LUNÁTICO AO LEME
A Grécia, com as suas convulsões e a sua tragédia cívica, é um espelho perfeito onde podemos reflectir-nos, aprender que os Povos também se enganam, quando votam segundo o cio pelo embrulho. Os gregos dão-nos um exemplo que nos previne, nos ajuda a ter uma escolha, mudar de rumo, enquanto é tempo. Raia por isso mesmo a loucura cada um dos discursos lunáticos do primeiro-ministro, José Sócrates, separado à nascença de um módico de sinceridade e separado de gente concreta, mero narciso repleto de si mesmo e de vaidade sôfrega envenenado. Show deprimente é que teorize contra o medo, contra o pânico, no conforto das suas comissões, do seu bunker de enganos, numa hora como a nossa sem pé. Como se pode ir vivendo e ir fingindo controlo e aprimorando a conversa nefelibata de congratular-se com as previsões da Primavera da Comissão Europeia?! E nunca encarar a realidade. Nunca assumir o ónus da culpa despesista, ilusionista. Nunca falar verdade. Nunca. Por isso, mais dívida, mais estradas. Mais luxos estúpidos. Pazada após pazada, mais falência nacional, mais colapso. À vista de tal desgraça, tão devastadora delinquência política, com um desvairado lunático esgazeado ao leme, Cavaco não passa de mera múmia cúmplice.

+%E2%80%94+Pieter+Bruegel+(1564-1638)+%E2%80%94+Kunsthistorisches+Museum,+Viena.jpg)
Comments
mentir sempre,
mentir com convicção»
já parece um aldrabão da banha da cobra