segunda-feira, outubro 16, 2006

SONHO DE UM FRANGO OUTONAL














Penso num frango assim assado.
Penso nele nesta hora parva de serviço esfomeado.
Imagino-o tal e qual, a rescender,
vaporoso,
odoroso a especiaria.

Entre o sal e o piri-piri,
há gordura, há pele estaladiça
e há esta manducante língua,
doida,
abraçando dentária,
comprimindo tanta tenrura,
e um vinho leve,
ardente, tinto como um sangue,
viva seiva que sacia e perdura.


Joaquim Santos

1 comentário:

Mara disse...

COmpra o frango e eu trato do resto,LOL!tadinho,anda cheio de fome o menino,ai ai!:P