturas então já conhecidas na situação de só se poderem afirmar como tal em vésperas das eleições. Esta é a verdade nua e crua da história. A vergonha a que o país assistiu da judicialização desta fase de pré-campanha autárquica é filha exclusiva de uma estratégia dos socialistas para tentarem evitar desastres através de golpes rasteiros de secretaria.» Fernando Seara
quinta-feira, setembro 05, 2013
DEMASIADA VIOLÊNCIA, DEMASIADO VLADIMIRO
Não gostei nada do tom com que o vice-presidente da Câmara do Porto, Vladimiro Feliz, vitupera o meu candidato Luís Filipe Menezes num certo comunicado ungulado. Mau sinal. Não gostei, mas parece natural e na esteira de quem inaugurou um tom negativista, pessoalista, destrutivo em relação a outra candidatura, Rio, como se a sua pessoalíssima consciência omnisciente acerca de Menezes, o seu resumo de Menezes, determinassem a missão divina de profetizar contra ele, não olhando nem à linguagem nem aos respectivos limites. Dado que Rio gastou as munições de maledicência na célebre entrevista-fuzilamento de carácter à RTP, dado que se expôs de mais e apanhou universalmente, é a vez de Vladimiro Feliz, o vice, prosseguir e aperfeiçoar as hostilidades.
E começa mal ao garantir que Menezes não conhece limites para o despudor, a mentira e a falta de vergonha. Porquê? Porque o meu candidato propôs-se a objectivos novos, a ensaiar processos diferentes, numa etapa de maturidade sua e numa cidade diferente, aproveitando a vasta experiência acumulada?! Vladimiro, Vladimiro, isso é que é entrar a perder numa refrega de ideias que resvala para o agarrar cego de uns colarinhos adversários. Em matéria de verborreia, meu caro Miro, de excesso de informação e contradição informativa, os conceitos de despudor ou mentira ou falta de vergonha são parentes e não se usam gratuitamente apenas porque um candidato apresenta propostas que escandalizam todas as virgens e todos os guardiães do templo da decência.
Conviria, aliás, que o Miro inquirisse se os munícipes de Gaia estão satisfeitos ou insatisfeitos com o seu presidente. Coisas simples, efeitos óbvios, que Rio e Miro não conseguem aceitar se alastrem ao Porto e contaminem a população de esperançosa euforia. Se votar é tentar aperfeiçoar, pela eleição livre dos melhores, o modo como a política se aplica às nossas vidas e até que ponto nos deixamos envolver mais e mais nesse processo, participando nele, Menezes, no contacto com todos os portuenses, manifesta-se todos os dias o Homem Certo: próximo das pessoas e sensível aos seus problemas, digam agora o Miro e o Rio o que quiserem.
Ora neste momento, o que há é milhares de munícipes portuenses repletos de esperança de qualquer coisa semelhante a Gaia, tocados pela energia do meu candidato: «Faça o mesmo aqui que fez em Gaia», ouvimos amiúde os munícipes dizer por essas nossas ruas, em cada freguesia visitada. E Menezes não se tem poupado a inteirar-se exaustivamente acerca de tudo o que lhes respeita. Quando grafo tudo, é mesmo tudo. Tudo quanto compreende e concerne à vida portuense, pois será com todos, ouvindo todos, que se congraçará uma comunidade e se rasgarão todas as vias que permitam resolver problemas concretos para abrir ainda mais o Porto ao Mundo, destino requintado, destino de excelência, uma cidade suculenta, onde se viva feliz e dê gosto viver.
O Miro não gostou da avaliação menezesiana ao modelo de gestão de Rui Rio? Tem de engolir. Já não se pode aspirar a fazer melhor que aquele de quem é vice, nesta cidade? Se fosse para fazer o mesmo, mais do mesmo, com aquela contenção avara e cinzenta, teria de ser outra pessoa, não Menezes, Miro. Alguém mais pardacento, mais inodoro, mais inefável, mais empurrado a contragosto, alguém como o caríssimo e suavíssimo portista Rui Moreira. Mas não é.
Miro, Miro, não era preciso subir de tom, rebaixando-o, ou explodir de raiva em adjectivos contundentes como sabres de museu. Menezes quer manter a autarquia no ranking das 20% mais equilibradas do País no plano económico e financeiro? Qual é a heresia, Miro? Menezes pretende assegurar o pagamento permanente a todos os fornecedores de bens e serviços, bem como a empreiteiros de obras públicas, dentro dos prazos previstos na lei? Qual é o alarme, quais as razões para tremores de mãos e palavras que espancam?
Depois, o Miro, verdadeiramente desesperado, consultando as notas-chavões vazios que se repetem e repetem, vem dizer que as contas da Câmara de Gaia foram levadas ao descalabro. Falso. O endividamento per capita está dentro da média ou abaixo da média nacional. Vem dizer que Gaia, dezasseis anos depois, apresenta prazos médios de pagamento a fornecedores de oito meses. Inexacto. Há fornecedores e fornecedores, prioridades e prioridades. A boa gestão pode ser casuísta em muitos casos e é aquela que muitas vezes encontra a melhor forma de garantir qualidade dos serviços, avento eu. Vem o Miro dizer ainda que foi pedido o resgate financeiro da câmara ao poder central. Isto é manhoso. Recorde-se que o Poder Central mal pode resgatar um gato pelo rabo. Depois de acalmar, o Miro precisa de entender o que é uma campanha: todos os candidatos, em campanha, desejam ser bons pagadores e de boas contas. Ainda mais Menezes, após anos a aproveitar, como mais ninguém, todas as gotas e migalhas do QREN para fazer de Gaia, conforme fez, sob o máximo de pontos de vista, uma Cidade de Desejo, Lazer e Regresso.
Nós, gaienses, apoiantes de Menezes aonde quer que vá, sabemos que dá sempre o corpo ao manifesto. Trabalha com absoluta entrega, com paixão, com zelo, com liderança e frontalidade, rodeando-se dos melhores para fazer o máximo e o melhor. E agora entrega-se ao trabalho de persuasão política, porque ama a cidade do Porto e sabe que pode ajudar-nos a todos a ajudá-lo para que faça a diferença. Não é hora, Miro, para amesquinhar e merceeirizar o modo como a propaganda política se processa. Democracia é isto. Sai Rio. Entra Menezes. Não há legado político nenhum nem nenhum espírito social-democrata especial guardado sacratissimamente num cofre sacro pelo dr. Rio, exclusivo detentor dele-espírito, e que o dr. Menezes vai agora arrojar na lama e estroncar para atirar o sagrado conteúdo aos porcinos. Isso é treta.
Calma, Miro. Alguém segure o Miro. A revolta interior deve guardar-se para coisas mesmo graves e não para campanhas eleitorais ou divergência de opiniões. É uma tristeza que a facção tutelada pelo dr. Rui estremeça e desespere apenas porque os cidadãos do Porto prometem votar em massa no dr. Menezes, gostam do dr. Menezes, sentem-se escutados pelo dr. Menezes e não dão qualquer atenção aos avisos de virgens alarmadas que supõem ser o voto municipal em Menezes, um voto mentecapto, imbecil, de simples analfabetos políticos, para usar as trilogias conceptuais do nosso Miro. Mais respeito por quem vota, pois quem vota não é estúpido. Por isso é que votou em Rio. Se há candidato que pode vender promessas credíveis, dada a obra feita, é Menezes.
Portanto, Miro, ficamos assim: nada de perdas de controlo e pedras de arremesso, nada de ódios pessoais e ranger de dentes ou transforma-se o insultador na coisa insultada. As lógicas de campanha determinam o sonho dos aperfeiçoamentos, fazer mais, fazer melhor, agir em contraciclo nalgumas matérias e em sintonia com o tempo noutras. Não era preciso atirar-se à jugular do seu adversário, do rival indeglutível do seu Presidente Rio, quando ousa sugerir, por interposto Ricardo Valente, quanto às regras gerais de gestão económico-financeira da Câmara do Porto para o quadriénio 2014/2017, que o Porto não pode continuar a ser a cidade das contas certas com base em nada feito e assente numa política económica e financeira que conserva a cidade pobre com os cofres cheios. É a percepção geral, Vladimiro. É também a vida.
quarta-feira, setembro 04, 2013
DIZ-ME COM QUEM TE ACOVARDAS...
... … dir-te-ei quem és. Espero que Passos não se acovarde com as pretensões pentelhistas do Santander Totta. Não se pode dar o benefício da dúvida aos Bancos. Com os Bancos, é sempre a perder, apesar do paradoxo de este Mundo não poder viver sem eles e de o seu resgate se mostrar desumano, interminável. Em geral, a Banca pré-2008 foi sacana no aliciamento do cliente e ultra-sacana no pós-2008, esmagando as suas vítimas incumpridoras até ao tutano, duas, três, quatro vezes, acima da medida justa, beneficiando ao mesmo tempo de sucessivas injecções de capital público na peida do Salgado. Nesta vida, não se pode cair uma só vez que seja nas malhas da Banca. O saque soez e a condenação económica de uma só vítima equivalem a muitas mortes muitas vezes. Pelas mãos do BES, morro mil vezes todos os meses.
Ora, o Santander Totta, enchendo o peito de ar, interpõe um processo no Tribunal Administrativo de Lisboa contra o IGCP e o Ministério das Finanças à conta de supostos erros no relatório produzido pelo organismo, nomeadamente a referência a uma operação swap com a Metro do Porto que começou desde logo com um valor negativo de cerca de 100 milhões de euros, o que, de acordo com o Banco, não é verdadeiro. Seja ou não seja, relatórios podem ter erros. É humano. A informação é parca. As letras miúdas, as comissões escondidas, o articulado bizantino, blindado, blandício, os dossiês incinerados, verdade e responsabilidade sempre mortas e sempre solteiras. Quem não erra?!
Agora que Bancos, quaisquer Bancos, tenham sido capazes de segregar produtos engendrados no inferno, com risco confiscatório-vexatório para os Estados, perdas colossais para os Estados, com populações comprimidas em sofrimento social e encurralamento laboral, isso não é passível de perdão nem de revisão. Quem dera pudessem os cidadãos processar o Santander Totta e quejandos por operações destas e vencer a causa. Já nem falo nos decisores políticos de topo, bem escondidos, num esforço sobre-humano de passar despercebidos. Contam que o véu do sistema os proteja e guarde. E protege. E guarda. Enquanto tu, cidadão totó-totta, quiseres.
COMPRAR AO VIRAR A ESQUINA
A bem ou a mal, todos temos transformado as nossas vidas em razão da crise, da austeridade. Menos restauração e compras mais criteriosas, privilegiando o que é mais saudável, sob o império da racionalização dos consumos. Parece mesmo que o comércio tradicional, pequenas mercearias e supermercados de bairro, cresceu 15,4%, no primeiro semestre. Comprar ao virar a esquina somente o que precisamos para o almoço, o jantar ou o pequeno almoço, ir a pé, não dispersar os sentidos em mil apelos, a socialização e a personalização da compra, eis alguns aspectos que tornam novo e apetecível o comércio tradicional.
ESTERILIZADO
UM RESSABIADO É UM RESSABIADO
José Silva Rodrigues, ex-presidente da Metro de Lisboa/Carris foi exonerado do cargo em Junho na sequência da polémica dos swaps. Custa-lhe a engolir. Mais ressabiado que o ressabiado Cardeal Bertone, José veio dizer, na comissão de inquérito parlamentar a estes contratos, que o Governo transformou os swap num processo político. E daí?! Melhor que nada. Melhor que escondimento. Melhor que ignorar. Depois acrescenta esta coisa incrível de, enquanto presidente da Carris, 2003-2012, ter autorizado a subscrição de dois derivados tóxicos actuando sempre norteado pela defesa do interesse da empresa e do seu accionista Estado. Vê-se. Estas pessoas conseguem enfrentar uma comissão sem se penitenciarem de erros cometidos e excessos perpetrados. Vivem noutra dimensão. Queria vê-lo sem dinheiro para comprar fruta, iogurtes, carne.
O MEU MINIMALISMO III
«O minimalismo ficou conhecido como uma corrente artística do século XX que procurava os elementos de expressão essenciais, com maior visibilidade nas artes plásticas, mas que influenciou também a literatura e a música. Ficou célebre a expressão «menos é mais», do arquitecto alemão Mies van der Rohe. No minimalismo aplicado ao estilo de vida, o princípio é o mesmo: identificar o que é essencial para cada um e procurar viver de acordo com esses valores, eliminando tudo o resto. Rita Domingues chama a essas sobras «tralha física ou mental». No seu blogue, The Busy Woman and the Stripy Cat (busywomanstripycat.blogspot.pt), vai contando o seu percurso e desafiando outros a reflectir nas suas vidas sobrecarregadas. Além das suas histórias de desapego, quase todos os dias Rita partilha técnicas de organização pessoal e até métodos para resolver problemas que podem ser tão agudos para as mulheres. Como o exceso de roupa, por exemplo. Os leitores puderam acompanhar, ao longo de meses, como se treinou para acordar mais cedo e fazer exercício, meditar ou escrever antes de ir trabalhar. Criou até, no Facebook, o grupo «Bom dia, manhãs», mobilizando quase seiscentas pessoas que se incentivam mutuamente a madrugar para serem mais produtivas.» Notícias Magazine, #1100 23, Junho, 2013
terça-feira, setembro 03, 2013
DIANA NYAD E OS TUBARÕES
PASSOS, AS PERGUNTAS E OS PUNHAIS
De hoje a oito dias, 20 portugueses poderão colocar perguntas ao Primeiro-Ministro em directo, na RTP. Será o programa «O País Pergunta» o que o deixarem perguntar. Irá para o ar logo a seguir ao Telejornal, pelas 21h, e terá a duração de 90 minutos, como num jogo de futebol típico. Durante esse período, vinte pessoas na plateia vão poder questioná-lo. Será o jornalista, barra em futebol, Carlos Daniel, a conduzir a emissão. Há muito sofrimento na sociedade civil e um acúmulo de miséria que anda à procura de válvula. Se eu ao menos pudesse perguntar alguma coisa a Passos, o Calvo, formularia umas cinco ou seis questõezinhas. 1. Por que contemporizou, desde a primeira hora, com a estrutura corrupta que medula o Estado Português legada e alargada pelo socratismo? 2. Por que motivo não procedeu a uma verdadeira reforma do Estado, combatendo a corrupção? 3. Por que é que a austeridade continua obscenamente desigual? 4. Por que motivo a reorganização do Estado e o equilíbrio orçamental parecem missões impossíveis, barradas pelo Tribunal Político-Bizantino Constitucional? 5. Até quando os negócios de Estado mais lesivos, mais corruptos e mais negros, permanecerão intocáveis? 6. Por parece interminável e generosíssima a ajuda aos Bancos falidos? Afinal de contas, anos de malfeitorias políticas ditam que passemos fome. Não parece que justiça seja feita ou poupadas as duplas vítimas dos impostos e do desemprego.
UM JOGADOR VERDE
Bruma pode até crescer, roçar os calcanhares de Ronaldo, mas o espectáculo mediático que ele e os seus tutores nos proporcionaram ao longo das últimas semanas foi demasiado triste e deprimente. Mediatizou-se o quê? A impaciência, a imaturidade, o ego, a voracidade pelos milhões, a insolência para com um Clube até aqui muito mal gerido? Isso é feio e abre uma mancha no cadastro desportivo, dado que embaraçar um clube é ter lata para embaraçar outros. Os melhores negócios da bola são discretos ou não são. Oxalá Bruma dê um belíssimo jogador. Pode já começar por tentar aprender a falar e a saber estar.
segunda-feira, setembro 02, 2013
MORTE, ORGIAS, NUDISMO, FERRARIS
Os bons princípios do PC chinês estão a ser corrompidos pelas seduções ocidentais: mortes de luxo dentro de Ferraris, filhos do papá nus dentro dos Ferraris com gajas nuas para sexo a alta velocidade dentro dos Ferraris, indemnizações fraudulentas às famílias das gajas nuas gravemente feridas que depois morrem fora dos Ferraris dos filhos Partido contra a parede.
EM PERPÉTUA FALADURA
Imaginemos que num Regime como o nosso um Primeiro-Ministro estava mesmo a tornar-se perigoso [o que de facto já aconteceu e só se resolveu graças a eleições, tardias!, PM cuja periculosidade mostra-a o respectivo legado, este mar de merda em que vogamos, meio mundo de contas para pagar, desemprego massivo, carências básicas, emigração angustiosa, choro e ranger de dentes]. Quem, dentre todos os caramelos da política, dentre toda a fauna de avençados e subvencionados vitaliciamente graças a ela; quem dentre os mega-advogados do Regime, os proenças, os júdice, os abancados nas TV, os abonados dos Orçamentos porque sim; quem dentre todos os filhos dilectos do Regime poderia falar e ser credível para nos avisar?! Qualquer um, menos Alegre, um hipócrita, perito em virginalizar o discurso capitão-gancho de uma vida passada a descansar, a passear e a suspirar. Qualquer um, menos Soares. No entanto, a cansativa jacobinância alternante está sempre aí, à boca da antena. Surge sumo-sacerdotal, indigna-se, caga sentenças, opina definitivamente. E é sempre a mesma, para nos lembrar quem efectivamente tutela isto com os seus vastos abdómens e quem é que tem o direito exclusivo a apascentar a nacional mediocridade tal como ela é, com as bancarrotas corruptas que pariu desde os idos de setenta e o statu quo que a nada aspira senão à cepa torta.
PARÁFRASE À PERGUNTA MALDITA
«Já alguém perguntou aos 900 mil desempregados
de que lhes valeu o Desemprego até hoje?»
de que lhes valeu o Desemprego até hoje?»
PASSOS E FIDEL
Passos e Fidel têm em comum o auto-entretenimento em habilidades discursivas, prolongadas no tempo, para audiências encurraladas. Fazem-no sem papéis. Que a dejecção oral durasse para lá do sono e do interesse humanamente suportável pelos demais relevou um vector sádico em Fidel e começa a ser visto como vício doutrinário que sodomiza psiques em Passos. A longevidade de Fidel não o canoniza nem absolve de uma série de crimes e intolerâncias só possíveis sob a religião de Estado “comunismo”, quando o comunismo, na defesa dos seus dogmas, era muito mais mortífero que muitas ditaduras de Direita somadas. Adiante.
Ora, Passos, que vai tendo cada vez menos cabelo, além de improvisar imperdoavelmente durante uma hora ou mais, vitimando as mais variadas audiências, diz umas coisas que geram nos Socialistas mais viscerais e na Esquerda mais guardiã do templo um tipo de rasgar de vestes que merece tese ou divã, uma reactividade exagerada, muito própria do mais fanático dos mullah. Se o Das Kapital já quase não é citado nem googleado e a Bíblia perde foros de best-seller, por que motivo há-de ser poupada à crítica e à blasfémia a Constituição da República Portuguesa, um texto desdentado e datado, Corão que pouco nos rege e pouco nos guia?! E por que motivo os juízes que presuntivamente velam por ela, colocados pelos partidos e partidarizadores do que ajuízam, não podem ser objecto de contraditório?!
Passos acha que nos salvamos de grossos problemas se for mais fácil, se for enfim possível!, pagar o que devemos aos alemães, se a despesa pública baixar consideravelmente. Os juízes do paço Ratton acham que isso de despedir ou baixar ou cortar, no Estado, tem de fiar mais fino, mesmo que não se saiba com que dinheiro ou com que desigualdade crassa cavada entre o trabalho garantista público e o privado. Brincamos? Poderiam, pelo menos, Ratton e Governo, pôr-se de acordo no essencial: como impedir a falência do País? Como evitar um segundo resgate? Como impedir um caldo de circunstâncias que agrave tudo para todos? A Política, arte do possível, falha, sempre que a linguagem corporativa se sobrepõe aos interesses da maioria, encurralando-a nos seus óbices formalistas. Ora, há um incêndio para apagar. Chama-se dívida. Foi feita. Tem de ser paga. Para ajudar a pagá-la, também se deveria vasculhar os bolsos ilícitos e ilegítimos do enriquecimento desonesto pela política e pelo conluio política-banca. A esses dá-se-lhes antena na RTP e impunidade por atacado.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
