terça-feira, dezembro 11, 2007

ASCENDENS dEUS IN JUBILATIONE SOCRETINA


Passando alguns blogues em revista,
há impressões gerais que se consolidam
em torno dos temas recentes mais incandescentes.
Uma tendência é a forte harmonização de pontos de vista
em torno da última Cimeira em Lisboa: alguns bloggers do Corta-Fitas
e o João, do Portugal dos Pequeninos, a propósito dos pormenores
da contextual entrevista de J. Sócrates ao El País, coincidem,
coincidindo até no valor simbólico dos sapatos Prada ali mencionados.
Por exemplo, a interpretação do prólogo a essa entrevista
permite leituras tão ambíguas que, enquanto uns lêem encómios,
outros lêem uma enorme e hiperbólica ironia em relação à figura e ao papel do PM,
internamente e no âmbito da quase extinta Presidência Portuguesa,
Feira e Fórum de todas as Vacuidades Sonantes.
Parafraseando o Guterres gaffo-PIBiano, Sócrates?, «é só fazer de conta!»
lkj
Já no Contra Capa, a Cristininha resolve pegar no pezinho católico
de João César das Neves preconizando a sua adopção por Mugabe, mas sai-se mal.
Tentar fazer humor com as armas da ignorância é um mau investimento.
Depois é incrível o cortejo de lambe-botas, de bajuladores,
que certos bloggers, como ela, coleccionam: vêm acríticos dizer que sim
dando cobertura a alarvidades a sangue-frio.
Com gente assim, invertebrada, o Mundo deveria tremer de medo.
Se há coisas confrangedoras, na blogosfera como na vida,
é isto: um abdicar do contraditório, uma submissão a pseudo-sumidades
que, nos seus posicionamentos-chave civilizacionais,
em pouco se distinguem do Dr. Mengele em Auschwitz-Birkenau. .

2 comentários:

quintarantino disse...

Bem sabes, ou devias saber, meu camarada Joshua Fellini que uma das coisas que não dá jeito nenhum a muita da maralha que ciorcula por aí é exercer o contraditório de forma civilizada e consistente. Mais fácilmente se revelam putativos torcionários como alguns seres que se apresentam na "net" de lágrima angelical, do que pensadores em pose de Rodin.

KImdaMagna disse...

Concordo com o teu amigo António: tens que abrir a narrativa a toda a gente.
SE escreveres só para ti a tua mensagem perde-se, logo a função do contraditório da negação do status não estará presente.
Se fizesses só poesia ainda se aceitava. Mas tu prosas apontando irregularidades.
O que tu escreves é demasiado importante só para ficar na comprensão de 2 ou 3 amigos.
Estou com o Anbtónio mais uma vez ao constatar que o teu discurso está mais perto de quem lê.

DE que valerá a negação o contraditório se não for abrangente?