sábado, junho 16, 2007

DO INTERMINÁVEL NOJO


O meu amigo António Balbino Caldeira
acaba de ser notificado estranhamente por telemóvel
como arguido e como testemunha no âmbito do Dossiê Sócrates.
Corre subtil a intimidação, a repressão sorna
e a vergonha tem de invadir-nos duplamente.
lkj
A confirmar-se tal cenário,
no mínimo o Presidente da República deveria intervir,
dissolvendo a Assembleia da República
por manifesto abuso de poder
tentativa de repressão da cidadania livre, sobremaneira
corporizada no Do Portugal Profundo,
e por perigoso crescendo de tendências autocratas neste poder socrático.
O homem é perigoso e os seus sequazes implacáveis, está visto.
Nem Bush recorre a estes subterfúgios de perturbação
dos seus milhões de críticos e opositores.

3 comentários:

António Balbino Caldeira disse...

Obrigado pela solidariedade, Joshua. Isto está insuportável - mas a luta continua!

antonio ganhão disse...

É o choque tecnológico!

Denúncias por SMS que dão logo abertura a inquéritos, intimações telefónicas, investigações na blogoesfera? Estamos todos loucos?

Não, é só a democracia e entrar na era das tecnologias.

O que dirá Hugo Chaves de tudo isto? Porque perde ele tanto tempo em Cuba? É aqui em Portugal que se encontra a tua alma gémea!

Vem Hugo, estamos preparados para te receber!

carneiro disse...

Por telefone, trata-se de um convite para comparência. Pratica-se no foro e não é ilegal. Está sempre sujeito a confirmação pelo menos por fax.

Isso, não me escandaliza.

Mas já me escandaliza a constituição de arguido e a organização de um processo criminal contra o Prof Caldeira relacionado com o assunto socrates-licenciatura da treta. Provavelmente foi ele que falsificou datas e certificados...

Estou disponível para integrar um movimento de protesto contra a óbvia perseguição política que está a vitimar o Prof. Caldeira.

Uma coisa é autoridade do Estado, outra coisa é o Pidismo.

Outra vertente a considerar é o poder manifestamente excessivo que o Ministério Público tem. Em especial a possibilidade de por os processos a andar quando mais convém a alguém.