domingo, abril 17, 2011

OTELO E A DEMOCRACIA INCURIAL

Não sabemos se a democracia directa que Otelo tem na cabeça será igual à que eu e António Balbino Caldeira defendemos, um sistema completamente oposto ao que regeu Portugal nos últimos anos: transparente, dado ao plebiscito permanente e ao escrutínio imediato de decisões e decisores. Certo é que os últimos seis anos sepultaram o modelo antigo, tão opaco e tão oposto aos interesses das populações e dos cidadãos que o resultado está à vista. Parece-me é que o Otelo estarrecido com esta pseudo-democracia merece-me todo o respeito. Não anda longe da verdade. Ele sabe que os socialistas enriqueceram ofensivamente enquanto o País era atirado ao lixo. Sabe que os demais europeus escarnecem de nós, o que é 75% injusto. Sabe que Sócrates andou a rir e a passear-se nos areópagos europeus, a viajar seca e meca para nada. Sabe que não faz parte de esse politiqueiro sentar o real cagueiro no gabinete e pensar em Portugal, mas conspirar vinte e quatro horas por vinte e quatro horas contra as oposições e pensar no Partido Socialista. Há uma prisão ansiosa por ele, se isto for um País decente.

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