sábado, junho 02, 2007

DESDINOSSAURIZAÇÃO DA POESIA


Extingue-se a olhos vistos a Poesia.
Parece coisa de somenos e, no entanto, esplende subtilmente tanto!
Vai crepuscular, mas esplende.
Ela não aparece no cómico Finantial Times
porque o seu trágico número de circo
não tem público aí,
aí ninguém há que a nostalgie,
como se nostalgia o comboio a vapor
ou os grandes titaniques que a engenharia
- a verdadeira! - engendrou.
kj
Ando em busca de ela, criança obnubilada pela civilização feérica.
Mas a Poesia a olhos vistos extingue-se, volta ao pó, perde a liberdade,
desaparece das bocas, não está nos corações, todos a ignoram,
soterra-a o seco pragmatismo sem calado dos que a publicam obesos de ego,
e a publicam como quem a sequestrou e a deteve por exclusiva;
devasta-a o grande meteorito dos números-em-vez-das-gentes,
o que a rarefaz é a grande mutação ambiental que se perdeu das palavras
e já não lhes conhece o sabor poético destilado, tão criança e tão livre.
A Poesia era inclusiva. Era isto. Agora extingue-se.
lkj
Por mim, PALAVROSSAVRVS REX,
que se organizem caçadas no rasto de a Poesia,
que se cace ou necrofagie a Poesia, para que, morrendo, reviva.
Que a sua carne se faça nossa carne.
Seja eu Tyranossaurus Rex, o do dizer punhalino e dente
sobre a enorme carne ímpar do tempo presente.
Eu, palavrenorme, palavrousado, temívelavre!
Que se inaugure aqui um pasmo novo por milhões de anos
por causa de esta refeição que salva a Poesia!
Por milhões de anos, novo!
Ferino, farei fúrias palávricas
e talvez somente eu fulgure e flagre A Poesia,
coisa-menina extinta.

6 comentários:

Ana Grass disse...

A poesia não será extinguida, não pode ser extinguida uma essência. Talvez o que muda é a maneira fazer para percebê-la, mas a essência da poesia é dentro de tudo nós. Tudo nós somos poetas a nossa maneira. Você não chorar pela poesia, ela que estará sempre entre nós. E lembre, não morre quem parte, dados que se esquece. Você não se esquece à poesia...

Obrigado pela visita e desculpas pelos erros idiomaticos...

Karamurat disse...

heyy joshua..if you wanna see DINOSSAURIZAÇÃO like that,you have to visit turkey... :)

Sofia Melo disse...

A Poesia não morre. Mas vai esmorecendo a sua cor, diluida no buliço da prosa que tudo cobre como erva daninha, essa prosa do fantástico, do escandaloso e do fútil, verde e mole, viscosa.
Mas a Poesia está lá, arrumada, sim, visitada por uns poucos, também, mas viva, à espera só que a pintem.
Saudações!

Madalena Barranco disse...

Olá Joshua, muito prazer! E muitíssimo obrigada pela tua visita ao meu bloguinho! As criaturas fantásticas que o habitam pedem-lhe que continue a poetar a magia da palavra escrita, que por ser Poesia é imortal, assim como eu e outros poetas persistem em fazer. Tua prosa poética e todo teu interessante blog tem toques lúdicos e irônicos na medida certa. Um grande abraço.
P.S.: podes escrever-me em português, pois sou brasileira, ok? Obrigada.

Anónimo disse...

Non pensi di usare toni troppo drammatici? La poesia non è una realtà al di fuori dell'essere umano, non è solo un genere letterario piovuto dal cielo. La poesia è qualcosa che ha a che fare con ogni essere umano. Ogni essere umano, a modo suo, fa della poesia. Finché ci saranno degli esseri umani, ci sarà poesia...

Ah! Grazie della visita al mio blog, anche se vedo che non sono stato l'unico a riceverla :-)

Unknown disse...

Mira que no creo que la poesía muera nunca, mientras existan seres sensibles como tu y yo y muchos otros que andan por ahi, la poesía vivirá entre nosotros, pues de poesia es de lo que está hecho este mundo....cosa bien diferente es lo que hace la humanidad con él

Un saludo desde las disquisiciones colombianas de le gris!