AUSTERIDADE NÃO É PARA MARICAS

É relativamente indiferente para a economia e para as psiques que o Estado pague ou não pague o subsídio de férias já ou em Novembro. Será pago. Ponto. Na verdade, uma das coisas para que a realidade empurrou os portugueses foi para o campeonato da poupança pessoal e familiar. Uma poupança na privação. Nisso somos campeões. Não poupamos quando nos sobra, como os alemães. Poupamos só, e muito, quando nos falta. Basicamente somos Povo para tirar da boca e pôr no cofre. A brincar ou a sério, receber o subsídio de férias só em Novembro alguma coisa pedagogizará. Por exemplo esta ideia nacional perdida de poupança até à morte e contenção na privação, no meio da fome, no centro da falta, apesar da penúria. A Lei que se foda, digo eu. Digo-o porque a Lei não deteve um milímetro os filhos da puta da dívida, paneleiros dos excessos dela, em mais negócios ruinosos à vista do precipício das contas públicas, carro-País no meio da linha, à vista do comboio veloz do incumprimento dos compromissos do Estado em 2011. Vamos ao fundo juntos e salvamo-nos juntos, embora o contentor de lixo e boa vida socratista ache que isto da gravidade e da luz solar é tudo culpa do Governo. Quem quiser férias que se desenrasque como puder, vivendo à medida não do crédito, mas da poupança. O País ainda é fruto de como o governaram até aqui. Não há, já não há, cabrões-maricas-socratistas, outro caminho!

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