segunda-feira, agosto 13, 2007

RECIFE, PONTES DE CARNE


Pelo teu Corpo de ruas e avenidas,
enorme Recife,
atravessei outras pontes
que só as que tens de pedra.

No calor que exalas,
li o vivo ardor dos corpos e da vontade que te sustentam,
e nas igrejas, monumentos, edifícios antigos,
a marca orgulhosa,
contida e alegre do teu Povo,
um Povo maior que todo o Brasil.

Na pele matizada da tua gente,
nessas belas mulheres infinitas que passam em torrente,
sós,
[embriaga que mulheres assim belas passem sós
e sós se quedem pela vida],
no rosto de esses magníficos velhos calorosos
cujas ancestrais escrituras são as próprias rugas sagradas,
nesse sangue e língua lusa álacre
bombeados por um coração generoso e forte,
há um pregão de feira que se solta,
há uma riqueza de odores de feira que se desprende,
há uma música, uma percussão que se estronda:
seres só o que és, na dor e no esplendor,
mas teres sido e seguires sendo
esse esforço ingente todo de CarnAlma feito
da lusa viril gente minha.

2 comentários:

Tiago R Cardoso disse...

Excelente imagem textual.

Juℓi Ribeiro disse...

Vim agradecer tua amável visita!
Volte sempre que puder.
Será um prazer!

Estava conhecendo o teu blog
e lendo com prazer tuas postagens,
quando encontrei um texto falando de Recife (a minha cidade querida)
e outro sobre a praia de Boa Viagem.
Parece que já estivestes aqui...
Parabéns pelo seu blog!
Parabéns pela sua criatividade
e talento.
Um abraço.