sábado, dezembro 02, 2006

À SUBTIL ROEDORA E AVE


















Não sei de nada:
perante a Sobreira assim,
numa pose bombástica como esta,
convidando e provocando,
desatam-se-nos os nós,
cede-nos a sede,
canta-nos a Carne
e é-se todo
corpos cavernosos,
tecido eréctil em festa,
até ao ângulo da fome mais juvenil,
mais vertical, portanto, mais sôfrega.

Fulminar tal roedora irrequieta,
(ó delícia!)
tal ave rubra em baba,
(ó doçura!)
até à liquefação mais consolada,
quando então se faz música!

Joaquim Santos

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