sexta-feira, maio 04, 2007

NOVOS TIRANOS DA DEMOCRACIA


"Porque a questão do currículo do primeiro-ministro foi enterrada
sem ter sido esclarecida (quando o que estava em jogo era a autoridade moral
de alguém que quer criar uma nova moralidade e racionalidade nos comportamentos dos portugueses), não houve inscrição,
nada sucedeu e o (pouco) protesto que se levantou foi abafado.
Duplo-esmagamento que cria mais obediência irracional e passiva.
Não é assim que se fomentam espíritos livres.
À força de não inscrever em nome da vontade de inscrição,
à força de segregar mais obediência quando se diz querer mais criatividade e inovação,
de produzir mais confusão,
irracionalidade em nome da racionalidade da modernização,
esquece-se que só existe invenção, inovação, produção criativa
deixando margem para o imprevisível, o inavaliável,
a irrupção da singularidade.
Só deixando passar o vento e a força do acaso
nascerão os técnicos inventivos,
os cientistas de ponta, os talentos na indústria,
nas artes e no pensamento."

José Gil, na Visão de 3.5.2007

3 comentários:

J. António disse...

Não sei como vim aqui parar, mas já estou enjoado.
Sócrates mexeu com muita coisa, onde outros nunca tiveram coragem de mexer.
Entendo a razão de alguns, passarem o tempo todo a dizer mal dele. A maior parte são profs, habituados a passar duas ou três horas nas escolas, e só alguns dias da semana, ganhar fortunas e, muitos deles, nem ensinar sabem.
Conheço profs com o 5º e 7º ano de escolaridade, cuja vaidade é maior que a dos verdadeiros professores. E são os primeiros, os profs, quem mais o criticam.
O sr, que diz pertencer à área de educação, é de uma deselegância enorme, ao passar a vida a criticar tudo que o Governo faz. O sr também faz parte do atraso que se vive em Portugal, pois tudo começa pela educação.
Ganhe um pouco de vergonha e deixe de criticar quem lhe paga para ensinar (?)
Quero ver a sua democracia, colocando este texto neste blog

joshua disse...

Preferiria, José, ver comprimidos e controlados os privilegiados de este País, enfim, os Directores Gerais de coisa nenhuma, os políticos colocados em bons tachos, como o Vara e o Gomes, do que assistir todos os dias ao nojo do amesquinhamento profissional dos profissionais.

José, creia que sou democrático. Mas não tenho o problema das lealdades políticas que cegam, como dorida e notoriamente tem o José para sofrer, como sofre, a crítica ao Querido Líder Sócrates, modelo de homem e salvador da pátria..

Se há interesses a afrontar em Portugal e coisas a corrigir, enoje-se o José e enjoe também com os lóbis que se não afrontam, com as mentiras mantidas com o controlo RTP-apertado-Pina-Prisa dos media e que se vendem, vendando os olhos do povo.

Anónimo disse...

Não aprecio dizer mal seja de quem for - é uma questão de consciência que muitas vezes preferia não ter.

Contudo, abro uma excepção ao comentário do José, que caberá certamente numa de três hipóteses:
1) Ou um frustrado que ainda tenta justificar a si próprio por que carga de água votou nesta gente; 2) Ou um "boy" típico, que sabe que, perdido o Governo, perdida a colocação/tacho/promoção; 3) Ou (mais triste, mas também mais provável...) um cobardezito invejoso, sem coragem para reagir, e que, infelizmente é apenas mais uma gota no oceano deste povo sem alma.
Enfim, venha o diabo e escolha...