sexta-feira, outubro 20, 2006

AHMADINEJAD, A AMEAÇA QUE SORRI













A civilização persa não tem futuro, com aquela merda de mulheres de negro e punições físicas por tudo e por nada, com aquele negrume nas vestes da mulher,
com aquela clericalização completa da sociedade,
com aquela ilusão de agradar a Deus pela imposição férrea de uma moral,
de um pensamento religioso único,
como outrora, no Leste, o partido único era represa da liberdade completa do indivíduo,
onde precisamente por isso ninguém se poderá sentir pessoa,
e os EUA, por muito militaristas e brutais que tendam a ser,
têm, back home, uma sociedade verdadeiramente livre,
para o mal e para o bem.
Ninguém requer cidadania iraniana com gula e desejo extremo
porque o Irão não é paraíso nenhum de democracia ou de liberdade, pelo contrário,
há uma mole de gente incontável que deseja ardentemente a cidadania norte-americana,
portanto, ali a liberdade e as possibilidades da liberdade decorrentes
seguem irresistíveis.
É o primeiro, o Irão, que tem a desvantagem da ameaça.
O mundo está mesmo sob a sua ameaça.
Israel é uma nação entre as nações,
deve ser reconhecida, mas o Irão desafia a nossa paciência
porque é da sua cultura desprezar a morte,
quando não é da nossa cultura desprezá-la.
A nossa cultura remeteu o Paraíso para aqui e agora,
portanto, tem muito a perder perante a familiariedade-com-a morte iraniana.
O recontro poderá ser inevitável.
O mundo adormeceu.
A bomba iraniana e a iraniana instabilidade poderá acordá-lo.
Ou nem sequer poderá.

Joaquim Santos

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