quinta-feira, maio 03, 2007

GEMA


Gémeos, meu amor,
monozigoticos,
um para o outro é o que somos.
Geminados na dor,
seduzidos outrora pelas mesmas Circes,
em porcos a verdade e os amigos revertidos,
houvemos finalmente a Ítaca um do outro.

Gémeos, meu amor,
univitelinos,
geminados no âmago da saudade
de um dia nos acharmos, como achamos,
até que a ardorosa paz,
e não o ardor estéril de marionetas de si mesmas equivocadas,
nos fosse isto finalmente agora tão certo,
como sombra certa de árvore copada.

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