LOAS AO SORVEDOURO VIÁRIO

Nós sabemos que o PSD e agora o PS têm gastado o nosso dinheiro onde já não interessa: Estadas. Corrupção é também falhar nas prioridades estabelecidas e que acabam por zelar por interesses que são espúrios em relação ao que importa. Há pelo menos dez anos que o País não necessita propriamente de priorizar a construção de estradas para as quais, aliás, há menos utentes, uma vez que as opções de circulação se encaminham para percursos mais lentos e mais económicos. Em certo sentido e eleitoralmente, como o PSD fazia, e agora o PS pobremente reproduz, o grande problema presente transformas-se também em futuro: estradas a mais, economia a menos, desperdício de investimento público a chover no molhado: «O líder da bancada do PSD, Paulo Rangel, acusou o Governo de estar a construir, em nome do investimento público, a terceira auto-estrada Lisboa/Porto, que resulta “da soma das quatro concessões rodoviárias” lançadas nos últimos meses.“ É esta a solução do Governo para a crise, é a política da auto-estrada cor-de-rosa, a terceira junto ao litoral que está a consumir o investimento público”, afirmou Paulo Rangel, durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro no Parlamento.» Observações até pertinentes, mas que assentariam bem melhor a quem não tenha sido governo e, por imperativo patriótico, recuse embarcar nas loucuras gastadoras no viário redundante, sorvedouro viário nacional. «Deo gratias! Som cortesão! Deo gratias! Demos caçada!»
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Procede com obsessão compulsiva o
CÃO(patriota)mas...tudo tem fim!